Uma resposta a operação CONDOR, dos áureos tempos da ditadura.

operacao_condorUm importante passo para a reconstrução do período ditatorial brasileiro e suas múltiplas facetas.

A Argentina, Uruguai  estão colocando os pingo-no-is.

Enquanto na nossa pátria o obscurantismo  prevalece. Pessoas acreditam que Médici, Geisel  e Figueiredo foram democráticos.  Geisel o bom velhinho.

Só resgatando a verdade e punindo esses usurpadores e criminosos poderemos forma um pátria livre e estável.

Com a assinatura do memorando de compartilhamento de documentos sobre violações do direitos humanos entre esses países um passo importante de restauração das verdades será dado.

Uma resposta a operação CONDOR.

Abaixo reproduzo o texto do portal “brasil.gov.br” sobre essa bem-vinda cooperação.

“O Brasil assinou na última quarta-feira (29) acordo com Uruguai e Argentina que permite compartilhar documentos sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar nos três países.  Assinado em Havana, Cuba, durante a 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o memorando de entendimento prevê que as nações desenvolvam a cooperação e o intercâmbio de informações sobre o assunto.

A partir de agora, o Brasil poderá solicitar a um dos dois países, ou vice-versa, arquivos que por acaso tenham sido conservados sobre o assunto. A ditadura militar governou o Brasil entre 1964 e 1985. As Forças Armadas argentinas comandaram o país vizinho de 1976 a 1983 e a sociedade uruguaia passou pelo regime militar de 1973 a 1985.

O objetivo é contribuir para o processo de reconstrução histórica da memória, verdade e justiça. Segundo o Itamaraty, o acordo deverá auxiliar as atividades da Comissão Nacional da Verdade, que apura os crimes cometidos durante a ditadura brasileira.

Os tratados são de ordem bilateral. Deste modo, o Brasil assinou um acordo com Argentina e outro, idêntico, com Uruguai. Os memorandos tratam que os países vão colaborar mutuamente com a investigação das “violações de direitos humanos no passado recente” e com o esclarecimento de casos de “desaparecimento forçado de pessoas e outras graves violações”.

O texto dos tratados informa que a medida visa a “criar um marco” para o intercâmbio de pesquisas e investigações sobre as “ditaduras que assolaram ambos os países no passado recente”.

“As autoridades competentes comprometem-se pelo presente memorando de entendimento a realizar todas as ações possíveis com vistas a prover informação útil para o esclarecimento de graves violações aos direitos humanos, por intermédio das vias administrativas, judiciais e/ou legislativas disponíveis”, diz.

As solicitações de documentos e dados que puderem ser feitas por meio de convênios já assinados entre os países, com a devida assistência penal, não serão objeto do novo acordo.

O Itamaraty informou que o governo brasileiro considera o acordo um avanço fundamental para a “elucidação de períodos históricos recentes desses três países”. Ainda segundo o ministério das Relações Exteriores, o esclarecimento dos fatos vai contribuir “decisivamente para o fortalecimento da democracia””.

Pelo bem da democracia, que a verdade seja restaurada.

USP 80 anos. E um apelo: resistir ao populismo.

USP80AnosEntre vários artigos sobre os 80 anos da USP versando sobrea a história da universidade. Recheados de elogios. E problemas passados e futuros há um que se destaca pelo libelo conservador, sem papas-na-língua escreve: “A USP precisa resistir ao apelo populista que visa facilitar o ingresso de estudantes”, Estado de S. Paulo, pag. A3, “Os 80 anos da USP”, 25 de Janeiro.

Como “apelo populista” entenda-se: não às cotas, não à democratização da USP.

Pois, para o jornal só o vestibular, frio e imparcial, é capaz de selecionar os melhores entre os melhores.

A presença de alienígenas, proveniente de camadas menos privilegiadas, seria um atraso educacional. Por incapacidade. Falta de condições de acompanhar tão seleta aula e seus laureados doutores.

É o preconceito na sua essência. O problema está no sujeito. Não nos mecanismos sociais.

É a meritocracia neoliberal na sua justificativa para a perpetuação de suas desigualdades e injustiças.

Na ignorância apelativa o governo tucano paulista não entende a profundidade e o alcance das mudanças na sociedade com programas de inclusão.

Os talentos existem em todas as camadas. Quanto maiores às oportunidades, maiores as chances de serem descobertos. Questão de números. De estatística. De lógica.  De amostragem.

No entanto nascem, trabalham e morrem.  Não são colhidos. Nada produzindo de relevante.

Quantas joias humanas (artistas, pesquisadores, cientistas, atletas e etc.) foram desperdiçadas apenas por falta de oportunidades?

A meritocracia não deixou.

Governo por méritos, numa sociedade de desiguais, é um deserto com pequenos oásis. Não desenvolve uma nação.

Isso eles não entendem. Ou temem perder sues privilégios do ter. Do falso elogio. Da distinção. Da soberba. Algo que os destaquem da ralé. Segundo pensamentos.

O exemplo do governo federal e a pressão popular exerceram influência sobre os governantes paulistanos.

Com receio de perder seu reduto nas próximas eleições  Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, criou soluções no mínimo perturbadoras. Ensino a distancia, cursos de reforço para estudantes de escola públicas e a USP Leste.

A Leste é um caso a parte. Feito nas coxas. Com cursos exóticos. E em cima de aterro sanitário. Com risco de explosão.

A essas atitudes sim, podemos chamar de populismo-demagógico-sórdido. Não é política de estado. É tapa-buraco. Coisa de coronelão.

Esse povo! Só atrapalha o bom andamento de governança. Certo estava Platão. Pelo menos para os conservadores.

Como no mesmo artigo ele cita o aumento da quantidade de alunos por professores e que isto reduz a qualidade do ensino façam o seguinte: assumam de vez a postura segregadora e diminuam o número de vagas oferecidas em 80%, por exemplo.

Medicina 20 vagas, engenharia 40 vagas, direito 15 vagas e por aí vai. E o vestibular com questões da década de 60. Com francês, inglês e espanhol, Obrigatórios é claro. Nota mínima sete.

Só entrará a elite da elite da elite. Será um excelentíssimo centro de formadores de cabeças. Que tal?

Agora não sei  que benefícios traria para sociedade formar 20 médicos gênios por ano. A saúde melhoraria? A população seria atendida prontamente nas suas necessidades?

A democracia é melhor sistema que temos atualmente. Só precisa chegar a todas as áreas da sociedade.

A ABRASCE e os rolezinhos no exterior. Uma solução.

rolezinho2Ainda sobre os “rolezinhos”.  A ABRASCE, Associação Brasileira de Shopping Centers, preocupada com a reação negativa à repressão aos encontros dos jovens dentro das dependências desses centros de compra emitiu nota de esclarecimento.

Inicia o comunicado afirmando que os shoppings não são só comércio, são “hoje locais de lazer, cultura, alimentação, serviços e convivência.”. Gerando um milhão de postos de trabalho, e “outros dois milhões de empregos indiretos”.

Enfatizou que são “acima de tudo, espaços democráticos, que atendem a pessoas de todos os perfis sociais e de diferentes idades. Abrigam a diversidade e a inclusão social, muitas vezes em regiões com raras opções de entretenimento” e que se “tornaram ponto de encontro dos jovens”.

No entanto “os empreendimentos têm a grande responsabilidade de zelar pela segurança e bem estar de todos”, mas infelizmente “não são planejados para receber, com segurança, eventos de porte ou manifestações de qualquer natureza” e, mas garantem o “o livre acesso a todos, dentro dos limites da lei”. Respeitando a “liberdade de ir e vir, consagrada a todos pela Constituição brasileira”. E termina afirmando o respeito “a todos os públicos, que são e serão sempre bem-vindos”.

Resumidamente: não atrapalhando os negócios, não há problema.

Eh! Periferia, periferia mia. Vocês com a sapiência imberbe de adolescentes afrontaram os semideuses do capitalismo.

Os seus “rolezinhos” cutucaram os impacientes senhores de negócios. Os colocaram entre a cruz e a espada.

Fica mal ficar reprimindo os encontros, por maior que seja. E com violência.

O raciocínio dos administradores desses templos do consumismo é simples: será que os pais, tios, primos, avós e amigos continuariam a frequentar e a gastar seu suado dinheiro no mesmo local que seus filhos/parentes/amigos apanharam ou foram discriminados?

E há também outro problema: esses adolescentes vão crescer, trabalhar e, futuramente, consumir. O problema é: será que farão suas compras, seu lazer no mesmo lugar onde foram escorraçados?

É claro que não. Então, preocupados emitiram esse informe. Que não diz nada a quem frequenta. Isso todos já sabiam.

Mas não se desesperem capitalistas, a Europa e os EUA já encontraram uma solução: restringir.

Os brasileiros, quando vão dar seu “rolezinho” no exterior têm que cumprir uma série de normas.

1. Passaporte com validade superior a seis meses;

2. Bilhete aéreo de ida e volta, com permanência máxima de 90 dias;

3. Comprovante de alojamento (hospedagem);  

4. Seguro saúde;

5. Comprovante de meios financeiros para manter-se durante a estada no país.

E, se é para garantir a segurança, bem-estar, conforto dos clientes todos os meios são válidos, não é memo. Os centros de compras poderiam adaptar estas normas. Só tem acesso quem tiver crachá, tanto em dinheiro, boletim escolar e etc. 

Imaginem: os que conseguirem passar por essa triagem vão se achar com o rei-na-barriga. Eu sou cliente tal shopping. Chique.

E o tal do ir vir, de ser público? Não tem problema: consultem as empresas de pedágio. Eles já têm saída  para esta pequena inconstitucionalidade. E se mesmo assim, nada der certo, o jeito é apelar para o Joaquim Barbosa, presidente do STF, e suas manobras judiciárias.

Mas, infelizmente, nem tudo são flores. Os incômodos sempre acontecem. Fazer o quê? Pois, apesar de todas essas exigências a bagunça ainda acontece.

O grupo de “rolezistas” brasileiros ainda são os mais bagunceiros. Se quiser encontra-los basta seguir o barulho. Ou acompanhar o garçom que estiver com a cara de poucos amigos.

Pra esses só chamando a segurança. Mas avisem os policiais para não bater muito. Eles costumam levar crianças.

O preconceito é muito chato, certo?

Se ficar o bicho come. Se correr o bicho pega. Se …

se correr o bicho pegaBordão são frases repetidas continuamente.  Utilizados  para marcar lugar, personagens, situações ou comportamento..

Muitos hão de se lembrar desses:

Em novelas: “Tô certo ou tô errado?”, Lima Duarte,  Roque Santeiro, 1985.  “´É justo, muito justo, é justíssimo”, José Wilker,  Renascer, 1993. ”Ó xente, my god”, Eva Wilma, Indomada, 1997. ”Jamanta não morreu”,  Cacá Carvalho, Torre de Babel, 1998. “Cada Mergulho é um flash”, Mara Manzan, O Clone, 2001. “Jesus, me chicoteia”, Mariana Rios, Malhação, 2008.

Em humorísticos: “Trabalho na Globo!”, Bózo, Chico Anysio. “Só podia ser o Chaves”, Chaves.

Os bordões caem ou não no gosto popular dependendo do sucesso do programa, do personagem e, principalmente, do canal de televisão onde passam. Os citados acima, excetuando Chaves (SBT),  são todos da tv globo. Ainda o canal de maior audiência.

Esta técnica de fixação também está sendo usada por apresentadores, jornalistas, colunistas.

A emissora dos irmãos Marinhos, através dos telejornais, difundi  o  “Imagine na Copa”.

Após mostrar algum tipo de problema, nos aeroportos, por exemplo, seus ancoras olham para a câmera e dizem: “imagine na copa”.

O que significa? Se está ruim, sem pressão,  imagine quando a situação exigir  mais. Será o caos.

A frase virou símbolo de incompetência, de descaso, de corrupção, de atraso de projetos, de falta de preparo do poder público em gerir eventos. Essa imagem a Globo não cansa de propagar.

Fora isso, o canal do “plim-plim” convoca, veladamente, a população a protestar nas ruas, contra a realização do evento.

Um desavisado não acreditaria se alguém lhe falasse: está mesma emissora comprou os direitos de transmissão.

A primeira pergunta que viria à sua mente seria:  como pode ser, ela trabalha contra a realização dos jogos que ela mesma comprou, é isso?

Realmente é muito estranho.  As peças não se encaixam.  Eles são os maiores interessados no sucesso dos jogos. Há muito dinheiro e prestígio envolvido.

Então o que acontece?

Só há uma explicação plausível para o  que estão fazendo: amedrontar o governo para chantageá-lo. Como ? Demonstrando sua força e poder de manipulação.

E por quê? As organizações Globo devem em impostos R$ 1 bilhão. Uma funcionária pública da receita sumiu com o processo. A rede comprou os direitos da copa através de negociatas em paraísos fiscais. Numa transação obscura, lesando o fisco. Descobriram. Ganha força no congresso o projeto de  regulamentação da mídia.

Ou seja, se o governo atuar a favor da democracia, cobrando ou que lhe é devido, normatizando e punindo os criminosos  a rede globo perderá muitas terras de seu imenso feudo.

Aqui em São Paulo eles deram uma amostra grátis do seu poder.

Criaram, dentro do telejornal SPTV, a campanha  “Verdejando”.  Plantar árvores para salvar o planeta. Campanha sem-eira-nem-beira. Apareceram artistas. Passistas. Escolas. Camisetas, escrito “Verdejando”. Mães orgulhosas de seus pimpolhos a plantar. Fizeram um “auêzinho”.  E assim como começou, terminou.

Para que serve essas campanhas relâmpagos? Tapar buraco? Não, eles querem medir o grau de influência na população.

O resultado, pelo jeito, foi positivo, porque  a partir daí os apresentadores,  jornalistas, articulistas  e especialistas começaram a usar palavras cada vez mais incisivas e destrutivas  contra o governo municipal e federal. Aqui em São Paulo, foi assim.

Em âmbito nacional, eles partiram para cima de José Sarney e de sua família. Aproveitando as revoltas e mortes na penitenciária de Pedrinhas desceram a lenha em Roseana Sarney. Impeachment. Caviar e Champagne, ao custo de um milhão de reais. Ruas, fórum, praças, viadutos, escolas todos com nome terminado em Sarney. 50 anos de mando-e-desmandos. Os municípios mais pobres são do maranhão. A governadora sentiu o golpe.

Outra vez, é uma atitude esquisita. Os Sarneys são unha-e-carne com os Marinhos. Possuem negócios em comum. A TV mirante, dos Sarneys, retransmite a Globo.  Quando presidente o senador abriu as portas para a Globo. Então por que atuaram de forma tão contundente?

Interesses, interesses. Razões nebulosas. O simples mortal não ficará sabendo.

O pai de Roseana , o José, se mexeu. Articulou no congresso. Reuniões e mais reuniões no escurinho do cinema.

Agora as notícias de rebeliões e assassinatos  nos presídios do Maranhão viraram um simples caso de polícia. Não envolve mais o alto escalão maranhense.  Parecido com o que fizeram em São Paulo no caso de corrupção  apelidado de “Trensalão”. Esconderam e escodem os “grandões” do partido dos tucanos.  São Paulo é o estado mais corrupto do Brasil.

Resta saber o que José Sarney deu em troca do arrefecimento dos noticiários. Vitória da Globo.

Não, não estou chamando as Organizações Globo de mafiosa. Eles mesmos se encarregam disso.

Prisão de João Paulo Cunha, Joaquim Barbosa e Homer Simpson.

homer simpsonPor que João Paulo Cunha, condenado no processo 470, ainda está solto?

Porque Joaquim Barbosa não assinou seu pedido de prisão e viajou de férias. Só retorna ao convívio de seus pares em fevereiro.

Neste período assumiram o comando do supremo a ministra Cármen Lúcia (7 a 20 de janeiro) e o ministro Ricardo Lewandowski (de 21 até o retorno de Barbosa)

Por que nenhum deles assinou o decreto da prisão de João Paulo?

Porque eles acompanharam o que diz o Art. 341 do regime interno: “Os atos de execução e de cumprimento das decisões e acórdãos transitados em julgado serão requisitados diretamente ao Ministro que funcionou como Relator do processo na fase de conhecimento.”, observado o disposto nos arts. 38, IV, e 75 do Regimento Interno.”.

Há exceções: o interino poderia assinar em caso de urgência. De aposentadoria do relator. De falecimento. Impedimento. Não é o caso

De Paris Joaquim criticou a atitude dos dois ministros: “Se eu estivesse como substituto jamais hesitaria em tomar essa decisão”, disse. “Não sei qual foi a motivação. Ela (Cármen Lúcia) não me telefonou, não falou comigo. A verdade é essa: o presidente do STF responde pelo tribunal no período em que estiver lá, à frente. Responde sobretudo a questões urgentes. Se é urgente ou não é avaliação que cada um faz.”.

E por que ele mesmo, Barbosa, não assinou antes de viajar?

Falou Joaquim Barbosa: “Eu assinei, terminei a decisão pouco antes das seis da tarde (de 6 de janeiro). Só depois de divulgada a decisão é que se emite o mandado e se fazem as comunicações à Câmara dos Deputados e ao juiz da Vara de Execuções. Nada disso é feito antes da decisão. Portanto eu não poderia ter feito isso, porque já estava voando para o exterior.”

Oficialmente Joaquim Barbosa saiu de férias, apesar de que dará duas palestras, em Londres e Paris. E devido a elas o STF pagará 11 diárias ao supremíssimo, ao custo de R$ 14.142,60, dinheiro do contribuinte.

Não oficialmente, ganhou diária por tirar férias. Mas para ele isso é uma “tremenda bobagem. Temos coisas muito mais importantes a tratar”.

Será que os promotores dos eventos nessas capitais europeias tiveram algum gasto? Ou seriam tão pobres que não conseguiriam custear a passagem e as despesas do palestrante? A Europa está em crise, não é mesmo?

Bem de qualquer forma Joaquim Barbosa demonstrou que a prisão de João Paulo não era tão urgente assim, pois não abriu mão de um dia se quer de suas férias para assinar o mandato. Afinal, ninguém é de ferro, certo?

Do alto da torre Eiffel , cantou-de-galo. Fez de escada os seus pares. Jogou a responsabilidade nas costas dos outros.  Convenhamos é uma atitude covarde esta. Digna de Homer Simpson: “A culpa (por não assinar o decreto da prisão) é minha, então, coloco ela onde quiser”.

Aos olhos dos conservadores, predadores e pessoas com sede de vingança a imagem do presidente do STF cresceu.  Que bom, para ele. Objetivo alcançado.

Quando se diz ao cidadão comum que o caso “Mensalão” é um “Mentirão”. Que o julgamento foi de exceção. Que os réus foram condenados sem provas, cabais. Que adaptaram teorias jurídicas para lastrear o veredicto já determinado. Eles não acreditam. Ficam incrédulos. Coisa de petista. Os juízes são pessoas com notório saber. Doutores. Ministros da mais alta corte do país. É impossível. Dizem perplexo.

Realmente é complicado desconfiar dessas pessoas. Das leis. O direito é considerado uma ciência. O STF é um coletivo.

No entanto, percebam, que uma simples assinatura num mandado de prisão deu confusão. Com acusações e interpretações diferentes sobre quem pode ou não pode colocar o nome.

Agora, imaginem o que não sai de imbróglios em julgamentos bem mais complexos, como foi o 470.

Fizeram um pacotão de acusados. Misturaram parlamentares com civis. Acusações de uns recaíram em outros. Indícios viraram provas.  Dinheiro privado transformou-se em público. José Dirceu virou chefe de quadrilha. Um balaio de gato.

Com o televisionamento o tribunal virou estádio de futebol. A população, torcida. Vai que é tua Barbosão.

A vaidade tomou conta do pedaço. Incentivado e transmitido pela mídia.  Juízes não andavam, flutuavam em nuvens. Seguido de anjos. A imparcialidade montou na vaca e foi pr´o brejo.

“A experiência que já se tem da transmissão ao vivo – ou, segundo a gíria dos meios de comunicação, da transmissão em tempo real – das sessões do Supremo Tribunal Federal deixa mais do que evidente que essa prática deve ser imediatamente eliminada, em benefício da prestação jurisdicional equilibrada, racional, sóbria, inspirada nos princípios jurídicos fundamentais e na busca da Justiça, sem a interferência nefasta de atrativos e desvios emocionais, ou de pressões de qualquer espécie, fatores que prejudicam ou anulam a independência, a serenidade e a imparcialidade do julgador.”, escreveu Dalmo de Abreu Dallari, jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Fim das transmissões e lei da mídia, já. Antes que a mídia mude as leis.

Aeroporto da Parnaiba e o enfoque da Globo.

???????????????????????????????O “Mal dia Brasil” continua à toda na gana de falação eleitoreira. Miriam Leitão sobre o Pnad falou de “menos dinamismo” no interior. O que significa menos dinamismo? É em relação ao quê? À NY, Pequim, São Paulo, à 25 de Março, à casa dela? Às reuniões para se definir pauta na Globo? Ao Hopi-Hari? Ao quê?

Sé é menos é porque continua com dinamismo.

A Leitão usou de eufemismo tosco para não dar o braço a torcer. Ei! você menos dinâmico, venha aqui?

Aeroporto da Parnaíba o governo gastou R$ 16 mi para reformar. Desde 2010 e até agora nada. Não há voos regulares. O aeródromo pode receber aeronaves de grande porte. Até agora nenhum avião foi pra lá. Projetado para 700 mil pessoas só recebeu o ano passado 3500. Custo para manter R$ 4 mi. Pra quê? O Aeroporto Internacional esta abandonado. Enquanto isso em fortaleza, sede de Copa do Mundo, a Infraero vai fazer um puxadinho. 1200 metros quadrados. Depois do evento será desmontado.

Enquanto isso na Parnaíba, Piaui ouve investimento em turismo. Os empresários esperam. Os entrevistados falam com a cara de decepcionados, de reprovação com o governo federal. Quanta incompetência, a âncora do Mal dia Brasil dá a entender, sem falar claramente. Em Parnaíba um voo, apenas um voo, da Azul. Até agora.

O governo fez o correto: investiu. Cabe ao governo locar fazer o incentivo ao turismo, certo?

A falta de coragem é uma das características dos calhordas. A ancora é digna de estar na globo. Faz direitinho o que o patrão manda, se superando.

Se o governo faz investimento, é mal investido? Se não faz é menos dinâmico?

Será que a ancora chapa branca acha que a Globo nasceu grande desse jeito? Será que ela sabe da história do Roberto Marinho e os investimentos americanos na emissora? Será que ela sabe que capitalista não dá ponto sem nó?

A ignorância tapa os olhos da verdade.

Como disse o Lula ver mída “dá azia”. É só desgraça.

Agora batem sistematicamente norte e nordeste. Falam de corrupção e propina até da casa da tia Zelita. É meu filho a coisa tá difícil.

Corrupção para liberação de alvarás no Rio Grande do Sul. Governado por Tarso Genro. Eleito depois de uma passagem desastrosa de Yeda Crusius, PSDB.

Mostram depois os condenados no processo 470, Delúbio e Genoíno. O primeiro saindo para trabalhar, rindo. O José Genoino, mostram andando com vigor físico, que ele não possui mais.

O Delúbio tem direito ao semi-aberto. Arranjou emprego. O problema está do outro lado. José Dirceu tem o mesmo direito. Continua preso em regime fechado. A mídia o vigia de perto. Mais atenta que os agentes penitenciários. Dirceu usou o celular, deu na Folha. Mentira. Tem privilégios, mentira?

Se quisessem mesmo fazer o bem para o país (a mídia sempre dá essa conotação) eles questionariam os maus tratos do presos espalhados pelas cadeias. Qem é bandido é o bandido não o estado.

Quando a Globo precisou  dos favores da Sarney puseram o homem lá em cima. Agora clamam por intervenção no estado. Morreu o Roberto Marinho, avisa ao Sarney. São os três mosqueteiros que mandam.

Mataram menos de uma dezena de condenados e foram entre eles. Aqui em São Paulo, a suíça brasileira, segundo os tucanos, a polícia matou 111. Cento e onze condenados. O governador passou para o secretário da segurança. O secretário passou a culpa para o comandante. O comandante passou para o coronel. O coronel para o capitão. O capitão para o sargento. O sargento para o Cabo. E o cabo para os soldados. E os soldados para os cachorros.

E as noticias dos EUA? Só maravilhas. O Obama vai mexer no modo de espionagem. Os chefes de estados aliados não serão espionados.  Lágrimas nos olhos dos ancoras.

Esse manipulismo irá perdurar enquanto não houver a lei da mídia. Democratizar esses meios de comunicações é urgentíssimo.

O que o governo está esperando? Um novo golpe pra chorar na cama?

Rolezinho: se a perferia não vai ao shopping, o xópim vai à periferia.

rolezinho“Rolezinho” sempre existiu, é intrínseco ao ser adolescente se reunir em turmas, ter uma turma. Não tinha este nome. Encontros para jogar, dançar, organizar algum evento, um passeio é fato comum. Para os mais religiosos, encontros na igreja, no templo, na mesquita, na sinagoga, no terreiro, no salão e por aí vai.

Em outras épocas não tínhamos a facilidade tecnológica. As redes sociais. Era no bate-papo, no cara-a-cara.

Em outras épocas, 20 anos apenas, a periferia das grandes cidades eram guetos. Lá o jovem nascia, lá o jovem crescia, casava e morria. Marcar encontro, nestes templos do consumismo classe média, era terrível. Havia a complicada logística: distância, discriminação, passagem de ônibus, roupa e o ambiente opressor. Então restava ao garoto periférico na periferia ficar. Na praça, ou mesmo a rua, sentado na calçada, eram os locais dos encontros. Na escola, na entrada ou na saída adolescentes ficavam conversando, sonhando, futurando. De vez em quando uma festa.  O assunto? Não tinha assunto, eram muitos assuntos.

As opções e espaços de lazer raríssimos. Não havia cinema, teatro, quadras, clubes, parques fora do “cinturão verde” das cidades. Nada. Para quem era jovem pobre sobrava o quase. O trabalhar (enobrece o homem, diziam) era a meta única de vida. Perspectiva de melhora? Nenhuma. Faculdade? Uma meta impossível. “Vestibular/ passei no vestibular/ mas a faculdade é particular…”. versos de Martinho da Vila.

Pais pobres, filhos pobres, netos pobres. Era assim. Os que conseguiam alguma coisa só por milagre, competência e sorte. Nunca por política de inclusão. A exceção não faz a regra. A regra faz a exceção.

Havia um certo conformismo embrutecido nas famílias. O governo não olhava para os sócios pobres da sociedade. A ditadura oprimia, matava, amedrontava. A mídia vendia o mundo encantado de Walt Disney. E as escolas ensinavam a olhar generais, doutores e donos de dinheiro como os escolhidos de Deus. Para mandar e governar.  A sociedade do formigueiro. Perfeito para quem está por cima.

No entanto mesmo a miséria absoluta tem suas armas. E da periferia surgiram pessoas dispostas a brigar contra o sistema. Lutas, protestos, greves. Fim de uma das ditaduras, a militar.

Os tempos são outros. Há doze anos houve mudança no foco da política, tanto econômica quanto social. Foram criados novos centros educacionais. O acesso dos pobres às faculdades ficou mais fácil. ENEM, SISU, PROUNI. Há mais pessoas estudando. ETEC´s, FATEC´s. Cotas sociais e raciais. De repente percebe-se que mais pessoas tem mérito ( a mitológica meritocracia dos neoliberais) para conseguir o canudo. Programas habitacionais e de saúde foram implementados.

O auto-respeito, retirado dos mais pobres, está voltando. Caiu a ficha. Os protestos de junho e julho do ano passado forma uma amostra do “queremos mais”. Mais democracia, justiça e honestidade. “ A gente não quer só comida/ A gente quer comida/Diversão e arte…”. Titãs. É um caminho natural para o progresso. Uma porta aberta leva a outras portas a serem abertas.

Economicamente, vamos bem, obrigado! E tão bem que os shoppings foram aos bairros menos favorecidos. O aumento do poder aquisitivo e do maior número de pessoas nas classes “D” e “C”  levaram a este tipo de investimento. Há no shopping cinema, praça de alimentação, segurança, climatização e etc.

Então pergunto: com tantos atrativos desses centros comerciais, por que os adolescentes continuariam a marca seus “rolezinhos” na praça, no campo, nas ruas? É querer demais deles.

Apesar de todo o progresso a periferia ainda esta carente de locais de lazer, de bibliotecas, de teatros, de cinemas de casas de espetáculos, de praças. Os empresários não podem “pagar o pato” pela falta de investimento governamental, municipal e estadual.

Aqui em São Paulo já houve um caso de problemas com o excesso de adolescentes num shopping, o Morumbi. Década de 80. Os lojistas reclamaram para os administradores. Eles não gastam e atrapalham com seus excessos quem vem para consumir. Após estudos trocaram o tipo de música. Resolveram o problema. Sem precisar recorrer à polícia. Evidentemente esses frequentadores eram de classe média alta.

Porém, como o preconceito contra a juventude da periferia continua forte a solução, acreditavam os comerciantes, era fazer uso da força.

Doía o coração ver a PM descer o cassetete, jogar bombas, escorraçar, humilhar adolescentes. Alguns ainda crianças. E o que eles estavam fazendo de ameaçador? Cantando? Falando alto? Sendo exagerados? Todos têm esse comportamento, rico ou pobre. Os que hoje são adultos sabem bem disso. É triste.

Proíbam o acesso à internet, bloqueiem o celular, o sms. Espionem e vigiem. Afinal, são um bando de bandidos ainda não presos, não é verdade?

Fica o aviso: “queremos mais”. É um direito. De todos.