O ódio explícito a José Dirceu.

jose dirceu“Você vai conseguir vencer essa! Força AVC!!”

“Estamos juntos AVC. Não mata não por favor, só deixa ele vegetativo, cagando na cama.”

“Morre que passa.”

“#SomosTodosAVC”

“O demônio tá vindo buscar!”

“A Dilma leva vantagem pois como não tem cérebro nunca vai ter AVC!!!”

“Que morra e volte para buscar Dilma e Lula.”

Essas são algumas observações postadas por elementos da sociedade brasileira, após José Dirceu ter sofrido um AVC.

Além de lastimável, há algo de espantoso ou surpreendente nestas manifestações de ódio explicito ao ex-ministro da Casa Civil? Alguém se choca com essas frases obscenas? Claro que não, pois Dirceu foi eleito a dedo para ser o bode expiatório de todo o processo 470. Ele foi o depositário de todo rancor destilado pela mídia.

Não podemos nem culpar esses caras que escreveram essas ignomínias. Eles vomitaram o que lhes foi impingido goela abaixo.  Eles são o reflexo raivoso com que a mídia tratou o caso conhecido como “mensalão”. Dessa forma simplista sim. E culpando o tratamento dado pela mídia.

Abusando de todos os embustes possíveis a imprensa foi criando um sentimento de asco entorno dos envolvidos no processo 470 de que dificilmente algum dos condenados conseguirá sair.  Pois é sabido, bem antes de começar o julgamento José Dirceu já estava condenado pela Globo.

E o poder de influência desses meios de comunicação é tão avassaladora que os ministros do STF se viram pressionados pela opinião pública, ou melhor, pela opinião “publicada” a condená-los. Foi um linchamento midiático. A espetacularização da carnificina, digna de gladiadores da antiga Roma.

Joaquim Barbosa, o mais vaidoso entre os vaidosos, dançou conforme a música lhe era apresentada. Ele tinha que condenar o Dirceu. Mas como, se só havia indícios? O supremíssimo então apelou inescrupulosamente para a teoria do “Domínio do Fato”. Manipulou e interpretou de tal forma a teoria que, pelo menos no Brasil, já pode ser considerado lei. Conseguiu o que a Globo queria, condenou Dirceu.

Mas o apenamento  à prisão não apaziguou a imprensa, sedenta de sangue.  O pior vinha sendo construído há muito tempo: o ódio.

Ao Dirceu não é valido à máxima: “pagou o que devia à sociedade”. Ele será sempre perseguido. Odiado.

Se questionados a respeito dessa cólera, muitos dos que escreveram responderão superficialmente: é ladrão corrupto, sem qualquer preocupação ou outro tipo de argumentação.

Porque o ódio esparramado pela mídia cega. Paralisa o cérebro. Robotiza as atitudes.  A cegueira é objetivo final desses meios de comunicação. As verdades serão sempre as suas.

Por isso muitos dos manifestantes de 2013 ficaram conhecidos como coxinhas. Eles foram os robôs, os fantoches da Globo. Guru, mestre e dono de suas opiniões.

Só a regulamentação da mídia para despertá-los do estado letárgico a que foram jogados.

Anúncios

Iniciativas da EBC conquistam Prêmio Camélia da Liberdade

novela windekEnquanto isso a Globo recria a premiação “Operário Padrão”. Dois proeminentes operários já foram contemplados: Joaquim Barbosa e Sérgio Moro.

Do site: brasil.gov.br

Dois programas transmitidos pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) recebem, nesta quarta-feira (25), o Prêmio Camélia da Liberdade 2015 – Ação Afirmação, Atitude Positiva, que este ano tem como tema Memória e Ancestralidade.

A iniciativa inclui as seguintes categorias: Personalidades, Instituições de Ensino Poder Público, Veículos de Comunicação e Empresas. Na categoria Veículos de Comunicação, foram escolhidos o programa Ponto do Samba, apresentado pelo jornalista, roteirista, teatrólogo e radialista Rubem Confete, na Rádio Nacional do Rio (AM 1.130 KHz), e a novela angolana Windeck, transmitida pela TV Brasil desde 10 de novembro de 2014.

Evolução

O programa Ponto do Samba é considerado pelos sambistas como um local de encontro, de troca de informações e de resistência do gênero musical. Com Rubem Confete no comando, é transmitido há 35 anos, de segunda a sexta-feira, às 13h30.

Confete lembrou que quando começou a fazer o programa, o samba não tinha tanta projeção e até sofria preconceito. “Há 50 anos, fui preso porque cantava samba na Rua do Lavradio. Isso era muito comum: o negro ser preso cantando samba. Cartola e Paulo da Portela foram presos. O samba era muito discriminado. Hoje, o samba domina o mundo e é abraçado pela sociedade brasileira e mundial”, disse.

Confete lembrou que Camélia era o nome de um quilombo da área do Leblon, na zona sul do Rio, e o prêmio, que ele prefere chamar de comenda, sintetiza a trajetória dos negros no Brasil, desde a chegada nos portos até a formação das famílias que integram a sociedade brasileira. “Neste momento, me vejo com uma responsabilidade maior. Essa comenda veio no justo momento em que também se anuncia que o Cais do Valongo será tombado como Patrimônio da Humanidade”, acrescentou.

Reconhecimento de ações afirmativas

A novela Windeck foi produzida em 2012 pela Semba Comunicação e esteve entre as quatro telenovelas que concorreram ao Emmy Internacional 2013, principal prêmio para produções de televisão. Windeck é também a primeira novela angolana a ser transmitida no Brasil. A exibição pela EBC teve o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR).

Para o secretário executivo da Seppir, Giovanni Harvey, o prêmio é importante porque representa um reconhecimento de ações afirmativas que possam, de alguma forma, contribuir para a mudança do panorama das relações sociais e étnico-raciais no Brasil. 

O secretário destacou também o prêmio ao programa Ponto do Samba e a Rubem Confete. Segundo Harvey, Confete é um pesquisador inquestionável, com conhecimento profundo sobre a cultura brasileira e o samba. O secretário disse que a entrega do Prêmio Camélia da Liberdade – Ação Afirmação, Atitude Positiva, nesse caso, será feita a alguém que há décadas vem contribuindo para a preservação da cultura, da memória africana no Rio de Janeiro e das expressões culturais, entre elas o samba.

“É uma pessoa que, nos últimos anos, deu enorme contribuição ao resgate da cultura africana na região portuária do Rio, que é um espaço de transformação da cidade neste momento da história. O prêmio é pelo conjunto das contribuições de Rubem Confete à sociedade brasileira”, observou.

Em matéria publicada no site da TV Brasil, o diretor-geral da EBC, Américo Martins, considerou que o prêmio recompensa o esforço da empresa e da Seppir de fazer valer a Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) ao exibir uma produção angolana no Brasil, “em uma ação de comunicação pública que visa a dar visibilidade a representações da pessoa negra.”

Para Martins, a transmissão representa  “marco importante para o fortalecimento da identidade dos afro-brasileiros e para o estreitamento das relações culturais entre os dois países.”

Estímulo ao desenvolvimento de projetos

O Prêmio Camélia da Liberdade, que está na oitava edição, é uma iniciativa do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas. A intenção é estimular o desenvolvimento de projetos de ações afirmativas, de valorização da diversidade e inclusão étnica.

Nas edições anteriores, entre os premiados estavam os atores Ruth de Souza, Lázaro Ramos e Milton Gonçalves. Receberam ainda o prêmio Abdias Nascimento, Zózimo Bulbul, as universidades do Pará e de Sergipe, as empresas Dupont e TAM, a novela Lado a Lado (Rede Globo) e Joyce Ribeiro (SBT).

Durante a cerimônia desta quarta (25), às 19h30, na casa de shows Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, está previsto show de Marquinhos de Oswaldo Cruz, com a participação da Velha Guarda da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e do Jongo da Serrinha, grupo de tradição africana de Madureira, na zona norte do Rio.

Lista dos Indicados:

Categoria Personalidades

Jokotoye Bankole Awolade – homenagem especial Memória e Ancestralidade

Yedo Ferreira – militante histórico da luta antirracista, fundador da Sociedade de Intercâmbio Brasil África, do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e do Movimento Negro Unificado

Pastor Ayodele de Balogun – líder da igreja Ministério a voz de Deus, de orientação neopentecostal

Mãe Beata de Iemanjá – yalorixá, líder religiosa, militante política e escritora

Mario Lucio Duarte Costa – goleiro Aranha – vítima de ofensas racistas em agosto de 2014

Categoria Experiências Educacionais (Lei 10.639/03)

Pré-vestibular Quilombola – cursinho voltado para quilombolas

Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (Neab)/Ufal – organizados em coletânea para auxílio do/a professor/a no trabalho pedagógico

Grupo de Estudos Afroamazônico/UFPA – 1º Neab da região amazônica, fundado em novembro de 2002 para criar uma interface entre a universidade e a sociedade

Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis – no ano de 1994, tornou obrigatório o ensino de conteúdos sobre os afro-brasileiros nos currículos escolares

Categoria Veículos de Comunicação

Programa Evolução Hip Hop – CMA Hip Hop

Jornal O Globo – jornalista Dandara Tinoco, pelo conjunto de matérias sobre intolerância religiosa

TV Brasil – pela veiculação da novela angolana Windeck

Rádio Nacional – programa de rádio Ponto do samba apresentado pelo jornalista Rubem Confete

Categoria Órgãos Governamentais e Instituições Públicas

Prefeitura de Laranjeiras – Secretaria Municipal de Inclusão Racial

Prefeitura de Aracajú – Secretaria Municipal de Inclusão Racial

Presidência da República – Pela Lei 12.990

Coordenadora de Educação para Promoção de Igualdade Racial

Secretaria Executiva de Direitos Humanos – Órgão da administração direta do governo de Pernambuco

Fonte:

Empresa Brasil de Comunicação

A Petrobrás é um patrimonio nacional

A Petrobrás é um patrimonio nacional. 67% não querem a privatização. Temos que defender a empresa da sanha predatória de José Serra e amigos.

Artigo extraído do site viomundo.com.br

Muitos brasileiros talvez ainda não perceberam, mas está em curso uma campanha diuturna para atacar a Petrobras, sua imagem e suas atividades. A pretexto de combater à corrupção, essa investida tem como pano de fundo a redução da empresa na sua capacidade de exploração dos recursos do pré-sal.

A virulência dos ataques à estatal, aumentaram na medida em que ficou claro o tamanho da reserva do pré-sal, e aumentaram exponencialmente quando o modelo de exploração colocou a Petrobras no centro dessa atividade.

Tenho defendido no parlamento o rigor na apuração das denúncias de corrupção e a punição dos envolvidos, independente de coloração partidária.

Não se pode criminalizar a empresa pelo comportamento de alguns, assim como não se pode tratar diferentemente quem tiver cometido crimes.

Não podemos deixar de lado a gênese dos problemas, mas também não podemos ser ingênuos: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobras.

Submersa por toneladas de notícias e artigos críticos, este ano vimos a Petrobras se tornar a maior produtora de petróleo do mundo.

No terceiro trimestre do ano passado, a empresa se tornou a maior produtora de petróleo do mundo, entre as empresas de capital aberto, com uma média de 2,2 milhões de barris/dia.

A Petrobras tornou-se a maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, após superar a norte-americana ExxonMobil.

A Petrobras também foi a empresa que mais aumentou a sua produção de óleo, tanto em termos percentuais quanto absolutos, em 2014 até setembro.

No entanto, a cada conquista, os ataques se tornam mais fortes, agressivos e virulentos. Trata-se de um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.

Longe de ser uma empresa em ruínas, no ano de 2014, a Petrobras acumulou os seguintes resultados: a produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior); o Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia; a produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia; a capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades; a produção de etanol pela Petrobras Biocombustíveis cresceu 17%, para 1,3 bilhão de litros.

Não se debate, nem se leva em conta a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova York, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.

Aquela operação reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobras e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre a Petrobras.

O valor de mercado da Petrobras, que era de 15 bilhões de dólares em 2002, é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.

Segundo manifesto da FUP (Federação Única dos Petroleiros), a participação do setor de óleo e gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobras, o setor de óleo e gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

Por fim, não há espaço para acobertar mal feitos. Mas também não há nenhuma dúvida de que o desenvolvimento de nosso país passa pelo fortalecimento da Petrobras, pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social, pelo papel estratégico da Petrobras na exploração do Pré-Sal e pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.

*VANESSA GRAZZIOTIN é senadora do Amazonas pelo PCdoB

Para blindar FHC, ‘Reuters’ propõe em matéria: ‘podemos tirar se achar melhor’.

Se isso acontece lá fora, tirem suas conclusões a respeito do que a mídia golpista que faz para preservar seus “queridinhos”.

Podemos ser condescendente, mas nunca ingênuos.

Matéria publicada no Jornal do Brasil.
Para blindar FHC, ‘Reuters’ propõe em matéria: ‘podemos tirar se achar melhor’

Erro no site da agência de notícias vaza e vira piada no Twitter

O site da agência de notícias Reuters publicou nesta segunda-feira (23/03) uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso onde ele aponta outro ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, como principal culpado pelos casos de corrupção na Petrobras.

Mas o que mais chamou a atenção foi uma observação do editor do texto, que acabou indo ao ar, por distração.

A matéria cita a declaração do ex-gerente de serviços da estatal brasileira, Pedro Barusco, de que o desvio de dinheiro havia começado no governo de FHC. Foi aí que entrou a frase “Podemos tirar, se achar melhor”.

Depois que percebeu o erro, a Reuters fez a reedição do texto. Mas o print screen da página começou a circular na internet.

No Twitter, a frase virou piada e se tornou um trending topic (o assunto mais comentado na rede social) no Brasil, com a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor

Internautas começaram a resgatar notícias antigas de escândalos relacionados ao governo de FHC, acrescentando, com ironia, a hashtag no final.

fora do reutersReprodução da matéria que foi ao ar.

José Serra e sua cruzada “plantation” contra o Brasil.

serrajudasNa terra dos tucanos só existe o pronome “nós”. “Nós” não inclui eu, tu,  ele/ela, vós, eles/elas.

Não é contra a corrupção. É a favor de empresas americanas. É entregar  a riqueza,  no caso o óleo, para os americanos. Para Chevron.

Não é por desejar um  país melhor, mais justo. Os tucanos odeiam isso aqui, chamado Brasil. Brasileiro, pra turma do FHC, é sinônimo, e apenas isso, embusteiro.

Vocês que batem panela  quando Dilma fala estão batendo na panela errada. A panela ao ser batida é a panela do PSDB e seus desejos egoístas. E a tampa da panela é o tampa do nosso caixão, do povo.

Artigo sobre o tal de José Serra, o da bolinha de papel, do site Tijolaco. Por Fernando Brito.

 

Da Folha, em 13 de dezembro de 2010:

Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse (José) Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama (da embaixada americana no Brasil, vazado no escãndalo do Wikileaks).

Pois, avisado pelo Brasil 247, de que o senhor José Serra queria “encolher” a Petrobras, com aquela lenga-lenga de “fios têxteis”fui conferir lá no Senado e está, fresquinho, o Projeto de Lei n° 131, apresentado ontem pelo de novo Senador, que não tem nada de “fios têxteis” ou fertilizantes, como ele alegou ser necessário tirar da Petrobras.

O projeto trata só, “somente só” de entregar o pré-sal, abolindo não apenas a condição de operadora exclusiva de poços no pré-sal pela Petrobras como, até mesmo, a sua participação mínima de 30% em consórcios de exploração ali localizados.

Não é preciso mais que um parágrafo da justificativa apresentada por Serra para que se veja o que ele quer:

“Torna-se imprescindível (…) a revogação da participação obrigatória da estatal no modelo de exploração de partilha de produção, bem como da condicionante de participação mínima da estatal de, ao menos, 30% da exploração e produção de petróleo do pré-sal em cada licitação, disposições constantes da Lei n° 12.351, de 22 de dezembro de 2010. Tal revogação atende aos interesses nacionais e, portanto, deve ser adotada pelo governo. “

Atende aos interesses nacionais de quem, José Serra?

Dos norte-americanos?

A conversinha sórdida de que “a Petrobras está sobrecarregada é sua maneira finória de, em um mês e meio de mandato, cumprir as suas juras de fidelidade aos interesses das petroleiras estrangeiras, que não querem a Petrobras – e o Brasil – com o controle nem econômico nem operacional dos poços gigantes do pré-sal.

Nem os sheikes da Arábia Saudita entregam diretamente suas reservas de petróleo aos americanos, Senador.

O roubo que isso fará ao Brasil é, num dia, tudo o que um Barusco roubou, nos anos e anos em que, desde FHC, se corrompeu na Petrobras. Em uma semana, mesmo com o petróleo baratinho como está, deixa no chinelo toda a caterva dele, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef à frente.

Reconheço-lhe a coerência e a honestidade: cumpriu o que prometeu.

Apresentou-se como Judas ao Império.

Haverá o dia em que, nos bonecos que se malham aos Sábados de Aleluia, será aposto um cartaz com o seu nome.

O grupo Globo e a democracia são incompatíveis.

manifestacao 150515A cobertura dada pela tv Globo dos protestos do dia 15 de Março foi uma declaração de guerra ao governo de Dilma Rousseff.

Veja bem. A Globo deslocou todos seus repórteres. Mudou horário de jogo. Interrompeu a programação normal para dar flashes, usando o Globo Notícias. Conclamou as pessoas a irem à manifestação. Só mostrava cartazes com “fora Dilma”, ou pedindo intervenção militar. A Globonews dizia que havia 580 mil pessoas, de repente mudou pra um milhão. O jornal O Globo estimou em dois milhões. A Data folha em 280 mil.

E guerra, assim como a paz, só se faz entre inimigos.

Então, a presidenta Dilma precisa ter isso bem claro em sua mente: o grupo Globo é inimigo de seu governo.  O grupo Globo é inimigo de qualquer governo progressista. O grupo Globo é inimigo do Brasil. O grupo Globo tem nojo do povo. O grupo Globo é inimigo da democracia. O grupo Globo tem interesses, não ideais. O grupo Globo é traiçoeiro. O grupo Globo é inescrupuloso. O grupo Globo é sorrateiro. O grupo Globo é contra a liberdade de expressão. O grupo Globo sonega  imposto. O grupo Globo adora o poder. O Grupo Globo ama dinheiro. O grupo Globo acha que é Deus.

Entendendo isso e saberás com quem está lhe dando e como combatê-lo.  

“Conheces teu inimigo e conhece-te a ti mesmo; se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso. Se ignoras teu inimigo e conheces a ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas. Se ignoras ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por tuas derrotas”. Sun Tzu.

O grupo Globo tem pavor da regulamentação da mídia. É a cruz para o vampiro.

Quem experimenta democracia deseja cada vez mais democracia. Uma  vez instalada só força é retirada. A tal de ruptura. Para o mortal: golpe de estado.

A presidenta certo dia disse: “prefiro uma imprensa barulhenta, do que  o silêncio da ditadura”.

Fazer barulho é uma coisa, manipular é totalmente diferente.

O grupo Globo é incompatível com o sistema democrático. Ela se fez na ditadura, dentro das regras da ditadura. E, saudosa desses tempos, atrapalha o desenvolvimento da nação, o amadurecimento da sociedade, a estima do povo.

O grupo Globo não quer mudar, prefere mudar o Brasil. O país que se adapta à suas vontades.

O grupo Globo não quer apenas derrubar o governo  de Dilma Rousseff, o grupo Globo quer exterminar o PT. Punir o Lula. Execrá-lo, humilhá-lo em praça pública. Como senhor de escravo, acoitá-lo à vista de todos. Que sirva de exemplo a outros “oportunistas”.

E antes de executá-lo obrigar a um juiz a declarar em voz alta: “Pela decisão dos anjos e julgamento dos santos, excomungamos, expulsamos, execramos Luis Inácio Lula da Silva. Maldito seja de dia e maldito seja  de noite; maldito seja quando sai; maldito seja quando regressa. Ordenamos que ninguém mantenha com ele comunicação oral e escrita, que ninguém permaneça com ele sob o mesmo teto e blábláblá, blábláblá, blábláblá.

Então, antes que chegue a este ponto inquisitório, o governo federal precisa democratizar este meio.

Porque se o governo não impuser a democracia, com certeza o grupo Globo  impõem a ditadura ou seja  lá algum outro nome que algum especialista invente.

Não custa nada lembrar novamente: o grupo Globo é inimigo do governo federal, do povo brasileiro. Dilma aceite e trate-o como tal.

“A libertinagem informativa não tem nada a ver com a liberdade de expressão; ao contrário, é seu exato oposto”

A que se deve o fato de o mundo inteiro ter chegado a pensar aquilo que todos os ditadores sempre quiseram inculcar nos povos que subjugam, ou seja, que a política é uma atividade vil?”.

Não sei quanto aos outros países, mas no Brasil a ideia de que política é uma atividade vil, e unicamente vil, parte da mídia.

Além de noticiar somente o que há de errado e de malfeito, e de esconder o bem feito, os avanços e as conquistas,  a imprensa  manipula as informações  segundo interesses próprios. Sem escrúpulos filtra, inventa, mente e edita informações, deturpando-as completamente. Portanto o cidadão comum, senão for atrás de outras fontes, não terá como escapar dessa armadilha midiática. Para ele, a politica e os políticos não prestam.

Como escreveu Llosa: “Em nossa época,  esses aspectos negativos da  vida pública foram amplificados, frequentemente de maneira exagerada e irresponsável pelo jornalismo marrom, com o resultado de que a opinião pública chegou à convicção de que política é atividade de pessoas amorais, ineficientes e propensas à corrupção”.

E qual o interesse dos barões de sedimentar essa imagem não só de vileza, como também do caos? O interesse primeiro desse pessoal é derrubar o governo do PT. E eles sabem que para retirá-los do poder, já que pelo voto não conseguiram,  precisam contar com apoio de parte da população. Então se portam desse modo, desonesto.

Para Mario Vargas  “Quando consideráveis parcelas de uma sociedade devastada pela inconsequência sucumbem ao catastrofismo e  à anomia cívica, o campo fica livre para os lobos e as hienas”.  E esses inescrupulosos não são mais dos que lobos e hienas.

Por que derrubar o governo? Porque esses senhores feudais temem que privilégios políticos, econômicos e sociais de décadas sejam extintos. Acostumados a mandar, a fazer-e-desfazer sem maiores explicações veem seus projetos obscuros ameaçados pelo  governo  democrático de Dilma Rousseff.

Pois, “O sistema democrático não garante que a desonestidade e o embuste desapareçam das relações humanas; mas estabelece alguns  mecanismos para minimizar seus estragos, detectar, denunciar e punir quem quer que se valha deles para atingir altas posições ou enriquecer, e – o que é mais importante- para reformar o sistema de tal maneira que esses delitos acarretem cada vez mais riscos para quem os cometer”.

Em vez de manipularem as informações da operação “Lava Jato” fazendo com que incautos, inocentes ou simplesmente maldosos odiassem a Dilma e o PT aponto de pedirem golpe, melhor seria usar este poder de influência em causas mais democráticas  e exigir a reforma política de modo honesto, não é mesmo? Sei,  é querer demais…

Mas não! A imprensa, digo A Globo, fez da operação “Lava Jato” sua tábua de salvação, já que o “mensalão” vazou água. Une o útil ao agradável.

O útil é o golpe e o agradável é destruir a Petrobrás. Entregando os mais de um trilhão de dólares em reservas de óleo para empresas parceiras. Geralmente norte-americanas. Agora, calculem os lucros astronômicos que eles terão. É o lucro total, e sem a contrapartida de ter que investir na educação e na saúde. A revista  Forbes terá que criar mais uma divisão, a dos trilhardários.

Mas, para que a Globo atinja esse objetivo essas pessoas precisam comprar certos produtos culturais, do tipo: O PT é uma quadrilha. A Dilma é corrupta. O Brasil está à beira do abismo. O fim do mundo está  próximo. E outros penduricalhos fascistas.

É a Globo criando o indivíduo egoísta, maldoso. O sujeito morto-vivo.

“Ao contrário, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um  sério obstáculo à criação de indivíduos independentes, capazes de julgar por si mesmos o que apreciam, admiram, acham desagradável ou horripilante em  tais produtos. A cultura-mundo ( ou a Globo), em vez de promover o indivíduo, imbeciliza-o, privando-o de lucidez e livre-arbítrio, fazendo-o reagir à cultura dominante e de maneira condicionada e gregária, como os cães de Pavlov à campainha que anuncia comida”.

E mesmo conhecedor desse fato, quando se clama pela regulamentação da  mídia os imbecilizados bradam: é censura, é mordaça, é ditadura, é comunismo,  é bolivarianismo, é o fim da liberdade de expressão. E saem orgulhosos, como cachorros abanando o rabo, desfilando sua idiotice.

“A libertinagem informativa não tem nada a ver com a liberdade de expressão; ao contrário, é seu exato oposto”.

Textos destacados extraídos do livro “A civilização do espetáculo” de Mario Vargas Llosa.