Gilmar Mendes e as doações de pessoas físicas para campanhas eleitorais .

justiça eleitoralA respeito da proibição de doações feitas por empresas para campanha eleitorais o ministro Gilmar Mendes adiantou que deve votar a favor da continuação. Pois, para ele só ao governo interessa essa proibição.

Disse, para justificar sua posição: “A quem interessa esse modelo cerrado, hermético? Quem é que ganha?”, questionou. “Estamos fazendo um tipo de lei para beneficiar quem estiver no poder? É isso que se quer? É disso que seu cuida? É para eternizar quem está no poder?”.

Ele acredita que se apenas as propagandas institucionais puderem ser veiculadas isso beneficiaria quem estivesse no poder: “Quem ganha com isso é quem dispuser de propaganda institucional. (…) Basta ligar a televisão no horário das 8 para ver o que é a propaganda institucional. É propaganda eleitoral descarada.”.  Para o “bom entendor meias palavras bastam”: o ministro ser refere, outra vez, ao governo Dilma Rousseff (o pedido de proibição foi feito pela OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, e pelo PT).

Se esquece Gilmar Mendes que aqui em São Paulo há vinte anos o PSDB ganha com essas mesmas regras vigentes. E com essas mesmas normas Fernando Henrique Cardoso não conseguiu eleger José Serra, em 2002.

Evidentemente que Mendes tem o direito de se posicionar do modo que achar melhor, é um cidadão brasileiro, no entanto como ministro do supremo ele deveria pensar antes de falar, visto que suas opiniões tem reflexo em toda sociedade. Ou ele não tem noção de fazer parte da mais alta corte do país?

Mas o ponto em questão é justamente este: ou ele ignora ser juiz ou age de caso pensado.

O ministro anda nervoso com as eleições de 2014, e a possível nova vitória do Partido dos Trabalhadores.

Ele sabe que a oposição não tem cacife para derrotar Dilma Rousseff. Aécio não decola, Eduardo Campos recua e Marina não tem discurso. E todos não têm programa de governo. Ou seja, os partidos de sua simpatia, apesar de negar, não contam com políticos capazes e programas concretos.

Ante a derrota iminente Gilmar perde as estribeiras e desembesta a falar.  O que vier da parte do governo federal para ele ou é tentativa de golpe ou não presta.  

O mensalão, julgado de maneira aloprada e contestado por vários juristas renomados, não teve a repercussão esperada.  O PT ganhou a prefeitura do São Paulo. Resta para os opositores fazer o que, então?

Bem, resta o que eles estão fazendo. Assumirem o papel de agremiação política. Juntam-se nesse barco a mídia e alguns juízes do STF. Um fala, para dar o ar de seriedade, e o outro repercute.

Foi dado um chega pra lá no PSDB. E, de tanto a imprensa esconder escândalos prejudiciais aos tucanos, de tanto caluniarem, mentirem e manipularem informações acabaram por idiotizar seus próprios aliados.

Não há como olhar par o Aécio e não pensar imediatamente num “playboy”, num “bon vivant”. No Eduardo Campos num oportunista sem eira-nem-beira. Na Marina numa mulher ressentida, amargurada com o desprezo dos partidos progressistas e com a sua falta de habilidade política. E no Jose Serra num personagem em busca de vingança, contra aliados ou adversários.

E o pouco que restou para esta associação foi FHC, mas este se mostra cada vez mais incapaz de um pronunciamento lúcido, tanto que escreveu recentemente um livro em inglês ao invés de português, sua língua pátria. Por quê? Para atingir a liberdade plena (??). Nada mais a esperar de um ex-presidente apaixonado pelo Tio Sam a ponto de desprezar seus pares. E sempre foi assim.

Gilmar Mende colocou de escanteio os tucanos. Calados são uns poetas.

E para acabar de vez com o enaltecimento injustificado de Joaquim Barbosa a imprensa poderia convencê-lo a abdicar do posto de supremíssimo e sair como candidato à presidência.

Seria salutar para a democracia. Aí sim saberíamos quem é este homem por traz da Máscara de paladino da justiça. Sem bem que todo seriado acaba quando a disfarce é descoberto, certo?

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