O Brasil sofre de crise presidencial. Em diversas áreas.

charge-duke-crise-fabricada-pela-midiaO Brasil está em crise presidencial.

A presidenta acuada por uma elite mesquinha, irresponsável e retrógrada. E magoada por ter perdido as últimas eleições. Ficam procurando “pelo em ovo” objetivando, de alguma forma, incriminá-la.

A Dilma lembra em certos aspectos Cristo crucificado, sendo lanceado pelos soldados. Os romanos queriam vê-lo sangrar. Jesus , indefeso nada pode fazer, a não ser aceitar, dentro de sua magnanimidade, a dor imposta. Sentindo líquido escorrer por seu corpo pedia perdão aos seus carrascos. Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem. Afinal, o que importava para o filho de Deus era salvar a humanidade, certo?

E Dilma, mesmo sabendo que a oposição quer vê-la sangrar, se porta republicanamente. Faz parte da democracia, diz e tenta governar. A crise política foi criada artificialmente. É Sustentada pela mídia, pelo “pleiboi” Aécio, o inconformado, e asseclas.

Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, indiciado por crime de corrupção. Vê seu prestigio e seu poder ruírem.

Prestes a ser transformado em réu, acusado que é de, segundo Júlio Camargo, exigir 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-sondas junto à Petrobrás. Não renuncia ao cargo nem que a cobra fume. Com seu perfil mafioso lembra Al Capone. O gangster americano mesmo sabendo que os federais estavam prestes a prendê-lo não largou o osso. E deu no que deu: viu todo seu império desmoronar e seus homens presos ou mortos. Não todos, alguns caíram fora antes que o barco afundasse.

Homem evangélico, Cunha já encontrou o seu Pedro, o apóstolo que negou Cristo três vezes. Malafaia postou: que fique bem claro, nunca apoiei Eduardo Cunha…

Renan Calheiros, presidente do senado, encontra-se no purgatório. Nem lá, nem cá. Mas com medo da espada da justiça. “Tô de olho no sinhô”, bordão do saudoso humorista Clayton Silva. Acusado de, entre outras coisas, receber dinheiro desviado da Petrobrás. Tem jogo de cintura, que ser amigo do rei. Porém, até agora, o mais grave é ter aceito propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso. Será inveja de FHC? Esses moços e suas jornalistas maravilhosas…

Vários presidentes de grandes empresas foram presos na operação Lava Jato. Acusados de corrupção ativa, passiva. De pagar propina, pixuleco ou de dar um agrado a políticos e diretores de estatais. AH! Esse maravilhoso mundo empresarial…

Marco Polo del Nero, presidente da CBF. Desde que José Maria Marin foi preso, esse senhor não põem mais os pés fora do Brasil. Não que ele tenha medo, ou deva alguma coisa ou esteja denunciado por falcatruas. Não é nada disso. São apenas coincidências.

Vejamos: quando na Suíça, soube que seu padrinho e grande amigo, carne-e-unha, digamos, estava detido, num quarto de hotel, por policiais ele correu a fazer as malas e embarcou imediatamente pra sua terra natal, pensou : é mais fácil ajudar o Marin daqui do Brasil.

Outra, mandou o presidente da federação cearense representa-lo junto à FIFA porque (que azar!) foi aberta a CPI do futebol, liderado pelo senador Romário, justamente nesse período e evidentemente como presidente da Confederação necessitaria ficar no país.

E agora, não poderá  assistir aos jogos da seleção brasileira nos EUA, porque ele tem uma tia, que tem uma vizinha, que tem uma enteada, que mora no Capão Redondo e faz aniversário de 50 anos no mesmo dia da peleja, e ele foi convidado pra cantar os parabéns. Inclusive já comprou o presente. Fica pra próxima.

Felizmente temos o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski . Ele, por enquanto, passa incólume nessa guerra de bandidos. Que continue assim. E que saiba evitar a queda de um governo democraticamente e honestamente eleito.

Sobre Dilma Rousseff ficar acuada disse Ciro Gomes: “E isso é grave menos pela novela moralista e mais pelo cinismo de um Congresso de ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido”.

E ainda mais, Ciro considera a presidenta “uma exceção, porque é honrada e tem espírito público”. E não é só ele que tem essa opinião, até Fernando Henrique Cardoso, entusiasta do golpe branco, tem a mesma percepção sobre a Dilma Rousseff, ela é honesta.

Então, não vai ter golpe. E podem guardar a viola no saco. O Brasil não voltará a ser uma república de bananas.

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Youssef no país dos adivinhos

Por Mauro Santayana

O principal fato da sessão desta terça-feira, da prevista “acareação” entre os “delatores premiados” Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, na CPI da Petrobras, da Câmara dos Deputados, talvez não mereça muito espaço nas manchetes desta quarta.

Não bastando o constante vazamento, quase sempre seletivo, sobre suposições, ilações, delações “premiadas”, subjetivas, inaugurou-se ontem, no âmbito da Operação Lava-Jato – em mais um exemplo de que o uso do cachimbo faz a boca torta –  o instituto do “vazamento futuro” de delações, ilações, suposições, em um espetáculo onde quase tudo é suposto e subjetivo, menos o alvo final do processo.

Por isso, mesmo que com mais buracos que um queijo suíço, nessa operação já não espanta o enredo conhecido, caracterizado por  “revelações” feitas a conta-gotas, acompanhadas, na maioria dos casos, pela gritante ausência de provas inequívocas, que está voltado, como na fábula  do Lobo e do Cordeiro, para derrubar o governo a qualquer preço, seja qual for a justificativa.

O que mais surpreende, agora, é o descaramento com que surgem as  “revelações” dos “delatores”, a ponto do Sr. Alberto Youssef, por intervenção ao pé do ouvido de seu advogado, voltar à pergunta anteriormente feita pelo relator da CPI, sobre o repasse de recursos para a campanha presidencial da Presidente da República – o ponto nevrálgico que se pretendia esclarecer com a “acareação” de ontem – retomando a sua negativa de que esse repasse tenha ocorrido por meio de seu intermédio, para fazer o premonitório anúncio – como se quisesse se justificar por não estar acusando diretamente o governo – de que “tem outro réu colaborador que está falando sobre esse assunto e assim que essa colaboração for noticiada vocês vão saber realmente quem foi que pediu o recurso e quem repassou o recurso… Logo vai ser revelado e esclarecido esse assunto”.

Ora, ao fazer, com tom de porta-voz oficial, esse anúncio, o Sr. Alberto Youssef já antecipa o que irá ocorrer a seguir, no próximo capítulo desse ramal da Operação Lava-Jato, desfazendo o teatrinho da suposta contradição entre seus dois mais conhecidos  “bandidos-delatores”.

Ele sinaliza, convenientemente, aos presentes, à oposição, à imprensa, que alguém já estaria “falando”,  ou melhor, que alguém logo irá  dizer que foi feito o repasse e a pedido de quem ele teria sido feito.

E dá a entender que essa pessoa também irá confirmar, eventualmente, seu valor, retirando o ônus, a missão, o papel, de fazer ou comprovar essa acusação, dos ombros dos dois delatores presentes ontem na CPI, e, principalmente,  do próprio  Youssef, que não poderia fazê-lo sem o risco de desmentir suas declarações anteriores.

Ora, revelado, de forma pública e cristalina, no palco da CPI, qual será o próximo passo – Gilmar Mendes trabalha junto ao TSE e os adversários do governo também o fazem em outra frente, no contexto do TCU – o que importa não é saber o que foi dito, mas o que não foi dito pelo delator-doleiro – o que está por trás da orientação recebida de seu advogado, cochichada, naquele particular momento, diante das câmeras.

A pergunta para a qual se deveria esperar pronta resposta, é como um réu, já condenado, prestando depoimento, sabe – por meio de “vazamento interno”, que será feita – em suas próprias  palavras alguém “já estaria falando” – uma nova delação premiada, quem estaria   fazendo essa delação premiada e qual será o teor dessa declaração, a ponto de antecipá-la  descaradamente em plena Comissão Parlamentar de Inquérito.

Ao afirmar, olimpicamente, que “assim que a declaração for revelada vocês vão saber”,  Youssef provou que teoricamente tem acesso, atrás das grades, a um grau de informação muito maior do que têm, jamais tiveram, os membros da Comissão na qual estava sendo interrogado, e não apenas sobre o seu próprio processo, mas sobre a operação como um todo.

Mas, mesmo assim,  ele sequer foi inquirido, imediatamente, a propósito de como e por meio de quem teve conhecimento dessa suposta futura delação, que estaria prestes a ser revelada nas próximas semanas.

Quem disse ao advogado do Sr. Alberto Youssef que um outro “réu colaborador” já estaria “falando” sobre esse tema?

O advogado do Sr. Alberto Youssef é o mesmo desse suposto novo delator “premiado” que irá, segundo o próprio doleiro, confirmar que houve o “repasse”?

Nesse caso, o advogado estaria, eventualmente,  combinando com seus dois clientes (se  não estiver assistindo a mais réus, ainda, no âmbito do mesmo caso) quem deveria falar o quê e o que deveria ser dito?

Ou, não sendo o advogado do Sr. Alberto Youssef o mesmo advogado do réu que já estaria “falando” sobre esse assunto – principal “motivo” da acareação de ontem – de quem teria o advogado do Sr. Alberto Youssef obtido essa informação ?

Do advogado do outro?

Justificando, assim, a suspeita de que os depoimentos, “vazamentos”, “revelações”, e “delações premiadas” poderiam estar sendo combinadas, manipuladas, “coordenadas”, entre os diferentes acusados por meio de seus advogados?

Ou teria o advogado do Sr. Alberto Youssef obtido essa informação, prévia ou “premonitória”, do juiz Sérgio Moro?

O que, em caso afirmativo, poderia comprovar, eventualmente, a existência de inaceitável  grau de intimidade entre um e outro lado do processo, o juiz e alguns dos réus e seus advogados, de uma forma que poderia levar ao comprometimento da lisura da Operação Lava-Jato?

Salvo Alberto Youssef e seu advogado tenham desenvolvido poderes adivinhatórios, são essas perguntas que poderiam estar sendo feitas por membros do Conselho Nacional de Justiça e do próprio STF neste momento, a  propósito da sessão da CPI da Petrobras de ontem.

Mas além disso, há espaço também para uma outra indagação, que também merece resposta:

Por qual razão essa suposta futura “delação premiada”, que será, segundo Alberto Youssef, em breve, revelada, só está sendo feita agora, justamente neste momento, em que, nesse caso de suposto repasse de recursos para a campanha presidencial de Dilma Roussef, chegou-se, pela própria “contradição” dos dois principais delatores  “premiados” a um impasse ?

Outro que anda premonizando coisas – além do próprio juiz Sérgio Moro, que, mesmo sem contar com precorgs, andou adotando as táticas do filme Minority Report, ambientado em Washington, DC, do ano 2054, para prever e impedir antecipadamente crimes, prendendo  executivos para impedir que suas empresas participassem de licitações sequer ainda oficializadas – é o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Reunido ontem, com aliados, ele afirmou que o Presidente do Senado, Renan Calheiros, “aparecerá em delações premiadas” nas “próximas semanas”, no que tem provavelmente razão, já que vivemos em uma República em que qualquer um pode acusar qualquer um, a qualquer momento, impunemente,  de qualquer coisa, independentemente de ser por moto próprio ou por estar ou não a serviço de terceiros, usando para isso pretextos paralelos (como transformar automaticamente uma coisa em outra, do tipo doação de campanha em propina) sem necessidade de provas que sustentem, inequivocamente, suas alegações.   

Nessa sequência – que às vezes parece muito bem estruturada – de ilações, delações, “colaborações”, distorções, e, presentes e futuras, “adivinhações”, a única coisa verdadeiramente inequívoca, são os deletérios efeitos, diretos e indiretos – para gaudio dos que torcem pelo “quanto pior melhor” e contra o país, a atividade política e a democracia  – de uma “operação” que, ao que parece, pretende prolongar-se indefinidamente nos próximos anos, transformando-se, de fato,  em um “quinto poder”, dentro do Estado, cada vez mais independente e acima dos outros.

Uma “operação” que poderia estar sendo dirigida apenas contra os corruptos,  que no final, como no caso de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, estão sendo quase todos “premiados” – mas que, ao decidir castigar, punitivamente, com o látego dos deuses, algumas de nossas maiores empresas,  está desmantelando amplos e estratégicos setores da vida nacional.

Nas áreas de infra-estrutura e construção pesada, da industria de petróleo e gás, da indústria naval, e, principalmente, da indústria bélica, com a eliminação de milhares de empregos, a provável falência de empresas como a AVIBRAS e a paralisação de programas em que o país já investiu bilhões de dólares, e o precioso trabalho de toda uma geração de valorosos planejadores, engenheiros e técnicos de nossas forças armadas, a percepção, quase certeza, é uma só, sem a necessidade de dons premonitórios:

A Operação Lava-Jato – sem resolver definitivamente o problema da corrupção, que não poderá ser sanado sem uma reforma política de verdade – já está provocando um prejuízo dezenas de vezes maior do que o dinheiro que recuperou até agora,  e irá deixar como herança, direta e indireta,  um atraso que será nefasto, irrecuperável, nas próximas décadas, do ponto de vista do ingente esforço, realizado, a duras penas, por vastos setores da sociedade brasileira, para a inserção estratégica, tecnológica, soberana e competitiva do Brasil entre as maiores nações do mundo.

Fernando Henrique Cardoso e a síndrome de Peter Pan.

pessoas que nunca amadurecem na vida. Eternos meninos preso num mundo só seu. Não é autismo, é medo de crescer e sentir que nem tudo pode e lhe está a seu alcance.

E tal qual pessoas deslocadas de seu tempo se agarram feito afogados, sobrevivendo no seu velho-novo triste perecer.

E como qualquer um que parou de crescer há aqueles bons, outros ingênuos, os bobos, os rebeldes e infelizmente os mimados raivosos.

Esses mimados raivoso tornam-se um encosto vivo. Só existem porque os outros lhes veem alguma utilidade. Apenas bajulados pela insanidade mórbida e substancialmente prejudicial ao todo.

Esses me fazem lembrar o estudo de Dr. Dan Kiley sobre estes seres presos entre um passado irrealizado e um futuro decadente, a qual chamou de Síndrome de Peter Pan.

Afirma Kiley:

“A síndrome de Peter Pan se caracteriza pela imaturidade em certos aspectos (psicológicos, sociais, problemas sexuais), além de apresentar comportamentos narcisistas, de dependência, irresponsabilidade, rebeldia, etc. Acima de tudo, são homens que temem a solidão, o abandono e o fracasso. Costumam ter mais de 30 anos e irradiam bem estar no primeiro momento em que os conhecemos. A irresponsabilidade é uma de suas características principais, que exercem colocando a culpa nos demais e faltando a compromissos. No âmbito dos relacionamentos amorosos, não se esforçam para fazer parte de um casal maduro e estável.”

Muitos homens sofrem dessa síndrome, porém poucos têm o poder de prejudicar uma nação inteira.

Dentre essa nata de aberrações encontra-se um infeliz octagenário, ex-presidente, ex-professor, ex-intelectual alcunhado de FHC,  para os baba-ovos: Fernando Henrique Cardoso.

Um homem que não amadureceu, talvez acredite-se eterno. Não possui discernimento suficiente para entender o mal que faz para o Brasil.

Descaradamente prega golpe contra a presidenta democraticamente e honestamente eleita. Na sua alucinação kafkaniana morde e assopra. Reconhece a honradez de Dilma para em seguida lhe dar um punhalada.

Sem noção, sem percepção de sua história afunda-se num poço movediço. Quanto mais fala, mais submerge na lama.

Poderia lustrar seu diário ajudando o Brasil a consolidar a democracia, as instituições. Mas não, prefere  misturar-se aos loucos, aos ignorantes, aos analfabetos políticos. Ainda lhe resta um pouco de respeito da sociedade., por que não aproveitar para ajudar o povo brasileiro?

O ilustre “ex” consegue a proeza de ter o mesmo discurso do “traine” de fascista, o menino Kim. O mesmo comportamento odioso de um revoltado on line. Então pra que lhe serviu tanta leitura, noites perdidas, estudos e discussões? Só pra tirar da reta quando se ver em perigo? É isso?

Será que este homem perdeu a capacidade de refletir sobre o passado? Aceita passivamente quando outros pseudointelectuais afirmam que esta é a pior crise que o Brasil já viveu. O sociólogo sabe que essa é uma declaração mentirosa.

Com o golpe, seja ele branco ou não, os próximos presidentes nunca mais terão segurança e paz para governar. E o Brasil volta a ser uma república de bananas. Sem dignidade e respeito internacional. Com um povo subjugado a andar de cabeça baixa.

Pensando bem, é isso que FHC deseja, voltar aos bons e velhos tempos em que ter um diploma superior era algo impensável para 90 % da população. Dessa forma ele se destacava entre os demais. Não via sua luz ser ofuscado por outros. Especialmente por um metalúrgico, e apenas com o primário completo .

A alma de Fernando Henrique Cardoso vagueia pelas décadas de 70 e 80. Ele deve achar que tem 30, 40 anos.

E nesse mundo vai destruindo a realidade.

Não ao impeachment, não à renúncia! Dilma, Jânio Quadros e Manuel Bandeira.

impeachment_charge01Impeachment? Não! Nunca! Olhem o perfil dos políticos que agitam “golpe branco”. Nenhum desses personagens, NENHUM, seja Aécio, Aloysio, Cássio, Fernando Henrique, Agripino, Caiado, Álvaro Dias entre outros, têm moral para exigir a destituição do governo de Dilma. Todos têm os dois pés no esgoto. Todos.

A Dilma é uma pessoa honesta, reconhecido até por seus inimigos. Então, como uma pessoa comprovadamente honesta pode ser derrubada por um bando de corruptos? Só energúmenos pra apoiar essa horda. E vejam, a mídia pôs sua máquina de fabricar ódio à disposição dessa quadrilha.

Outra coisa, a câmara dos deputados aprovou as contas do finado Itamar Franco, do Fernando Henrique e do Lula, mesmo os ex-presidentes usando das tais pedaladas. E aí, como fica? Então, por que não aprovariam as contas de Dilma Rousseff?

Os parlamentares terão que ser muito, mas muito mesmo, caras-de-pau para reprovarem as contas da presidenta. E se tal acontecer, como explicar ao povo brasileiro o porquê dessa incoerência? Sinto, não há argumento fora da palavra “golpismo”.

O povo brasileiro é contra a corrupção, o banditismo. Mas apenas lesados são a favor da derrubada do governo. Não se iludam golpistas. Na hora da onça-beber-água a nação brasileira saberá dar resposta à altura. As ruas estão aí pra isso mesmo: fazer história.

Agora os golpistas batem em outra tecla, a da renúncia. E ficam enchendo-o-saco. Toda dia tem uma historinha, alguns são requentados, outras inventadas. Para esses mentecaptos não importa. Eles querem ver a Dilma sangrar. Pedir pra sair.

É muito difícil, estressante, mas aguente firme. Faça ouvido-de-mercador. Filtre o que lhe convém. Persista e a vitória alcançará. A senhora tem apoio do povo brasileiro. E é por esse povo que a senhora tem que continuar. Não nos decepcione.

Lembre-se do que Jânio Quadros fez. A renúncia foi o estopim para o golpe de 64. As forças ocultas tomaram conta do poder e deu no que deu. 21 anos de escuridão. Entregaram o Brasil esfacelado.

Sobre a abdicação de Jânio, Manuel Bandeira escreveu:

Elegia de Agosto

                               “Não os decepcionarei”

                               Jânio Quadros, São Paulo, 6.X.60

 

A nação elegeu-o seu Presidente

Certa de que ele jamais a decepcionaria.

De fato,

Durante sete meses,

O eleito governou com honestidade,

Com desvelo,

Com Bravura.

Mas um dia,

De repente,

Lhe deu a louca

E ele renunciou. 

Renunciou sem ouvir ninguém.

Renunciou sacrificando seu país e os seus amigos.

Renunciou carismaticamente, falando nos pobres e humildes que é tão difícil ajudar.

Explicou: “Não nasci presidente.

Nasci com minha consciência.” 

Agora vai viajar.

Vai viajar longamente no exterior.

Está em paz com sua consciência.

Ouviram bem?

ESTÁ EM PAZ COM A SUA CONSCIÊNCIA

E que se danem os pobres e humildes que é tão difícil ajudar.

Dá pra a levar a sério a imprensa hegemônica, o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público, a Polícia Federal quando o assunto é combate à corrupção?

midia 64Dá pra a levar a sério a imprensa hegemônica, o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público, a Polícia Federal quando o assunto é combate à corrupção? Não, não dá.

E não dá porque as atitudes desses atores nos dizem exatamente o contrário. Eles não estão combatendo a corrupção. Eles estão lutando contra o PT, contra o governo, democraticamente eleito, de Dilma Rousseff e o contra o maior líder surgido nestes últimos cem anos de república, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ou alguém, que tenta se manter minimamente informado não nutre uma desconfiança, mínima que seja, sobre as atitudes desses órgãos?

Não fica com a pulga atrás da orelha: será que esses personagens estão mesmo combatendo de forma contundente a corrupção ou estão simplesmente querendo por fim a um governo progressista, como fizeram em 54 e 64?

E é fácil entender porque esse processo, assim como foi o mensalão, é político. E que a mídia trata parcialmente as notícias.

É simples a compreensão porque na deleção premiada, o delator mor e também bandido contumaz Youssef disse em alto e em bom som que o senador Aécio Neves recebia de 100 a 120 mil dólares por mês da empresa Bauruense que prestava serviço a estatal Furnas e que esse esquema durou todo mandato do governo FHC. E o que aconteceu com o playboy? Nada! Absolutamente nada. Moro disse que não vinha ao caso. E fim.

Outra coisa, segundo o blog Tijolaço, “em meio a uma das vistorias da PF na Operação Lava Jato, numa das empreiteiras envolvidas, a Queiroz Galvão, encontrou-se uma planilha em que a empresa calcula doações a políticos tucanos de São Paulo de acordo com o preço da obra pública que será realizada pelo governo do estado.

José Serra é citado nominalmente, e a empreiteira confirmou tudo: de fato, o cálculo era assim. O governo entrega uma obra com valor x para uma empreiteira, e ela doa um percentual de x ao partido político que controla o governo”.

E o que aconteceu como Serra? Nada! Absolutamente nada.

Pergunto: esses dois áulicos estão presos preventivamente? Estão com tornozeleiras? E por que não estão se, iguais a tantos presos na operação Lava Jato, eles tiveram seus nomes citados?

E os tesoureiros dos outros partidos porque não estão encarcerados como o Vaccari se o modus operandi de se conseguir dinheiro para as campanhas é o mesmo? Ou o Moro não tem discernimento ou é incapaz mesmo, certo?

E por que os procuradores não solicitaram a investigação e a detenção desse pessoal todo? Será que o MP não acredita na capacidade da PF de investigar tanta gente? E se não acreditam, por que eles mesmos não pediram ao ínclito juiz a detenção de Aécio e de Serra?

E por que do vazamento seletivo? Sim porque só quando são pessoas ligadas ao PT ou de alguma forma podem implicar o Lula ou Dilma é que saem no noticiário. Por que disso?

E por que não duvidar da PF? O caso Helicoca, como ficou? Foram encontradas meia tonelada de cocaína no helicóptero do senador Perrella, unha-e-carne com o senador Aécio Neves. Vou repetir: MEIA TONELADA DE COCAÍNA PURA. E o que a polícia fez? Fica a pergunta pairada no ar. Até agora, que saiba, nada! Absolutamente nada. Afinal a Globo não notícia, não é mesmo? Então deve ser coisa sem importância.

Aliás, sem importância pra mídia foi também o atentado ao Instituo Lula. A bomba, uma bomba caseira, fez um buraquinho de nada no portão, como afirmou o tal de Merval Pereira, “colonista” do Globo. Mas a bolinha de papel na careca do Serra mereceu manchetes bombásticas na mídia. Serra teve que bancar o palhaço e fingir dor, desmaio e o escambau. Com direito a especialistas analisando a maldade dos petistas.

Diante desses poucos fatos, dá pra acreditar na seriedade e imparcialidade do Moro, da PF, do MP e da mídia? Claro que não. Tudo que eles vomitam na imprensa pode parecer caviar, mas tem gosto e cheiro de excremento.

Quem combate o banditismo parcialmente não está a aniquilando com a criminalidade, está simplesmente acabando com um bando, permitindo que outros tomem o seu lugar.

Então pensem bem aqueles que vão participar da passeata do dia 16. Essas pessoas, essas instituições, essa mídia não estão preocupados em combater a corrupção, eles estão preocupados, isso sim, em dar um golpe, e para que tal aconteça eles precisam de vocês na rua. Eles necessitam do seu apoio ao casuísmo, como foi em 64 e 54.

A mídia adora brincar de deus. A Globo não quer só dinheiro, os marinhos adoram se sentir donos da vontade e dos caminhos do Brasil. Não façam como o Serra, não sejam fantoches nas mãos desses inescrupulosos.

A história está aí, os estudos existem para se refletir, não para se copiar.

A prisão de José Dirceu e o preconceito contra Lula.

jose dirceuMeu caro José Dirceu, me permita essa intimidade, sua condenação no 470 e agora a detenção por causa da operação lava jato é fruto do preconceito de parte da camada brasileira em relação ao povo brasileiro.

Na esfera pública, essa camada a que me refiro é composta por procuradores, juízes, delegados, parlamentares. A maioria deles conquistaram seus cargos após disputas duríssimas com outros candidatos. Candidatos esses pertencentes à mesma faixa social dessa turma vitoriosa.

No privado, são os que, acostumados com privilégios, se acham proprietários do Brasil. Notadamente e descaradamente os donos da mídia. Esses há muito declararam guerra ao PT, à Dilma, ao Lula e à esquerda de um modo geral. Colocaram seus soldados (jornalistas, articulistas, especialistas e outros bichos) a bater diuturnamente nos governos progressistas, no partido e nas suas lideranças.

Pois bem, essa “elite” não se conforma que um metalúrgico, nordestino, apenas com o primário completo tenha chegado à presidência da república. E mais, que tenha se tornado o melhor presidente que o país já teve. E mais, mais, que tenha conseguido respeito internacional. E mais, mais, mais, que tenha recebido inúmeras honrarias mundo a fora.

Esse “não se conforma” não é aquele “não se conforma” misto de inveja, admiração, incredulidade, tão comum nas escolas, empresas e outros ambientes. Não! Esse vem carregado de ódio, de desejo de vingança.

Não entra na cachola dessa turma como um “analfabeto” chegou lá. E acima tudo como um nordestino conseguiu esse feito. O lula é o típico nordestino, o retirante. O barriga-inchada de vermes. Não é um Tasso Jereissati. Então como foi isso?

E não adianta querer mudar o entendimento desse bando. Desde a mais tenra idade a turba ouve falar que o povo, o povão brasileiro é indolente, ladino, preguiçoso, burro e fedorento. Ao contrário deles: branco, olhos azuis, verdes, altos, inteligentes, honestos e cheiram bem. Os lugares que a hoste frequenta só reforça essa imagem.

Inconformados, ficam atrás de explicação. Lucubram nos seus fins de tarde, regado a uísque: Essa tal de democracia não presta… Tá certo Platão: a elite é que divia governar… Esse negócio de um cidadão, um voto é que tá errado, vê no que dá… Voto divia ser distrital… É o presidencialismo, divia ser parlamentarismo…

Até que um iluminado da matilha pondera: nenhuma dessas ideias explica o Lula… nós temos é que acabar com ele… Mas se ele é nordestino, e nóis sabemos da incapacidade do nordestino de fazer qualquer coisa, então existe alguém por trás do “molusco”. Matando este, a gente mata o do nordeste.

Procuraram, procuram e por exclusão chegaram a você, José Dirceu. Branco, paulista, estudado.

O preconceito cega o grupelho pois, se dessem valor ao Lula significaria assumir que eles estavam errados nos seus conceitos. Seria o fim do mundinho fútil deles.

Então, Dirceu, pra horda você é a iminência parda, a sombra, o homem que trabalha no escuro. O que fabricou o Lula. Eles te consideram um traidor, daí vem a raiva, o nojo o desejo de vingança. Sem perdão, a elite não perdoa um traidor.

A tua prisão está sendo tratada pela mídia com destaque. Tentam colocar você contra o PT. Fazendo fofocas com viés jornalísticos.

Você é o Al Capone. Eles estão isolando o PT da sociedade. Pra dar a pancada final. E o povo em júbilo sairá em festa pelas ruas.

A marcha dos alopradas ganhará força, alimentado com tua detenção.

O atentado ao instituto Lula já foi esquecido. Temo que até pelo próprio governo. Não se fala mais no Eduardo Cunha. Tudo pro lixo, só vai dar você.

Infelizmente as coisas não caminham bem. Imagine quanto tempo você ficará detido. Prisão preventiva perpétua. Novamente tu és o grande líder e inventor da corrupção.

O problema seu com o grupelho é de ordem pessoal. Não adiante teus advogados ficarem mandando papeizinhos pro Moro (Habeas Corpus). O juiz vai fazer aviãozinho deles.

O tratamento não pode ser técnico/burocrático. Acabou, entendeu José?

Se um dia te derem voz abra o teu coração. Grite contra as injustiças! Fale! Aja como um homem político. Desabafe. Chega de embate técnico.

Dreyfus foi condenado com provas e documentos. Traidor da pátria. No fim era inocente.

Esses caras que estão aí, até o juiz, são as mesmas figuras de sempre. Lembre-se do argumento para tua condenação no caso “mensalão” e a cara-de-pau, Sérgio Moro também colaborou na elaboração do veredicto, disse a ministra Rosa Weber: ”Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo …”.

Você não tem a mínima chance de se defender, por meios jurídicos. Para os amigos tudo, para os inimigos a lei.

Pode parecer bem simplista o que escrevi, mas não caia nessa de grandes pensamentos. A elite se move por pensamentos tacanhos e pobres.

A nova marcha dos insensatos e sua primeira vítima.

jornal o globo 64Mauro Santayanna

Jornalista, tendo ocupado cargos de destaque nos principais órgãos de imprensa brasileiros

Esperam-se, para o próximo dia 16 de agosto – mês do suicídio de Vargas e de tantas desgraças que já se abateram sobre o Brasil – novas manifestações pelo impeachment da presidenta da República, por parte de pessoas que acusam o governo de ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país.

Se esses brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para tomar suas decisões, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que se o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o Banco Mundial (worldbank1), o PIB do Brasil, que era de US$ 534 bilhões, em 1994, caiu para US$ 504 bilhões, quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois.

Para subir, extraordinariamente, desses US$ 504 bilhões, em 2002, para US$ 2,346 trilhões, em 2014, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

E isso, apesar de o senhor Fernando Henrique Cardoso ter vendido mais de US$ 100 bilhões em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebras, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país.

Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial – (worldbank2) – caiu de US$ 3.426, em 1994, no início do governo, para US$ 2.810, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E aumentou, também, em mais de 400%, de US$ 2.810, para US$ 11.208, também segundo o World Bank, depois que o PT chegou ao poder.

O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia US$ 108, caiu 23%, para US$ 81, no final do governo FHC, e aumentou em três vezes, para mais de US$ 250, agora.

As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte –que eram de US$ 31,746 bilhões, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para US$ 37,832 bilhões –(worldbank3) nos oito anos do governo FHC.

Nessa época, elas eram de fato, negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de US$ 40 bilhões com o FMI.

Depois, elas se multiplicaram para US$ 358,816 bilhões em 2013, e para US$ 370,803 bilhões, em dados de quinta-feira, dia 30 (Bacen), transformando o Brasil de devedor em credor do FMI, depois do pagamento total da dívida com essa instituição em 2005, e de emprestarmos dinheiro para o Fundo Monetário Internacional, quando do pacote de ajuda à Grécia em 2008.

E, também, no terceiro maior credor individual externo dos EUA, segundo consta, para quem quiser conferir, do próprio site oficial do tesouro norte-americano (usa treasury).

O Investimento Estrangeiro Direto (IED), que foi de US$ 16,590 bilhões, em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, também subiu mais de quase 400%, para US$ 80,842 bilhões, em 2013, depois que o PT chegou ao poder, ainda segundo dados do Banco Mundial (worldbank4), passando de aproximadamente US$ 175 bilhões nos anos FHC (mais ou menos US$ 100 bilhões em venda de empresas nacionais) para US$ 440 bilhões entre 2002 e 2014.

A dívida pública líquida (o que o país deve, fora o que tem guardado no banco), que, apesar das privatizações, dobrou no governo Fernando Henrique, para quase 60%, caiu para 35%, agora, 12 anos depois de o PT chegar ao poder.

Quanto à questão fiscal, não custa nada lembrar que a média de déficit público, sem desvalorização cambial, dos anos FHC, foi de 5,53%, e com desvalorização cambial, de 6,59%, bem maior que os 3,13% da média dos anos que se seguiram à sua saída do poder; e que o superavit primário entre 1995 e 2002 foi de 1,5%, muito menor que os 2,98% da média de 2003 e 2013, segundo Ipeadata e o Banco Central.

E, ao contrário do que muita gente pensa, o Brasil ocupa, hoje, apenas o quinquagésimo lugar do mundo, em dívida pública, em situação muito melhor do que os EUA, o Japão, a Zona do Euro, ou países como a Alemanha, a França, a Grã Bretanha – cujos jornais adoram ficar nos ditando regras e “conselhos” – ou o Canadá (economichelp).

Também ao contrário do que muita gente pensa, a carga tributária no Brasil caiu ligeiramente, segundo Banco Mundial, de 2002, no final do governo FHC, para o último dado disponível, de dez anos depois (worldbank5), e não está entre as primeiras do mundo, assim como a dívida externa, que caiu mais de 10 pontos percentuais nos últimos dez anos, e é a segunda mais baixa, depois da China, entre os países do G20 (quandl).

Não dá, para, em perfeito juízo, acreditar que os advogados, economistas, empresários, jornalistas, empreendedores, funcionários públicos, majoritariamente formados na universidade, que bateram panelas contra Dilma em suas varandas, no início do ano, acreditem mais nos boatos das redes sociais, do que no FMI e no Banco Mundial, organizações que podem ser taxadas de tudo, menos de terem sido “aparelhadas” pelo governo brasileiro e seus seguidores.

Considerando-se estas informações, que estão, há muito tempo, publicamente disponíveis na internet, o grande mistério da economia brasileira, nos últimos 12 anos, é saber em que dados tantos jornalistas, economistas, e “analistas”, ouvidos a todo momento, por jornais, emissoras de rádio e televisão, se basearam, antes e agora, para tirar, como se extrai um coelho da cartola – ou da “cachola” – o absurdo paradigma, que vêm defendendo há anos, de que o governo Fernando Henrique foi um tremendo sucesso econômico, e de que deixou “de presente” para a administração seguinte, um país econômica e financeiramente bem-sucedido.

Nefasto paradigma, este, que abriu caminho, pela repetição, para outra teoria tão frágil quanto mentirosa, na qual acreditam piamente muitos dos cidadãos que vão sair às ruas no próximo dia 16: a de que o PT estaria, agora, jogando pela janela, essa – supostamente maravilhosa – “herança” de Fernando Henrique Cardoso.