Bate boca entre Barbosa e Barroso.

stfO que todos falam Joaquim Barbosa repetiu: é um julgamento político. Após Barroso inocentar os acusados do processo do mensalão de formação de quadrilha.

Barroso, perplexo, perguntou ao supremíssimo se ele não podia ter a própria opinião.

Esse Joaquim Barbosa… Subiu à cabeça a fantasia de super-heroi, prócere da verdade e da justiça. Nem ser contra sua posição a outros juízes é permitido. Quanta megalomania num homem só.

Quem mandou o Lula colocar alguém que detesta ser contrariado.

Bem, na realidade seria difícil saber. Dê o poder ao homem e você saberá quem ele é, não é assim o dito?

Pois então, estamos diante de um fato inusitado. A vaidade fala mais alto do que a sensatez, que presumo deveria ser o norteador dos ministros.

Agora, fica a pergunta: por que Joaquim Barbosa tenta descaracterizar seus pares? Não todos, é claro, apenas aqueles que não comem em sua mão.

Se me permitem tenho duas hipóteses:

Primeiro: Tem medo que a verdade sobre o mensalão venha à tona.

O dinheiro não era público. Não houve corrupção. O que pediram, pagaram. E, por tanto ficará escancarado que o julgamento, aí sim, foi político.

E mais, o STF cometeu aberração jurídica para condená-los. A constituição somos nós, e fim de papo. Assim andaram afirmando pelos corredores do supremo alguns dos juízes.

A partir dessa constatação de politicagem ficaria evidente porque o mensalão mineiro ainda não foi julgado. É gente do PSDB. E em tucano não se mexe. Ecologicamente perfeito.

E Joaquim tem paúra de ser desmascarado e ver sua sapiência jurídica contestada. Pelos colegas, por juristas, por advogados e por leigos, como eu.

E a sociedade gritar: ele é uma farsa. Rirem de sua cara. E a capa de herói se tornar um manto de invisibilidade.

É triste. Aconteceu com muitos. E no esquecimento acabaram. Alguns presos. Não é o caso.

Segundo: Joaquim Barbosa sente a necessidade de chamar para si os holofotes. Então, criar um fato que alimente os noticiários é o ideal. E nada melhor do que voltar a bater boca com outro ministro para conseguir esse objetivo.

É tiro certo, pois, a mídia, conservadores e oposição também sairiam ganhando com esse evento. As eleições estão se aproximando.

Em outras oportunidades ele já teve o mesmo comportamento.

Saiu de férias, ganhando diária, e não assinou a prisão do deputado.  Mas afirmou: se fosse ele o presidente interino, assinaria e não daria uns dias a mais de liberdade a um condenado.  Aplausos, por favor.

Ou quando desfez, assim que voltou, o que outro ministro tinha decidido sobre a prisão de José Dirceu, mesmo sendo este o presidente interino.  Mais aplausos, dessa vez em pé.

Como podem perceber, mesmo na Europa, fazendo reitor dormir, ele não saiu da mídia. E mídia não saiu dele. Um grande caso de simbiose.

Há pessoas que, desejando aparecer, fazem de escada seus colegas. Sem dó.

Anúncios

Qual a sua opinião?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s