Porque não votar no Aécio Neves. Parte 3.

neoliberalismo5Porque não votar no Aécio Neves. Porque o Brasil é um país pobre. Porque é um país desigual. Porque é um país injusto. Porque a riqueza está nas mãos de poucos. Porque o mercado interno cresceu muito. Porque temos riquezas naturais imensas. Porque foi descoberto o pré-sal. Porque a Petrobrás atrapalha os negócios das grandes petroleiras.  Porque o potencial de desenvolvimento do povo brasileiro é enorme. Porque querer competir por mercado usando as mesmas condições e sob regras impostas pelos EUA e por países desenvolvidos é suicídio.  E finalmente, porque o PSDB reza na cartilha do neoliberalismo.

E o que o neoliberalismo prega? – mínima participação estatal nos rumos da economia de um país; – pouca intervenção do governo no mercado de trabalho; – política de privatização de empresas estatais; – livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização; – abertura da economia para a entrada de multinacionais; – adoção de medidas contra o protecionismo econômico; – desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas; – diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente; – posição contrária aos impostos e tributos excessivos; – aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico; – contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços; – a base da economia deve ser formada por empresas privadas; – defesa dos princípios econômicos do capitalismo.

Dizem os defensores dessa corrente que adotado tais medidas o país se desenvolve, também, economicamente e socialmente.

Ou isso é uma mentira proposital, ou uma balela mesmo. Pois a história recente de vários países está aí para negar tal afirmação.

Margareth Thatcher, primeira ministra britânica na década de 80, bebeu da fonte neoliberal. Só fez aumentar a pobreza da população. Odiada pelos ingleses, tanto que no seu enterro houve aplausos, por ter finalmente morrido, e vaias pelo que de ruim fez. Pediram, inclusive, que seu enterro fosse privatizado. Não teve jeito, o governo pagou o velório.

Ronald Reagan, ex-presidente americano contemporâneo de Margareth, seguiu a mesma receita. E também o que conseguiu foi aumentar a pobreza e a desigualdade entre os americanos.

Nos dois países, os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres. A qualidade de vida caiu.

E se há alguém ainda com tal pureza de alma que leve a sério a lenda neoliberal vamos recordar um caso que aconteceu aqui no Brasil.

Engesa na década de 80 era a maior indústria de blindado da América Latina. Ganhou a concorrência internacional  para vender tanques de guerra para Arábia Saudita. Em segundo ficou os EUA. Tudo certo. Negócio fechado, sacramentado.  Mercado livre, mundo  globalizado… e o que acontece? Os americanos impõem o seu produto, mesmo este sendo mais caro e inadequado para o deserto. Jogaram na cara dos árabes a sua força política e militar. Globalização e concorrência o cacete a quatro. A empresa brasileira faliu. Deixando 6000 desempregados.

Este é um exemplo típico de que as tais normas neoliberais só funciona numa direção. A do rico para o pobre. O contrário não.

Alan Greenspan, presidente do FED, banco central americano, de 1987 a 2006 sobre a crise de2008 afirmou que seu erro foi acreditar no “egoísmo” dos banqueiros. Traduzindo:  ele acreditou que com a “mágica do livre mercado”, profetizado por Reagan,  um financista iria concorrer com o outro. Besteira. Eles se uniram, isso sim. Ganharam dinheiro à rodo,  em pouco tempo. E levaram o mundo para o buraco.  100 milhões de pessoas sem emprego  e sem perspectiva, dados atuais.

E não foi pior porque o governo norte americano, abandonando os ideais neoliberais, socorreu diversas instituições. O ESTADO socorreu. Obama socializou as perdas.

Os países pobres da UE estão arcando com o prejuízo até hoje. E mesmo França e Alemanha começam a sentir os efeitos da irresponsabilidade desse mundo nefasto.

E mais, se a globalização é levado a sério por que os países se uniram em blocos?

Os EUA, enquanto estado, subsidiam vários produtos. O Brasil recentemente ganhou uma causa contra os eles e seu algodão subsidiado. Houve  algum resultado concreto? Não, só perfumaria.

A França faz o mesmo. A Alemanha também. Todos alegam proteção aos interesses nacionais. E aí, como ficam os preceitos neoliberais?

Agora, imaginem um país como o Brasil, com todo seu potencial pra gerar riquezas governado novamente por liberais.

E não simples liberais, mas por pessoas que, notoriamente, desprezam o próprio povo e sua capacidade de empreender. Por gente que endeusam os americanos. Que são capazes de citar isso no seu programa de governo.

Que vendem, eles próprios, a imagem de que brasileiro é malandro, preguiçoso, vagabundo, ladino e incapaz de aprender. E de tanto baterem nessa tecla, com apoio hipócrita da mídia, a gente acaba acreditando.

O nosso país progrediu muito nesses últimos 12 anos. Social e economicamente. Resgatou o orgulho. O mercado consumidor cresceu muito, atiçando a matilha de lobos. As feras estão de olho.

A revista The Economist , inglesa, apoia o Aécio. Péssimo sinal para os brasileiros. Creio que ninguém ache que eles estejam preocupados com o crescimento do Brasil, certo? Pois então, se apoiam o PSDB é porque os tucanos representa o resgate das mordomias que os investidores ingleses tiveram nos tempo do FHC. 45% de juros.

O Banco do Brasil e CEF baixaram os juros, aumentando o crédito, forçando os bancos privados a fazer o mesmo. O que pouco aconteceu, é verdade. Mas essa interferência da Dilma no sistema financeiro pátrio fez com os nossos grandes financistas criassem ódio pelo PT e espalhassem esse ódio. Apesar do grande lucro que tiveram em todos esses anos.

A presidenta pensou na população. No crescimento e não em poucos. Pois, se fossemos esperar que os bancos por si só diminuíssem os juros… Sentem e aguardem.

A indústria, educação, saúde, transporte, cultura, centro de pesquisas necessitam de proteção do estado, senão não há como sobreviver.

Para concorrer, do jeito que o Aécio deseja, precisamos nos preparar antes. Temos que estar vivos. Não tem outra forma.

De que adianta pegar uma pessoa e dizer: você tem dois pés, duas mãos, nariz, orelha, olhos então, você tem tudo o que é necessário para disputar os cem metros com o Usain Bolt, vai lá e ganhe.

Esse é o pensamento dos tucanos. Covarde é claro, por isso mesmo que Aécio não pode ser eleito presidente.

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