Agosto, mês Internacional dos Povos Indígenas (Parte III).

 ??????????Parte III. Fomos ao evento realizados pelos indígenas  no domingo, dia 11 de agosto. Awa falava ao microfone.

Após, conversei com Awa e com a Cida. Ela trabalha com o grupo há dez anos.

Foi um bate-papo. Alguns episódios ficaram marcados.

??????????Disse Awa: querendo mostrar nossa cultura alguns membros da tribo tiraram penas de galinhas para fazer cocar. Detalhe: as galinhas tinham outros donos.

Quando perguntei sobre porque exatamente 20 hectares de terra, falou Cida: não é para moradia. São terras necessárias para que os índios exerçam sua espiritualidade.

Por que querem um hospital de referência? Cida explicou: os funcionários deste centro serão treinados para o atendimento. E os médicos terão que permitir ao pajé que adentre ao quarto do índio internado, para que possa praticar o ritual de cura.

??????????Sobre o trabalho com artesanato, falou Awa: precisamos sobreviver com o que sabemos fazer. Fazemos artesanato e queremos espaço para vender. Atualmente os fiscais apreendem as peças. E proíbem a venda nas ruas. Não temos como sobreviver. Não há terra.

Se há 13 etnias diferentes no município como eles chegaram aqui? Como qualquer imigrante. Foram vindo e se instalando. Procurando trabalho, afirmou Awa. No início tinham vergonha de sua origem. Para irem à cidade tiravam os adornos e colocavam no lugar penduricalhos comuns ao nosso modo de se vestir. Com o passar do tempo foram se reconhecendo. Um dos principais agentes aglutinador foi a escola. As crianças tiveram importante papel nessa fase de descobrimento e afirmação.

??????????A realização desses eventos é de grande importância. A convivência é um dos caminhos para o fim do preconceito. Por isso quanto mais se expuserem, conversarem mais rápido suas justas reivindicações serão alcançadas.

A educação pública necessita ser adequada para a nova realidade. A história precisa ser contada sobre o olhar dos povos que construíram a nação brasileira.

As culturas, suas lutas debatidas de modo aberto. Fora do mundo acadêmico.

??????????Considero os caminhos percorridos pelos  índios residentes em Guarulhos como uma “amostra-grátis” do que acontece com outros povos espalhados pelo Brasil. As injustiças e preconceitos são os mesmos. A lenha que alimenta a fogueira do ódio provem do mesmo tronco. 

“Quando a mãe Terra era nosso alimento,

quando a noite escura era o nosso teto,

quando o céu ea lua eram nossos pais,

quando éramos todos irmãos e irmãs,

quando os nossos chefes e anciãos eram grandes líderes,

quando a justiça dirigia a lei e sua aplicação,

Depois vieram outras civilizações!

Faminto por sangue, o ouro da terra, e toda a riqueza, trazendo em uma das mãos a cruz ea espada na outra, sem saber ou querer aprender os costumes do nosso povo, abaixo, classificados animais nossas terras foram roubados e levados para longe deles,

tornando-se escravos para os Filhos do Sol

No entanto, eles não puderam nos eliminar!

ou fazer-nos esquecer o que somos, porque somos a cultura da terra e do céu.

Somos uma ascendência antiga. E nós somos milhões.

E apesar de todo o nosso universo ser destruído, Nós vivieremos mais do que o poder da morte!”.

Fim dos artigos. Não da história.

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