Paralelo entre as manifestações no Brasil e na Venezuela.

protestos na venezuelaA Venezuela vem enfrentando manifestações de ruas. Reclamam da insegurança, inflação, corrupção, desabastecimento, saúde e etc…

A imprensa diz: falta até papel higiênico. Como se fosse o fim do mundo. A espiga de milho deixou de ser utilizada faz uns 70 anos, talvez. E ninguém reclamava. Sei, os tempos mudaram.

Bem, pelo simples uso do exemplo acima o governo Nicolas Maduro soube quem estava por trás das manifestações. Os mesmos conservadores-burgueses. Com interesses, não próprios. Mas de empresas. Norte-americanas. Ávidas por abocanhar o maior filão da riqueza do país.

E pra que isso aconteça eles contam com a esperteza de cidadãos venezuelanos ricos, poderosos, vendáveis e inescrupulosos. Se milhões serão postos na pobreza não dói em suas carcomidas mentes. É apenas efeito colateral. Essa conta não importa aos reacionários.

Se a Venezuela ficar eternamente submissa ao grande irmão do norte, não há problema, desde que essa pequena minoria continue gozando de seus privilégios.

E essa mesma submissão é proposta de governo de Fernando Henrique Cardoso e trupe (Serra, Alckmin, Aécio, Marina, Eduardo).

E o que isso implica? Vejam o que disse Henry  Kissinger, ex-secretário estadunidense, a respeito dos países dependentes: “os recursos naturais dos dependentes pertencem aos países desenvolvidos”. Simples assim.

Algo mudou do pensamento dos americanos em relação aos sul-americanos? Alguém acredita que sim?

O presidente venezuelano, acostumado a conviver com sucessivas tentativas de golpes, agiu com rapidez. Identificou o grupo manipulador dos protestos. Quanto era pago aos baderneiros de lá, por dia de trabalho. E os diplomatas yankees envolvidos.

Tomou suas providências. Expulsou os filhotes do Tio Sam. Chamou o opositor a dar explicações. Convocou seus apoiadores a irem para a rua também. E prometeu atender as reinvindicações.

Maduro não é um ditador. Ele foi eleito democraticamente. A imprensa de lá fala em povo como se fosse a totalidade da nação a pedir a sua saída. O que não é verdade. Há o outro povo que o apoia. O que votou nele.  Aí reside o problema e o perigo.

Num paralelo com Brasil, também tivemos nossas manifestações. As exigências? Praticamente as mesmas. Saúde, educação, segurança, corrupção… A repressão policial foi brutal. Bala de borracha, gás, bombas de efeito moral, cassetetes, spray de pimenta.  Coisas de governos estaduais.

Então grupos se organizaram, aos moldes europeus,  e passaram a reagir violentamente.

Isto o ano passado. E dias depois já se falava que essas pessoas eram pagas. Havia  estrangeiros insuflando.  E o governo brasileiro não tomou nenhuma providência.

E agora e só depois da morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, a verdade vem à tona. Há pessoas pagas para provocar badernas. São alimentados. E tem liderança, que antes negavam. E o tal de sem partido, foi por água abaixo.

E o “nãovaitercopa”, como fica Eduardo Cardoso, ministro da justiça? É terrorismo o que estão fazendo. Mandou investigar para descobrir quem é o mentor do ato? Ou vai ficar de braços cruzados?

A situação da Venezuela está mais para o Brasil da época de José Sarney presidente, década de 80.

Fiscais do Sarney a fechar supermercados. Hiperinflação, 1700% ao ano. Congelamento de preços. Desabastecimento. Faltava papel higiênico, também.  A polícia federal foi posta a laçar boi em pasto. Desemprego. Arrocho salarial.

E os ricos? Se locupletando na especulação. E o povo pagando o pato.

No entanto essa comparação só é valida se for verdade o que a nossa mídia por aqui anda noticiando  a respeito das razões venezuelanas.  

É notório: a imprensa daqui mente, manipula e distorce informações. Trabalha descaradamente pela derrubada do governo Dilma.

O cenário desejado pelos meios de telecomunicações é de cataclismo.

Um Brasil à beira da falência. Inflação em alta. Queda do consumo. Saúde e educação falidas. Insegurança. Corrupção em alta.

Apostam na ignorância da população para atingir seus objetivos.

Assistam o telejornal “Bom dia Brasil”, da Globo, a mesma que deve R$ 1 bilhão em impostos, com olhos críticos e tirem suas conclusões.

Há saída? Sim, o aeroporto. Piada da era Sarney

Mas, índices após índices esses meios de comunicação são desmentidos.

Miriam Leitão, apelidada de urubóloga, não sabe mais o que fazer e que infográfico elaborar para confirmar o desastre brasileiro.

As manifestações no Brasil foram deturpadas, direcionadas e englobadas pelos de sempre.

Se a policia for truculenta os manifestantes também serão. É o instinto de autodefesa. Era o que acontecia em protestos de vinte, trinta, quarenta, cem  anos atrás.

Como disse Lula: os nossos jovens querem mais. Essa é a leitura.

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