Não há surpresa nos pronunciamentos raivosos de Aécio Neves.

aecio-teen13-1170x687Convenhamos, o senador Aécio Neves está necessitando de tratamento psicológico. Emocionalmente abalado, vive fora da realidade. No mundo dele a campanha para presidente está a todo vapor. É o terceiro turno. Ou o golpe, travestido de impeachment da presidenta.

Inconformado, de cada dez declarações, onze tem como objetivo deslegitimar a vitória de Dilma Rousseff. E quando não está municiando os golpistas desaparece do senado.

O tom agressivo do senador surpreendeu muitas pessoas, entre elas, Cid Gomes, governador do Ceará, que chegou a afirmar não “reconhecer Aécio”, para ele, sempre educado e aberto ao diálogo.

Será que realmente foi uma surpresa?

O senador é o típico caso do filho de rico que sempre ganhou tudo de bandeja. Mimado, nunca precisou trabalhar.

Em seu blog Paulo Moreira Leite, excelente jornalista, relatou um pouco do pensamento de Aécio adolescente.

Fevereiro de 1977, Aécio tinha 17 anos.

Como tantos jovens brasileiros de sua condição social, naquele ano Aécio foi cumprir um programa de intercambio escolar nos Estados Unidos”.

Middlebush,  Nova Jersey. “A, a presença de um jovem brasileiro logo se tornou motivo de atração. Com direito a foto e tudo, Aécio foi parar nas páginas do FranklinNews-Record, pequeno jornal da região, que na edição de 24 de fevereiro de 1977 publicou uma pequena reportagem a seu respeito”

Na matéria, Aécio expressou várias observações sobre a vida social brasileira.

“Falando sobre a condição feminina no Brasil, Aécio disse, conforme o Franklin-News, que a vida das mulheres é fácil no Brasil. Segundo as palavras de Bob Bradis,  Aécio lhe disse que as mulheres brasileiras  não tem necessidade financeira de trabalhar, e podem passar a maior parte de seu tempo na praia ou fazendo compras.

Falando da vida doméstica, Aécio disse: “todo mundo tem uma empregada ou duas; uma para cozinhar, outra para limpar.” Falando de sua rotina dentro de casa, no Brasil, assinalou outra novidade: “Eu nunca fiz minha própria cama.”

Sobre o carnaval, disse Aécio.  “É a melhor época do ano.” E  “a única época em que a classe baixa e a classe alta se reunem.”

Perguntado sobre seu próprio futuro, disse que “… provavelmente acabaria entrando na vida política, como seu pai, que era deputado pela Arena, o partido de sustentação do regime militar, e seu avô, que era um dos principais líderes do MDB, partido da oposição civil”.

Visão totalmente deturpada da realidade brasileira. Afastado do convívio de seus conterrâneos.

Deixa a vida me levar. Virou político.

Não havia, até então, perdido uma eleição. Aí, amigos, é fácil ser educado, cordato, democrático e aberto ao diálogo.

É nas dificuldades que se conhece a pessoa, os seus valores e sua dignidade.  E esse rapaz se mostrou incapaz de conviver com a derrota.

Na visão de senhor de senzala, a democracia está aí para servi-lo, e não ao contrário.

O senador, se sensato fosse, esperaria mais quatro anos, trabalhando arduamente para as próximas eleições. Mas para quem “nunca arrumou a própria cama”, trabalhar é difícil. Esperar, então? Nem se fala.

Fora os familiares, se algum “amigo” ainda tem consideração por Aécio Neves, ajude-o. Tentem salvar o ser humano, porque o político está indo esgoto abaixo.

Fica um lembrete:  senador, para quem fala tanto do avô, nunca um ditado foi tão verdadeiro: “pais ricos, filhos nobres, netos pobres”.

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