Um preconceito justiçado.

Mayara Petruso, paulista, foi condenada, na última quarta-feira dia 16, a um ano cinco meses e 15 dias de reclusão. A pena foi convertida em serviços comunitários e a multa de R$ 500.

Para recordar. Logo após a vitória de Dilma para presidente em 2010, Mayara postou no twitter o seguinte comentário: “nordestino não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado”.

Ela culpava os nordestinos pela derrota do candidato José Serra.  Com a repercussão do caso Petruso teve sua vida virada de cabeça-pra-baixo.  Abandonou os estudos. Perdeu o emprego. E teve que se esconder.

Acuada tentou se justificar afirmando que não pretendia ofender os nordestinos. Que caso Dilma ganhasse em São Paulo ela também falaria mal dos paulistanos. Tentou com isso dar uma conotação política. Evidentemente foi instruída por advogados, pois esta jovem seria incapaz de fundamentar tais argumentos.

E por que digo que seria incapaz se não a conheço pessoalmente? Simples. Porque ela faz parte de um grupo de pessoas que não sabem o que seja preconceito, racismo, homofobia ou xenofobia. Ou seja: são ignorantes. Não no sentido da ofensa, mas na falta de conhecimento.

Vejam algumas situações de ignorância.

Danilo Gentili não vê racismo em chamar pessoas da raça negra de macaco. Porque o chamavam de girafa quando mais jovem, e ele não se ofendia.  Esse humorista (?), apresentador (?) não sabe o que é racismo, discriminação.

 

José Serra numa entrevista ao SPTV afirmou que a educação paulista só estava num patamar baixo porque o estado é um polo que atrai pessoas de outros centros. Diferentemente dos da região sul. Ou seja: o culpado pelo baixo nível educacional de São Paulo é das crianças e adolescentes vindos do nordeste. E não do baixo investimento. Das escolas sucateadas. Do péssimo salário. E da falta de política educacional. Ele não sabe o que é preconceito. E pior, este senhor almeja ser presidente do Brasil.

Quem já não ouviu falar: “não tenho nada contra os gays, mas é eles lá e eu cá”. Homofobia. O preconceito evita a integração.

Ou que negro não serve para natação porque, segundo um grande cientista, pessoas da pele escura tem o músculo diferente, a massa óssea tem 300 gramas a mais de peso que do branco o que dificulta a flutuabilidade, os movimentos.  Imagine um técnico, defensor desta tese, selecionando os futuros nadadores. Ele vê um afrodescendente e de cara diz: pode ir embora. Você não serve para nadar. Racismo. Observação: Cullen Jones foi campeão mundial e olímpico e recordista mundial dos 100 metros livres, ele é negro.

Ou que o índio é vagabundo. Pessoas deste tipo não sabem o que é diferença cultural e muito menos cultura.

Ou quando se fala que os haitianos vão “roubar” nossos empregos. Xenofobia.

Ou que a bolsa família é para vagabundos. Pobre é vagabundo. Preconceito.

Bem, Mayara Petruso realmente não queria ofender os nordestinos. Verbalmente. Ela queria mesmo é que eles morressem afogado. E, digo mais. Se São Paulo tivesse votado em Dilma com certeza um dos votos seria desta moça.

Felizmente, neste caso de preconceito foi feita justiça.

Pessoas pertencentes a este grupo perpetuam o ódio. Concordam?

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A classe média, uma eterna adolescente social. Ou seria aborrecente social?

A classe média tem a mesma visão, comportamento e sentimento de um adolescente.
Como um adolescente a classe média não sabe seu lugar,
Não sabe se para ou se fica.
Se de direita, de esquerda, ou se não está nem aí.
A classe média pode ser de centro também.
(Pra não dizer que esta em cima do muro)
Uma classe em constante crise existencial.
Uma classe que não fede nem cheira.
Como diz uma amiga, uma amiga enfermeira:
A classe média lembra um sorinho fisiológico.
E como se define esta classe social?
Como é classe média se define pelo ter:
TV: duas, banheiro: dois, geladeira : duas, carro: um,
filhos: meio ou no máximo um. E por que meio filho?
AH!! boa classe média: os avós cuidam, ou a empregada
ou a vizinha ou a tia Zumira, tão sempre prestativa.
Livros: lê dois por ano, agora esta terminando Harry Potter.
Revistas: Caras, Sabrina, Júlia, Veja e etc…
Escolaridade: pensa em fazer faculdade, esta fazendo ou superior completo.
(Cá entre nós esse tal de superior sobe à cabeça, não dá um ar de
superioridade?)
Programas preferidos: tv, cinema, teatro, eventos e tudo mais que falam por aí.
Esporte: correr, andar, bicicletear, jogar, e esportes radicais.
(Existe esporte mais radical do quê: tendo pressão alta, diabetes,
ácido úrico continuar comendo aquela bela picanha, uma pururuca e
bebendo com os amigos, existe ?adrenalina pura, não só pra quem
pratica mas também pra quem vê, que digam as esposas e mães).

Diante de tantos paramêtros é justo, justíssimo que a classe média, seja média.

Perdida na sociedade por culpa de tantas definições, referências e cobranças.
Então, pra que serve a classe média? não tem função social a não ser consumir?
Caros Elóis da classe média, tem função social sim e importante função social.
A classe média é a dissiminadora de ideias, é a leva-e-traz das outras
duas classes,
Estas sim, bem definidas e resolvidas, a pobre e a rica,
Uma que manda a outra que obedece e pronto.
A classe média é a ponte de comunicação entre a elite e os descamisados.
Os ricos não falam com os pobres e vice-versa e coisa e tal.
Quando os ricos necessitam dizer algo aos pobres chamam a classe média
para dar o recado.
Sem a classe média os Morlock estariam em apuros, com certeza pereceriam.
Taxativamente quem precisa então, ser: dominado, enganado e manobrado
é a querida classe média.

Que ironia!!. Justamente aquela que acha que não é manipulada, que é
esclarecida, que é bem informada, que não é povo.
É a enganada, é a inocente útil no meio dessa história toda.
A classe média é a grande massa manipulada. A Tão falada massa de manobra.
A classe média é a transmissora da ideologia dos dominantes para os pobres.
A classe média é o sustentáculo da elite no seu poder e glória.
E quem manipula a cândida classe média?
A mídia em geral, com sua sutiliza e ponto de vista, com seus colunistas, com seus comentaristas e com suas programações subliminares e outras nem tanto. Funciona assim.
Chato descobrir ou desconfiar que esta sendo manipulado,não é?. Não,
tem gente que adora.
Classe média uni-vos… não sei pra quê, mas uni-vos.

 

Economista chefe da Febraban crítica Dilma.

Após pressão da presidenta Dilma, para que os bancos privados reduzam a taxa de juros cobrados, Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), mostrou uma faceta de arrogância peculiar à classe social a que pertence.

Em comunicado, rebateu as críticas do governo.

Segundo o economista, não adianta pressionar. O mercado é que diz se pode reduzir ou não.

Para baixar os juros a economia tem que ser mostrar mais otimista. O banqueiro tem que se sentir estimulado a emprestar e as pessoas a tomarem empréstimos. E, principalmente, o número de inadimplentes tem que diminuir.

Mas, não é só isso, há ainda outros índices a se levar em conta, como: o spread, a selic, o preço do dinheiro, o seguro, o imposto e etc. Tantas variáveis que, para um leigo, parece “um balaio de gato”. Então, depois de tudo devidamente equalizado aí sim, os bancos poderão rever as taxas.

É a lei neoliberal oculta: quando é para diminuir, o mercado regula. Quando é para aumentar, eu regulo o mercado.

Para um comum entender, incluindo aí a presidenta, ele, de maneira deselegante, presunçosa, irônica e professoral, mandou a seguinte pérola: “Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água”. Frase digna de um monge tibetano.

Porém, Sardenberg “deu com os burros n´água”. No mesmo dia foi desautorizado pela federação. Ele não falou em nome da Febraban.

Primeiro, porque não é deste modo que se trata a presidenta de um país. Segundo, ficou a dúvida: o cavalo são os banqueiros e eles já estão com a barriga cheia? Ou o cavalo é o povo brasileiro e este também não quer mais beber?

Creio que este senhor não chamaria seus pares de cavalo. Portanto, ele deve ter chamado de cavalo eu e meus pares. Ou seja, os outros 98% da população. Ofensa grave.

E, pode ir tirando “o cavalinho da chuva” porque, o que está escrito, economista-chefe, não cai no esquecimento.  João Figueiredo ficou conhecido por gostar mais de cheiro de cavalo do que cheiro do povo. E lá se vão trinta anos.

Como “não adianta chorar pelo leite derramado” fica a lição: A Dilma, por ser também economista, está usando a lei da livre concorrência. Com toda responsabilidade, que lhe é inerente. Se não diminuírem os juros os bancos privados perderão clientes. Consequentemente dinheiro.

Aí Sardenberg, quando se trata de perder dinheiro, é “tempo de murici, que cada um cuide si”. Não há federação que dure. Irmão desconhece irmão.

E não venha com “lágrimas de crocodilo”. Não adianta tramar contra o governo. Espalhar maledicência usando a mídia (leia-se: Globo e Veja).  

A Dilma Rousseff está cumprindo seu papel: proteger a nação contra a crise econômica, sem destruir o mercado. Em outras palavras: ela quer evitar que “a vaca vá pro brejo”. Entendeu?

Se de propósito ou não, Rubens Sardenberg serviu de “bode expiatório”. Como num passe de mágica os juros caíram. Campanhas publicitárias estimulando a abertura de poupanças começam a ser veiculadas.

Será que nessa semana também diminuiu o número de inadimplentes? O mercado está mais otimista?

Bem, para terminar, economista-chefe da Febraban, fica mais uma lição, dada pelos seus iguais: “em boca fechada não entra mosquito”. Principalmente quando não se é autorizado a falar.

Será que ficou claro porque “temos duas orelhas e uma boca”?

Alemanha e o pacto fiscal.

O que Hitler não conseguiu pela força das armas Angela Merkel está conseguindo pela força econômica. Dominar a Europa.

A Alemanha é o país mais rico e populoso do velho continente.

Com o discurso de salvar da crise economia europeia, que há três anos assola o continente, a Alemanha vai impondo governos e políticas de austeridade, alinhados aos seus interesses, a outros integrantes da União Europeia.

Derrubou o governo grego. Colocou Mário Monti como primeiro ministro italiano.  Portugal, Espanha estão rezando na cartilha da Chanceler.  A França adotou a política de austeridade. E assim, quase todos os outros países europeus estão procedendo. 

Afinal, vinte cinco membros da UE assinaram o Pacto de Estabilidade Fiscal, ficaram de fora o Reino Unido e a República Tcheca.

Quando encontra resistência à suas medidas Angela Merkel não aceita. Nem consulta os outros membros para saber se aceitam ou não discutir outras possibilidades. É ou não é uma imposição alemã?

Vide o recente caso da eleição para presidente na França.

Hollande, eleito presidente, cogitou rediscutir o pacto, no que foi prontamente rebatido pela Chanceler alemã.  Não há discussão, ela afirmou.

E perceba, é a França que estava falando, outra potencia.  Talvez seja por isso que os franceses dizem que a era “Merkozy” tenha terminado. Ou seja, a era de dizer amém a tudo.

A população, vítima dessa austeridade, está reagindo. Percebendo a perda de soberania, o sacrifício impingido pelas medidas, diz não a partidos tradicionais. À governantes obedientes a regras liberais. À intromissão germânica.

Estão ganhando forças agremiações ultranacionalistas. Da extrema direita ou da extrema esquerda. E, elas trazem junto o que de pior há: o ódio, o preconceito, o racismo e a xenofobia.

Alemães culpam os gregos pela crise, dizem: são preguiçosos, gastadores.

Outros, sobre os alemães: são presunçosos e dominadores.

Alguns escolhem como alvos os imigrantes: sul- americanos, africanos, asiáticos. Outros, os mulçumanos.

E a raiva crescendo. E a raiva pode levar a agressão.

Até agora não houve guerra entre estados democráticos. Até agora.

Enquanto isso os grandes financistas continuam usufruindo de seus belos iates, mansões carrões e etc. Estes senhores não participam do pacto de austeridade. Pelo contrário recebem ajuda e garantia dos governos.

A Alemanha exporta crise. Garante a paz interna como o desespero externo.

Assegura a dominação com a submissão dos governos simpatizantes às fórmulas econômicas alemãs.

Alemanha será senhora da Europa? Qual a sua opinião?

A trinca: Civita, Demóstenes e Cachoeira.

O relatório apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), com o pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) por quebra de decoro, teve o cuidado de não citar as escutas telefônicas nem matérias veiculadas pelos meios de comunicação.

O relator agiu com sabedoria e prudência. Pois, ainda não foram sancionados esses meios como provas. E, ele sabe, também, que Demóstenes procura encontrar qualquer deslize jurídico para entrar com pedido de anulação do relatório.

No entanto, outros parlamentares afirmaram não ter problema em mencionar estas fontes. Visto que, o próprio  Demóstenes Torres, antes da descoberta do seu envolvimento com o Carlinhos Cachoeira, defendeu o uso de escutas  ou de reportagens  publicadas em jornais, revistas ou televisão como justificativa para abertura de processos de cassação.

Agora fica claro porque o probo senador defendia com tanta veemência o uso de reportagens.

Ele estava a serviço de Roberto Civita, dono da VEJA, e de Carlinhos Cachoeira.  O primeiro com interesse em derrubar o governo e o segundo de garantir a continuidade de seus negócios.

O esquema funcionava do seguinte modo: o jornalista Policarpo Junior, outro citado no relatório da PF, transformava em furo de reportagem as informações passadas pelo contraventor. Independente de serem verdadeiras ou não.  Capa de revista.

E Demóstenes garantia a lisura das matérias e a indignação do congresso através de entrevistas e discursos no senado.

Matérias do tipo: “Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba”,” Os tentáculos das FARC no Brasil” ou” O medo no supremo” foram plantados por Carlinhos Cachoeira e devidamente usados pela VEJA na tentativa de desestabilizar o governo.

Acessem   http://www.viomundo.com.br/denuncias/luis-nassif-as-materias-que-cachoeira-plantou-em-veja.html. Neste sítio estão muitas outras matérias.

Para dar respaldo, a publicação citava como fontes: agentes da Abin, que preferiam se manter no anonimato. Relatórios, que nunca mostraram.

E, ao mesmo tempo, a VEJA enaltecia o senador Demóstenes Torres. Homem íntegro, de bem, corajoso, um ícone da honestidade e da decência.  Um “mosqueteiro da ética”, como ela mesma o classificava.

Eis o teatro.

Essa relação promíscua VEJA, Demóstenes, Carlinhos Cachoeira fez um estrago enorme. Delegados caíram. Testemunhas desmoralizadas.  Policia e ministérios ridicularizados.

Essa trinca tem que ser investigada pela CPI.  Roberto Civita tem que depor. Policarpo júnior também.

A Globo entrou com a operação “abafa”. Não sai um noticiário. Há uma blindagem em torno de Roberto Civita. Então, convoquem os irmãos Marinho para saber o porquê dessa postura. Qual o interesse em não divulgar a informação completa.

A CPI sem a VEJA, sem a Globo ficará igual a um queijo suíço. Cheia de buracos. E o Congresso, mais uma vez, desmoralizado. As pessoas mais enojadas. O Brasil mais desacreditado. E os inescrupulosos dando risada.

Isso é uma vergonha.

Boris Casoy, âncora do Jornal da Noite, após apresentar o pronunciamento da Dilma, sobre a redução da taxa de juros pelos bancos privados, em comemoração ao 1º de maio, fez o seguinte comentário: “não sei por que tem que aparecer esta legenda aí em baixo, se a Dilma fala em português, e até que se expressa bem”.

Como Boris Casoy, jornalista experiente, afirma não saber o motivo vou levantar algumas situações que possa justificar a introdução do letreiro.

Partindo da premissa que a presidenta é presidenta de todos, então ela tem, por obrigação, que garantir que sua mensagem chegue ao maior número possível de brasileiros e, além do mais, que chegue de modo claro.

Bem, segundo o IBGE são 5.750.809 pessoas portadoras de deficiência auditiva. A deficiência auditiva possui graus. Vai de leve à profunda.  Pode ser de nascença ou motivada por acidente, por doença ou velhice.

Os que escutam de forma parcial necessitam da legenda para auxiliá-los no entendimento.  Ameniza o problema quando usam aparelho de surdez.  Mas, não resolve totalmente sendo muito útil o letreiro.

Há os surdos implantados, aqueles que possuem “ouvidos biônicos”. Conforme um implantado me disse: o som chega de forma robótica. Algumas palavras são ininteligíveis, logo a legenda ajuda.

Segundo CEDOC são 500 mil surdos profundos, ou seja, aqueles que não ouvem absolutamente nada. Porém 70% deles sabem ler o português. Portanto, a legenda ajuda.

Bem, só a inclusão dessas pessoas, no entendimento da mensagem, já justifica a tradução português-português.

Mas vamos continuar. Fora a deficiência auditiva, há situações em que o cidadão precisa de legenda para compreensão.  Pois, simplesmente não tem como escutar o que estão dizendo.

Há pessoas que, no momento do pronunciamento, podem estar em algum lugar com muito ruído. Como no terminal rodoviário, no porto, no aeroporto, no restaurante, na redação de jornal, no metrô, no ônibus, no bar e em tantos outros locais que fica difícil citar todos.

Como se nota existem infinitas situações que pedem a inclusão de legendas.

Senhor Boris Casoy espero ter ajudado a elucidar o porquê da legenda.

Agora, em relação à frase: “e até que se expressa bem” não sei a que estava se referindo o jornalista. Ficou apenas evidente o seu preconceito e sua ignorância social. Então, prefiro pedir ajuda ao leitor.

Por favor, complete a frase como uma das opções abaixo: e até que se expressa bem…

A – apesar de ser mulher.

B – apesar de ser do PT.

C – bem melhor que o seu antecessor, o Lula.

D – apesar de não atingir o meu nível.

E – Mas não é tão boa como Serra.

Comente e escolha ou sugira outra opção. Obrigado.