Standard & Poors , uma agência sem credibilidade alguma.

Standard e poorsO Brasil mal se livrou das garras do FMI(Fundo Monetário Internacional), que teve seu auge de intromissão no anos 90, com FHC e sua política de completa submissão aos ditames dos americanos, e já chega outro vírus tentando se instalar como porta-voz da ala mais conservadora e inescrupulosa do Brasil.

Observem as notícias sobre a Standard & Poors e digam se ela tem moral e credibilidade para falar de algum governo.

Só dorme no barulho dela que vai ganhar muito dinheiro. Têm poder de manipular o mercado e é dono de informações privilegiadas. E, claro, são pouquíssimos os que lucrarão com a desgraça de muitos.

Vamos a elas.

“O Departamento de Justiça norte-americano apresentou queixa nos tribunais contra a Standard & Poors, a maior agência de notação de crédito, acusando-a de fraude e de ter inflacionado deliberadamente as classificações dos investimentos imobiliários, precipitando a crise financeira. É a primeira ação do género contra as agências de rating”

“[A Standard & Poors] conscientemente e com a intenção de defraudar, participou e executou um esquema para defraudar os investidores”, lê-se na acusação, colocada online pelo New York Times. 15/03/2013

“A agência de qualificação de crédito Standard & Poors (S&P) perdeu nesta segunda-feira (5) um julgamento na Austrália pelas perdas milionárias causadas durante a crise financeira de 2008 em um caso que abre as portas para reivindicações de até US$ 200 bilhões (R$ 406 bilhões) no mundo todo.

O Tribunal Federal decidiu a favor de 13 Prefeituras australianas que perderam mais de US$ 16,5 milhões (R$ 33,5 bilhões) pela aquisição em 2006 dos Fundos Rembrandt, um produto financeiro criado pelo banco de investimentos holandês ABN AMRO e que recebeu a máxima qualificação de AAA por parte da S&P.

A qualificação outorgada pela S&P foi “enganosa” e implicou a “tergiversação negligente” destes produtos para os investidores potenciais na Austrália, assinalou em sua decisão a juíza Jayne Jagot no julgamento realizado na cidade de Sydney”. G1 de 05/11/2012

E é essa agência de intenções duvidosas e mais suja do que “pau-de galinheiro” que fez duras críticas aos rumos econômicos brasileiros e rebaixou o índice de confiança de investimento no Brasil.

Oras bolas! Esse pessoal foi o responsável direto pela maior crise econômica mundial desde o fatídico ano de 1929. A de 2008.

Com seus pareceres positivos iludiu milhares de investidores. O tal de “Subprime”, se lembram? Fez fortunas de poucos. Jogou cidades e países no buraco, literalmente.

A Europa até o momento não se reergueu da catástrofe. Espanha, Portugal, Italia, Grécia e França vivem momentos de taxas altas de desempregos, de crescimento pífio e de desenvolvimento zero .

O templo do neoliberalismo (EUA) viu-se em ruínas e tendo que intervir, injetando bilhões de dólares no mercado.

Obama foi chamado de socialista, comunista e outros palavrões ultradireitistas.

O pessoal do Tea Party, os radicais dentro do partido radical Republicano, se perguntavam: não era para esperar o bolo crescer, e depois repartir? O deus mercado não irá resolver?

Não, não irá resolver. O presidente americano até tentou empurrar o lixo da crise para o lugar de costume: o quintal deles, a América do Sul. Por sorte os governos não eram os seus costumeiros capachos.

Engoliu à seco.

Gato escaldado tem medo de água fria, diz o dito popular.

Vejam como o mercado reagiu as declarações insanas da S&P:

O Real se valorizou 3,5% diante do dólar, nos últimos três meses. Em janeiro e fevereiro, entraram no Brasil US$ 9 bilhões  em investimentos estrangeiros diretos

O Tesouro Nacional fez uma colocação em Reais, com prazos que chegam a 2050, com uma taxa de 2,58%. Na quinta-feira, o Brasil levantou um bilhão de Euros em títulos da divida publica no mercado AMERICANO e europeu, com a mais baixa taxa já paga pelo Brasil, em Euros: 2,9%. A Bolsa de Valores fechar, nesta sexta-feira, com a nona alta (5%) em dez pregões

Mas a guerra continua. Sempre haverá alguém a falar mal. E rezando para que tudo dê errada. Não importa as consequências. Numa guerra as consequências chamam de efeito colateral, não é mesmo?

A Globo e seus jornalistas chapa branca continuam a todo vapor. É só noticia ruim.

Assistir o Mau dia Brasil dá azia.

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“Se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros.” Pesquisa IPEA.

 

ipeaO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas – IPEA – divulgou dia 27 de Março agora pesquisa SIPS/Ipea (Sistema de Indicadores de Percepção Social) sobre a Tolerância social à violência contra as mulheres.

“Realizada entre maio e junho de 2013, revelou que 91% dos brasileiros defendem, totalmente ou parcialmente, a prisão para homens que batem em suas companheiras. A tendência em concordar com punição severa para a violência doméstica ultrapassa as fronteiras sociais, com pouca variação segundo região, sexo, raça, idade, religião, renda, ou educação: “78% dos 3.810 entrevistados concordaram totalmente com a prisão para maridos que batem em suas esposas”, afirma o documento. No entanto, esses dados não permitem pressupor um alto grau de intolerância da sociedade brasileira à violência contra a mulher. Quase três quintos dos entrevistados, 58%, responderam que “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Quando a questão é se “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”, 63% concordaram, total ou parcialmente. Da mesma forma, 89% dos entrevistados concordaram que “a roupa suja deve ser lavada em casa”; e 82% que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. De acordo com os autores do estudo, as percepções manifestadas indicam que a população ainda “adere majoritariamente a uma visão de família nuclear patriarcal, ainda que sob uma versão moderna”. Assim, “embora o homem seja ainda percebido como o chefe da família, seus direitos sobre a mulher não são irrestritos, e excluem as formas mais abertas e extremas de violência”. Rafael Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, explicou que outras formas de violência estão sendo percebidas pela população. “Existe atualmente uma rejeição da violência física e simbólica – xingamentos, tortura psicológica –, no entanto, 42% das pessoas acreditam que a mulher é culpada pela violência sexual”, afirmou. Outro fator que chama a atenção são os casos de estupro dentro do casamento. “27% das pessoas concordam que a mulher deve ceder aos desejos do marido mesmo sem estar com desejo, e esse é um dado perigoso.””.

Extraí do texto as perguntas feitas, o resultado em percentuais e alguns comentários a respeito dos dados. Vamos a elas.

 

Os homens devem ser a cabeça do lar. Brasil, (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

24,8

8,5 2,7 22,9

40,9

 

Comentários: ‘Das seis características consideradas e controladas na análise – região de residência, faixa etária, sexo, cor ou raça, religião, e educação –, apenas por cor ou raça não variou significativamente a tendência a concordar. Assim, morar fora do Sul/Sudeste, ser idoso (60 ou mais anos), homem, católico ou evangélico, e pouco educado, são características que aumentam a chance de concordância total ou parcial com “os homens devem ser a cabeça do lar””.

 

Toda mulher sonha em se casar. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

12,3

5,9 2,3 27,8

50,9

 

Comentário: “Somados aos que concordam em parte, tem-se que quase 79% da população possui noção bastante estereotipada sobre os desejos e ideais de vida das mulheres. Acreditar que toda mulher tem como projeto de vida casar-se e constituir uma família é compatível com a ideia de que a mulher somente pode encontrar a plenitude numa relação estável com um homem, ou, ainda, de que depende de um companheiro que a sustente e, finalmente, de que é mais recatada e possui menos desejos sexuais, não almejando, portanto, uma vida de solteira ou de muitos parceiros.”

 

Uma mulher só se sente realizada quando tem filhos. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

25,2

9,2 4,9 30,9

28,6

 

Comentário: Aqui, sobressai uma associação muito presente, reforçada nos mais diferentes meios sociais e empregada com frequência na política, entre feminino e maternidade. A mulher é sempre vista como mãe, ou como uma mãe em potencial, pronta para o dever de cuidar dos seus filhos.

 

Casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

32,6

7,9 6,1 18,5

31,6

 

Casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

32,1

9,0 5,1 12,9

38,8

 

Um casal de dois homens vive um amor tão bonito quanto entre um homem e uma mulher. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

38,1

8,1 6,6 15,6

25,5

 

Incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

28,2

6,9 4,8 14,3

44,9

 

Comentário: “Nos modelos para as quatro existe uma diferença marcante dos jovens (16 a 29 anos) e dos idosos (60 anos ou mais) em relação aos adultos (30 a 59 anos). Jovens apresentam tolerância maior à homossexualidade, e os idosos mostram-se mais intolerantes.

A religião também foi significativa em todos os modelos, no entanto, os católicos só se mostraram intolerantes além da média no que toca à ideia de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os evangélicos se sobressaem como grupo mais intolerante à homossexualidade. A chance de tenderem a concordar total ou parcialmente com a proibição do casamento é 3,5 vezes maior do que a de não católicos ou evangélicos, enquanto a dos católicos é 1,4 vez maior”.

 

A mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

54,0

11,3 6,4 13,2

14,0

 

Comentário: “Entre as características que aumentam a concordância parcial ou total com a noção de que a mulher deve, literalmente, servir sexualmente o marido, independentemente de sua vontade, está a religião. Evangélicos têm chance 1,3 vez maior de concordar. Moradores do Sul e do Sudeste tendem a concordar menos, porém, o contrário ocorre nas áreas metropolitanas. Quanto maior o nível educacional, porém, menor é a tendência a concordar”.

 

Tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

26,4

8,9 6,8 20,3

34,6

 

Comentário: “Classificar as mulheres de acordo com seu comportamento sexual, avaliando-o sob a perspectiva masculina, e considerar que mulheres sexualmente livres não são boas companheiras são ideias que evidenciam de forma gritante o sexismo presente em nossa sociedade.

O sexismo e as representações da mulher como subordinada à autoridade masculina na jurisdição do lar frequentemente se materializam em violências que atingem milhares de brasileiras cotidianamente, e têm sido objeto de grande mobilização dos movimentos feministas e de mulheres há décadas, assim como de políticas públicas nos anos mais recentes”.

 

A questão da violência contra as mulheres recebe mais importância do que merece. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

56,9

16,2 3,5 11,9

10,5

 

Comentário: “A questão da violência contra a mulher, nos últimos anos, passou a ser conhecida por um público mais amplo. Na pesquisa, cerca de 73% dos(as) respondentes discordaram da afirmação de que “a questão da violência contra as mulheres recebe mais importância do que merece”. É um sinal positivo de que o grande espaço que a questão tem ganhado nos últimos anos na mídia e mesmo na agenda governamental é percebido como condizente com sua relevância para a vida das mulheres. Mais importante ainda é que a tendência a discordar não varia entre os grupos sociais”.

 

O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

11,1

5,3 1,4 23,5

58,4

 

Em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

13,1

5,9 1,9 31,5

47,2

 

A roupa suja deve ser lavada em casa. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

6,3

3,3 traço 22,4

66,6

 

Comentário : “Apesar dos altos valores de concordância encontrados para essas três frases, que incluem dois ditos populares, quando é apresentada uma assertiva que menciona explicitamente a ideia de que a violência deve ser resolvida somente no âmbito doméstico, o nível de concordância cai um pouco: 63% das pessoas entrevistadas concordaram com a ideia de que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. As residentes no Sul/Sudeste, em áreas metropolitanas, e com educação superior, apresentaram menor tendência em concordar com essa afirmação”.

 

Casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

25,2

9,3 2,2 29,7

33,3

 

Quando há violência, os casais devem se separar. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

8,8

3,8 2,1 23,3

61,7

 

Comentário: “a violência é vista como motivo para a separação. O alto grau de concordância com a frase “quando há violência, os casais devem se separar” pode ser lido de maneiras distintas: de um lado, reforça a ideia de que se trata de um assunto privado, a ser resolvido no âmbito doméstico; por outro, sugere uma intolerância em relação à violência”.

 

Homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

5,0

2,0 Traço 13,3

78,1

 

A mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

69,8

12,3 2,2 8,5

7,0

 

É violência falar mentiras sobre uma mulher para os outros. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

19,1

7,5 4,2 24,8

43,3

 

Um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

76,4

12,8 Traço 4,9

3,9

 

Comentário : “Essas ações são consideradas violência de acordo com a Lei Maria da Penha e é interessante notar que muitas pessoas parecem compreender que a violência doméstica e familiar contra as mulheres não diz respeito somente à violência física. De fato, esta vem quase sempre acompanhada da violência psicológica, moral e patrimonial, sendo muitas vezes antecedida por elas”.

 

Dá para entender que um homem que cresceu em uma família violenta agrida sua mulher. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

54,4

9,3 2,0 15,8

18,1

 

Dá para entender que um homem rasgue ou quebre as coisas da mulher se ficou nervoso. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

71,6

12,0 1,5 8,1

6,5

 

É da natureza do homem ser violento. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

61,9

12,8 3,3 11,3

10,2

 

Comentário : “Entre os fatores que predispõem à concordância com essas afirmativas que justificam a violência masculina contra as mulheres está a residência fora do Sul/Sudeste. A justificativa do histórico de família violenta é mais sedutora para pessoas brancas, que têm chance 1,2 vez maior de concordar. Idosos e mulheres repudiam com mais veemência a violência contra os pertences da mulher”.

 

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

58,4

11,6 3,4 12,8

13,2

 

Comentário : “A percepção majoritária mostra-se distinta, no entanto, quando se trata de violência sexual. Neste caso, aparece com mais força a culpabilização da mulher. Muitas autoras defendem que vivemos no Brasil uma “cultura do estupro”, na qual se tolera e muitas vezes se incentiva a violência sexual contra as mulheres, com a vítima culpabilizada pelo ocorrido, por causa do ambiente frequentado, da roupa que usava, ou do seu comportamento”.

 

Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Brasil (maio/junho 2013)

Discorda

Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente

Concorda

24,0

8,4 1,9 22,4

42,7

 

Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. Brasil (maio/junho 2013)

 

Discorda Discorda Parcialmente Neutro Concorda Parcialmente Concorda

30,3

7,6 2,6 23,2

35,3

 

Comentário ; “A culpabilização da mulher pela violência sexual é ainda mais evidente na alta concordância com a ideia de que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” (58,5%). Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores”.

 

Características da população entrevistada (3810 pessoas)

A) Residentes no Sul ou Sudeste (sse): 56,7%

B) Residentes em áreas metropolitanas (metro): 29,1%

C) Pessoas jovens, 16 a 29 anos (jovem): 28,5%

D) Pessoas adultas, 30 a 59 anos: 52,4%

E) Pessoas idosas, 60 ou mais anos (idoso): 19,1%

F) Mulheres (fem): 66,5%

G) Brancos (branco): 38,7%

H) Católicos (cato): 65,7%

I) Evangélicos (evan): 24,7%

J) Demais religiões, ateus e sem religião: 9,6%

K) Menos que o ensino fundamental: 41,5%

L) Ensino fundamental (edufunda): 22,3%

M) Ensino médio (edumedia): 30,8%

N) Ensino superior (edusuper): 5,4%

O) Renda domiciliar per capita média: R$ 531,26

 

Achei muito interessante colocar, não um parecer geral, mas os questionamentos realizados. Considero muito mais ilustrativo.

Vivemos numa sociedade machista. Em transformação. Há muita confusão de sentimentos e conceitos.

Não devemos agredir, mas a mulher provocadora merece ser atacada. Não devemos nos intrometer na briga de casal, porém cobramos do Estado esta interferência. Incoerências de pensamentos.

Ainda há muito que ser estudado, debatidos e ensinado. Enquanto isso… Viva a Marcha das Vadias.

“Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.”, Joaquim Barbosa

joaquim barbosaA carta enviada por Joaquim Barbosa à revista Época só vem corroborar o que há muito já se diz sobre a mídia no Brasil.

A imprensa manipula, desinforma e cria factoides. Sem o mínimo vislumbre de respeito aos seus leitores. Escrúpulos e ética não fazem parte de seu vocabulário.

A vítima da vez foi o presidente do STF. Leiam, é muito interessante.

Agora, se fazem isso com o, até então, queridinho, o super-heroi da mídia, imaginem as mentiras que publicaram e publicarão contra o governo Dilma?

A cada notícia o cidadão terá que verificar a veracidade. É lamentável, mas é assim ou faremos o eterno papel de bonecos de marionete dos irmãos Marinho.

Carta extraído site do Supremo Tribunal Federal

Terça-feira, 25 de março de 2014

Carta do ministro-presidente à revista Época

Leia a íntegra da carta encaminhada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, à revista Época.

Carta à revista Época Sr. Diretor de Redação,

A matéria “Não serei candidato a presidente” divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria  de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele nao conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto  é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de  sérias acusações contra a minha pessoa.

A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro  Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro “Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade”. Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo, que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Mais grave, porém, é a acusação de que teria manipulado uma votação, impedindo deliberadamente que um ministro do STF se manifestasse. O objetivo seria submeter o ministro a pressões da “mídia” e de “populares”. Isso não é verdade. Ofensiva para qualquer cidadão, a afirmação ganha contornos ainda mais graves quando associada ao Chefe do Poder Judiciário. Portanto, antes de publicar informação dessa natureza, o repórter tinha a obrigação de tentar ouvir-me sobre o assunto, o que pouparia a revista de publicar informação incorreta sobre minha atuação à frente da Corte. 

No campo pessoal, as inverdades narradas na matéria são ainda mais ofensivas e revelam total desconhecimento sobre a minha biografia. Minha mãe nunca foi faxineira. Ela sempre trabalhou no lar, tendo se dedicado especialmente ao cuidado e à educação dos filhos. O texto, que me classifica como taciturno, áspero, grosseiro, não apresenta fundamentos para essas afirmações que, além de  deselegantes, refletem apenas a visão distorcida e preconceituosa do repórter. O autor da matéria  não apresenta elementos que sustentem os adjetivos gratuitos que utiliza.

Também desrespeitosa é a menção aos meus problemas de saúde. Ao afirmar que a dor causou “angústia e raiva”, o jornalista traçou um perfil psicológico sem apresentar os elementos que lhe permitiram avaliar o impacto de um problema de saúde em uma pessoa com a qual ele nunca havia sequer conversado.

Outra falha do texto é a referência à teoria do “domínio do fato”. Em nenhum momento a teoria foi evocada por mim para justificar a condenação dos réus no julgamento da Ação Penal 470. Basta uma rápida leitura do meu voto para verificar esse fato.

Finalmente, não tenho definição com relação ao momento de minha saída do Supremo e de minha aposentadoria. Muito menos está definido o que farei depois dessa data, embora a matéria tenha afirmado – sem  que o jornalista tenha sequer tentado entrevistar-me sobre o tema – que irei dedicar-me ao combate ao racismo.

Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.

Joaquim Barbosa Presidente do Supremo Tribunal Federal

Estamos ou não precisando de lei da mídia neste país?

Dilma Rousseff é honesta. Não há nada que temer sobre a refinaria.

refinaria pasadenaComo escreveu Cláudio Lembo, em um de seus artigos: “Nada é linear na vida social dos brasileiros. Vai-se aos trancos e barrancos sem qualquer preocupação com a sensatez. O brasileiro é pautado pelos jornais televisados. Especialmente, os das grandes redes.

O âncora falou, é verdade. Falta senso crítico. Os debates – os poucos que ainda existem – são conduzidos por coordenadores engajados. Nada de democracia. Sempre monocórdios”.

Por isso que qualquer notícia, qualquer mesmo,  partindo dos grandes meios de comunicação temos que desconfiar. Ficar com um pé-atrás. Duvidar sempre. Se não corremos o risco de nos tornarmos massa de manobra dos interesses de poucos.

Manipulando a notícia, mais desinformam  que informam. Jogando com dois momentos diferentes da economia eles embaralham dados. É um balaio-de gato.

É o caso da compra da refinaria de Pasadena, EUA, pela Petrobrás.

Segundo saiu nos telejornais. A Petrobras  pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria. Um ano antes a Astra Oil teria adquirida a mesma por US$ 42,5 milhões.

Quem vê estas informações de bate-pronto achará um absurdo. Incompetência ou corrupção. Ou os dois. Ficar com raiva e nojo dos atuais governantes.

E com razão. Pois, a imprensa inescrupulosa não informou corretamente o que se passou na aquisição da refinaria.

Omitiu a notícia de que a sócia da empresa investiu US$ 84 milhões. Que o mercado oscilou para mais em 2006. O óleo pesado valorizou. Que a Petrobrás tinha como estratégia compra de refinarias para processamento de óleo pesado, desde 1999. Que a crise de 2008 mudou as estratégias empresariais. A descoberta do pré-sal no Brasil. Que a refinaria está em pleno funcionamento. Dando lucro. E pouco destaca como funciona esse mercado no mundo.

Sem essas outras informações o cidadão fica impossibilitado de formar a sua própria opinião. Engole a que a imprensa quer.

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás que comprou a refinaria, esclarece a transação e quando questionado  sobre se o preço pago pela refinaria foi acima do mercado diz: “Foi abaixo do preço de mercado, pela capacidade de destilação. Nós compramos a refinaria, os primeiros 50% da refinaria, por 190 milhões de dólares, por 50 mil de barris por dia de capacidade de refino, portanto, pagamos 3.800 dólares por barril destilado dia.

A média das operações de 2006 é de 9.478 dólares. Portanto, a refinaria de Pasadena foi comprada, em termos de destilação, abaixo da média do preço na compra de refinarias em 2006. O que está sendo confundido é que, além disso, a Petrobras também adquiriu estoques de petróleo e derivados, que foram processados e foram vendidos. Isso levou dos 190 milhões, para os 360 milhões, pelos 50% iniciais.

Os 50% finais, que são fruto de um processo de contestação judicial e arbitral mútuo, tanto da Petrobras como da Astra [sócia da Petrobras no negócio], foram adquiridos por 296 milhões de dólares. Portanto, 296 milhões, mais 190 milhões dá 486 milhões de dólares por 100 mil barris de capacidade de processamento. 4.860 é menos ainda do que a média de aquisições em 2006 que foi de 9.478 dólares por barril em capacidade de refino.

Portanto, volto a dizer, em termos de capacidade de refino, o negócio foi muito bem, dentro da conjuntura de mercado de 2006. Além disso, a Petrobras comprou estoques, e pagou por garantias bancárias, para as transações comerciais. Isso quer dizer que o valor total que a Petrobras pagou não pode ser todo atribuído à refinaria. Tiveram estoques, que foram processados, vendidos e que geraram faturamento. Por uma linha muito simples, a Petrobras faturou nesse período o equivalente – se fizermos a suposição de que ela operou com 70% da capacidade, ela processou 70 mil barris por dia, um processamento de 70 mil barris por dia, mesmo que não tenha margem nenhuma, a preço igual ao petróleo Brent – da um faturamento de 16 bilhões de dólares.”

E se foi um bom negócio a aquisição explica Gabrielli: “Foi um negócio absolutamente normal, no período em que foi realizado. Qual é esse período? Um período em que as margens das refinarias nos EUA estavam muito altas; que comprar refinarias com baixa capacidade de processar petróleo pesado era bom; em que nós tínhamos expectativa de crescer na nossa produção de petróleo pesado; e que nosso mercado de derivados estava estagnado desde 1998.Era uma estratégia que estava definida desde 1999.

Desde 1999, a Petrobras definiu como estratégia aumentar a capacidade de refino no exterior uma vez que a visão que se tinha naquela época era de que o nosso mercado não ia crescer. Portanto, não deveríamos crescer no número de refinarias no Brasil. Situação completamente diferente da de hoje, quando o mercado brasileiro é um mercado crescente no consumo de derivados; precisamos crescer no número de refinarias no Brasil; e que nós começamos a produzir, depois do pré-sal, petróleo leve. Portanto, é uma mudança que aconteceu no mercado, no mundo, e no Brasil”.

São informações que meios de telecomunicações imparciais e éticos não omitiriam. Que jornalistas zelosos de sua profissão não guardariam para si.

O mesmo Sérgio Gabrielle deu entrevista, recentemente, para GLOBO onde esclarece, outra vez,  todos os pormenores da compra.

E diz o mesmo que  disse ao PHA, em 2013.

Porém o que colocaram no ar foi uma aberração jornalística. Edição maldosa. Totalmente descontextualizada e com objetivo cínico: tentar colocar o Sergio em rota de colisão com a Dilma Rousseff. Repetiram o que fizeram no último debate Lula X Collor, em 1990. Sem vergonha nenhuma.

Assistam a entrevista completa aqui.

Talvez a  Dilma tenha se precipitada ao emitir a nota dizendo desconhecer duas cláusulas do contrato. Que  o relatório executivo era falho( Aonde estava o Secom numa hora dessa?). É nisso que a imprensa está deitando e rolando.

Para se resolver as coisas tem que ter calma. Não se afobar.

A Dilma Rousseff é honesta, isto poucos podem duvidar. Então pouco há de se temer.

Além do quê o contrato foi discutido e aprovado por um conselho. Gente tarimbada.

Entre eles destaco as seguintes pessoas:

Fabio Barbosa, presidente da Editora Abril, Claudio Luiz Haddad, economista e empresário, Jorge Gerdau Johannpeter, do grupo Gerdau.

A imprensa brasileira presta desserviço à nação. Por isso a regulamentação da mídia se faz necessária. Só temos o contra-ponto  graças a abnegados jornalistas  e aos blogs.

É pouco para a um país que se diz democrático.

Os 10 piores Estados para ser negro, mulher e gay.

bandeirabrasilOs dados abaixo mostram o quão atrasados somos  em questões já resolvidas em outras nações.

O Brasil é o sétimo em riqueza. Porém socialmente estamos defasados.

Ainda discutimos direitos civis, reforma agrária, renda mínima, tributação, segurança, educação e saúde, inclusão, cota e etc… Ficamos igual ao brinquedo de bate-e-volta. Avançamos, mas não o suficiente.

 por Gabriela Loureiro

O preconceito de cor, escancarado na semana passada com três casos relacionados à televisão, é tão sério que reduziu a expectativa de vida do brasileiro negro. A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.

 Brasil Negros

                      

 Ser mulher também é perigoso. Somente em dois anos, entre 2009 e 2011, quase 17.000 mulheres morreram por conflitos de gênero, o chamado feminicídio, que acontece pelo fato de ser mulher. Ou seja, 5.664 mulheres são assassinadas de forma violentada por ano ou 15 a cada 90 minutos. Os dados também são da Ipea.

 brasil mulheres

 

O relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) de 2013-2014 também mostrou como a intolerância a homossexuais mata. Mais especificamente, um gay é morto a cada 28 horas no país. Foram documentados 312 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil em 2013. O Brasil continua sendo o campeão mundial de crimes homo-transfóbicos: segundo agências internacionais, 40% dos assassinatos de transexuais e travestis no ano passado foram cometidos aqui.

 brasil gay

 

Com base em pesquisas do Mapa da Violência, do Ipea e do GGB, o Brasil Post fez um ranking dos estados mais perigosos para ser uma mulher, um negro ou um homossexual. Confira o resultado nas listas com os números absolutos discriminados abaixo:

Os 10 estados mais perigosos para ser negro no Brasil

Alagaoas – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 80,5

Espírito Santo –Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 65

 Paraíba –Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 60,5

 Pará – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 55,1

 Pernambuco – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 54,6

Distrito Federal – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 52,8

Bahia – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 47,3

Goiás – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 42,8

Amapá – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 41,1

Rio de Janeiro – Taxa de homicídio (número de mortes para cada 100 mil negros) – 41,0

 
Os 10 piores estados do Brasil para ser mulher

Espírito Santo – Taxa de feminicídio– 11,24 por 100 mil mulheres

Bahia – Taxa de feminicídio – 9,08 por 100 mil mulheres

Alagoas – Taxa de feminicídio – 8,84 por 100 mil mulheres

Roraima – Taxa de feminicídio – 8,51 por por 100 mil mulheres

Pernambuco – Taxa de feminicídio – 7,81 por 100 mil mulheres

Goiás – Taxa de feminicídio – 7,57 por 100 mil mulheres

Rondônia – Taxa de feminicídio – 7,42 por 100 mil mulheres

Paraíba – Taxa de feminicídio: 6,99 por 100 mil mulheres

Mato Grosso – Taxa de feminicídio – 6,95 por 100 mil mulheres

Pará – Taxa de feminicídio – 6,75 por 100 mil mulheres

 

Os 10 estados mais perigosos para ser gay no Brasil

 Pernambuco – 34 homicídios em 2013

São Paulo – 29 homicídios em 2013

Minas Gerais – 25 homicídios em 2013.

Bahia – 21 homicídios em 2013

Rio de Janeiro – 20 homicídios em 2013

Paraíba – 18 homicídios em 2013

Mato Grosso – 16 homicídios em 2013

Paraná – 15 homicídios em 2013

Rio Grande do Norte – 15 homicídios em 2013

Alagoas – 14 homicídios em 2013

 

(Com colaboração de Tatiane de Assis) 

 

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/violencia-racial/23730-os-10-piores-estados-do-brasil-para-ser-negro-gay-ou-mulher

 

Para Dilma Rousseff “A morte de Cláudia chocou o País”.

claudia silva arrastadaNo domingo (16), Cláudia da Silva Ferreira, 38, foi atingida por uma balada perdida durante uma incursão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Morro da Congonha, em Madureira.

Após ser atingida, Cláudia foi levada por policiais do 9º Batalhão. Durante o percurso, o corpo da vítima caiu do porta-malas da viatura e foi arrastado por cerca de 250 metros. Cláudia foi sepultada na tarde da última segunda-feira (17).

“Foi atingida por bala perdida”, isto é passado.

Se investigarem, os peritos constatarão o óbvio: o projétil partiu da arma dos policiais.

Não adianta governador vir a público dar as mesmas explicações burocráticas. Os parentes, vizinhos e amigos de Cláudia sabem quem foi, porque presenciaram o fato.

E se o simples testemunho de vários cidadãos não basta, vejam autoridades como eles “socorreram” a vítima.

Jogando-a de qualquer maneira no chiqueirinho.

Quando o baleado é, para eles, um meliante, na espera de que morra mais rápido,  eles jogam o corpo de qualquer maneira  no camburão. Como se fosse um saco de batata. Para agravar a situação. Assim como fizeram com Cláudia.

Os policias  viram na moça uma bandida. E não tiveram dúvidas. Atiraram. Sem medo do que poderia acontecer a eles. É a impunidade e corporativismo.

Quantos de nós já não vimos isso pela TV, não é mesmo?

Os policiais só agem dessa maneira quando eles acham que o cara é delinquente.

É a lógica da truculência: julgar e executar. Prender, só em último caso.

No Rio de Janeiro o comum é chamar a pessoa de traficante. Todos são traficantes.

Sabe por quê? Traficante é palavra mágica para as autoridades. Abre portas e celas. Evita julgamentos. Tudo justifica. E conta com o apoio da maioria da população.

Foi assim, e está sempre sendo assim.

Deu azar de filmarem o corpo sendo arrastado. Aí a brutalidade fica explícita.

Mesmo que fosse um facínora os policias não poderiam agir desse modo.

E se se comportam dessa forma  a causa dessas atrocidades não está no indivíduo, mas sim na formação da tropa.

O secretário da segurança pública do Rio de janeiro mandou prendê-los. Talvez sejam expulsos.

De nada adiantará essas atitudes se não vier junto com mudanças na formação dos policiais.

Polícia não é bandida. É representante de um estado democrático. Há leis e teoricamente são treinados.

Se acham que estão em guerra, e portanto tudo podem, então estão sendo mal preparados. Ainda com a visão da época da ditadura.

A missão, a visão das policias têm que, necessariamente, dar uma guinada de 180 graus. Há agentes que ainda caçam terroristas.

Seus colegas de farda se sentiram traídos pelas  autoridades e mais diretamente pelos seus comandantes.  Trabalharão revoltados.

A população fica acuada. Não sabe quem é quem.

Se duvidam, pergunte a qualquer carioca  se ele fica tranquilo sendo parado numa “blitz” policial de madrugada.

As autoridades competentes têm que ter coragem de iniciar as transformações. Os tempos são outros. A polícia também tem que ser outra.

A presidenta Dilma postou no seu twitter: “A morte de Cláudia chocou o País”.

Chocou sim. No entanto, este fato lamentável se repetirá daqui a pouco. Com outro cidadão. Que ainda por cima terá sua honra questionada.

Apenas lamentar não basta. Tem que haver mudança de mentalidade. Pelo bem da democracia. E de nossa segurança.

As Matrioskas e a OTAN, por Mauro Santayana.

matrioskasReproduzo abaixo texto impecável de Mauro Santayana,

A OTAN E AS MATRIOSKAS

por Mauro Santayna, em seu blog

(Hoje em Dia) – Toda nação tem seus símbolos. Um dos mais tradicionais símbolos russos, à altura de Dostoiévski, e de Pushkin, são as Matrioskas, as bonecas de madeira, delicadamente pintadas e torneadas, que, como as camadas de uma cebola, guardam, uma dentro da outra, a lembrança do infinito, e a certeza de que algo existe, sempre, dentro de todas as coisas, como em um infinito jogo de espelhos e surpresas.

Ao se meter no complicado xadrez geopolítico da Eurásia, que já dura mais de 2.000 anos, o “ocidente” esqueceu-se dos russos e de suas Matrioskas.

Para enfrentar o desafio colocado pela interferência ocidental na Ucrânia, Putin conta com suas camadas, ou suas Matrioskas.

A primeira camada, a maior e a mais óbvia, é o poder nuclear.

A Rússia, com todos os seus problemas, é a segunda potência militar do planeta, e pode destruir, se quiser, as principais capitais do mundo, em uma questão de minutos.

A segunda é o poder convencional. A Rússia dispõe, hoje, de um exército quatro vezes maior que o ucraniano, recentemente atualizado, contra as armas herdadas, pela Ucrânia, da antiga URSS, boa parte delas, devido à condição econômica do país, sem condições de operação.

A terceira, é o apoio chinês, a China sabe que o que ocorrer com a Rússia, hoje, poderá ocorrer com a própria China, no futuro, assim como da importância da Rússia, como última barreira entre o Ocidente e Pequim.

A quarta Matrioska é o poder energético. Moscou forneceu, no último ano, 30% das necessidades de energia européias, e pode paralisar, se quiser, no próximo inverno, não apenas a Ucrânia, como o resto do continente, se quiser.

A quinta, é a financeira. Com 177 bilhões de superávit na balança comercial em 2013, os russos são um dos maiores credores, junto com os BRICS, dos EUA. Em caso extremo, poderiam colocar no mercado, de uma hora para outra, parte dos bilhões de dólares que detêm em bônus do tesouro norte-americano, gerando nova crise que tornaria extremamente complicada a frágil a situação do “ocidente”, que ainda sofre as consequências dos problemas que começaram – justamente nos EUA – em 2008.

Finalmente, existe a questão étnica e histórica. Para consolidar sua presença nas antigas repúblicas soviéticas, Moscou criou enclaves russos nos países que, como a Ucrânia, se juntaram aos nazistas, para atacar a URSS na Segunda Guerra.

Naquele momento, o nacionalismo ucraniano, fortemente influenciado pelo fascismo, não só recebeu de braços abertos, as tropas alemãs, quando da chegada dos nazistas, mas também participou, ao lado deles, de alguns dos mais terríveis episódios do conflito.

Derrotados pelo Exército Soviético, na derradeira Batalha de Berlim, em 1945, os alemães sabem, por experiência própria, como pode ser pesada a pata do urso russo, quando provocado.

E como podem ser implacáveis – e inesperadas – as surpresas que se ocultam no interior das Matrioskas