O massacre do povo palestino

PalestinaIndignação, absurdo, barbárie, covardia, estupidez, desumanidade, atrocidade, massacre, infanticídio, ódio, vingança, perplexidade, inércia são palavras que, se pudesse, ser ditas todas de uma só vez não descreveria o que os israelenses estão fazendo com os palestinos.

Confinados numa faixa, 1,7 milhão palestinos, seres humanos, estão sendo assassinados diariamente pelo exército semita.

Países europeus e os EUA, principalmente, olham esse absurdo e não fazem nada, absolutamente nada para conter essa faxina étnica.

O Brasil, coerente com sua política externa e o único a tomar medidas concretas, condenou veemente esse genocídio, chamando o embaixador israelense para explicações. No fechado mundo diplomático essa atitude é considerado extrema, pois demonstra a total insatisfação de um país com a postura do outro, diante de um fato ou acontecimento.

Mas Israel é conhecido por não dá a mínima para as resoluções da ONU. Eles fazem o que acham certo e ponto final. Então, quando o governo de Benjamin Netanyahu, diante da posição do governo brasileiro, chamou o Brasil de “anão diplomático” o mundo não estranhou. O Itamaraty diminui a importância dizendo que isso foi dito pelo sub do sub do sub, ou seja, um Zé ruela da vida. E acabou por aí.

Apenas ficou claro que os representantes de Israel têm inclinações nazistas. E como tal agem.

Deixando de lado esse imbróglio aos moradores de Gaza foi lhes dado o direito de escolher democraticamente seus representantes. No entanto, Israel e EUA “esqueceram” de dizer que os palestinos não poderiam eleger certos grupos considerados, por eles mesmos, terroristas. Então os habitantes de Gaza escolheram o Hamas. Inimigo dos dois, mas querido pela população. É meu amigo… Democracia nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo?

Esse esquecimento foi proposital. Os americanos sabiam que o Hamas seria eleito.

E essa opção pelo Hamas foi a deixa que Israel precisava para considerar todos habitantes da faixa terroristas, bandidos e sanguinários. E, é claro, que como tal devem ser combatidos e exterminados. Ou eles ou nós, afirmam os extremistas judeus. É uma lógica simplória, mas que respalda os ignorantes e simplórios.

E por que exterminá-los? Para obter as terras ainda em mãos dos palestinos.

Confinaram ainda mais a população. Construíram muros e cercas. Maior rigor nos controles de entradas e saídas de mercadorias e de pessoas. E por fim impuseram um cruel embargo econômico.

Os palestinos estão a ponto de se desumanizar, tal o nível de “stress” e sufocamento a que estão sendo submetidos.

O governo israelense está produzindo uma nova Biafra. E, pelo andar da carruagem os países do “primeiro mundo” nada farão para acabar com os assassinatos.

Os tuneis, justificativa para essa nova investida, são símbolos desse estrangulamento. Afinal no que se transformou Gaza, senão num imenso campo de concentração, não é mesmo? De alguma forma os mulçumanos têm que procurar medidas para aliviar esse padecimento. Não é só arma que por eles circulam. Aliás, armamento é o que menos circula.

Pois, diferentemente de outras “guerras”, os civis palestinos não têm onde se refugiar. Não podem, como os sírios, pedir abrigo em outros países. Crianças, mulheres e idosos têm que aguentar os constantes bombardeios.

As crianças, as mais afetadas, presenciam de perto a morte, o sangue, a dor, o barulho das explosões, o choro constante. Perdem suas casas e consequentemente sua referência. De que maneira se farão adultos? Como será seu emocional?

O amor e o carinho, construídos no dia-a-dia da paz, de segurança, de amizade e de brincadeiras, estão sendo aniquilados.

Então, não exijam delas no futuro o que lhes foi negado no passado.

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