A Globo e o pensamento neoliberal.

Primeiro foi durante as eleições para presidente dos EUA. Barack Obama versus Mitt Romney. Depois pegaram carona na crise europeia. E agora estão pendurados no problema que Obama enfrenta para conseguir a aprovação dos ajustes fiscais prometidos durante a campanha. Ou seja, aumentar os impostos da parcela mais rica da sociedade.

Caso não seja aprovado este aumento ou solucionado o impasse no congresso será, então, disparado automaticamente um dispositivo que elevará os impostos para todos os cidadãos americanos. Pobres e ricos. Haverá corte de nos programas sociais. Corte nos investimentos. E redução orçamentária nos gastos com a defesa.

Este “gatilho” levará a maior potência mundial à recessão. Novamente. O que seria catastrófico para o mundo, já em crise.

Mas o assunto deste artigo não é propriamente os problemas que o presidente reeleito enfrenta com a oposição republicana. Ou as amarguras do velho continente. E sim a forma como a Globo trata destes assuntos.

Não perdendo a oportunidade, os seus noticiários, de maneira sistemática, citam os motivos que levam os republicanos a serem contra a taxação da parcela mais rica. É uma visão neoliberal. O problema é que só colocam um lado do embate. Não dizem por que os democratas são a favor.

Os seus telejornais procedem como que preparando o terreno para uma batalha que se avizinha aqui no Brasil. Pois, se queremos construir um país justo e verdadeiramente democrático o caminho natural leva também a tomada dessas medidas. Eles sabem disso. Mas não querem isso.

O “Bom dia Brasil” disse: os ricos já contribuem com a sociedade gerando empregos. Não é justo pagar mais impostos. Nós, cidadãos comuns, ficamos apenas com essa informação. Parece um argumento lógico e irrefutável, não é mesmo?  Porém, pergunto: os ricos geram emprego por bondade, por filantropia ou por gentileza? Evidentemente que não. Eles criam empregos porque precisam que alguém trabalhe para eles.

O empregado e o empregador mantém uma relação de reciprocidade. Bijetora. Simbiótica.

Nesta relação o assalariado sempre foi o elo mais fraco dessa sociedade. Qualquer instabilidade econômica a primeira providência que o patrão toma é demitir. Para equalizar. Qualquer avanço tecnológico as primeiras perguntas são: o que ganho com isso e qual a redução de custo que consigo? Ou, quantos trabalhadores podemos dispensar?

Não existe outra ideia, além dessas, porque esta é a lógica capitalista. O empregador não vê outra saída porque o foco não é o ser humano. Não é o social. É o dinheiro. O status quo. Mas não é justo. Os ricos têm a faca e o queijo na mão. Mandam e desmandam. Cabe ao governo frear essa sanha predatória deles.

A elite brasileira está mais para raposa que para leão. O leão caça uma única presa para comer. A raposa, se colocarmos num galinheiro, mata todas as galinhas, não só a que necessita para saciar a fome.

Outra visão neoliberal veiculado pelo noticiário: eles, os republicanos, não gostam de pessoas que se contentam em ser empregado à vida toda. Cuja meta de vida é se aposentar.  E, segundo eles, viverem a custa do estado. Lembram-se das palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamando os aposentados de vagabundos? Pois é, neoliberalismo extremado.

Agora, nem todos tem os mesmo perfil. Ou mesmo objetivo. Ou a mesma sorte. Ou a mesma disposição. Ou a mesma oportunidade. Somos diferentes.

É pecado a pessoa não querer ser empresário? É pecado querer viver de maneira mais simples? É pecado viver com o que tem?

Ou o grande pecado está em reclamar por melhores condições de vida? Se uma pessoa se contenta em ser bancário a vida toda então ela tem que pagar com sofrimento esse contentamento?

Com essa forma de transmitir o noticiário a Globo vai aos poucos moldando mentes e corações. E assim, como na síndrome de Estocolmo em que o sequestrado assuma a lógica do opressor, a elite pretende arregimentar a população para sua causa. A da raposa.

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A campanha de ódio contra Lula perpetrada pela mídia.

Temos que concordar num ponto: a chamada grande impressa está trabalhando para desconstruir a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil. De quebra a do PT e consequentemente a de Dilma Rousseff. Constantemente o Lula é ligado a atos de corrupção e a escândalos sexuais.

José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha e outros recentemente condenados pelo STF são grãos de areia na praia. A mídia quer exterminar o comandante mor. O responsável pela ascensão desses “quadrilheiros”.  Ou seja, o Lula. E sem razão, apenas por raiva.

Desconheço outro governante que, após deixar o cargo, teve seu nome tantas vezes vinculado a atos ilícitos.

Para ilustrar melhor o que digo faço uma comparação. A Veja e a Globo noticiaram vários atos de corrupção durante o governo FHC. Após este deixar o cargo pararam imediatamente de ligar seu nome às denúncias.  Não se fala e nem se clama por punição aos bandidos da era Cardoso.

Aliás, a imprensa não só parou de investigar os crimes como também trabalhou para construir uma imagem de perfeição, lisura e “glamour” entorno dele. Uma coca-cola.

Para se ter uma ideia da magnitude do poder que a mídia tem,  caso alguém pergunte: quem foi o responsável pelo fim da inflação e quem é considerado o pai do plano real? Muitos dirão: Fernando Henrique Cardoso.

Poucos se lembrarão de que foi Itamar Franco a principal figura da estabilidade econômica. O presidente do Brasil à época. Mataram, ainda em vida, o político mineiro. Transformaram Itamar num bobalhão.  Numa figura pitoresca e grotesca, covardes que são.  Armaram para ele aparecer no carnaval ao lado de uma garota nua.

E também, só recentemente soubemos da pulada de cerca de FHC com uma repórter da Globo. E do filho gerado dessa relação. Esconderam tudo. Até a jornalista. Exilada na Europa.

Resta alguma dúvida que a mídia assim como pode construir, pode destruir?

Agora, porque a elite e seus asseclas têm tanto rancor do ex-presidente e do PT é que é estranho.

Vejamos. Lula “retirou da pobreza extrema mais de 30 milhões de pessoas, impulsionou o crescimento econômico, ajudando a gerar 14,5 milhões de novos empregos com carteira assinada, criou o maior programa social do planeta, o Bolsa Família, democratizou o acesso ao ensino superior, à casa própria, ao crédito e à energia elétrica. Contrariando nossa triste tradição histórica, tão cara aos cultuadores do ódio a Lula, dessa vez crescemos distribuindo renda e oportunidades”, conforme Lindbergh Farias.

Havia empresas de telecomunicações que estavam na bancarrota. O governo ajudou a reerguê-las. As Organizações Globo, aí mora a sacanagem, são donas de 60% do mercado publicitário. Os banqueiros lucraram muito mais nos últimos dez anos. As grandes indústrias faturaram como nunca. O Brasil, devido à crise de 2008, correu um sério risco de virar uma Grécia. Ele evitou que isto acontecesse.

Seu governo, evidentemente, não acertou em tudo, mas procurou fazer o melhor. Para todos, como dizia o slogan.

A polícia federal ganhou independência. O governo não interfere nas investigações. Aumentou o salário dos agentes.

Lula indicou, entre outros, Joaquim Barbosa para ministro. Ele queria um negro para o cargo. Um negro! Ele quis combater o racismo. E o Brasil é racista. Não o conhecia. Não era seu amigo. Não o indicou pela posição ideológica. Esquerda ou direita. Indicou pela competência. Pra ele tanto faz. Agiu diferente de outro ex-presidentes.

Não quero nem pensar o que falariam e escreveriam se Joaquim Barbosa tivesse a mesma posição de Lewandowisk.

Bem continuemos. Se não é perda econômica ou de status, então o que é que há por traz dessa cólera? Dessa campanha repugnante?

Luiz Inácio Lula da Silva é nordestino. Nasceu em Garanhuns, Pernambuco. Tem o primário completo.  Pobre, migrou para São Paulo. Aqui estudou. Formou-se pelo SENAI como torneiro mecânico. Perdeu o dedo trabalhando. Tornou-se presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC. Liderou uma greve por aumento salarial em 1979. Desafiou a ditadura. Foi preso. Traído pela Federação dos Metalúrgicos de São Paulo. Mesmo assim o movimento saiu vitorioso. Felizmente, não teve o mesmo fim de outro líder, Santos Dias, assassinado pela polícia militar de São Paulo durante um ato de protesto.  Não aceitou a se filiar a nenhum partido. Preferiu criar um. Foi criticado pelo sindicalista polonês Lech Walesa, grande estrela anticomunista, que dizia que sindicalista não deveria se intrometer em política (ele mesmo se tornou presidente da Polônia). Em 1980 fundou o PT. Abrigou, sobe a sigla, diversas correntes políticas de esquerda. Deu voz aos excluídos. Muitos se transformaram em personalidades do primeiro escalão. Saíram da obscuridade.  Foi deputado constituinte mais votado. Perdeu várias eleições. E finalmente chegou a presidência da república. Sendo reeleito. Mora num apartamento simples em São Bernardo.

Resumidamente aí estão quase 40 anos de história.

A elite preconceituosa não suporta nordestino. Exemplo: em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Philips no Brasil, Paulo Zottolo afirmou que, ao apoiar o movimento Cansei, desejava remexer no “marasmo cívico” do Brasil, e afirmou: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”.

O movimento “Cansei” foi criado em São Paulo a partir do acidente da TAM. Eles diziam que estavam cansados da incompetência e do caos instalado no governo federal.  Mais tarde se descobriu que foi falha do piloto e da companhia. Perdeu a razão de ser, mas continuou esparramando cretinice. É tão racista e preconceituoso que quase provoca racha dentro da OAB.

A elite elitista não acredita em quem não faz faculdade.  Por mais fraca que seja, não importa. Muitas das atuais grandes empresas  surgiram de quem tinha pouco estudo. Pão de Açúcar. O folclórico presidente do timão, Vicente Mateus, em entrevista disse o seguinte a respeito de seu quase analfabetismo: tem muito engenheiro trabalhando para mim.

A elite acredita que pode comprar todo mundo. Vendendo ilusões. Ou ameaçando a sobrevivência do cidadão.

A elite acha que todo mundo, que não seja da estirpe deles, é incapaz. Na revolta da chibata os marinheiros puseram os navios de guerra em movimento e prontos para batalha, diante do espanto da oficialidade.

A elite tem certeza que só da trupe deles pode sair uma grande líder. Ledo engano.

Lula se encaixa exatamente em todos os itens acima citados de ódio e preconceito e ao mesmo tempo contradiz tudo no que eles acreditam. Elite retrógrada. Saudosa do século XIX.

Lula, antípoda do mal. Ele não é meu amigo. Mas jamais me juntarei ao coro da elite.  E de alguns da esquerda que beberam na fonte. E agora, como homens inocentes, ajudam os ricaços no seu trabalho de destruição.  Agora é fácil bater. Falar do caráter. Que Lula sempre foi ganancioso e etc.

Partidos progressistas vocês irão abandoná-los à sanha dos lobos? Esperam ganhar o quê com essa posição? Benevolência da oligarquia? Poder? Acabar com o imoral? Esqueçam.

O golpe está sendo preparado. Não será pelas armas. Espelhem-se no Paraguai. Foi tranquilito tirar o presidente.

Tirar o mérito de uma pessoa dessa é ser muito bitolado. Um Lula não se encontra na esquina. É uma joia rara. Tem que se preservado. Abaixo este estratagema baixo.O mundo agradece.

O STF e a manipulação da constituição.

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Como é brilhante o jogo de palavras. E de cálculos. Com o mesmo expediente podemos chegar a conclusões diferentes.  A resultados que queremos que se chegue.

Certa vez, assim que o Lula ganhou a primeira eleição para presidente, um colega me disse: meu filho já não gosta de estudar e agora piorou.  Como vou explicar para ele a importância do estudo, se o presidente do Brasil é a um analfabeto?  Ele vai me atirar na cara esse absurdo.

Procurando consolá-lo contei a este amigo um caso semelhante. Um sobrinho meu também andava desinteressado pelos estudos. Um dia disse a ele: veja como é bom estudar. O Fernando Henrique Cardoso estudou, se dedicou e chegou à presidência da república.  E você também não quer chegar a ser presidente? Perguntei. Ele olhou pra mim e disse: tio, mas se for pra fazer essa droga que FHC fez no governo não precisa estudar… Conclusão: os dois não gostavam de estudar. O motivo pode ser qualquer um.

Vejam mais um caso interessante de jogo de palavras, especificamente cálculos matemáticos. As pirâmides do Egito.

Alguns cientistas somando, multiplicando, subtraindo, dividindo, extraindo a raiz quadrada das dimensões piramidais chegaram à seguinte conclusão: a pirâmide registra a exata distância entre a terra e o sol.

Outros , novamente somando, multiplicando, subtraindo, dividindo, extraindo a raiz quadrada chegaram a resultado de que não é à distância e sim a lei de variação da obliquidade eclíptica que está escrito nas pirâmides.

Continuando, estudiosos diversos, a partir das mesmas medidas, descobriram o seguinte: na pirâmide vem descrito a lei de variação da constante de gravidade sobre a superfície da terra, a lei das variações periódicas das estações e da frequência dos terremotos, a medida do ano solar, a medida do ano sideral e do ano anomalístico, as leis da precessão dos equinócios e a variação de longitude do periélio, etc. Ou seja, o que eles desejarem concluir, concluíram. E com propriedade. Com paciência e dedicação você pode descobrir que nestas construções está escondida até a data do seu aniversário. É só trabalhar bem com as operações

Poderia continuar citando vários casos de interpretações manipuladoras e argumentativas a que estamos sujeito. No entanto, nenhum deles irá superar a do STF.

Os ministros do supremo já tinham decidido pela cassação dos mandatos. Só precisavam lastrear com argumentos e leis. E dar um cala-boca no congresso.

Usando do mesmo jogo de palavras e de contas e depois de ler, reler, debater, pensar, filosofar, refletir, bocejar, cochilar, consultar a mãe Dinah afirmaram: somado o artigo 15 e 37 da constituição, multiplicado pelo ao artigo 92 do código penal, menos o artigo 2 da constituição e derivando o artigo 55 da mesma concluímos: quem manda aqui somos nós. Cassem os mandatos. E o congresso? Ora, o congresso. Mero detalhe. Se não cumprirem serão incriminados por prevaricação. Presos. Cassados. Deportados. Excomungados e o que mais a mídia quiser.

E a imunidade parlamentar? Bem, isto requer novas operações e jogos. É outro processo.

Com isso podemos então rasgar a constituição de 1988, correto? O que está escrito não vale. Ou vale da forma que esses ministros interpretarem.

O STF virou um estado dentro do estado. Imperial, como o antigo poder moderador de D. Pedro I.

Isto está cheirando a preparação de um golpe de estado. Desmoralizar o congresso de todas as formas.

Os poderosos sabem que pelo voto democrático não irão retornar tão cedo ao planalto. Ficar longe do poder é inconcebível na cabeça dos que estão acostumadas a mandar e desmandar. Para esses senhores do destino a democracia é boa, o que atrapalha é o povo.

Agora, finalmente encontraram um elo fraco da república: o judiciário. Com esses ministros, de um conservadorismo e deslumbramentos exacerbados, o palanque para manobras futuras está armado.

Ricardo Boechat, sem querer ou não, no jornal da band, externou seu espanto diante da afirmação de Marco Maia de que não irá cumprir o que o Supremo decidiu. O jornalista acha impensável alguém desobedecer a uma ordem do judiciário. Segundo o ancora, ela pode até não concordar, mas tem que cumprir.

Para alguém que tem por profissão o trabalho com a informação achei a análise de um simplismo exasperante. No entanto foi bem significativo. Pois, mostrou como grande parte da população vê e interpreta os atuais acontecimentos.

Será que ele se esqueceu de que não é um cidadão comum que fala, mas sim o presidente da câmara de deputados do congresso nacional, um dos três poderes independentes da União? E se Maia afirmou tal é porque ele também tem respaldo da constituição. Ninguém é louco ou inocente nesse mundo político.

Nós vemos o que queremos e interpretamos como desejamos. Só que não somos formadores de opinião, nem autoridades da república e nem representantes do povo.

Particularmente acho um absurdo como os astrólogos antigos viam e decifravam o mundo. Eles, olhando para as estrelas, viram touro, balança, escorpião, peixes, gêmeos, câncer, virgem e etc. Eu, olhando para o céu, não enxergo nada disso… O máximo que vejo é o rosto da minha amada.

STF e a constituição brasileira.

constiuticaoVamos ver. A república brasileira é constituída de três poderes equivalentes.  Segundo o artigo 2º da constituição: são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Cada poder tem uma função específica.

Poder Executivo é o responsável pela execução das leis, pelo governo e administração dos negócios públicos.

O poder Judiciário tem a atribuição de julgar, aplicar as leis, garantir a execução das mesmas e reparar as relações jurídicas violadas.

Ao poder Legislativo  compete a elaboração de leis que estruturam o ordenamento jurídico do Estado e, ainda, modificá-las ou revogá-las.

E mais. Reproduzo abaixo outro artigo da constituição. Este versa sobre qual a instância responsável pela cassação de mandatos de deputados e senadores do congresso nacional.

Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:

I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;

IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;

VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

§ 1º – É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.

§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 3º – Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994).

No§ 2º deste artigo 55 está bem claro a quem cabe decidir a perda do mandato. Certo? Ou restam dúvidas?

E no item VI vem escrito uma das condições para a perda do cargo. Se for transitado em julgado. Ou seja, ao condenado não cabe mais recurso. O que não é, ainda, o caso. Concordam?

Bem, o artigo 55 foi redigido de forma clara e concisa. O objetivo era não suscitar questionamentos.  E por quê? Para evitar futuras tentativas de golpe de estado e de intromissões em suas funções. Principalmente de outros poderes.

Então, porque o STF insiste em interferir no outro poder?  Por que ambiciona chamar para si a responsabilidade pela cassação? Será que o supremo deseja criar uma crise institucional? E se de deseja, qual a finalidade?  Por que a tentativa de rebaixar o congresso a menino de recado do judiciário?

Como disse o supremíssimo ex-ministro Ayres Brito: “se o judiciário não governa, impede o desgoverno”. Então, por que os juízes tentam provocar o desgoverno, solapando um dos alicerces da democracia? E justamente eles que tem a função de zelar pela aplicação da carta magna.

Na recente história brasileira houve caso dessa interferência e extrapolação de poder.

Em 1964. Após o golpe, o STF se pôs à disposição dos militares. Julgavam e cassavam mandatos de deputados. Querem repetir a doze? Estão saudosos da ditadura? Querem mais?

O Supremo está a mando de quem? Da constituição, como se pode notar, com certeza não é.  Porque se assim fosse, os ministros do Supremo não estariam nem cogitando a cassação.

Fernando Collor sofreu “impeachment” pelo congresso. E no STF foi inocentado. O legislativo não exigiu sua condenação. Os congressistas sabem a diferença entre julgamento político e julgamento jurídico. Algo que, pelo visto, Joaquim Barbosa, relator do processo, não sabe. Ou se sabe, faz vistas grossas.

Um golpe está sendo preparado. Dividir, desmoralizar, amedrontar e recrutar. Os poderosos sabotam o governo.

A elite, através da mídia, está cooptando a simpatia da população para sua causa. A quem já compre a informação veiculada sem ao menos questionar.

A liberdade de expressão por esses meios justificar suas mentiras e manipulações.

A Inglaterra e a Argentina estão tomando providências quanto a esses abusos. A esse poder paralelo. A midiocracia.

Marcos Valério de bandido comum é tratado pelo Estadão, pelo JN e pela Veja como o mais crível dos homens.

Roberto Jeferson, réu confesso, teve a menor pena entre os grandes.

Há muita coisa errada.

O presidente da câmara dos deputados, Marco Maia, tem que ser firme. Não pode permitir esse disparate por parte do judiciário. E deixar bem claro quais os motivos desse embate. Devemos sedimentar políticas democráticas. Evitar retrocesso no nosso Brasil. Lutar pelo estado de direito. Evitem que o STF rasgue a constituição. Muitos morreram pela liberdade.

Os moradores da casa grande brasileira não se conformam. Só espero que não façam o mesmo que “os ricaços” venezuelanos fizeram. Assistam a este vídeo abaixo. E vejam a que ponto pode chegar à oligarquia saudosa de um país. O desespero de quem não consegue vencer pela eleição. E não duvidem que isto possa ocorrer por aqui.

http://www.youtube.com/watch?v=r7GWIKLRPQQ

União Europeia recebe o premio Nobel da Paz.

Fotos da crise em Portugal.

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Fotos da crise na Espanha.

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Fotos da Crise na Grécia.

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Manchete do Estado de São Paulo: “Prêmio Nobel reconhece Europa como ‘continente da paz’”.

Foi concedido o prêmio à União Europeia.  Conforme Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, “Os fatos provam que a União Europeia é um instrumento de paz de primeira ordem”. Os fatos, sim. As fotos acima, não.

Como falar em “continente da paz” no momento em que a Europa vive dias turbulentos? Ou é uma afronta aos povos destas nações. Ou uma indelicadeza. Ou falta de sensibilidade completa.

A UE é um dos membros da troika. Suas soluções mirabolantes vêm levando milhares de europeus a penúria. Enquanto protege de maneira vergonhosa o capital.

Mortos e suicidas desses países ressuscitem. Pois eles não estão nem aí para vocês.

É por essas e outras que esta premiação foi acusada de ser um mero instrumento político do ocidente.  E de objetivos escusos dos poderosos.  Com toda razão.

A Veja e seu ódio ao Lula

A Veja fez uma mais uma “vejisse”.  Na capa de sua ultima edição estampou a manchete “A mulher que sabia de mais… e o homem que nunca sabe de nada”.  Conectando a Rosemary com o ex-presidente.capa da veja 031212

Se quadrilha houve, ela foi investigada e seus meliantes identificados.  Isto é reportagem para despontar na seção policial. Simples. Mas não é assim que a coisa funciona. Pra esta revista golpista, protegida da Globo, todos os acontecimentos de corrupção são automaticamente atrelados à imagem do Lula. Por que será desta postura vil? Por que de tamanho horror? Será um receio petrificante das derrotas eleitorais que estão por vim?

Pode ser, pois no embalo de mais este escândalo o PSDB, com sua posição primária, aproveitou e lançou Aécio Neves para presidente.  Pobre José Serra. A sua batata estava assando dentro do próprio partido e ele não percebeu.

A mensagem escondida atrás dessa candidatura precoce é a seguinte: olha caro eleitor nós temos um candidato honestíssimo, íntegro e família. Não se esqueçam da gente, tá bom!

E não pensem que é apenas para idiotizá-los (os neoliberais) que usei esta expressão. Eles pensam assim porque, para eles, quem não é elite é idiota.

Agora, o que a Abril está fazendo beira à sandice.

Certa ocasião, numa entrevista, Felipão reclamou com os jornalistas sobre a divulgação de seu salário. Não sem razão, ele afirmou: que se algo acontecesse com ele ou sua família ele iria responsabilizar diretamente a imprensa.

Da mesma forma irresponsável este semanário age. Este ódio visceral pelo Lula está levando a caminhos perigosos.

O ódio não se deve ao fator ideológico ou econômico. Aquele PT da década de 80 e 90 não existe mais. O radical, o que batia de frente teve seu momento. Passou. Após 10 anos de governo viu-se que o partido está perfeitamente sincronizado com a globalização.

É muito pueril acreditar que este nojo se deva ao corte de publicidade. A Globo, parceira e irmã da Veja, não teve corte. Essa emissora monopoliza 60 % do mercado publicitário. E tem o mesmo ódio.

Só resta pensarmos no ódio oriundo do preconceito racial. De classe.

Imaginem o que não doeu para a elite, acostumada a mandar e manipular as opiniões, ter como presidente: um nordestino, com apenas o primário completo e metalúrgico. Oriundo das fábricas deles! Se coloquem na posição de quem tem o nariz voltado para Paris, Londres e Nova Iorque. É inadmissível.

O cidadão comum que lê a revista sai da leitura poluído. Intoxicado. Ou de raiva dos jornalistas ou do Lula. Colocam mas lenha na fogueira, ou no ódio, ao colocar a mulher como amante do ex-presidente.  E ele, como um mentiroso. Inescrupuloso. E ladino. Como todos os subalternos.

Coisa de revista de fofocas, mas que dá resultado.

Quem assistiu o jornal da cultura, do dia 3/12, percebeu que o relacionamento extraconjugal é fato consumado. Chamaram o historiador reacionário Marco Aurélio Villa, Doutor pela USP e professor de história da universidade federal de São Carlos, para abalizar a fofoca. Querendo demonstrar imparcialidade citou alguns ex-chefes de estado que tiveram amantes. Esse, segundo o douto, não é o grande mal e sim colocar a amásia no governo. Tá bom. Coisa de FHC. Naturalmente.

Revista Veja o Brasil, como qualquer país, está cheio de malucos e reacionários. Dispostos a tudo.  Até a matar. Pensem bem nos seus atos tresloucados.

Guardem o ódio para vocês e seus asseclas. Não sujem ainda mais o mundo.

Se, caso o Lula for assassinado ou a família dele sofrer qualquer tipo de agressão está revista terá que ser diretamente responsabilizada. Visto que não responsabilizaram o Policarpo Jr pelas matérias direcionadas. Ou ficará aquela sensação de que é isso mesmo que a elite deseja. Já que no campo político não há como derrotá-los nos próximos anos,

Não vai por bem, vai por mal. Será?

Por que se retirou nomes da CPI do cachoeira?

O deputado federal Odair Cunha do PT, relator da CPI do Cachoeira, retirou do relatório final trechos que indicava para indiciamento o cinco jornalistas e do procurador-geral da república Roberto Gurgel.

Estes são os jornalistas que seriam indiciados:

Wagner Relâmpago, repórter policial do DF Alerta, da TV Brasília/Rede TV, e do programa Na Polícia e nas Ruas – Rádio Clube 105,5 FM – DF.  Recebia pagamentos de Cachoeira para dar “pancadas” nos inimigos da quadrilha.

Patrícia Moraes, sócia administradora e editora de política do jornal Opção, de Goiás. Mantinha interlocução constante com Cachoeira e outros membros da quadrilha. Também recebia pagamentos periódicos do bando.

João Unes, jornalista e advogado, trabalhou em O Estado de S.Paulo, O Popular, TV Anhanguera e TV Record. Segundo a CPMI, foi um dos jornalistas que receberam as mais vultosas quantias da quadrilha.

Carlos Antônio Nogueira, Botina, segundo o relatório, ele se apresenta como proprietário do jornal O Estado de Goiás, mas na verdade é sócio minoritário de Carlinhos Cachoeira no empreendimento que, conforme diálogos interceptados, também tem ou teve como sócio o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Policarpo Junior, diretor da sucursal da Veja em Brasília. Segundo o relatório da CPMI, colaborou com os interesses da organização criminosa promovendo suas atividades ilícitas, eliminando ou inviabilizando a concorrência e desconstruindo imagens e biografias de adversários comuns da máfia e da publicação. O relacionamento entre Cachoeira e Policarpo começou em 2004.

A oposição agora faz pressão para a retirada do nome do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).  Alegam que seria vingança por causa do “mensalão” e, portanto um indiciamento político.

Até o momento não foi retirado. Porém, pelo andar da carruagem será extirpado. Pois os governistas demonstram um medo que beira ao pânico pela imprensa e pela oposição.

Um medo ruim. Aquele que paralisa. Mental e fisicamente. Que só prejudica. A quem sente e a quem dele depende.

No caso da dependência são os milhões de brasileiros que votaram na Dilma. Votaram por transformação. Que sonham com um país justo, igualitário e democrático.

Agora, se for par manter o mesmo “status quo” seria, então, preferível votar no original e não na cópia. Cópia que o PT se transformou do PSDB. Ainda não é aquela perfeição neoliberal, porém caminha à passos largos.

Bem, pela lógica, se a Comissão chegou a esses nomes não foi à toa e nem leviandade do relator. Houve realmente provas. Algumas robustas. Então por que foram retirados, frustrando uma boa parcela da sociedade?

Não acho explicação plausível para esta atitude incoerente. Sei, dirão os experts: são os meandros da política. Mas que meandros são estes, tão misteriosos, que o simples mortal não consegue entender?

O relator tem que vir a público e mostrar os motivos porque apagou estes nomes do relatório. Afinal, ele foi eleito.  E deputado não é como juiz do STF. Este sim supõe que não deve satisfação a ninguém. O nobre deputado deve sim uma explicação. Explicação com cara de verdade.  Retirei esse nome por isso e por aquilo. Ou tenha hombridade para dizer: retirei porque me acovardei. Ou, então: quero “puxar-o-saco” para ver se eles me admitem no seleto clube da elite. Mas algo tem que ser dito.

São quinhentos e tantos anos que governantes omitem e manipulam verdades. Conclamam a população quando em benefício próprio.  Até a comissão criada para investigar as atrocidades da ditadura teve que ser nomeada de: Comissão da Verdade. De tanto que ninguém mais acredita na verdade. O governo precisou enfatizar: é da verdade. Porque senão vão pensar que é da mentira.

Que país é este, como cantava Renato Russo, que desconfia de cada palavra e de cada atitude dos mandatários?

E a tal liberdade de expressão, que inescrupulosos usam e interpretam a bel prazer, o que significa? Fica uma dica para os caros doutos, o Brasil não tem um prêmio Nobel, se houver algum candidato, façam como alguns laureados economistas, lastreiem a safadeza. Deem um cunho científico à tão bela frase. O Jornal Nacional e a Veja agradecem.

A Dilma enfrentou pessoas armadas. O PT surgiu do enfrentamento com os militares. O Lula sabia do risco de ser preso, como foi, mas seguiu adiante. Então, por que agora recuar?

Fica patente a diferença entre o verbo “ser” e “estar”. Presidenta, congressistas vocês estão poderoso. Vocês não são poderosos.  Os poderosos não são processados.

Vocês nunca serão chamados para o banquete. Esqueçam.

Lutem para que a democracia crie definitivamente raízes. Vocês têm apoio e as armas necessárias. Não deixem o trem da história passar. Talvez não haja mais trem futuramente. A elite está trabalhando em surdina. A violência física, usada no passado, não é mais necessária. Eles agora têm a mídia. E fantoches, travestidos de jornalista, colunistas e articulistas.

Então, por que desperdiçar esta oportunidade histórica? Esse bônus demográfico? Mostrem a coragem até agora escondida?

Como disse um coronel da PM do Rio de Janeiro “se o soldado tem medo de subir o morro, ele que vá ser bancário”. Se vocês têm medo de ser governo, sejam da eterna oposição.