Agosto, mês Internacional dos Povos Indígenas (Parte II).

??????????Parte II. O encontro dos povos indígenas aconteceu no anfiteatro  da universidade de Guarulhos, São Paulo, no dia nove de agosto.

Organizado pelo Grupo de Trabalho Permanente pelas Populações Indígenas de Guarulhos GTP-PIG.

Esta equipe, formado em 23 de abril de 2009, tem como atribuições elaborar e propor estratégias, diretrizes, programas, planos e ações de forma intersetorial para atender às demandas da população indígena de todas as etnias que habitam o município.

O Evento reuniu índios de diferentes tribos, entre elas: Pataxós, Pankararus, Tupi, Terena, Guarani.

No palco, sobre a mesa, estavam expostos instrumentos que mais tarde seriam utilizados para apresentação de danças.

Havia representantes das secretarias municipais, da FUNAI, da universidade, do prefeito e do corpo discente e docente. Além de pessoas, avulsas, interessadas na causa dos povos indígenas.

A cada uma dessas autoridades foi dada à palavra. Expuseram de maneira sucinta os avanços e principalmente as dificuldades em implantar projetos e políticas públicas relacionadas a esses povos. E alguns dados interessantes.

Em Guarulhos, segundo o censo de 2010, existem 1432 índios. Há 13 etnias diferentes habitando o município. Provenientes da Bahia, Alagoas e São Paulo, interior e litoral.

Foi criado o Centro de Referência Indígena, localizado no parque Las Vegas. Há também uma unidade de saúde de referência, no bairro de Soberana.  E como conquistas públicas, por enquanto, foi só.

Chegou então o grande momento: o pronunciamento dos próprios índios.

Por eles falou Awa, da tribo tupi. Bem articulado, claro e rápido no pensar. Sabe ao que veio e o que pretende. Se expressa de modo firme e incisivo. Aparenta coragem e disposição, tão necessárias para enfrentar uma longa batalha.

O seu povo e irmãos vieram para retomar o que já foi deles. Por isso estavam subindo a serra (do Mar). As terras de Guarulhos já foram habitadas pelos tupis. E pelos civilizados foram expulsos.

Entregariam um documento às autoridades reivindicando, entre outras coisas: um Centro de Saúde, um Hospital de referência, um conselho municipal indígena, 20 hectares de terra e espaço para trabalhar com a venda de seu artesanato.

Encerraram sua participação com a demonstração de dança, já citada. Em passos ritmados, em grupo e em circulo cantavam e desfilavam pelo palco. Adultos, idosos, crianças e jovens. Contagiante. Emocionante.

Ali, na minha frente, estava um povo, uma cultura lutando pela sobrevivência. Um dia tão orgulhosos, clamam agora junto aos seus opressores por reconhecimento e justiça.

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