Os black block e o ovo da serpente

policia civilO grupo fascista black block ganha força e notoriedade. Para eles não importa o tipo de notoriedade: boa ou má. Eles desejam estar em evidência.  Se autodenominando protetores das pacíficas manifestações contra as agressões policiais. Se misturam a variados protestos provocando, promovendo e atuando em atos de brutalidades e vandalismos.

São facilmente identificáveis. Sempre mascarados, usam preto, carregam mochilas, martelos, paus, rojões e garrafas para eventuais “molotovs”. As pedras e aríetes conseguem na hora, destruindo calçadas e postes de placas. E atualmente, com a experiência ganha, usam tapumes como escudos.

E, pelo jeito, são contra o sistema financeiro, público ou privado, pois invariavelmente atacam agências bancárias. E, apesar da dedicação e esforço, até o momento não conseguiram abrir os cofres dos caixas eletrônicos.  E se arrombassem o que fariam com o dinheiro? Talvez usassem o montante para realizar eventos, palestras e viagens de intercâmbio com outros grupos neofascistas europeus ou contratassem a empresa de mercenários Blackwater, norte americano, para aulas. E, dependendo, fariam contatos com os poderosos traficantes de armas. Questão de aperfeiçoamento.

Bem, para virarem uma associação paramilitar ou terrorista falta pouco. Quem sabe eles estejam à procura de um mártir?

Para evitar esse desfecho sigamos a recomendação de Bruto, na peça Júlio César, de William Shakespeare: “Consideremo-lo ovo de serpente que, chocado, por sua natureza, se tornará nocivo. Assim, matemo-lo, enquanto está na casca”. Ou seja, as autoridades constituídas têm que tomar providências já. Coibindo e chamando às responsabilidades os integrantes deste bando. Dentro da lei.

Especificamente, não sei se lideranças dos professores, em greve há 50 dias no Rio de Janeiro, solicitaram a presença dos Blacks. Duvido.

 A atuação desta horda não ajuda em nada. Pelo contrário, atrapalha e fere. Eles agridem e saem correndo. A pancadaria se generaliza e quem se “ferra” são os verdadeiros manifestantes. Os que são pegos de surpresa.

Agora qualquer entidade classista vai pensar duas vezes se fazem protestos na rua. Vai que os piolhos apareçam e “baguncem o coreto”, não é mesmo?

Houve manifestação aqui, na capital paulista, em apoio aos educadores cariocas (como se aqui, em São Paulo, não houvesse motivos mais do que suficientes para os docentes paulistas pararem). A trupe das máscaras se fez presente. E o fim foi o mesmo: depredação com direito a incêndio em ônibus e a carro da policia depredado e virado. Será que havia armas dentro da viatura?

E, curiosamente, entre os baderneiros detidos estavam “blocks” da cidade maravilhosa. Evidentemente reforçando seus coirmãos paulistas, em quebra-quebras e barbaridades.

Significa que eles estão mais organizados do que imaginam os governantes.

É tão difícil para qualquer país atingir o amadurecimento democrático. Principalmente para os, infortunadamente, localizados na América do Sul. Os caminhos são por demais tortuosos. Há inúmeros obstáculos a serem contornados, que não será um punhado de tresloucados neonazistas a conseguir o retrocesso.

Indignada a população está. Falta o governo atuar e mostrar o pulso firme da lei, como fez a Grécia com os seus fascistas, concordam?

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2 respostas em “Os black block e o ovo da serpente

  1. só pode ser piada! Qual o nível de informação desse tal de Edisson Brito? Cara, o Black Block tem ideologias anarquistas, fascismo é mais comparado as ações do Estado… você tá viajando nas ideias quando você afirma essas coisas. Uma palavra lançada é como uma flecha, não tem volta…. Pense mais antes de divulgar suas ideias…

  2. Bancos fazem dinheiro a partir de dívida. Escravizam e matam psicologicamente a população. Claro que não adianta quebrar agências. Mas se todas fossem, seria ótimo! Porque precisa acabar.

    Adoro a democracia, mas nunca foi isso que vivemos. Não há justiça nesse modelo real.

    Não é facismo, as atitudes que fala. É mudança. Qual outro modo mais justo de agir se não da mesma forma violenta que o Estado, corporações, burguesia em geral (tal como uma instituição como a globo) age?

    A justiça atual serve a lei, a partir da ética, que vem do ethos, mas não do pobre.

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