O juiz Sérgio Moro lembra o Simão Bacamarte de “O Alienista, de Machado de Assis”.

 

oalienistaO Alienista, de Machado de Assis. “Simão Bacamarte é o protagonista. Médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide enveredar-se pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Instalou-se em Itaguaí, onde funda a Casa Verde, um hospício, e abastece-o de cobaias humanas para as suas pesquisas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, sendo que na verdade eram apenas comportamentos, às vezes, estranhos. Finalmente, após idas e vindas ele solta todos os internos e conclui: como ninguém tinha uma personalidade perfeita, exceto ele próprio, o alienista conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto da vida”.

Algum brasileiro/democrata/republicano precisa dar um basta nas insanidades e truculências jurídicas cometidas pelo juiz Sérgio Moro na chamada operação lava-jato, pois do modo que ele vem conduzindo o processo só uma ente saíra prejudicado: a nação.

E o risco disso acontecer é grande. E é grande porque Moro se porta como se na idade média estivesse. Utilizando de tortura psicológica ele obriga aos detidos a entrar no programa de delação premiada.

Vocês só serão postos em liberdade se dedarem, diz.

Aí virou um festival de maledicências e fofocas.

Os caras pra conseguirem a liberdade, o perdão ou a diminuição da pena saem dando tiro para tudo quanto é lado. Se for preciso, eles põem qualquer um no rolo. Sem dó, nem piedade. Mesmo que esse “um” seja a própria mãe.

E, ainda por cima, prometem mundos e fundos. Como fez  Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, atual arrependido e enojado com tanta corrupção, e Alberto Youssef.

Este último, então, já tem muita história de pilantragens.

Entre os anos de1996 e 2002 o doleiro atuou no esquema de evasão de divisas. A quadrilha, do qual era membro, se utilizava do  Banestado e das contas CC5 pra mandar dinheiro pra fora do país. Pego, pra se livrar da cadeia, entrou nesse programa de delação.

“Dedurou” várias pessoas e prometeu ao juiz não mais “pecar”.

Como se vê pelo Lava Jato, a promessa foi vazia.

Alguém ficou surpreso com o comportamento do doleiro? Claro que não, pois se há ladrão que cumpre pena e volta a roubar, imagine o cara ficando impune, não é mesmo?

Bem, completando.  A quantia desviada, utilizando o Banestado, naquela época, chegou a R$ 124 bilhões de reais. E não deu absolutamente em nada. Foi abafado.  ( Este caso só voltou a ser investigado novamente a partir de 2003, governo Lula).

Agora, a triste coincidência é que o juiz que participou do caso do Banestado é mesmo que atua no processo da Petrobrás, Sérgio Moro.

Pergunto: por que naquela ocasião ele não foi tão implacável, corajoso  como está sendo neste caso  da Petrobrás? Por que não tentou passar o país à limpo já naquele tempo ? Será por que o enrosco da evasão de divisas envolvia pessoas graúdas do PSDB? Teria evitado muita corrupção futura, certo?

E, absurdo dos absurdos, o excelentíssimo, mesmo já tendo sido feito de palhaço por Youssef, voltou a acreditar no calhorda novamente. Qual o motivo? Será por que agora os personagens são outros e ele, Moro,  pode ficar bonito com os poderosos de sempre?

Outra coisa,  essa avidez, essa gana  com que Sérgio Moro  usa este método está produzindo efeitos  no mínimo surrealistas.

Percebam, os ladrões de tanto delatarem acabarão livres. E continuarão ricos.

Enquanto isso os trabalhadores das empresas envolvidas, que não tem nada a ver com corrupção já estão condenados. Condenados ao desemprego.  E muitos já cumprem a pena.

É como diz o ditado: a corda sempre quebra pro lado mais fraco. Pobre trabalhador brasileiro. Muito faz, e pouco recebe.

Nós queremos ver os ladrões presos, e não as secretárias, marceneiros, pedreiros e etc. desempregados, não é isso mesmo?

Além do  que, o PIB do Brasil cairá, obras pararão. A Petrobrás, finalmente, depois de sucessivas tentativas de outros governos, principalmente do FHC, será desmontada e, pior, desvalorizada. Será vendida a preço de  banana

Então pra que serve ou, melhor dizendo, a quem serve esse tipo de ”confissão” tirada à fórceps?

No frigir-dos-ovos, terá valor jurídico? Muitos juristas já afirmaram: não! Não terá valor jurídico. A cama dos corruptos está feita.

E se ninguém der um fim nessa loucura jurídica o nosso Simão Bacamarte e a polícia federal irá acabar prendendo funcionários das lojinhas da 25 de Março. Que entrarão também o programa de delação premiada. Será um deus-nos-acuda.

A Dilma tem que intervir. Fazer um Proer das empreiteiras. Por que só o sistema financeiro pode ser auxiliado, mesmo fazendo safadezas?

O Brasil está acima desses ladrões. E desses interesseiros. Você, presidenta, conta com  o apoio da maioria do povo. Vá pra cima dos golpistas. Tudo dará certo no final.

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