Cotas também para o cargo de professores da USP, urgente.

USPEm tempos de cota, proponho que se criem regras cotistas para a contratação de professores na Universidade de São Paulo.

Além das já tradicionais por raça e classe social necessitamos, urgentemente, de uma por posição política-ideológica-cultural-ética.

Está ideia pode parecer esdrúxula mais é proporcional aos comentários feitos em poucos dias por dois docentes da USP.

O primeiro foi proferido pela sra. Maristela Basso no jornal da cultura, TV Cultura SP, quando comentava sobre fuga do senador boliviano. Classificou a Bolívia como um “país insignificante” e não contente aconselhou a presidenta a não ligar para Evo Morales, colocando- na sua devida pequenez em relação ao Brasil.

No vídeo abaixo está gravado este momento sublime da sapiência da doutora e a bela resposta de Marcos Novaes.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=rM4nLR3WDZg

O segundo foi o artigo escrito por Oliveiros S. Ferreira e publicado no jornal o Estado de S. Pualo do dia 8 de setembro.

O texto traz o seguinte título: “Uma questão: quem é, afinal, o soberano?” e versa sobre a espionagem americana em solo pátrio e a posição da presidenta em relação ao episódio.

Dele transcrevo alguns trechos.

“A espionagem sempre surge em livros de História e também pode surgir em outros, de ficção, mas a questão da soberania poucas vezes é levantada. Os livros nos relatam que a espionagem de um Estado era admitida por outros na condição de que não fosse tão evidente que exigisse reação à altura do dano real ou virtual”

Sim mais desta vez a Dilma levantou a questão soberania, ela não pode? Se era admitida ou não, não é a questão. Fica vaga a ideia. Por que admitiam, e qual era o limite do grau do delito fica a cargo de cada nação, não é mesmo?

“Espionagem é coisa corriqueira, que os preocupados com segurança devem praticar. Havendo o que esconder, que cuidem de evitar a bisbilhotice.

Da história fica a certeza de que um estado só espiona outro quando o tem como potencial inimigo ou adversário de fato. Os EUA não espionaram o Haiti. Em vez de demonstrar irritação, deveríamos estar orgulhosos de o Brasil ser um país que merece atenção dos demais. E mais: se o presidente de um país é espionado, é porque esse país é importante- para quem espiona, evidentemente”.

Bem, o culpado por ser espionado é do Brasil, porque não soube guardar os seus dados.  O Haiti é um país insignificante por isso os americanos não tem interesse (Maristela fez escola). E essa pérola de que a nação deveria ficar orgulhosa com a espionagem é a mesma coisa que dizer para a mulher, vítima de abuso sexual, que ela deveria se sentir lisonjeada por ter sido agredida, é sinal de que ela é linda.

“Dizer que os EUA queriam bisbilhotar o pré-sal será outro exagero – afinal, o governo brasileiro vai abrir concorrência para sua exploração e deve fornecer informações, mínimas que sejam, aos que tirarão nosso petróleo do fundo do mar”.

A Petrobrás foi espionada e neste mundo de negócio o conhecimento é tudo. É tão importante ter e guardar informações privilegiadas que há empresas especializadas em espionagem empresarial.

“Quando se descobriu a espionagem, há um mês mais ou menos, qual foi a reação do governo? Ninguém falou em soberania. O ministro das Comunicações – não o Itamaraty – convocou o embaixador dos EUA … Não se falou em chamar o embaixador brasileiro para consultas, nem na possibilidade de cancelar a visita de Dilma Rousseff a Barack Obama, nem em soberania.

Revelou-se, então, que a presidente tinha sido espionada. Invocou-se, ato contínuo, a soberania. Como se o Brasil tivesse sido ofendido e ultrajado, decidiu-se dar resposta à altura. Felizmente, não chegamos a “O Rato que Ruge”, declarando guerra aos EUA – mas exigimos explicações por escrito (para constar dos autos) e o governo deu a entender que aguarda um pedido de desculpas…Quando todos nós, brasileiros, éramos vítimas da espionagem o governo procurava soluções técnicas para o problema… Quando a correspondência de Dilma foi bisbilhotada, a soberania brasileira teria sido violada”

Num primeiro momento o governo brasileiro se portou como nos livros citado pelo professor. Os americanos não ultrapassaram a fronteira do bom senso, ficaria tudo por isso mesmo. Agora quando abelhudam a presidente aí é questão de soberania sim. Ela é a autoridade máxima da república. E foi eleita pelo povo.  Ela representa nação brasileira. Não estamos falando de pessoa física. De uma cidadã comum.

A presidente estava, ou está, com reunião marcada com Obama, e, apesar de todo protocolo diplomático, deve haver certos assuntos que ela não quis ou não gostaria de adiantar, dependendo do rumo da conversa ela tocaria ou não no item, certo? E aí, como fica se Obama já sabe de tudo? Virou monólogo.

O histórico de intromissão americana nos assuntos de outros países é imenso. Quando se fala então da América Latina o leque de maldades é enorme. Com golpes e influência em pleitos eleitorais. Nem Dilma é a Alice, nem os EUA o país das maravilhas.

“Será preciso apontar algo mais para marcar o tipo de governo que temos? Que ideia a presidente da República faz do que seja soberania e de quem seja seu titular…”

As palavras finais dele diz tudo: o professor tem ódio e preconceito. E submissão FHCiana aos norte americanos.  Do mesmo modo que a Maristela tem.

Portanto, o governo do estado de São Paulo precisa democratizar  a USP. Pense: que tipos de pessoas a universidade está formando? Para que sociedade eles irão trabalhar? De que forma contribuíram para o desenvolvimento do país? O pensamento é branco e da elite. Assim não pode ser.

E falar sobre a democratização da mídia já virou lugar comum, mas é também uma solução para que a imagem da universidade paulista melhore.  Há professores com outras posições a quem não se dá voz também, não é mesmo?

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