A Globo fecha o ciclo de debates dos presidenciáveis. A Band abre. É sempre assim?

psdbA Globo fecha o ciclo de debates dos presidenciáveis. A Band abre.

Por que isso? E sempre dessa forma? Está institucionalizado? Avisaram ao povo brasileiro que é dessa forma e sempre será?

No excelente artigo de Paulo Henrique Amorim ele explana sobre o tema. Extraído do “Conversaafiada.com .br”.

 

Uma das armadilhas da Globo Overseas é o último debate antes da eleição.

Ela faz o debate sem dar tempo de os candidatos re-editarem o debate, porque o horário eleitoral já acabou e só restam a versão da Globo – e a eleição.

Ou seja, a Globo se torna, na boca da urna, o Grande Eleitor !

Depois de envenenar o Brasil 365 dias por ano, 24 horas por dia.

Viva o Brasil !

(Não perca “o PT deve uma Ley de Medios ao Brasil !”.)

Foi assim que a Globo reeditou o debate Lula vs Collor em 1989 – e decidiu a eleição.

Foi assim na eleição de 2006 – clique aqui para ler “o primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.

Ali Kamel, aqui conhecido como Gilberto Freire com “i” (*), ignorou a tragédia da Gol para não mexer na edição do jornal nacional que mostrava a cadeira vazia de Lula no debate.

(E a foto dos aloprados, aquele Golpe que omitiu a compra das ambulâncias super-faturadas do Cerra no Ministério da Saúde…)

E, por que a Globo merece essa deferência – o último debate antes da eleição ?

Por que o Brasil, tão colonizado, não se mostra Colônia, de fato ?

Os debates tem que ser em pool, como nas Metrópoles.

Com representantes de TODOS.

Por que esse privilégio de a Band abrir e a Globo fechar ?

Que regulamento do TSE prevê isso ?

E por que, na antevéspera da eleição, 48 horas antes de o eleitor se trancar na cabine, o candidato tem que se submeter ao talento fulgurante do William Bonner e às perguntas desinteressadas do “i” ?

Por que o Bernardo Plim-Plim (ou será Trim-Trim , Mino ?) – não deixe de ler sobre o Ênio e  o “Roberto Regulatorio da Comunicação” – não manda buscar as fitas dos debates presidenciais nos Estados Unidos ?

Onde, inclusive, debates são organizados por universidades, o âncora é de uma tevê pública, educativa (cujo salário não depende do “i”) e os debatedores são representantes de diferentes organizações jornalísticas.

A Globo Overseas não tem isenção para assumir essa responsabilidade, num regime democrático.

Não se pode entregar o destino de uma eleição ao Jornalismo (sic) da Globo !

Aquilo ali se banha na editoria “o Brasil é uma m…” e não será a 48 horas de uma eleição que eles vão se converter à Virtude !

Ainda mais que, progressivamente, a Globo vai depender do Aécio e do Dudu para sobreviver.

O Google vai googlar a Globo – é o segundo destino de verbas publicitárias do país – e só eles dois, Aécio e Dudu, poderão impedir a instalação do 4G no Brasil.

É sobre essa eleição que o Kamel vai formular as perguntas.

(Ou o amigo navegante acha que, na antevéspera da eleição que pode decidir o futuro da Globo Overseas, as perguntas à Dilma, a terrorista, sairão da cabeça de um jornalista isento ?)

(Como se o Alberico de Souza Cruz tivesse sido o responsável solitário pela edição do debate que só mostrou o “bom” do Collor e o “mau”do Lula … Como se o Dr Roberto estivesse naquele dia, antevéspera da eleição, no segundo turno, excepcionalmente, desinteressado do que o jornal nacional ia exibir.)

O debate final na Globo é parte da campanha eleitoral dos antitrabalhistas.

Dos que querem partilhar a partilha !

Viva o Brasil !

Em tempo: do amigo navegante MZ:

Excelente idéia, PHA: que os debates sejam intermediados pela rede pública e se quiserem transmitir ao vivo que transmitam. Se o interesse é jornalístico….

Em tempo2: desde que a “rede pública” não seja a dos tucanos de São Paulo  – PHA

Paulo Henrique Amorim

Dia Nacional do Choro. Sempre é bom lembrar.

Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973): considerado um dos maiores compositores de choro.

 

O Dia Nacional do Choro não é hoje, 24/04, foi ontem, 23/04. Mas que fique registrado. Sempre é bom lembrar, visto que a mídia não dá a devida importância.

Esta data foi instituída em 2000 para eternizar o músico Pixinguinha nascido em 23 de abril de 1897.

A breve história foi extraída do Wikipédia.

 

Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira.

O músico, compositor ou instrumentista, ligado ao choro é chamado chorão. Característica freqüentemente apreciada no choro é o virtuosismo dos instrumentistas, bem como a capacidade de improvisação dos executantes.

As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda.

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são

O choro serviu de inspiração a diversos compositores eruditos brasileiros e estrangeiros. Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado um conjunto de obras importantes. O compositor francês Darius Milhaud, que foi adido cultural da França no Brasil, inseriu em sua peça ‘’Scaramouche’’ algumas ideias de choro, inclusive com um plágio de ‘’Brejeiro’’, de Nazareth.

Também a música erudita inspirou os chorões, como o flautista Altamiro Carrilho, que gravou discos chamados Clássicos em Choro, nos quais toca música clássica com sotaque de choro

Tido como a primeira música popular urbana típica do Brasil, o choro nasceu no Rio de Janeiro em meados do século XIX[2] . Até hoje é muito executado tanto por grupos tradicionais, como as rodas de choro e regionais, quanto por músicos de outras origens.

O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado é considerado um dos pioneiros do choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia. Foi Calado quem, pela primeira vez, grafou a palavra choro no local destinado ao gênero em uma de suas partituras: a da polca ‘’Flor Amorosa’’. Até então, os compositores se limitavam a indicar, como gênero, os ritmos tradicionais.

Viriato Figueira (1851-1883), da turma do Callado.

Uma denominação muito usada por compositores dessa época, como o também pioneiro Ernesto Nazareth, é ‘’tango brasileiro’’, evocando a influência da música ibérica e o desenvolvimento paralelo ao do tango argentino e uruguaio.

Origem do nome

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra “choro”. Eis algumas das hipóteses levantadas por estudiosos:

Segundo Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão[3] , a expressão choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo, por exemplo, “Choro do Calado”.

Para Ari Vasconcelos, a palavra choro seria uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro.[3] Os choromeleiros não executavam apenas a charamela, mas outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental.

Câmara Cascudo afirma que o termo pode também derivar de “xolo”, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como “xoro” e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com “ch”.[3]

Depois de já estabelecido o nome choro, o gênero foi apelidado de ‘’chorinho’’. Entretanto, muitos chorões e apreciadores do gênero não gostam dessa denominação.

Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas gravações fonográficas que, no Brasil, tiveram início em 1902. O compositor Anacleto de Medeiros, regente da banca do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi um dos primeiros ao participar das primeiras gravações do gênero. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, adaptou a linguagem das rodas de choro para as bandas.

O virtuoso da flauta Patápio Silva, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonográfico.

O violonista João Pernambuco, autor de “Sons de Carrilhões”, trouxe do sertão sua forma típica de canção e enriqueceu o gênero com elementos regionais, colaborando para que o violão deixasse de ser um mero acompanhante na música popular.

Ernesto Nazareth, músico de trajetória erudita e ligado à escola européia de interpretação, compôs “Brejeiro” (1893), “Odeon” (1910) e “Apanhei-te Cavaquinho” (1914), que romperam a fronteira entre a música popular e a música erudita, sendo vitais para a formação da linguagem do gênero.

Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que também era tenor, arranjador, saxofonista e flautista, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, João Pernambuco e Donga no violão, dentre outros músicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e outros choros. Quando compôs “Carinhoso”, entre 1916 e 1917 e “Lamentos” em 1928, que são considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz.

Outras composições de Pixinguinha, entre centenas, são “Rosa”, “Vou vivendo”, “Lamentos”, “1X0”, “Naquele tempo” e “Sofres porque Queres”.

Na década de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos compôs uma série de 16 composições dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do gênero e fazendo-o presente na música erudita. A série é composta de 14 choros para diversas formações, um Choros Bis e uma Introdução aos Choros. O nome das composições é sempre no plural. O Choros nº 1 foi composto para violão solo.[5]

Existem também Choros para conjuntos de câmara e orquestra. A peça Choros nº 13, de Heitor Villa-Lobos, foi composta para duas orquestras e banda. Já Choros nº 14 é para orquestra, coro e banda. Uma das composição mais conhecida e executada dentre os choros orquestrais de Villa-Lobos é Choros nº 10, para coro e orquestra, que inclui o tema “Rasga o Coração” de Catulo da Paixão Cearense. Devido à grande complexidade e à abrangência dos temas regionais utilizados pelo compositor, a série é considerada por muitos como uma das suas obras mais significativas.[carece de fontes?]

Também a partir da década de 1920, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do rádio, o Choro fez sucesso nacional com o surgimento de músicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá, além de grupos instrumentais que, por dedicar-se à música regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho, e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935).

Ernesto Nazareth (1863-1934).

 

A ardil de espionagem, quem vai pagar o pato é José Dirceu.

jose dirceuA promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa agiu de má fé e tentou espionar o planalto. Depois soube-se que fez o mesmo com o congresso e com o próprio STF.

O que se veicula agora é se foi com anuência do presidente do supremo Joaquim Barbosa ou não?

Para Luis Nassif a conclusão é que sim.

O jornalista acha que “No episódio da tentativa de espionagem sobre o Palácio do Planalto, Barbosa agiu com mão de gato ou foi fundamentalmente displicente? O simples fato de existir essa dúvida mostra a desmoralização a que o STF está submetido com os atos de seu presidente, ao não se pronunciar sobre a tentativa do Ministério Público do Distrito Federal de espionar o Palácio do Planalto”.

E cita pontos que justificam sua suposição:

1.A promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, da Vara de Execuções de Brasília, pede a quebra do sigilo telefônico de uma área que engloba o Palácio do Planalto.

2.No seu último ato no cargo, o juiz Bruno Ribeiro, que assumiu a função na Vara de Execuções após a carga de Barbosa contra seu antecessor, recebe o pedido e envia para Barbosa sem nenhuma consideração a mais. É de conhecimento geral as afinidades criadas entre Barbosa e Ribeiro. Além da pressão contra seu antecessor, Barbosa acionou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em defesa de Ribeiro.

3.Era de conhecimento de Barbosa que, no mesmo dia em que enviou o processo, Ribeiro declarou-se impedido de continuar atuando na Vara de Execuções.

4.O presidente do STF recebeu o pedido, não conferiu as coordenadas e enviou para a PGR. Se o PGR também não conferisse as coordenadas, Barbosa teria o álibi para quebrar o sigilo do Planalto.

E sobre os itens afirma: “as suposições acima são perfeitamente críveis, para um cargo em que não se admite sequer a dúvida sobre a conduta do titular. Ainda mais com todo o histórico de protelações de Barbosa sobre o episódio Dirceu. É evidente que Barbosa sabia que o pedido de escuta referia-se a áreas sensíveis, ao Palácio do Planalto ou a outro poder, caso contrário o próprio juiz da Vara de Execuções poderia ter autorizado a quebra de sigilo”.

Mas assim que Joaquim viu seu nobre nome envolvido nessa trama declarou se sentir indignado por estar sendo acusado de “participação em um ato criminoso, qual seja a quebra ilegal de sigilo telefônico”.

Bem pelo menos ele já declarou que a tentativa de espionagem é um “ato criminoso”, então a promotora com certeza será punida, de alguma forma, por ter cometido um crime. Isso é tão certo “como dois e dois são cinco”.

Sabemos que quando o ato ilícito é cometido por quem realmente é poderoso a coisa tende a se prolongar por anos e anos então vejo um futuro nada promissor para o condenado, sem provas, José Dirceu.

Pois, se depender do ministro do supremo só depois de investigado, a fundo, esse gravíssimo delito é que ele poderá examinar o caso do regime semi-aberto de Dirceu. Portanto…

Me vem à mente aquela velha imagem das folhinhas caindo do calendário. E passa dias e anos e nada acontece.

Realmente não sei o que José Dirceu fez para Joaquim Barbosa, mas isso já é um caso pessoal. Será que Dirceu foi contra a indicação dele para o cargo no STF?

O ministro demonstra se uma pessoal passional e vingativa. Perfil inadequado para o cargo dessa importância. Isso é constatado pelo seu comportamento desrespeitoso com seus pares, com jornalistas e com colegas.

E lá se vão seis meses de encarceramento completo. Sem justificativa técnica. Até quando essa afronta vai continuar?

Para os conservadores e reacionários pode durar para sempre, que está de bom tamanho. Mas essas pessoas também não podem ser juízes, certo? Se não vira barbárie ou ditadura.

O envolvimento do doleiro Alberto Youseff com o PSDB.

alvaro-diasO Partido dos Trabalhadores precisa amadurecer. Seus membros acreditarem mais em si mesmos. E, principalmente, não ter medo. Reagir as acusações.

Quem fala mais e mais alto leva, é assim? Se for desse jeito é melhor fechar a “lojinha”.

O PT, consequentemente o governo federal, tem um inimigo poderoso no seu encalço: a mídia.

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”

Lembram-se dessa declaração de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (2010)”?

Pois é, além de atuar como um partido – sem as obrigações e regulamentos de um partido oficial – ela age protegida e as escondidas pela mal debatida “liberdade de imprensa”. E, como frisou a Maria, não deve ser limitada, portanto não há deveres ou satisfações a dar. Então aguente o rojão, certo?

Bastou as denúncias de envolvimento do deputado André Vargas com o doleiro Alberto Youssef para o partido ficar alarmado. Paralisado.

“É um envolvimento que não encontra justificativa para ter acontecido e acaba impactando no PT e na política”, afirmou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Sem dúvida acaba respingando, mas fazer o quê? Voltar atrás não dá. Então que cada um tome a atitude cabível, tanto o PT, quanto o congresso. E se houver crime que a PF investigue, o juiz julgue.

Agora ficar acuado, como um garotinho assustado, não dá. A oposição e a imprensa vão deitar e rolar.

Só um ingênuo acha que a corrupção e o mal feito começaram com o PT no poder.

O blog “tijolaco.com.br” postou duas reportagens sobre o doleiro. Retiro alguns trechos.

“Escândalo com doleiro é tiro no pé do PSDB, diz Amaury Júnior”. Autor do livro Privataria Tucana.

Isso porque as principais negociatas de Yousseff aconteceram durante a era tucana. Uma CPI para investigar Yousseff ou a Petrobrás acabaria, segundo Amaury, em Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do BB, ex-caixa de campanha de Serra.

Amaury afirma que “quem montou o esquema de propinas na Petrobras foi o Youssef, não no governo do PT, mas no do PSDB””. E mais, segundo Amaury ele possui “documentos que provam que Alberto Yousseff, o doleiro que a mídia hoje só trata como “amigo de André Vargas”, deputado federal do PT, é na verdade uma bomba que pode estourar no colo do PSDB”.

No outro post com o título “Bomba! Folha liga doleiro “amigo de Vargas” a Alvaro Dias”, Miguel do Rosário escreve: Alberto Yousseff foi pivô de um esquema multimilionário de corrupção investigado pela Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá(PR). Durante a investigação, as autoridades descobriram que Alberto Yousseff pagou jatinhos para uso do senador Alvaro Dias.

Pelo que entendi, não foi uma só viagem do senador com a família, como aconteceu com André Vargas. O jatinho de Yousseff foi disponibilizado para o senador durante toda a campanha eleitoral de 1998.

Trecho da reportagem da agencia Folha, de Maringá envolvendo Álvaro Dias: Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.

É isso aí!

Viram! O envolvimento do doleiro com o poder vem de longa data. Ainda dos tempos dos tucanos.

Pau que dá em Chico, dá em Francisco.

A oposição, e principalmente o senador Álvaro Dias, a partir dessas constatações, tem muito a explicar. Ou então esse doleiro poderá se transformar num outro Marcos Valério.

E a história se repetir: o PSDB cria o esquema de corrupção. E o PT , mais tarde, leva a culpa, sozinho. Vide o mensalão.

A mídia blindou o PSDB, então só resta partir pra cima. De simples acusado, a acusador.

“Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, versos eternizado por Elis Regina.

É assim que a política funciona.

A tentativa da mídia de colocar em rota de colisão a presidenta da Petrobrás e o diretor.

Maria FosterÉ imensa a desfaçatez dos meios de comunicação quando o assunto é desgastar o governo de Dilma Rousseff.

Sem dó editam, eliminam e criam contextos. Como tratores passam por cima da ética e do respeito. Vão manipulando as informações até que elas atinjam o ponto ideal. Tira daqui, acrescenta acolá, puxa, estica e pronto. A informação está tão distorcida que serve aos seus propósitos escusos.

É tão constante esse comportamento que me atrevo a dar uma sugestão ao MIS – Museu da Imagem e do Som. Construam uma seção exclusiva para os telejornais. E mostrem como os ancoras, os jornalistas e colunistas agem quando colocam os interesses de seus patrões acima de qualquer escrúpulo que possam ter. Garanto que seria muito visitada. História pura de tentativas de enganação. O museu faria uma bem danado para a democracia.

Bem, afirmo isso porque tive a oportunidade e paciência de assistir aos depoimentos da Presidenta da Petrobrás, Maria das Graças Foster, e do diretor, Nestor Ceveró, dado aos congressistas a respeito da compra da refinaria. Em dias diferentes. E pude ver como a imprensa utilizou o pronunciamento dos dois para, em vã tentativa, queimar a imagem de Dilma.

Perguntaram à Graça se a compra de Pasadena foi um bom negócio e se hoje seria. Ela afirmou (palavras não textuais) que em 2006 tinha sido um bom negócio. Hoje não seria (um bom negócio), com certeza e ninguém poderia dizer o contrário. Pois de lá pra cá houve a crise de 2008, a descoberta de reservas de óleo no pré-sal. As condições mudaram. A estratégia da empresa também.

Questionaram o diretor se a compra tinha sido um bom negócio. Ele respondeu que foi um bom negócio e obedecia a uma estratégia da empresa estabelecida desde 1999.

Os telejornais então levaram ao ar trechos do que os dois tinham dito. Mostraram a presidenta afirmando que não foi um bom negócio, o diretor dizendo que foi.

O que o cidadão vai pensar assistindo as esses telejornais? Que a Petrobrás é uma verdadeira bagunça. Os diretores são incompetentes, além, é claro, de corruptos. Antro de malfeitores. Por isso ela está indo para o buraco. Vão acabar com um orgulho nacional, que é essa empresa. Culpa do governo da Dilma.

Como se nota não houve contradição entre eles. Houve isso sim manipulação de informação. Maldade da mídia.

Outro ponto a se destacar foi a afirmação do senador pelo Pará, Mário Couto, de que o marido da presidenta tinha contrato com a Petrobrás e citou a Folha como fonte dessa informação. Ela negou peremptoriamente. O senador ficou indignado. Disse que o governo gostava de fazer o povo de idiota, de que ela mentia e etc.

Mentira sim, dele.

Eduardo Suplicy pediu um aparte e leu a nota a que se referia Mario Couto. Nela estava escrito que marido NÃO tinha contrato com a Petrobrás.

O parlamentar ficou sem saber o que falar. Gaguejou. Tergiversou. Mas não adiantou. Pôs a viola no saco e ficou mudo.

Agora, caso essa mentira do senador colasse sairia em todos os noticiários. Mais um escândalo na conta da Petrobrás. Mesmo que mais tarde desmentissem. O estrago já estaria feito. A não ser que, como Brizola fez, a empresa entrasse na justiça exigindo direito de resposta, em horário nobre.

Agora fica essa triste constatação: não se pode acreditar em nada, nada mesmo, que a imprensa noticia. A gente pode estar sendo enganado. Ou usado.

É isso que dá não termos, ainda, uma lei da mídia.

 

 

 

Justiça manda grávida fazer cesariana contra sua vontade.

violencia obstetricaO caso da cesariana forçada de Adelir Góes expõem séria discussão sobre até que ponto o Estado pode intervir na vida de uma de seus cidadãos e a indústria da cesária.

Retirado do site Terra de 11 de abril.

“A decisão da Justiça do Rio de Grande do Sul que determinou que Adelir, de 29 anos, fosse submetida à cirurgia atendeu a pedido do Ministério Público (MP), feito com base no relato da equipe médica do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. Segundo o MP, a mulher, grávida de 42 semanas, procurou o hospital com dores abdominais. Apesar da indicação cirúrgica, ela preferiu retornar para casa e aguardar o parto normal. Após a liminar, ela foi levada para o hospital. Os médicos disseram que a gravidez era de risco, porque a paciente havia feito duas cesáreas antes, o que aumenta a possibilidade de ruptura uterina e, por consequência, o risco de morte da mãe e do bebê.

O médico obstetra Jorge Kuhn, ativista da humanização do parto, destaca que há evidências que a mulher pode tentar o parto vaginal após quantas cesarianas tenham vindo anteriores. “Não havia risco para ela (Adelir). Risco maior, ela e o bebê correram com cesariana. Ela passou no hospital horas antes, foi feita ultrassonografia, vi o laudo do ultrassom, o nenê estava muito bem”, avaliou. Ele avalia que houve inabilidade dos profissionais do hospital em fazer o parto pélvico. “Eu não conheço nenhum caso como esse no Brasil. Seria a mesma coisa de fazer com que uma mulher decidida pela cesariana, fosse obrigada a parir normalmente contra a vontade dela”, declarou”.

Ou seja, os médicos do hospital decidiram pela cesariana mesmo contra a vontade da paciente. Pois havia risco à vida. Apelaram ao MP e com liminar em mãos realizaram o procedimento. E ponto final.

No entanto o obstetra Kuhn contesta a decisão e acrescenta que o risco maior correu a paciente durante a cesária.

Organizações de mulheres que defendem o parto humanizado fizeram protesto no Largo São Francisco, região central de São Paulo, em apoio a Adelir Góes. As manifestantes permaneceram em vigília até as 11h de amanhã (12), quando saíram em caminhada para a sede do Ministério Público, onde protocolaram um requerimento de audiência pública para debater a Violência Obstétrica.

Violência Obstrétrica, segundo a defensoria pública de São Paulo, existe e caracteriza-se pela apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais da saúde, através do tratamento desumanizado, abuso de medicalização e patologização dos processos naturais, causando a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres.

Como se sabe o Brasil é campeão mundial em cesarianas.

Alguns mitos que justificam uma cesariana: bebê muito grande, muito pequeno ou “passando da hora”, mulher com baixa estatura, ou quadril estreito (“não tem passagem”), cordão enrolado no pescoço, pé do bebê “preso na costela” da mãe, pouco líquido amniótico, mulher que apresenta cesarian anterior, deficiência ou mobilidade reduzida, falta de contrações ou dilatação (fora do trabalho do parto), hemorroidas, hepatite, cardiopatia, etc.

E por que os médicos optam por cesariana ao invés do parto normal?

Conforme Desiré Callegari, do Conselho Federal de Medicina: Dá menos trabalho para equipe médica. Uma intervenção cirúrgica leva em média duas horas, o parto normal, 6 horas. O preço pago ao médico é praticamente o mesmo. Tornou-se cômodo ao profissional fazer intervenção cirúrgica.

A paciente fica presa a agenda do médico, não o médico preso à força da natureza, portanto à paciente. Inversão de valores.

A violência obstétrica e a intervenção do Estado deve ser, sim, debatida pela sociedade.

O estabelecimento de protocolos claros, fora da lógica capitalista, para a situações de riscos de um parto, se faz necessário nesses tempos em que a mulher conquista mais direitos. Em que a questão de gênero é posta à mesa.

Ou no mínimo, questão de respeito ao que resta de humanidade dentro de cada um de nós.

 

 

 

Não bastasse os americanos, agora temos espionagem caseira.

mpf logoPra que tem um amigo como esse, pra que inimigo? Não é assim que diz o dito popular?

Pra quem tem espião dentro de próprio país, pra que Obama?

Deu no Estadão: “Promotoria inclui Palácio do Planalto em quebra de sigilo telefônico, afirma defesa de Dirceu”, pro Fausto Macedo.

O pedido de rastreamento foi ordenado ( no Brasil promotor não pede, não solicita, ordena) pela promotora do Ministério Público Federal Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa.

O motivo do pedido era verificar se o preso Jose Dirceu usou celular de dentro do presídio da Papuda para conversar com o governador da Bahia, Jacques Wagner.

Como se sabe, Dirceu perde o direito ao regime semi-aberto se cometer algum delito ou deslize. E devido a essas apurações o mesmo encontra-se enjaulado desde que foi preso. Os outros condenados já conquistaram esse privilégio.

Pois bem, no requerimento a profissional do ministério escreve: “verifica-se a necessidade de confronto entre as ligações realizadas pelos aparelhos de telefonia móvel que se encontravam no presídio e pelos aparelhos de telefonia celular que se encontravam no estado da Bahia…”

E fornece as duas coordenadas:

Ponto 1 – Latitude -15° 47’ 56.80”S e Longitude -47° 51’ 38.67”

Ponto 2 – Latitude -15° 55’ 04.51”S e Longitude 47° 47’ 04.51”O

cautelar-mp-dirceu-1cautelardirceump2A defesa de Dirceu resolveu verificar esses pontos. Solicitaram, então, ao engenheiro agrônomo Juvenal José Ferreira que os identificasse. Clique aqui, para ver o parecer completo.

Conclusão:

Ponto 1 – Palácio do Planalto.

Ponto 2 – Papuda.

Bem, para sermos condescendente e não querer crer que alguém seja capaz de perpetrar tal sacanagem, digna de adolescente imberbe e prepotente, digamos que o digitador da petição seja zarolho, estrábico-míope e se confundiu com tantos números. Talvez isso também explique a falta de padrão das coordenadas e a Márcia não tenha nada a ver com isso e não seja obrigada a ler o que assina.

Mas o duro é engolir que, por essa infeliz coincidência de problemas físicos, esse erro do digitador tenha levado justamente a investigação para cima da sede do governo federal. Mais fácil ganhar na mega-sena.

Pode parecer ridículo essa explicação, porém não duvide que ela saia com essa.

E mais, que o presidente dos EUA pense que aqui é casa de “Maria Joana”, da sogra, terra sem lei é até compreensível, não aceitável, pois para muitos americanos a capital do Brasil é Buenos Aires. Agora que um promotora pense e proceda do mesmo modo é incompreensível.

Que foi um ato deliberado de espionagem isso é certo. Não havia nenhum indício que Dirceu tenha ligado para o Planalto.

O governo federal tem que tomar providências. Não deixar quieto. Assim como Dilma fez com os americanos no caso Snowden, ela precisa tomar alguma atitude. Saber quem está por traz dessa promotora. Como usariam essas informações. Quem teria a ganhar com a espionagem.

Richard Nixon, presidente dos EUA, na década de 70, caiu porque foi pego com a boca na botija. Espionou o partido Democrata antes das eleições.

E com a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa acontecerá alguma coisa? Estamos em época de eleições. Um dossiê aqui, outro acolá até que cairia bem prejudicar a campanha de Dilma, certo?

Ou o corporativismo falará mais alto? Desde a rejeição à PEC 37 ( a Globo falou que era errado apoiá-la) o ministério público ficou sem um órgão externo que possa investiga-lo. E agora?