Joaquim Barbosa não engole: Lula, do PT, o colocou no STF.

charge-bessinha_xerife-jbO ministro Joaquim Barbosa é um daqueles seres humanos que não basta chegar lá, tem que ser adorado, como um Deus. Ou um príncipe.

Suas verdades são únicas e indiscutíveis. A soberba tipifica a palavra ignorante:  o que faz de si centro e razão do universo.

Amargo, raivoso, impaciente. Talvez a dor crônica na sua coluna lhe faça ser assim. Sem desculpa. Sem patologia a explicar a maldade.

Se fosse um empregado qualquer já estaria na rua.

Mas não é. É um cidadão que reúne em suas mãos poderes para soltar, prender, mudar, ameaçar. Matar não, porque no Brasil não há pena de morte oficial. Se isto é pouco, o cargo é vitalício.

Na sua fantasia de imperador, não existe meio  termo: é o bem contra o mal.

No caso ele representa o bem e o PT o mal.

Nos seus devaneios noturnos, o PT é um exército de bandidos. Cercados de mercenários. Exterminá-los é preciso.

Apagar o Partido dos Trabalhadores da história. Execrá-lo, achincalhá-lo  a ponto de torná-lo a vergonha nacional.

Mas como fazer sem ele mesmo ser vítima do esquecimento?

Dói no seu íntimo saber que foi posto no STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O eterno presidente do PT. E só chegou lá porque Lula queria um preto no supremo. Questão de justiça social.

Mas para alguém tão vaidoso intelectualmente criou-se um trauma.

Joaquim Barbosa desejaria ser posto no cargo pela elite branca e racista. Por FHC. Seria um grande reconhecimento ao seu esforço. Aplaudido de pé por todos aqueles branquinhos.

Não foi bem assim. Agora age como aquela professora que tem como aluno o filho e para mostrar que não o protege o trata com mais rigor. E tornasse cruel.

Condenou sem provas. Vilipendiou teorias. Julgou quem lá não podia. Dito por renomados juristas.

José Genoíno torturado na sua moléstia. Um corrupto sem riqueza.

Dirceu, impedido de trabalhar, continua preso, sem direito ao semi-aberto.

Trocou juiz de execução que ousou desafiá-lo. Colocou no seu lugar alguém dócil às suas vontades.

De férias na Europa, ganhando diárias, chamou Ricardo Lewandowski às falas, presidente substituto: se fosse eu, já teria expedido o mandado de prisão de João Paulo Cunha.

De volta das férias da Europa, após gastar as diárias, chamou  a atenção de Ricardo Lewandowski , que quando o substitui como presidente ordenou que o juiz de execução apressasse a liberação da permissão de trabalho a José Dirceu. Revogou essa decisão, como o dono do STF

O ministro Ricardo Lewandowski cumpriu o regimento interno. E fez o que tinha que ser feito, dentro das regras.

Uma decisão de ministro só pode ser revista em plenário.

Joaquim Barbosa, nos dois casos, deu de ombros.

Lewandowski  passou a ser o vilão.

Incoerência é pouco para explicar a lógica de Barbosa. Temos que entrar no campo do ódio para entender.

Ele só toma estas atitudes arbitrárias por causa da omissão do congresso, do executivo e do PT.  

O seu livro de cabeceira é O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. O que escreveu exatamente o que o príncipe queria ouvir almejando conquistar cargos no governo.

Será que Joaquim Barbosa sabe que quem usa a crueldade para governar por ela será deposto?

 

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