Ligações interrompidas.

O caso é o seguinte: a Tim na procura de atrair mais assinante criou a promoção INFINITY. O cliente paga por ligação e não por duração.

Ela atuou de forma agressiva no mercado. Através de ostensivas propagandas conseguiu o atingir seu objetivo.

Aparentemente era mais uma estratégia empresarial.

Só aparentemente, porque as reclamações dos usuários aumentaram. Foi o sinal de que algo estava errado com a operadora, e com outros concorrentes.  A ANATEL teve que intervir. Suspendeu a venda de novos chips. Alegou falta de capacidade dessas empresas para atender a novas demandas.

Num primeiro momento estas companhias se indignaram com a interferência do estado no mercado. Para, logo depois, acusar o governo de ser o culpado pela falta de investimento. Pois, as leis não permitiam que a velocidade de expansão se desse com a necessária fluidez.

Não houve conversa, nem retórica. A agência regulatória cumpriu seu papel. Essas operadoras tiveram que apresentar planos, factíveis, para sanar as dificuldades com a telefonia móvel.  Algumas operadoras apresentaram o projeto. A proibição foi suspensa. Aparentemente o problema estava resolvido.

E, ao usuário ficou aquela sensação de que poderia, finalmente, conversar tranquilamente sem receio de que a ligação caísse ou o telefone discado estivesse fora de área. Ledo engano.

O que parecia ser apenas defasagem técnica poderá se transformar num episódio comum de crime. Pelo menos para TIM do Paraná.

Neste estado o ministério público constatou o seguinte: num mesmo dia houve 8,5 milhões de quedas de ligação. Todas ligadas ao plano INFINITY. O ganho da empresa no dia foi de R$ 4 milhões. Verificou-se que aTIM causava a interrupção propositadamente. A ganância por lucros desenfreados falou mais alto. Nesta semana o governo proibiu que, caso a ligação caísse, a segunda chamada fosse cobrado. Ponto para o cidadão.

Mas a coisa não pode parar por aí. Houve um crime contra o direito do consumidor.

O comportamento da TIM foi de uma vileza e baixeza só comparável aos casos de falsificação de remédios contra o câncer. Ou do ex-médico Roger Abdelmassih que violentava, fisica e psicologicamente, as pacientes enquanto dopadas.

A imagem de respeito e seriedade da empresa está abalada. Será que o presidente mundial da operadora também não irá tomar providências? Afinal, foi um ato de pilantragem.

Será que o MP e o governo vão deixar por isso mesmo? Será que nosso complexo de vira-lata falará mais alto?

Não pode acontecer. Os paranaenses foram lesados. Enganados. Tem que haver punição.

Agora, pergunto: o que será que as outras operadoras estão fazendo por baixo-dos-panos?

Pessoas que têm planos pré-pagos andam comentando que quando os créditos acabam aparecem problemas com as chamadas.  Ligações interrompidas e mensagens que chegam atrasadas.

Será possível que elas estão agindo da mesma forma inescrupulosa?

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