Foi necessária a pressão no cangote da secretária de Justiça americana Loretta Lynch para a PF tomar uma atitude com relação à CBF.

cbf e globoArtigo publicado originalmente no “diariodocentrodomundo.com.br”, por Kiko Nogueira.

 

Foi necessária a pressão no cangote da secretária de Justiça americana Loretta Lynch para a PF tomar uma atitude com relação à CBF. Um inquérito foi aberto no Rio. O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, acha que há indícios de que os crimes apurados pelo FBI tenham sido cometidos aqui. Bidu.

Na noite anterior, quarta-feira, a PF deu uma geral em companhias do empresário Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo ligado a J. Hawilla, delator do esquema da Fifa.

De acordo com as autoridades dos EUA, a investigação remonta a 24 anos de irregularidades. Nesse período, a CBF, que está no centro do caso, operou com gás total. Onde estava a PF nesse tempo todo? Onde as detenções barulhentas, as operações com nomes criativos?

Segundo a Folha, houve 13 sindicâncias em 15 anos contra a CBF. Nenhuma jamais deu em nada. Uma reportagem do Lance de quatro anos atrás oferece alguns motivos.

Em 2009, a CBF foi a principal patrocinadora do IV Congresso Nacional da Associação de Delegados Federais, em Fortaleza. A confederação teria desembolsado 300 mil reais. Ricardo Teixeira, presidente à época, foi convidado a participar de um painel sobre a Copa de 2014.

O superintendente da PF na ocasião, responsável pela investigação contra Teixeira, era o amigo Valdir Lemos de Oliveira. Os delegados ainda disputaram um torneio na Granja Comary, onde a seleção treina, cedida por Teixeira.

Um ano depois, a CBF bancou uma viagem de um coral de policiais federais aposentados para a Argentina. Uma nota oficial assegurava que o investimento foi “pontual”: “O patrocínio da CBF ao coro de vozes, realizado em 2010 para o evento Cantapueblo, na Argentina, foi única e exclusivamente de caráter cultural”.

Se isso não é conflito de interesses, o que é?

Nos últimos meses, a Polícia Federal tornou-se objeto de devoção de debiloides fascistas revoltados on line por causa de sua suposta cruzada moralizadora. Ninguém acha estranho, por exemplo, que todos os envolvidos no caso Helicoca, inclusive os traficantes apanhados em flagrante, estejam livres, leves e soltos.

Gente como Teixeira, Marin, Del Nero, Hawilla et caterva vem dizimando o futebol brasileiro há décadas, impunemente, enquanto se locupleta. Vamos ver se um agente da nossa valorosa PF tem a coragem de praticar tiro ao alvo com uma foto de Loretta Lynch, como fizeram com Dilma.

Por que o Brasil não deveria fazer negócios com a China?

Acordo Brasil ChinaPor que o Brasil não deveria fazer negócios com a China? É pecado?  Um atentado contra Deus? Qual a lógica por trás desse absurdo? Por que afinal de contas não pode? Me respondam coxinhas de plantão? Aonde o dinheiro chinês é pior que os outros?

Por que com os EUA pode e com outras nações não? Me respondam bando de mentecaptos midiáticos? Por que tomar coca-cola de montão pode? Por que se empanturrar de hambúrguer pode ? Por que pode? Por que é certo?

Tão com medo da invasão comunista chinesa? Não é mais Cuba agora o grande satã?

Dilma está arriscando seu  governo e seu prestígio  apostando em soluções neoliberais, sabe por que cara-pálida? Para atrair investimentos. Para aumentar a confiança no país, não é mesmo? O ajuste fiscal tem este objetivo, certo? E  a China está fazendo o quê?

A mídia vomitar indecências é normal, fazer piadinhas idiotas também.  Agora o cidadão comprar a sandice desses caras logo de cara é lastimável. Só sendo, e desejar ser, um alienado.

Achar que o governo está vendendo o país aos chineses é não conhecer e nem se interessar por história.

Vale lembrar.

Se tem um país que adora uma guerra, se mete em tudo que é região, adora dar e patrocinar golpes, subornar meio mundo, tem a sanha imperialista, este país é os Estados Unidos da América.  Ou não é? Com eles é preciso ter muito cuidado.

Fazer acordo, negócios com os “yankees”  é pedir para sumir do mapa. Eles são assim. Este é o único jeito dos americanos negociarem. Sabe aqueles filmes e que o cara vende a alma ao diabo só pra se dar bem? Pois é, estes filmes retratam bem o “modus operandi” americano quando o assunto é negócio.

A China, ao contrário,  é um país que nunca invadiu outros povos. Não tem a cultura expansionista. Aliás, eles é que sofreram invasões. Mongóis, japoneses, ingleses que o digam. Hong Kong só deixou de ser colônia inglesa em 1997. A muralha da china, patrimônio mundial, está aí como exemplo desse não expansionismo.

Os ocidentais se apropriaram de muitas de suas invenções. A impressão por tipos móveis, a pólvora, o macarrão, o papel, a bússola, o garfo, carrinho de mão, sino, sismógrafo, fogos de artifício, escova de dente, dominó, números negativos, tinta, estribo, paraquedas e  etc. Ah , se eles ganhassem royalties…

Os chineses só fazem negócios, e apenas negócios.  Os chineses, se quisessem dominariam tranquilamente a Ásia.  Um país que tem 1 bilhão e 300 milhões de almas se desejar chega junto de qualquer um. Não é o caso.

E mais, China e Brasil são membros dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Por si só acordados. O grupo é uma das grandes novidades geopolíticas desde a guerra fria. Tem que se fortalecer. A esperança  aos desmandos ocidentais.

China e Brasil assinaram 35 acordos financeiros,  comerciais e de cooperação. Num total de  US$ 53 bilhões.

Criaram um fundo de  US$ 50 bilhões,  dinheiro chinês administrado pela Caixa Econômica Federal. Segundo o site “Brasil.gov.br” “ os recursos serão usados em projetos de infraestrutura no Brasil.

E ainda mais, a presidenta  falou sobre a formação de outro fundo de investimento, de US$ 20 bilhões, com recursos chineses e brasileiros, para setores como siderurgia, cimento e vidro.

Irão iniciar os estudos para a construção da Ferrovia Transcontinental, ligando o estado de Tocantins ao litoral do Peru. Trata-se de um projeto que envolverá os três países. Conectando o Atlântico ao Pacífico.

Esta ferrovia eliminara a dependência em relação ao canal do Panamá. Tirando a mídia e seus especialistas, alguém mais acha um absurdo, um sacrilégio, uma infâmia, um insulto aos EUA o Brasil construir essa ligação?

Aos indignados com o acordo me respondam: será que reeditaram o tratado de Tordesilhas e esqueceram de avisar ao Brasil? E, existe alguma clausula petrea  que proibi a América do sul de fazer negócio com outro país que não seja o grande irmão do norte?

Então, coxinhas, alienados, fascistas e outros bichos tirem o cavalinho da chuva, vocês estão em péssima companhia. A mídia golpista tenta destruir o PT, acabar com o Lula, enterrar a esquerda.  Usando da mentira e manipulação da notícia. Não vão conseguir. A canoa do golpe começou a fazer água, quem estiver junto afundará. Façam suas escolhas, e vão pentear macaco.

FHC e o seu PSDB: … e fala mal daqui e fala mal dali…

A música  tem o poder transmitir mensagem com  graça, leveza e paz. Anima e encanta. De múltiplas interpretações. De inúmeros ritmos.

Fiquei sem palavras no que ouvi e vi no programa dos tucanos: paneleiros, difamações e reclamações… Deu vontade de desligar a TV, de ir embora. De gritar diante da mediocridade ululante.

O programa de governo do PSDB: ser anti-PT, anti-Lula, e mais nada… muito pouco para um partido que se gaba da intelectualidade de seus membros.

Mas alguns midiotas vão achar o suficiente.

Como disse um sobrinho meu certa vez: tio, se é pra fazer a merda que FHC fez, não precisa estudar.

E o Lula é que é analfabeto.

A letra dessa música traduz o FHC, o Aécio o Geraldo e tantos outros. Escancara o medo e ódio ao PT e ao Lula que eles têm.

Ouçam, respirem e descanse de tanta asneira dita no horário gratuito do PSDB. Pobres tucanos.

Só uma coisinha: cadê o Serra?

Veja como a vida passa
E a solidão aumenta
E você só pensa em críticar
Acha defeito em tudo
Até me deixa mudo
Sem saber sorrir
Só fala pra ferir
Não vê que a vida passa
E a solidão aumenta
No seu coração

Veja como você fica
Quando você olha
E depressa grita sem pensar
E Fala mal daqui
E fala mal dali
Vive a resmungar e a se lamentar
Só se realiza
Quando abre a boca para reclamar

Vou me embora daqui
Vou procurar outro lugar
Não agüento viver
Com quem só pensa em criticar
Deixe o tempo passar
E vamos ver
Quem tinha mais razão
Você aprender
Como viver na solidão

 

O governo federal deveria se pronunciar sobre os casos Zelotes e HSBC.

Zelotes e HSBCA reunião sobre cortes no orçamento não chegou a um consenso comum. Levy (fazenda) pediu uma tesourada de 80 bilhões, Mercadante (casa civil) propôs 60 bilhões e Nelson Barbosa (planejamento) ficou no meio termo.

Levy falou: se não diminuir o orçamento em 80 bi terá que aumentar impostos.

Todos esses cortes são necessários para que a meta do superávit primário seja de 1.3% do PIB. A ideia é que se recupere a confiança dos investidores. E o Brasil volte a crescer.

Muito bem, é a discussão e a fórmula de neoliberal de sempre.  

No entanto, com a adoção dessas medidas o sacrificado novamente será o trabalhador e apenas ele, pois, a sua área de manobra é pequena. A massa assalariada não consegue sonegar, esconder, corromper, então só sobra protestar, e com toda razão.

Mas é difícil pra qualquer cidadão engolir as medidas austeras, e pedir sua compreensão, diante de um quadro de corrupção e sonegação. É lógico.

O que o governo federal tem que fazer é vir a público e explicar que outras medidas para se recompor o caixa estão sendo tomadas.

Quais medidas? Bem, a presidenta e seu ministro da justiça podem começar explicando o que estão fazendo para combater a sonegação e a corrupção, não o da Petrobrás, porque isso a mídia já faz, mas os dos outros escândalos. O Zelotes, o HSBC, o Banestado e a da Globo.

Diz a presidenta que a polícia federal tem toda a liberdade para investigar, o MP público também, ótimo.

Mas cabe lembrar a Dilma e a seu ministro da justiça que há uma hierarquia. Diferentemente que a associação de delegados deseja, a PF é subordinada a ambos. E tem que obedecer. É republicano e essencial que seja assim. Uma nau sem comando não chega a lugar nenhum.

Ora, esperamos acima de tudo que o Eduardo Cardozo imponha a sua autoridade, liberdade não significa libertinagem, e coloque seus agentes a serviço da nação. Ou é a PF é quem decide o quê e quando vai investigar? Assim não dá. O ministro precisa distribuir tarefas. Tal equipe faz isto, outra aquilo e por aí vai.

Me posiciono dessa forma porque espero ouvir da presidenta, em rede nacional, que o governo está firme no combate à corrupção. Que o Eduardo formou uma força tarefa especial com delegados e auditores fiscais republicanos, neutros, corajosos e comprometidos, para que assumam as investigações da operação Zelotes.  Um dos maiores esquemas de sonegação.

Que os estimados 19 bilhões sonegados serão cobrados.  Que os corruptos e os beneficiários do esquema serão punidos.

E não só isso, que o escândalo de evasão de divisas do HSBC está na mira do governo também. Que todos os 8.700 brasileiros envolvidos serão examinados e cada tostão desviado será repatriado. Estima-se que montante movimentado chegue a 7 bilhões.

Que todas as empresas sonegadoras serão multadas e cobradas.  Só a Globo deve 1 bilhão de reais. Isso é notório.

Que o caso Banestado será reaberto e dinheiro desviado, uma bagatela de 124 bilhões de reais, voltará para o Brasil.

E que afirme mais: cada real recuperado será usado para compor o superávit primário, aliviando os cortes no orçamento da união, tirando o ônus das costas do trabalhador.

Está na hora desse pronunciamento. A nação precisa tomar ciência desses casos de corrupção, que não envolvem o PT. Que o governo está tomando providências. Que ela não é pautada pela mídia. Pois, se ela espera que a Globo ou os jornalões noticiem e deem o mesmo destaque que deram aos casos “mensalão” e “Petrobrás”, pode ir deitando, porque sentada vai cansar.

Causa perplexidade que um ex-presidente fale mal de seu próprio país no exterior

CLINTON fhcO que se pode esperar de uma pessoa cujo o único objetivo na vida foi aparecer? Nada, não é mesmo? Pois a petulância o impede de agir, sentir, ver, ouvir, falar algo diferente de sua própria pessoa. A insensibilidade o torna frio, calculista e arrogante. 

Sim, a descrição é de Fernando Henrique Cardoso. Tornou-se entreguista em troca de carinho e afagos caninos.

Artigo publicado no Jornal do Brasil.

Durante a entrega do prêmio Person of the Year, promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e realizado na noite de terça-feira (12), no The Waldorf Astoria, em Nova York, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso teceu críticas ao Brasil em seu discurso, afirmando que teme que os avanços conquistados a partir da Constituição de 1988 possam “desfazer-se no ar”.

O evento, que contava com uma plateia de 1.200 pessoas, entre empresários, diplomatas e a alta cúpula do PSDB, e cujos ingressos variavam entre US$ 10 mil a US$ 18 mil dólares (na mesa), e US$ 1.000 (assento individual).

Ao ser premiado, FHC fez uma alusão ao bordão usado pelo ex-presidente Lula e disse que essa “construção” de décadas foi feita por gerações e não permite que se diga “nunca neste País antes de mim fez-se tal e tal coisa”; “Um país não se constrói senão pondo tijolo sobre tijolo, obra de gerações.”

Acompanhado por uma comitiva que incluiu os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, além do ex-senador José Sarney (PMDB), FHC também fez críticas à política econômica adotada após a crise mundial de 2008.

“O governo interpretou o que era política de conjuntura como um sinal para fazer marcha à ré”, observou. “Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado.”

Causa perplexidade que um ex-presidente fale mal de seu país no exterior

O evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos acontece desde os anos 1970. Neste período, foram homenageados os brasileiros Rubens Ometto Silveira Mello, Luciano Coutinho, André Esteves, Fábio C. Barbosa, Henrique Meirelles, José Sérgio Gabrielli, Yolanda Vidal Queiroz, Manoel Felix Cintra Neto, Roger Agnelli, Jorge Gerdau Johannpeter, Luiz Fernando Furlan, Maurilio Biagi Filho, Pedro Moreira Salles, Luiz Felipe Lampreia, Mauricio Novis Botelho, Ivo Pitanguy, Paulo Tarso Flecha de Lima, Leo Kryss, José Ermirio de Moraes Filho, João Havelange, Erling S. Lorentzen, Carlos Guilherme Fischer, Roberto Civita, Sérgio Coimbra, Paulo Fontainha Geyer,  José Luis Cutrale, Ozires Silva,  Luis Eulálio de Bueno Vidigal Filho, Angelo Calmon de Sá, Mário Garnero, Ernane Galvêas, Luiz Eduardo Campello,  Leonídio Ribeiro Filho, Roberto Marinho, Paulo D. Villares, Hélio Beltrão, Jorge Wolney Atalla, José Papa, Jr., João Paulo dos Reis Velloso, Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Caio de Alcântara Machado, Horário Sabino Coimbra,  Mário Gibson A. Barbosa, Antonio Delfim Netto. 

Em todos estes anos, os discursos feitos pelos homenageados brasileiros destacavam a importância do país, enfatizavam suas conquistas e avanços. Este foi a primeira vez em que se faz uma homenagem a um homem da oposição, que em seu discurso critica seu país, e que o faz cercado por banqueiros e de políticos que supostamente fazem campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. É de causar perplexidade que um ex-presidente da República fale mal do país fora do Brasil.

Tudo isso deixa claro que aquele palco pode ser considerado como a sede da conspiração contra o Brasil. Estes senhores passaram um recibo escancarado. 

É triste para a história de um país ver um ex-presidente fazer parte de um grupo que joga contra os interesses do Brasil, e que seu discurso atinja a economia – que é a verdadeira veia que irriga o desenvolvimento – mostrando ao mundo que não se deve investir no Brasil. 

E a reunião foi tão desprezível que o americano homenageado – Bill Clinton -, talvez por não querer se envolver e não querer se transformar num Lincoln Gordon do momento, chegou faltando cinco minutos para acabar.

O grupo Globo resolveu assumir o papel que cabia à revista Veja, ou seja, o de criar factoides e mentir. Sobre Lula e Mujica.

 

lula e MujicaA revista Veja só não fechou as portas definitivamente porque ela ainda atende aos anseios golpistas da Globo e de outros parceiros.

Mas o dono e seus colunistas podem ir tirando o cavalinho-da-chuva. A mamata acabou.  Sua utilidade está posta em cheque, pois o grupo Globo, pelo visto, resolveu assumir o papel que cabia ao semanário, ou seja, o de criar factoides e mentir.

Matéria publicada no Brasil247.

 

247 – O jornal O Globo cometeu nesta sexta-feira 8 um crime de imprensa contra o ex-presidente Lula, que já foi alvo, no fim de semana, de uma reportagem de capa comprovadamente mentirosa da revista Época, do mesmo grupo. De acordo com matéria do jornal, intitulada “Mujica, em livro, relata confissão de Lula sobre mensalão”, o ex-presidente brasileiro teria dito ao ex-presidente uruguaio, sobre o escândalo, que “essa era a única forma de governar o Brasil”.

A associação ao caso do ‘mensalão’, no entanto, foi negada pelo jornalista Andrés Danza, um dos autores do livro-reportagem “Uma ovelha negra no poder”, que relata os cinco anos de governo de Pepe Mujica. Segundo ele, Lula não se referia a esse caso específico quando declarou a Mujica já ter lidado com “muitas coisas morais” e “chantagens” e que “essa era a única forma de governar o Brasil”.

“Não, Lula estava falando sobre as ‘coisas imorais’ e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é difícil governar o Brasil sem conviver com chantagens e ‘coisas imorais'”, escreveu Danza, por e-mail, em resposta ao portal G1, curiosamente do mesmo grupo. De acordo com a reportagem, o Instituto Lula informou que não iria se manifestar sobre o livro. No livro, que será lançado no Brasil “em poucos dias”, de acordo com Danza, Mujica elogia Lula, dizendo que ele não era corrupto.

Leia abaixo o trecho do qual o jornal O Globo tirou a conversa, o comentário do blog O Cafezinho sobre a interpretação, afirmando que não houve “confissão” nenhuma, e nota do Instituto Lula, que destacou que a matéria do Globo foi desmentida pelo G1, site que também pertence às Organizações Globo:

“Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso.

‘Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros’, disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de culpa. ‘Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens’, disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. ‘Essa era a única forma de governar o Brasil’, se justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação.”

 

NOTA À IMPRENSA Site G1, da Globo, desmente matéria de O Globo sobre Mujica e Lula

São Paulo, 8 de maio de 2015,

O site de notícias G1, das Organizações Globo, ouviu Andrés Danza, um dos autores do livro “Una oveja negra al poder”, sobre o ex-presidente do Uruguai, José Mujica. O autor desmentiu qualquer tipo de “confissão” sobre o mensalão e portanto negou a manchete publicada hoje por O Globo.

O autor foi perguntado sobre matéria e respondeu que Lula e Mujica não estavam conversando sobre o mensalão quando Lula se referiu a conviver com chantagens como “a única forma de governar o Brasil”.

Reproduzimos abaixo o trecho em que o autor do livro nega expressamente que a frase de Lula fosse uma referência ao mensalão (link aqui) e encaminhamos anexo o print da matéria:

“Questionado se Lula se referia especificamente ao mensalão ou a ‘coisas imorais” ao falar sobre ‘a única forma de governar o Brasil’, um dos autores do livro respondeu por e-mail ao G1: ‘Não, Lula estava falando sobre as ‘coisas imorais’ e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é dificil governar o Brasil sem conviver com chantagens e ‘coisas imorais’, escreveu Andrés Danza.”

Lamentamos que uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras.

 

 

 

O Panelaço e o egoísmo latente de parte da classe média.

rocinhaTexto publicado no Jornal do Brasil.

Enquanto a elite carioca e de outros 21 estados fizeram de seus luxuosos apartamentos avaliados em milhões de reais um “ato” que consideram de protesto, nós da Rocinha continuamos empenhados na luta pelos direitos à cidadania e inclusão.

Elles fizeram o showmício nas janelas. 

Elles têm filhos em escolas particulares. 

Elles viajam para compras no exterior. 

Elles que moram nos apartamentos de 10 a 30 mil reais o metro quadrado.

Elles que andam em carro de luxo.

Elles que se aproveitaram da mão de obra dos favelados e construíram seus impérios.

Elles que tratam o pobre e a favela como seres invisíveis e inferiores.

Elles que escolheram o presidente em 1990.

Onde estavam elles para protestar contra a redução da maioridade penal, contra a desigualdade social, contra a pobreza nas favelas, contra o descaso do governo nas favelas, contra a PEC da terceirização?

Bater panela em São Conrado e Leblon tomando champanhe é mole. Quero ver carregar água na cabeça na favela e acordar cedo pra ir trabalhar no ônibus lotado. 

Vem pra favela ver como se vive!