A reserva Roosevelt, um marco de submissão.

reserva rooseveltNa sessão “Há um século” do jornal do Estado de São Paulo há um telegrama que mostra o quanto a classe dominante sempre foi submissa aos EUA.

Está escrito: “O sr. Presidente da república recebeu telegramma do sr. Theodoro Roosevelt: “Estou profundamente sensibilizado pelo vosso amável telegrama. Já matamos duas onças e varias outras peças de caça, tendo os naturalistas conseguido esplendidos especimens para suas collecções “”. O presidente à época era Hermes da Fonseca.

Doí ler esse telegrama. O primeiro pensamento é: não acredito que deixaram eles fazerem isso, é um barbaridade. Claro que é um absurdo, olhando como os olhos das pessoas do século XXI. Mas será tão absurdo assim? Proporcionalmente não será exatamente isso que a elite brasileira continua a fazer com as riquezas de nossa nação?

Pela resposta que Theodoro deu ao presidente brasileiro fica evidente que a nata da nossa sociedade não passava de lambe-botas dos americanos. E mais grave percebe-se que nossas riquezas eram dadas a preço de banana. Tal qual FHC fez com suas privatizações, Vale do Rio Doce em destaque.

Roosevelt, ex-presidente americano, era historiador, naturalista, explorador e soldado, chegando inclusive a atingir a graduação de coronel.

Então foi simples conseguir autorização para “desbravar” a Amazônia. A expedição era científica. Não exploratória.

Pelo telegrama percebe-se o safari e quanto à vontade esse senhor se encontrava em nação alheia. Mataram não se sabem quantos animais. E se orgulham de ter feito o mesmo com duas onças.

Certo, estamos em 1914, não se discutia ecologia e meio ambiente. Os safaris eram normais, destacadamente na África. O abate para adorno ou foto de coragem eram comuns. Os caçadores estavam com tudo. Tarzan matava leão à dentada. Jim das selvas dava porrada em crocodilo. Até o destemido repórter Tintin andou aprontando das suas no continente africano, por pouco não acabou com a fama de Hergé.

Mas apesar de todos atenuantes do ex-presidente não podemos esquecer que Roosevelt era acima de tudo americano. Norte americano. Filho de tio Sam. Unha-e-carne com os interesses de seu país. E acima de tudo pertencente e um dia comandante de um nascente império.

A área que ele desbravou, descobrindo rios, que os seringueiros já conheciam, era um terreno rico em minérios. Diamantes.

O governo brasileiro desconfiado das reais intenções yankees, e para dar um tipo de satisfação aos brasileiros designou Candido Rondon para “ciceroneá-lo”.

Além do prazer de matar por matar de Theodoro, ele vislumbrava para o seu país mais um continente submisso e no qual se pudessem explorar as riquezas de modo livre. Sem barreiras ou qualquer fiscalização. Sonho de qualquer governo colonialista.

Até nos dias atuais a pretensão americanas sobre a Amazônia é vista como algo crível. Vide o debate sobrea a reserva Raposa Serra do Sol.

Na lua fincaram uma bandeira, no Brasil colocaram um marco em forma de recado.

Hoje a área indígena recebe seu nome.  Reserva Roosevelt, pertencente aos índios cinta-largas. Palco do mais vergonhoso massacre da república. Nos anos 60 envenenaram 3500 nativos com arsênico. Mercenários pagos por empresários inescrupulosos perpetraram esse genocídio. Pouco conhecido do público em geral. O objetivo era o extermínio da tribo e a livre garimpagem. Hoje são grandes empresas mineradoras a fazer pressão. E, quem poderá não desconfiar, pagando para matar
lideranças indígenas?

A ganância pelas pedras preciosas produziu terror e morte. Em 2004 os índios mataram 29 garimpeiros ilegais. Quase vira uma guerra, assim como aconteceu no continente africano.

Vivemos um momento de autoafirmação como país soberano, democrático, pluralista e justo então por que essa reserva tem que se chamar Roosevelt. O que esse ex-tudo fez de bem para o Brasil a ponto de merecer ter seu nome perpetuado no coração do Brasil? Ou será um aviso de mando para a pobre sub-raça sul-americana?

Essa reserva é um símbolo de submissão. Enquanto seu nome for esse, as garras imperialistas farão sombra sobre o futuro dos brasileiros. E não é falso nacionalismo. É uma verdade nua e crua.

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A AIDS e a indústria de medicamentos.

peter duesbergMais um cientista lança dúvidas sobre a relação da indústria farmacêutica e as doenças persistentes na humanidade. Especificamente a AIDS, o vírus e os famosos coquetéis de remédios.

Mas antes de entrar propriamente neste assunto devemos lembrar que o capitalista almeja acima de tudo o lucro. Isto é fato, não há por que duvidar que os donos das empresas farmacêuticas façam o possível e o impossível para ver seus ganhos aumentarem. É a lógica do próprio sistema.

Debaixo de um véu de benesses e filantropismo o capitalista deste ramo sabe: se as doenças, por alguma razão deixarem de existir eles irão à falência. Lei da oferta e procura. Então por que eles combateriam de forma veemente, como alardeiam, quem os sustenta? É dar um tiro no pé.

E, assim como a indústria de tecnologia cria necessidades artificiais nos consumidores. Vendem fetiches e se dão muito bem, por que esses empresários de remédios não fariam o mesmo, certo? E usando o mesmo “modus operandi”, ou seja, propaganda.

Um bom exemplo foi o caso do merthiolate. Não tinha eficácia como desinfetante, ardia muito e ainda por cima aquela pazinha transmitia mais doenças. Mas à época era dada como extremamente eficaz. A maioria dos lares tinha um frasquinho da “mezinha”. Quem tem mais de 40 anos sabe a que me refiro. Quanto não se lucrou, não é mesmo?

O problema da área de medicamentos é que eles vivem de algo que aflige a humanidade desde a consciência da brevidade da vida, da dor e da perda de saúde. Do medo do sofrimento e da morte.

É uma área muito sensível para todos.

Pois bem, o cientista Peter Duesberg lançou uma bomba sobre a indústria da AIDS: O vírus é inofensivo e o que mata é justamente o remédio.

Peter H Duesberg (Alemanha, 2 de dezembro de 1936) é professor de biologia molecular e celular na Universidade de Berkeley. Ph.D em química pela Universidade de Frankfurt, tornou-se pesquisador do Instituto Max Planck de Virologia, em Tübingen e, desde 1973, é professor titular da cátedra de biologia molecular e celular de Berkeley, cátedra esta que já foi ocupada por mais de um prêmio Nobel.

Especializado no estudo de vírus, demonstrou que o vírus da gripe tem o genoma segmentado, e mapeou a estrutura genética dos retrovírus. Por este e outros trabalhos ganhou vários prêmios internacionais de ciências. (Fonte: wikipedia)

A AIDS é estudada há pelo menos trinta anos. Os cientistas possuem uma boa amostragem dos casos da doença pelo mundo. E foi isso que permitiu ao Peter afirmar: o vírus é inofensivo.

Peter Duesberg para o painel de AIDS , 6/22/00

Uma epidemia infecciosa é geralmente diagnosticada por cientistas e não-cientistas por um súbito aumento da morbidade e mortalidade de uma população. Como resultado, a população afetada diminui significativamente , e uma população relativamente imune emerge.


Todas estas epidemias virais e microbianas têm o seguinte em comum :

( i ) Elas sobem exponencialmente para, em seguida cair dentro de algumas semanas ou meses , como descrito originalmente por William Farr , no início do século 19 ( Bregman & Langmuir , 1990). O aumento reflete a propagação exponencial de contágio ea queda reflete a vacinação ou imunidade dos sobreviventes natural resultante.

( ii) A epidemia se espalha de forma aleatória na população .

( iii ) As doenças infecciosas resultantes são altamente específicas refletindo a informação genética limitada do microorganismo causador . Como consequência, as doenças virais são tipicamente mais específicas do que as causadas por bactérias ou fungos mais complexos . É por esta razão que os vírus e micróbios são tipicamente nomeados para a doença específica que causam. Por exemplo o vírus da gripe é chamado após a gripe, o vírus da poliomielite após a poliomielite, e vírus da hepatite após a doença do fígado que provoca

( iv) A microbiana e particularmente as epidemias virais são auto-limitados e, portanto, tipicamente sazonal, porque induzem a imunidade anti- microbiana e viral e selecione também para os anfitriões geneticamente resistentes .

Por outro lado, os seguintes são características de doenças causadas por fatores não- contagiosa , químicos ou físicos :

( i )  Elas seguem sem curso de tempo específico , mas que é determinada pela dose e da duração da exposição à toxina .

( ii ) Espalham de acordo com o consumo , ou exposição a agentes tóxicos , mas não de forma exponencial .

( iii) Eles se espalharam ou não de forma aleatória com fatores ocupacionais ou de estilo de vida , ou de forma aleatória com fatores ambientais ou nutricionais.

( iv ) Eles variam desde relativamente específico para inespecífica , dependendo da natureza da toxina .

( v ) Eles são limitados por interrupção de intoxicação , mas não é auto – limitante, pois não geram imunidade .

Por exemplo , a epidemia de pelagra norte-americanos do sul rural , nas primeiras décadas do século 20 durou décadas e nenhuma imunidade surgiram, até que uma dieta rica em vitamina B provou ser a cura. E isso não se espalhou para o norte industrial que tinham uma dieta rica em
A vitamina B.
Da mesma forma a epidemia americana bastante imprecisa de doenças etc câncer de pulmão , enfisema de coração . aumentou de forma constante , e não de forma exponencial, na década de 1950 e durou agora há mais de 50 anos sem evidência de imunidade.
Ele não se espalhou de forma aleatória na população , mas foi restrita aos fumantes . E agora está caindo lentamente como o tabagismo diminui lentamente ( Greenlee et al. , 2000).

Da mesma forma as epidemias de AIDS americanos e europeus :

( i ) aumentou de forma constante , e não de forma exponencial,

( ii ) foram completamente não-aleatória inclinada 85 % em favor dos machos ,

( iii) ter seguido em primeiro lugar o uso de mais drogas recreativas , e , em seguida, o uso extensivo de drogas anti- AIDS -virais ( Duesberg & Rasnick , 1998 ) ,

( iv) não se manifestaram em uma ou até mesmo algumas doenças específicas típicas de epidemias microbianas ,

( v) não se espalhou para a população em geral, não usuários de drogas .

Aids se manifesta em forma de 30 doenças não-específicas e heterogêneas .  Isto é consistente com a heterogeneidade das toxinas causadores.
As epidemias americana / europeia de AIDS estão agora descendo lentamente como menos pessoas usando drogas recreativas.  ( Duesberg & Rasnick , 1998) .

Baseado no descrito acima pelo trabalho do doutor concluiu que essa epidemias nos dois continentes são  características de doenças causadas por fatores físicos, NÃO vírus, não contagiosa , química. Por tanto o vírus é inofensivo.

Peter H Duesberg fez estudo sobre a epidemia na continente africano a constatou, comparando com os americanos; “ Na África 23 milhões de HIV -positivos geram por ano 75 mil pacientes de Aids , ou seja ,  1 caso de AIDS para 300 HIV- positivos.

Mas os EUA, 0,9 milhões de HIV- positivos ( WHO , Weekly Epidemiological Record 73, 373-380 , 1998) agora geram por ano cerca de 45.000 casos de AIDS ( Centros de Controle de Doenças , 1999 ), ou seja  1 caso de AIDS para 20 HIV- positivos.

Assim, o risco de um americano soropositivos contrair a doença é de cerca de 15 vezes maior do que a de um Africano !”.

E com certeza os americanos tem mais acesso aos remédios. Então por que, proporcionalmente,  os norte-americanos adquirem mais a moléstia do que os africanos? E não devemos esquecer também que as condições alimentares, de higiene e acesso à saúde básica dos americanos são infinitamente superiores aos dos africanos.

O coquetel de química dados os doentes estaria provocando efeito contrário, ou seja enfraquecendo a sistema imunológico ao invés de fortalecê-lo.

Na década de 80 a AIDS era chamado de “Câncer Gay”. Religiões, evangélicos no destaque, anunciavam enfermidade como vingança de Deus, como as pragas de Moisés no Egito, diante da promiscuidade.

 Muitos naquela época ficaram com a pulga-atrás-da-orelha. Depois héteros contraíram a moléstia. Aí foi a vez das drogas e o uso da seringa compartilhada.

Depois, havia contágio também através do ato sexo. Simplesmente o ato físico mais espontâneo da humanidade.  Camisinha no bicho, único meio eficaz de se evitar a transmissão.  Mais tarde descobriu-se que gestante soropositiva passava o vírus  para o filho. Remédio na mãe.

Chegaram a veicular a transmissão através do beijo. Porém essa não pegou. Seria demais não é mesmo?

E há também pessoas que tem o vírus e não desenvolvem a doença,  não tomam os remédios e não têm uma vida saudável. São imunes. E há casos de recém-nascidos, com genitoras soropositivas sem o vírus.

Junte-se o trabalho de Duesberg mais a sabida ganância dos capitalistas pelo dinheiro não há como não ficar ressabiado, concordam?

Será que outra vez estamos diante de um engodo?

Sugestão de leitura: A Peste, Albert Camus.

O judiciário e a intromissão nos outros poderes da república.

democracia henfil“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:

I – a soberania;

II – a cidadania;

III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V – o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

O judiciário brasileiro está no momento BBB. Deslumbrado com os holofotes da mídia não consegue raciocinar com clareza sobre sua função precípua diante do estado democrático de direito.  E desta forma tenta fazer às vezes de executivo.  Seja municipal, estadual ou federal. Intrometendo-se diretamente nos outros poderes.

A constituição deixa isso bem claro, como se nota pelos artigos acima: isso não pode acontecer.

E outra coisa é retirar o poder do povo, base da constituição. Sim , pois, os governantes são eleitos e deles é dado o poder, logo quem regula sem ter autoridade para tanto age como um ditador.

Agora se a fome de poder é tão grande fica a sugestão a esses juízes: larguem seus cargos e venham disputar as eleições.  Candidatem-se. Ficarão, caso vencedores, legalizados para atuarem dentro do mecanismo democrático.

O que não pode acontecer é o que aconteceu em São Paulo no caso do IPTU. O STJ deu liminar proibindo o aumento estabelecido pelo prefeito Haddad.

No caso um juiz analisou um ponto: a inconstitucionalidade do aumento, baseado na violação aos princípios da capacidade contributiva na estipulação dos percentuais de reajuste. Art 150, Inciso II, instituir tratamento desigual entre os contribuintes. O Art 146, interferir em ambiente concorrencial. E a falta de debate mais profundo.

Bem, ouvidos os argumentos da FIESP, expediu-se a liminar. Suspenso o aumento.

O problema é que o tribunal não tem visão macro dos meandros da administração pública. Qual o impacto, áreas afetadas, perdas de investimentos na educação, saúde, transporte público e etc. Ele não esta julgando uma ação entre vizinhos. E a alegada falta de debate que o juiz usou para expedir o ofício, é o mesmo caso do tribunal. Ou alguém acha que os juízes debateram?  Certo não é a função dos juízes. Pois então se não é a função deles fica claro porque não deve haver ingerência de uma área na outra, concordam? Cada um na sua.

Fernando Haddad fez o que tinha que fazer: recorreu ao STF. Mais propriamente a Joaquim Barbosa. Mesmo sabendo que este se posicionaria contra, foi pessoalmente falar com o supremíssimo. Não deu outra: disse não ao prefeito. O beija-mão falhou.

E agora todos terão o mesmo aumento. As grandes empresas e a elite saíram vitoriosos.

Johnny Saad, dono de vários imóveis de luxo e da rede Bandeirantes, deve estar rindo à toa. E a mídia de um modo geral também afinal encontrou um jeito de legislar a favor dos interesses da casa-grande.

Eles não têm competência para ganhar no voto, vai no tapetão.

Temos que repudiar a intromissão do judiciário no executivo e no legislativo.  E temos que execrar a máquina partidária montada pela mídia.

A constituição não é um conjunto de leis, mas um projeto político, econômico e social. Assim está escrito no preâmbulo da Constituição:

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos…”

Qualquer atitude do judiciário interferindo na regulamentação do legislativo ou executivo é golpismo, portanto sujeito aos mecanismos legais de proteção.

A imprensa continua sua saga de manipulações. A maioria da população aplaudiu, incluindo aí os cidadão isentos do imposto, a decisão do Joaquim Barbosa.

O pobre no Brasil continuará a pagar mais imposto que o rico e com menos benefícios.

A lei da Mídia precisa sair do papel. Os donos das empresas de telecomunicações estão “babando” para regular a internet e os blogues. A pedra no sapato deles.

No dia que conseguirem, na outra semana vem um golpe de estado. E como diz Paulo Henrique Amorim: Viva o Brasil!

A perseguição do grupo Bandeirantes a Haddad tem nome: IPTU.

bandlogonovaMais uma da mídia, agora do grupo Bandeirantes de Johnny Saad.

Os seus telejornais, jornais e rádios vêm sistematicamente “batendo” em Fernando Haddad. É notório. Só que a perseguição se tornou tão implacável que Haddad chegou a ponto de telefonar para o Saad querendo saber o porquê deste comportamento.

A resposta foi direta: ele colocaria todo seu arsenal, leiam-se os meios de comunicação, contra o aumento do IPTU progressivo.

Por quê? Os Saad são donos de vários imóveis urbanos de alto padrão, consequentemente eles seriam obrigados a pagar mais imposto.

Por não concordaram em desembolsar mais dinheiro abriram uma campanha contra o reajuste. O objetivo?  Manipular a opinião pública a favor de seus interesses mesquinhos.

O IPTU, por ser dos impostos o mais democrático, tem função social. Se o governo desejar, ele pode ser o fiel da balança quando o assunto for melhor distribuição de renda. Quem tem mais, paga mais. Quem tem menos, paga menos.

Os ricos não querem pagar mais. A coisa não funciona assim. Falou em dinheiro irmão desconhece irmão.

Assim que saiu o anuncio do reajuste do IPTU a mídia começou imediatamente a campanha contra o aumento.

E da mesma forma avassaladora com que fez outras, como a PEC 37, não deu tempo para que o cidadão comum pensasse sobre o assunto e formasse uma opinião. 

No caso específico foi tão virulenta a propaganda veiculada que até quem estava isento foi contra o “aumento do IPTU”. Tem cabimento? Tem lógica?

E mais, agora deu da justiça e do ministério público se porem a serviço dessa casta de coronéis. Mostrando total submissão a seus amos e no embalo de Joaquim Barbosa vão pautando o executivo municipal. Criação de vagas em creche. O cancelamento do reajuste do IPTU são alguns dos exemplos de intromissão de um poder no outro.

É o poder judiciário trabalhando contra a república, razão de sua existência e mordomias.

Que sacanagem. Que falta de consideração. Quanta insensibilidade.

Também causa espanto que jornalistas tarimbados, com carreira profissional de sucesso, digam amém a esta atrocidade. E o mais lamentável é que, por viverem da informação, eles sabem das reais intenções de seus patrões e não se sentem constrangidos a emprestar sua credibilidade, alicerçados em trinta, quarenta anos de trabalho, a favor de um único homem. Contra a democracia e a justiça social de uma nação.

Caso típico de uma concessão posta a serviço de um particular.

Fernand Haddad revelou este acontecido durante uma entrevista a blogueiros. Não disse o nome do dono grupo de comunicação. Quem acabou descobrindo foi Paulo Henrique Amorim, por outra fonte.

É assim que age a mídia Brasil. Ela é a favor da democracia quando esta lhe trás benefícios e mantem seus privilégios.

Entende-se por outro lado agora o modo jocoso com que tratam os condenados do mensalão.  

Noticiam privilégios, mamatas, falcatruas dentro do presidiário. Chegaram ao cúmulo de noticiar um possível motim devido ao tratamento diferenciado dado a José Dirceu, Genoíno e Delúbio. Não causará surpresa se derem voz ao PCC.

 Alimentam o ódio e a vingança.

Não está dando certo. Dilma cresce. O país vai bem economicamente. E os avanços sociais caminham a passos largos.

Poucos sabem desse comportamento vil e egoísta da TV Bandeirantes porque a audiência deles é baixíssima. Diferentemente da Globo que ainda é a maior audiência e que deve quase um bilhão de reais ao fisco, e faz campanha pela diminuição dos impostos. Deles, é claro.

E viva os blogues independentes, alternativo e os “sujos”, como o nada limpo José Serra apelidou, porque sem eles não teríamos como saber e entender o meandros deste mundo distante e encastelado.

E graças à internet, anárquica no seu conceito, por enquanto.

É devido a esses eventos que a lei da mídia precisa sair do papel.

Pelo bem, pelo crescimento e amadurecimento da democracia no Brasil. Lei da mídia já. Antes que o golpe aconteça e retrocedamos novamente.

Alexandre Garcia na sua crítica ao transporte público não citou São Paulo.

alexandre_garciaOutro dia me perguntaram se já não se tornou lugar comum falar mal da mídia. Manipuladora. Inescrupulosa. Hipócrita. Jornalistas chapa branca e etc. 

Pode ser, mas sem dúvida alguma é muito maçante ficar repetindo os embustes e armadilhas preparados pelas empresas de telecomunicações. Parece um querer falar por falar.

Mas fazer o quê? Se essa turma não cansa de, também, repetir as mesmas manobras ilusórias.

No Bom dia São Paulo, telejornal da Globo, o jornalista Alexandre Garcia falou sobre os problemas do transporte urbano no Brasil. Especificamente o Metro. Citou Brasília e Rio de Janeiro como exemplos de mau uso do dinheiro, descaso com a população e a incompetência dos gestores.

Sobre o Rio lembrou que a primeira linha foi inaugurada 1979. Xangai começou a construir as suas linhas bem depois e hoje possui 300 estações.  E continuando sua catilinária falou sobre Nova York. Lembrou que autoridades brasileiras foram conhecer o metrô Londrino bem na época das olimpíadas. Um pouquinho de  veneno não faz mal, não é mesmo? E com aquela cara de “me-engana-que- eu- gosto”, digno de quem recebeu medalha do governo inglês na época da guerra das Malvinas, perguntou se só agora foram conhecer um metro que já existe a mais de cem anos.

Tudo o que ele falou tem lógica e está certo. No entanto o nosso condecorado jornalista não citou São Paulo, exemplo mor de corrupção, mal uso de dinheiro e descaso com a população. Por quê?

O desvio de dinheiro do chamado “trensalão” atinge a casa dos bilhões.

Em mais de vinte anos de governo tucano em São Paulo foram inauguradas duas linhas de metrô.  Pouquíssimo, em se tratando de uma megalópole.

A estação Pinheiros, todos se lembram, desabou, abrindo enorme cratera, matando 7 pessoas, desalojando outras tantas famílias.

A estação Paulista é um labirinto feito mais para ratos do que para pessoas. Sem uma nave ampla é claustrofóbica e irritante. Mesmo para os paulistanos já acostumados com aquilo não há como não protestar diante do absurdo arquitetônico. Muitos optam por esperar o elevador, destinado exclusivamente aos deficientes e idosos, do que escalar as séries intermináveis de escada rolante e esteiras.

Sobre esses descalabros e crimes nenhuma palavra do Garcia. Nada.

Não falou também sobre a incompetência dos gestores. Do absurdo de justificar o dinheiro gasto na reforma de trens com 40 anos de uso ao invés de compra vagões novos.

Ele poderia compara outra vez com NY, pois os americanos adquiriram recentemente  vagões novos e gastaram bem menos.

Não lembrar de São Paulo na sua crônica foi uma falta gravíssima, principalmente por ser um repórter tão experiente. Um dano irreparável. Os telespectadores menos atenciosos saem com a nítida impressão de que o governo federal é o culpado no caso do metrô.

Mas como de bobo o homem não tem nada evidentemente que o que pesou no seu “esquecimento” foi o fator político. O PSDB manda em São Paulo. E todos sabemos da complacência com que a mídia trata as mazela de FHC e seus correligionários. É um projeto para 2014.

Alexandre Garcia como direitinho nas mãos de seus patrões, os irmãos marinhos. 

O seu raciocínio é o mais simplista possível: pra subir tem que descer. E  o medalhado repórter desce ao mais baixo nível do jornalismo. Diz meias verdades, omite e aceita fazer o que for preciso  para manter seu insosso emprego. E com que prazer faz isso.

Como me questionou um  conhecido: então você acha que a Globo vai mentir ou manipular informações, acha?

Gilmar Mendes e as doações de pessoas físicas para campanhas eleitorais .

justiça eleitoralA respeito da proibição de doações feitas por empresas para campanha eleitorais o ministro Gilmar Mendes adiantou que deve votar a favor da continuação. Pois, para ele só ao governo interessa essa proibição.

Disse, para justificar sua posição: “A quem interessa esse modelo cerrado, hermético? Quem é que ganha?”, questionou. “Estamos fazendo um tipo de lei para beneficiar quem estiver no poder? É isso que se quer? É disso que seu cuida? É para eternizar quem está no poder?”.

Ele acredita que se apenas as propagandas institucionais puderem ser veiculadas isso beneficiaria quem estivesse no poder: “Quem ganha com isso é quem dispuser de propaganda institucional. (…) Basta ligar a televisão no horário das 8 para ver o que é a propaganda institucional. É propaganda eleitoral descarada.”.  Para o “bom entendor meias palavras bastam”: o ministro ser refere, outra vez, ao governo Dilma Rousseff (o pedido de proibição foi feito pela OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, e pelo PT).

Se esquece Gilmar Mendes que aqui em São Paulo há vinte anos o PSDB ganha com essas mesmas regras vigentes. E com essas mesmas normas Fernando Henrique Cardoso não conseguiu eleger José Serra, em 2002.

Evidentemente que Mendes tem o direito de se posicionar do modo que achar melhor, é um cidadão brasileiro, no entanto como ministro do supremo ele deveria pensar antes de falar, visto que suas opiniões tem reflexo em toda sociedade. Ou ele não tem noção de fazer parte da mais alta corte do país?

Mas o ponto em questão é justamente este: ou ele ignora ser juiz ou age de caso pensado.

O ministro anda nervoso com as eleições de 2014, e a possível nova vitória do Partido dos Trabalhadores.

Ele sabe que a oposição não tem cacife para derrotar Dilma Rousseff. Aécio não decola, Eduardo Campos recua e Marina não tem discurso. E todos não têm programa de governo. Ou seja, os partidos de sua simpatia, apesar de negar, não contam com políticos capazes e programas concretos.

Ante a derrota iminente Gilmar perde as estribeiras e desembesta a falar.  O que vier da parte do governo federal para ele ou é tentativa de golpe ou não presta.  

O mensalão, julgado de maneira aloprada e contestado por vários juristas renomados, não teve a repercussão esperada.  O PT ganhou a prefeitura do São Paulo. Resta para os opositores fazer o que, então?

Bem, resta o que eles estão fazendo. Assumirem o papel de agremiação política. Juntam-se nesse barco a mídia e alguns juízes do STF. Um fala, para dar o ar de seriedade, e o outro repercute.

Foi dado um chega pra lá no PSDB. E, de tanto a imprensa esconder escândalos prejudiciais aos tucanos, de tanto caluniarem, mentirem e manipularem informações acabaram por idiotizar seus próprios aliados.

Não há como olhar par o Aécio e não pensar imediatamente num “playboy”, num “bon vivant”. No Eduardo Campos num oportunista sem eira-nem-beira. Na Marina numa mulher ressentida, amargurada com o desprezo dos partidos progressistas e com a sua falta de habilidade política. E no Jose Serra num personagem em busca de vingança, contra aliados ou adversários.

E o pouco que restou para esta associação foi FHC, mas este se mostra cada vez mais incapaz de um pronunciamento lúcido, tanto que escreveu recentemente um livro em inglês ao invés de português, sua língua pátria. Por quê? Para atingir a liberdade plena (??). Nada mais a esperar de um ex-presidente apaixonado pelo Tio Sam a ponto de desprezar seus pares. E sempre foi assim.

Gilmar Mende colocou de escanteio os tucanos. Calados são uns poetas.

E para acabar de vez com o enaltecimento injustificado de Joaquim Barbosa a imprensa poderia convencê-lo a abdicar do posto de supremíssimo e sair como candidato à presidência.

Seria salutar para a democracia. Aí sim saberíamos quem é este homem por traz da Máscara de paladino da justiça. Sem bem que todo seriado acaba quando a disfarce é descoberto, certo?

Nelson Mandela, acima de tudo um ser humano.

Nelson MandelaMandela morreu. Enterrem um mito, não o ser humano.

A maior homenagem é lembra-lo como um homem comum. Cometeu erros e acertos. Quando preciso, quando novo, quando revoltado pegou em armas e brigou contra o racismo institucionalizado. Matou?

Ficou preso durante vinte sete anos. A luta contra a opressão continuou.

O grande mérito seu foi manter o país unido. Dentro de um estado de direito. Mesmo após anos de sofrimentos e humilhação. As chamas da raiva debeladas no nascedouro.

Muitos esperavam cenas de barbaridades. Oprimidos sedentos de ódios invadindo casas, lojas, escolas, fazendas, indústrias. Destruindo a infraestrutura. Um país em guerra civil. Uma Angola, Moçambique, Congo e outros com a mesma história de opressão.

O seu grande erro foi manter o mesmo “status quo”. O preto e pardo na África do Sul continuam sua penúria, transitando entre a extrema pobreza e a discriminação velada.

O branco domina. O sistema capitalista fonte causadora da opressão. Eles se brasilificaram, no que pior há de um Brasil racista.

A maioria dos pretos vive em favelas. A elite é composta de brancos.  Nisso nada mudou.

Mas assim que acabar o namoro com o Madiba e sua figura carismática o país terá oportunidade de avaliar o grau de interação que ele deixou. Respirar a maturidade sem sua eterna mão conciliadora.

Que país emergirá de suas lembranças? O tempo dirá. As próximas atitudes dos futuros governantes também.

O Brasil não reviu sua ditadura. Não colocaram no banco dos réus seus usurpadores. É uma nação com lapso de memória.

A África do Sul não pode cair nos mesmos erros nossos. Lá existe o museu do “Apartheid”. É um passo. No entanto a história tem que ser contada. As mágoas e feridas encaradas de frente. A terapia coletiva da nação africana.

O povo sul-africano saberá tirar de Madiba a verdadeira lição. Não este falso heroísmo criado artificialmente e com interesses. A VEJA enalteceu o líder africano como o Guerreiro da Paz. E ao mesmo tempo trata com escárnio os que lutaram contra uma ditadura.

Nelson Mandela soube evitar vinganças pessoais. Uma caça às bruxas. Não permitiu a terra arrasada. Mas não pode e nem deve evitar a justiça.  Muitos brancos cometeram atrocidades e quanto prazer sentiram.

Podem se esconder atrás de palavras, como os torturadores pátrios, mas as cicatrizes são visíveis.  Tem que se fazer justiça.

Muitos pretos não conseguem falar ao branco olhando em seus olhos. São décadas de racismo e humilhação. O auto-respeito perdido debaixo de tiros e porradas.

O mundo e o povo africano em particular não devem permitir essa desumanização imposta pelos demais países.

Ele lutou por liberdade. E se em algum dia outro regime tentar novamente estender suas garras os oprimidos devem ter certeza que de suas fileiras surgirá outros Mandelas. Os oprimidos de todas as nações. Porque acima de tudo Nelson Mandela era um simples humano.  Por mais que tentem endeusá-lo.