Lula, o visionário, e o aumento do número de ausentes nas eleições.

Após dois meses de campanha para prefeito o Brasil volta à sua normalidade. Não houve grandes surpresas no pleito. Os eleitores, de um modo geral, mostram sua insatisfação com a maioria das administrações. Preferindo o novo.

Um destaque. Em Salvador, Jaques Wagner foi o único governador do nordeste que não fez o prefeito. Seu candidato perdeu para ACM Neto. Que, apesar de tenra idade, representa o que de mais retrógrado existe em política. O “carlismo” respira novamente. O velho ganhou.

O grande vitorioso desta eleição foi o PT. Não em números absolutos. Porém, venceu um clássico. No estádio do adversário.  Derrotou o PSDB dentro do seu maior reduto, São Paulo.

Foi uma dessas vitórias em que Lula se consagrou como técnico. Indicou e apostou suas fichas em Fernando Haddad. Um novato. Ele começou com 3% de intenções de votos e terminou eleito com 55%.

O grande mérito do ex-presidente foi ter percebido que as pessoas querem a renovação. Não a mesmice. Claro, não é apenas a novo que garante a vitória. A incompetência e o desleixo do antecessor ajudam bastante.  Kassab contribuiu com louvor para a derrota do PSDB. Porém, caso Marta Suplicy tivesse saído como candidata dificilmente derrotaria Serra. Seria outra história.

Essa percepção diferencia Lula dos demais políticos. E faz escola. Fernando Henrique Cardoso, em entrevista logo após o resultado da eleição, declarou que a população mostrou nesta eleição que deseja o novo. Que anseia por ideias inovadoras e etc. Conclama ainda o partido a refletir sobre essa postura do eleitorado. Sem descartar os antigos líderes. Estes serviriam para “puxar” os que estão chegando. Aécio Neves assina embaixo.

Pena que FHC não tenha visto isso antes. Agora fica como lição. Dada por um simples operário.

A mídia é outro capítulo aparte. Deu os resultados esforçando-se para mostrar uma imparcialidade e frieza diante dos fatos.  Mecanicamente foi proferindo as porcentagens.

No entanto, não aguentaram muito tempo. Nas análises finais ficaram batendo na tecla da abstenção. 19% não votaram.

Deram em destaque um pronunciamento da presidenta do TSE, Cármen Lúcia: “Relativamente, a abstenção teve aumento. Como passou de 19%, cabe agora aos órgãos, tanto da Justiça Eleitoral quanto especialistas, cientistas políticos, analisarem. É, sim, preocupante qualquer aumento. Toda abstenção não é boa porque significa que a representatividade – e quanto maior a presença é ganho – pode ser questionada“, afirmou a ministra.

Não tem jeito essa turma. Eles não dão o braço a torcer.  O que pretendem?  Desqualificar os eleitos que não fazem parte de seu balaio? Mostra que o povo não sabe votar? Que os vitoriosos não são dignos representantes? Que a “massa” não obedece mais como antigamente?

O voto no Brasil é obrigatório. Não deveria ser. Se 19% não quiseram votar qual o problema? Justifica-se e acabou.

Não criem tempestade em copo d´água.

Para ajudar, ficam aqui registradas algumas sugestões para as possíveis causas da ausência.

Aumentou o poder aquisitivo do cidadão. Ele preferiu ir descansar em outras bandas.

O cidadão não acredita nos candidatos do segundo turno. Em vez de anular. Não comparece.

Ele é um indeciso. Não sabe em quem votar. Então, para que comparecer?

Não acredita nos políticos. Não quer dar aval a futuras bandalheiras.

Como disse o senador Álvaro Dias: o eleitor não uniu o candidato ao partido. Ou seja, o mensalão não surtiu o efeito desejado. Pior senador o eleitor ligou o mensalão a todos os partidos. Por isso não compareceu.

Qualquer que seja o motivo da ausência é um posicionamento político. O homem é um animal político, como disse Aristóteles.

Esses números não abalam a democracia. A não ser que a impressa esteja tramando um golpe. STF neles, imediatamente.

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