Artigo do Jornal do Brasil tenta recriar o mesmo ambiente de caos de 64.

jbInteressante o artigo publicado pelo Jornal do Brasil do dia 01 de junho.

É interessante e ilustrativo porque parte de um escândalo de corrupção envolvendo uma empreiteira e generaliza no final. Com o claro objetivo de propagar o caos. Inexistente, diga-se de passagem.

Concluem que todas as autoridades (políticos) são corruptos. E ninguém tem moral para assumir o comando da nação.

E com uma cara-de-pau espantosa se adiantam aos possíveis críticos: não me venham com “xurumelas” ou “Não importa se o Brasil vai crescer ou não, não importa se teremos mais ou menos delinquentes”. Não importa também 36 milhões de pessoas saindo da extrema pobreza, dos programas sociais, da inclusão, da diminuição da desigualdade, do pleno emprego, da valorização do trabalhador, do crescimento da classe média, do aumento de oportunidades de estudos, do desenvolvimento industrial, entre outros. Nada disso importa para o jornal. O que importa é que ninguém presta.

Ninguém tem moral para assumir o comando do país. Ninguém. Nem Aécio, nem Eduardo e nem, óbvio, a Dilma e a turma do PT. E clama, indignado, por alguém que faça alguma coisa para salvar o país desse caos. Há corrupção para todos.

O que desejam afinal?  “Eleição não. Intervenção sim”, como estava escrito numa placa da patética manifestação da Marcha da Família.

E quem seria esse alguém para o JB?

Bem, o jornal poderia tomar coragem e responder. Não fará isso. Vai que nem o golpe dê certo, não é mesmo?

No entanto não é tão complicado assim deduzir quem seriam esses anjos salvadores.

Pelo tom do discurso, pelos trajes civis os únicos capazes de salvar a nação, que tanto amam, desse atoleiro seriam os militares. Apenas uma dedução.

E é ilustrativo porque  dá bem a medida do desespero  que tomou conta da elite e de seus lacaios na terra: a mídia.

Estão desesperados porque sabem: as chances de seus representantes ganharem pelo voto são mínimas. PSDB e PSB não têm projetos, e muito menos ideias novas a apresentar para a sociedade. Aécio e Eduardo são paraquedistas. “Mamãe! Mamãe eu fui escolhido para ser candidato a presidente” é o máximo que vislumbram.

O tom alarmista usado no final do artigo também nos remete aos sombrios editoriais dos jornalões de 64. Editorias esses que clamavam por um golpe, que acabou acontecendo.

E vemos a imprensa repetir os mesmos estratagemas. Com o mesmo objetivo. Mas o cenário é outro. O mundo é outro.  A internet está aí. Existe o contraponto. Basta clicar.

 

Quem é a responsável pelas passeatas, a Copa ou a corrupção?

Mais um escândalo envolvendo empreiteiras – desta vez a Andrade Gutierrez – causa indignação. Quem é a responsável pelas passeatas, a Copa ou a corrupção?

Em meio às investigações da Operação Ararath, que apura crimes contra a ordem financeira e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, a Polícia Federal afirmou que, de 2009 a 2012, o governo do estado pagou R$ 260,6 milhões à empreiteira Andrade Gutierrez, valor referente às dívidas por obras feitas nos anos 80…

…O caso da Andrade Gutierrez é mais um entre diversos escândalos e suspeitas de irregularidades envolvendo empreiteiras e poder público. O que se pergunta quando vemos mais um episódio deste tipo é: quem é o responsável pela passeatas, a Copa ou a corrupção? E qual será o discurso que o brasileiro quer ouvir dos candidatos: “Não deixarei roubar”, que é um pleonasmo e uma obrigação de uma autoridade, ou “Vou mandar prender e vou nominar todos os que estão destruindo a imagem do Brasil”?

Vivemos um momento de protestos de índios, de passeatas com black blocs, de declarações polêmicas de “ronaldos”, de escândalos com empreiteiras, de sonegação dos clubes, que não pagam e nunca pagarão a parte do trabalhador (quando isso acontece com qualquer empresa, cabe a prisão, porque é apropriação indébita do patrão do que seria destinado aos empregados)… Com todos este turbilhão que causa indignação, como se não bastasse todos os outros casos que já vieram à tona, o discurso que todo o brasileiro gostaria de ouvir dos candidatos é: “Vamos prender os que roubaram.”

Não importa se o Brasil vai crescer ou não, não importa se teremos mais ou menos delinquentes – todos eles produto da falta de emprego, da falta de tudo. A corrupção impede que qualquer autoridade se credencie moralmente ou politicamente para representar este povo sofrido. O país não aguenta mais ver os mesmos homens protagonizando escândalos, homens que são produto da corrupção e que se tornaram miliardários sem nunca terem trabalhado.

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