Yes, we can… espionar, invadir, dominar, vilipendiar.

prisma espiaoO governo brasileiro deve exigir dos EUA explicações sobre o porquê de espionar a presidenta da república Dilma Rousseff. É questão de soberania. De dignidade.

A desculpa de se proteger contra agressões e atentados terroristas não justifica o ato ilícito. O Brasil não tem histórico de abrigar esses grupos, muito menos de servir de base para ataques contra o país americano.

“Se podem espionar uma presidenta da República, imagine o que fazem com um cidadão e com uma empresa?”, disse Dilma, mostrando com sua pergunta o outro interesse dos norte-americanos no país.  

O fator econômico, no caso brasileiro, pode ser o grande motivador. Em reunião com ministros foi ventilado que este monitoramento deve ter objetivos comerciais. Principalmente no que tange o petróleo do pré-sal. Infelizmente, esta hipótese só será confirmada se o Obama fizer um “mea-culpa” ou com o passar do tempo.

Este passar do tempo se resume em acompanhar o desempenho de empresas nacionais e seus prejuízos, os contratos perdidos sem razões lógicas, as fusões, os lobbies e os preços de produtos. E as novas descobertas.

Informação privilegiada neste mundo de negócio é tudo. Há empresas especializadas em espionagem empresarial. É levado tão a sério que recentemente os executivos da empresa HTC, Taipei, foram presos por suspeitas de vazamento de segredos comerciais.  Se deram ou venderam estes segredos não importa, o fato é que a empresa está à beira da falência.  O agente é um infiltrado ou foi cooptado a espionar.

Quanto às empresas espiãs a presidenta deseja incluir na legislação uma medida que permita suspender as atividades delas no território nacional. Adeus Kroll. “Pode ser Banco, empresa de telefonia. Se cooperarem com esses esquemas, terão a licença de operação aqui no Brasil cancelada” afirmou o ministro das comunicações Paulo Bernardo. Outra medida interessante é obrigar a sites estrangeiros (facebook, Google e outros) a manter os dados dos nacionais no próprio país. Que venha o marco civil da internet já com esses dispositivos.

Pode haver também a motivação política para a bisbilhotagem.  Os EUA são “experts” quando o assunto é colocar um fantoche no governo de um país. João Goulart, Allende foram vítimas deles. E os generais-governantes seus títeres.

De qualquer forma bem faz a presidenta se dia 24, em Nova York, fizer um pronunciamento na ONU condenando a espionagem e pedindo repúdio internacional a essa postura imperialista. E melhor ainda se levar o assunto ao G-20. E depois discutir com os BRICS sobre o tema.

A Dilma acerta outra vez em solicitar uma retratação de Obama. Se não for convincente, ela ameaça não comparecer a reunião agendada com o americano e em último caso chamar de volta o embaixador brasileiro Mauro Vieira. Esta seria uma medida drástica. Suspender as relações diplomáticas.

O embaixador americano, Thomas Shannon, foi chamado a dar a versão “yankee” para a abelhudagem, por escrito. Esta é segunda vez em menos de dois meses. Ele faltou a uma convocação feita pelo congresso.

Pelo jeito o Sr. Thomas não está muito preocupado, nem se sente pressionado.  Para ele, se o chamarem de novo será a terceira vez, e mais uma: a quarta, e depois: a quinta, a seguir: a sexta. E assim por diante, rumo ao infinito.

Shannon deve ter assistido “O Rato que ruge”.  No filme um pequeno ducado à beira da falência declara guerra aos Estados Unidos.  Envia uma tropa. Desembarcam em NY, com uns vinte homens, armados com lanças e escudos.  A cidade está em dia de treinamento contra um ataque nuclear. Não há uma viva alma. Os soldados não encontrando resistência se declaram vitoriosos e dono dos EUA.

Os americanos sabem do seu potencial. E da incapacidade dos demais países em enfrentá-los. Por isso é fundamental que o Brasil não seja uma voz isolada. A ONU deve se posicionar contra, ou abaixar a cabeça e fechar as portas.

Outra coisa. Há muitas pessoas que não vem gravidade neste tipo de espionagem. Acham até normal. E dizem que esta postura da presidenta é apenas eleitoreira. Mas muitos deles não admitem em hipótese alguma que seus e-mails seja aberto ou lido por outros. Que sua correspondência seja violada.  Que o vizinho fique olhando seu quintal, sua sala. Alguns chegam ao cúmulo de, num escritório, não permitir que se jogue lixo na sua cesta de lixo. É o instinto da posse. Da privacidade.

O destino do país, do mundo pode estar sendo decidido na CIA, na NSA. Segundo critérios americanos.  Podemos concordar ou não, pelo menos isso. Certo?

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