O outro modo de tratar o conflito Sírio.

siria destruidaEntão, havia outro modo de tratar a guerra civil Síria sem ser pelo método “American way of life” de ameaçar, bombardear, matar, destruir?

Por causa dos seguidos fracassos e mentiras diplomáticas “yankees” ninguém mais se surpreende que haja outro jeito de se coibir atrocidades.

Os EUA, além de não terem sido eleitos, não servem para liderar um mundo pluralista. São muitos interesses, raças, culturas e sistemas de governos. E não será pelo uso da força que conflitos cessarão.

Uma nação que impõem suas vontades política, econômica e administrativa através da ameaça militar pode, no máximo, causar medo, jamais respeito e reconhecimento. Portanto sua liderança é artificial. Imperialista.

 Com o episódio sírio, será que o Iraque precisaria ser invadido mesmo? Atualmente o país está um caos. Atentados após atentados. E o cenário era praticamente o mesmo. Saddam usou armas químicas contra o povo curdo.  Os norte-americanos afirmaram que o regime iraquiano estocava armas de destruição em massa. E tome bomba. Invadido nada foi encontrada. Os americanos se retrataram perante a comunidade internacional? Não, deram de ombros.

O caso Líbio foi outro exemplo emblemático. Muamar Kadafi, antigo desafeto, andava de namoro com o ocidente.  Alguns o consideravam ditador redimido.  Bastou um levante, que a mídia se apressou em chamar de revolta popular, para criarem um espaço aéreo de exclusão e jogarem algumas ogivas.

A primavera árabe, sonho americano de colocar governos aliados, está se transformando num inverno soturno. Numa sinuca diplomática. Até o momento eles não cortaram a ajuda aos egípcios, apesar do golpe claro contra os valores democráticos. Antes um sistema ditatorial alinhado do que um democrático contestador.

E a proibição de sobrevoos dos aviões de Evo Morales e de Maduro, presidentes da Bolívia e Venezuela respectivamente, foi outro ato de agressão contra normas internacionais. E o evento de espionagem? A Dilma deu resposta dura, dentro das possibilidades do país. Era o caso da ONU redigir carta de apoio ao Brasil e de repúdio aos EUA. Deram de ombros, novamente.

Bem, se fomos relatar todos os atos de interferência, direta ou indireta, dos “donos-do-mundo” montaremos uma coleção enciclopédica, não é mesmo?

Voltando para o caso Sírio. Putin, presidente da Rússia, propôs que Bashar al Assad, presidente sírio, apresentasse uma lista com as armas químicas e posteriormente as destruísse. Bashar acatou a sugestão de seu principal aliado. Também, fazer o quê? Vamos ver se irá realmente acatar ou simplesmente escondê-las.

Azar da indústria armamentista americana. Eles que já esfregavam as mãos contabilizando os lucros com mais essa empreitada de “salvamento do mundo livre”.  Por enquanto terão que esperar. Mas não se afobem e nem percam a esperança mercadores da morte, pois guerra e conflito, causados ou reais, não faltam.

A quantas guerras povos foram conduzidos sem qualquer necessidade?

Para entender como os EUA chegaram a essa nação movida a apenas interesses particulares teremos que nos transportar aos idos da primeira guerra mundial (1915-1918).

Nesta época Tio Sam percebeu o quanto um conflito pode ser lucrativo. Vender armas. Arrasar cidades. E depois ajudar a construir as mesmas cidades que puseram abaixo. Fácil e muito rentável. E o mais espetacular: não há concorrência. Monopólio do horror.  A ganância os transformou em seres insensíveis e calculistas. Perversos, em outros termos. Longe dos ideais de Benjamin Franklin, Thomas Jefferson.

Finalizando, precisamos nos desatrelar dessa liderança interesseira. E, porque não, do dólar também, certo?

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