A propaganda do PT: impactante porque foi verdadeira.

 

Não há como negar: a propaganda do PT sobre a “Volta ao Passado” foi impactante.

Impactante porque foi verdadeiro.

Impactante porque trouxe o que poderia ter sido o futuro de muitas famílias e de trabalhadores se se mantivesse os tucanos no poder.

É a mãe, é o pai, são os filhos se vendo num espelho imaginário de um não distante passado.

Um passado embriagado por neoliberais.

Do levar serviço para casa. Das horas extras ensandecidas.

Do just-in-time.  Da reengenharia. Do controle de qualidade tresloucado. Do lucro acima de tudo.

Do arrocho salarial. Do desemprego. Da miséria. Dos saques. Do catar no lixo a comida do dia-dia.  Do viver como bicho.

Da especulação. Do ser velho aos 35 anos. O do se tornar retirante. O de ser chamado de vagabundo.

O dever o filho morrer de desnutrição. Do esperar o bolo crescer, para depois repartir.

Dos 45% de juros. Da jogatina dos investidores estrangeiros.

Da perda do auto-respeito.  Do assumir-se vira-lata. Do tudo aceitar, sem poder brigar.

Do culto ao deus Mercado. Nele tudo podemos. Ele irá nos redimir.

Da Regina Duarte e seu “tenho medo, se o Lula ganhar”. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.  O do não olhar de frente. Do engenheiro vendendo coco na praia.

Do querer estudar e não ter como, nem onde. Da falta de perspectiva. Da falta de escola. De nenhuma faculdade construída. 

Da constante ameaça de crise. Do apagão.  Da inflação. O do vender empresas. O de dar riquezas naturais.

De Fernando Henrique Cardoso reclamando do próprio governo. O que atrapalha é o povo.

Da compra do congresso. Da reeleição. Do  sucateamento de patrimônio. Da impunidade deslavada. Das negociatas. Do plano real. Da apropriação de autoria. Da imbecilização oportuna de políticos.

Tudo veio à lembrança em poucos minutos da propaganda.

E da nova ameaça.

De Aécio e suas medidas impopulares. Impopulares contra quem? Contra os grandes investidores? Banqueiros?  Grandes empresários?

Do Armínio Fraga, da dupla nacionalidade, yankee-brasileiro, afirmando que o salário está muito alto.

Do jornalista reclamando que qualquer pobre tem  carro.

Da jornalista mal dizendo os aeroportos por ter pobre voando. Uma rodoviária.

Dos médicos fazendo oposição ao programa Mais Médico.  De FHC reclamando do Mercosul. A união do Pacífico, liderada pelos EUA, é que é boa.

Fez algo que favorece pobre é demagogia, populismo, caudilhismo. Fez pra rico, é doutor, especialista, phd.

O Brasil superou grave crise mundial. O país só tem indústria porque vende para sulamericanos. E agora africanos. Ou alguém acha que os países ricos compram micro-ondas , máquina de lavar, geladeira, ventilador, carro e outras coisas mais do Brasil?

Há graves problemas. Inúmeros problemas. Mas de alguma forma as mudanças, ainda modestas, forma feitas ou encaminhadas.

Lula e Dilma tiraram á nação do ostracismo internacional. Do apenas futebol, samba e mulher.

Voltar ao neoliberalismo  é retroceder.  E muito. Somos um país pobre. Não são os que defendem os ricos, e ricos são,  que irão resolver os entraves sociais.

A mídia deseja o caos. Só conseguiu reeditar a Marcha da Família. Contra fatos, não há argumentos. Os índices sociais e econômicos estão aí para confirmar.

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