Dia Nacional do Choro. Sempre é bom lembrar.

Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973): considerado um dos maiores compositores de choro.

 

O Dia Nacional do Choro não é hoje, 24/04, foi ontem, 23/04. Mas que fique registrado. Sempre é bom lembrar, visto que a mídia não dá a devida importância.

Esta data foi instituída em 2000 para eternizar o músico Pixinguinha nascido em 23 de abril de 1897.

A breve história foi extraída do Wikipédia.

 

Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira.

O músico, compositor ou instrumentista, ligado ao choro é chamado chorão. Característica freqüentemente apreciada no choro é o virtuosismo dos instrumentistas, bem como a capacidade de improvisação dos executantes.

As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda.

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são

O choro serviu de inspiração a diversos compositores eruditos brasileiros e estrangeiros. Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado um conjunto de obras importantes. O compositor francês Darius Milhaud, que foi adido cultural da França no Brasil, inseriu em sua peça ‘’Scaramouche’’ algumas ideias de choro, inclusive com um plágio de ‘’Brejeiro’’, de Nazareth.

Também a música erudita inspirou os chorões, como o flautista Altamiro Carrilho, que gravou discos chamados Clássicos em Choro, nos quais toca música clássica com sotaque de choro

Tido como a primeira música popular urbana típica do Brasil, o choro nasceu no Rio de Janeiro em meados do século XIX[2] . Até hoje é muito executado tanto por grupos tradicionais, como as rodas de choro e regionais, quanto por músicos de outras origens.

O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado é considerado um dos pioneiros do choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia. Foi Calado quem, pela primeira vez, grafou a palavra choro no local destinado ao gênero em uma de suas partituras: a da polca ‘’Flor Amorosa’’. Até então, os compositores se limitavam a indicar, como gênero, os ritmos tradicionais.

Viriato Figueira (1851-1883), da turma do Callado.

Uma denominação muito usada por compositores dessa época, como o também pioneiro Ernesto Nazareth, é ‘’tango brasileiro’’, evocando a influência da música ibérica e o desenvolvimento paralelo ao do tango argentino e uruguaio.

Origem do nome

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra “choro”. Eis algumas das hipóteses levantadas por estudiosos:

Segundo Lúcio Rangel e José Ramos Tinhorão[3] , a expressão choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Por extensão, próprio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo, por exemplo, “Choro do Calado”.

Para Ari Vasconcelos, a palavra choro seria uma corruptela de choromeleiros, corporações de músicos que tiveram atuação importante no período colonial brasileiro.[3] Os choromeleiros não executavam apenas a charamela, mas outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental.

Câmara Cascudo afirma que o termo pode também derivar de “xolo”, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como “xoro” e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com “ch”.[3]

Depois de já estabelecido o nome choro, o gênero foi apelidado de ‘’chorinho’’. Entretanto, muitos chorões e apreciadores do gênero não gostam dessa denominação.

Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas gravações fonográficas que, no Brasil, tiveram início em 1902. O compositor Anacleto de Medeiros, regente da banca do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi um dos primeiros ao participar das primeiras gravações do gênero. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, adaptou a linguagem das rodas de choro para as bandas.

O virtuoso da flauta Patápio Silva, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonográfico.

O violonista João Pernambuco, autor de “Sons de Carrilhões”, trouxe do sertão sua forma típica de canção e enriqueceu o gênero com elementos regionais, colaborando para que o violão deixasse de ser um mero acompanhante na música popular.

Ernesto Nazareth, músico de trajetória erudita e ligado à escola européia de interpretação, compôs “Brejeiro” (1893), “Odeon” (1910) e “Apanhei-te Cavaquinho” (1914), que romperam a fronteira entre a música popular e a música erudita, sendo vitais para a formação da linguagem do gênero.

Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que também era tenor, arranjador, saxofonista e flautista, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, João Pernambuco e Donga no violão, dentre outros músicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e outros choros. Quando compôs “Carinhoso”, entre 1916 e 1917 e “Lamentos” em 1928, que são considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz.

Outras composições de Pixinguinha, entre centenas, são “Rosa”, “Vou vivendo”, “Lamentos”, “1X0”, “Naquele tempo” e “Sofres porque Queres”.

Na década de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos compôs uma série de 16 composições dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do gênero e fazendo-o presente na música erudita. A série é composta de 14 choros para diversas formações, um Choros Bis e uma Introdução aos Choros. O nome das composições é sempre no plural. O Choros nº 1 foi composto para violão solo.[5]

Existem também Choros para conjuntos de câmara e orquestra. A peça Choros nº 13, de Heitor Villa-Lobos, foi composta para duas orquestras e banda. Já Choros nº 14 é para orquestra, coro e banda. Uma das composição mais conhecida e executada dentre os choros orquestrais de Villa-Lobos é Choros nº 10, para coro e orquestra, que inclui o tema “Rasga o Coração” de Catulo da Paixão Cearense. Devido à grande complexidade e à abrangência dos temas regionais utilizados pelo compositor, a série é considerada por muitos como uma das suas obras mais significativas.[carece de fontes?]

Também a partir da década de 1920, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do rádio, o Choro fez sucesso nacional com o surgimento de músicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá, além de grupos instrumentais que, por dedicar-se à música regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho, e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935).

Ernesto Nazareth (1863-1934).

 

Anúncios

Qual a sua opinião?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s