O Brasil sofre de crise presidencial. Em diversas áreas.

charge-duke-crise-fabricada-pela-midiaO Brasil está em crise presidencial.

A presidenta acuada por uma elite mesquinha, irresponsável e retrógrada. E magoada por ter perdido as últimas eleições. Ficam procurando “pelo em ovo” objetivando, de alguma forma, incriminá-la.

A Dilma lembra em certos aspectos Cristo crucificado, sendo lanceado pelos soldados. Os romanos queriam vê-lo sangrar. Jesus , indefeso nada pode fazer, a não ser aceitar, dentro de sua magnanimidade, a dor imposta. Sentindo líquido escorrer por seu corpo pedia perdão aos seus carrascos. Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem. Afinal, o que importava para o filho de Deus era salvar a humanidade, certo?

E Dilma, mesmo sabendo que a oposição quer vê-la sangrar, se porta republicanamente. Faz parte da democracia, diz e tenta governar. A crise política foi criada artificialmente. É Sustentada pela mídia, pelo “pleiboi” Aécio, o inconformado, e asseclas.

Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, indiciado por crime de corrupção. Vê seu prestigio e seu poder ruírem.

Prestes a ser transformado em réu, acusado que é de, segundo Júlio Camargo, exigir 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-sondas junto à Petrobrás. Não renuncia ao cargo nem que a cobra fume. Com seu perfil mafioso lembra Al Capone. O gangster americano mesmo sabendo que os federais estavam prestes a prendê-lo não largou o osso. E deu no que deu: viu todo seu império desmoronar e seus homens presos ou mortos. Não todos, alguns caíram fora antes que o barco afundasse.

Homem evangélico, Cunha já encontrou o seu Pedro, o apóstolo que negou Cristo três vezes. Malafaia postou: que fique bem claro, nunca apoiei Eduardo Cunha…

Renan Calheiros, presidente do senado, encontra-se no purgatório. Nem lá, nem cá. Mas com medo da espada da justiça. “Tô de olho no sinhô”, bordão do saudoso humorista Clayton Silva. Acusado de, entre outras coisas, receber dinheiro desviado da Petrobrás. Tem jogo de cintura, que ser amigo do rei. Porém, até agora, o mais grave é ter aceito propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso. Será inveja de FHC? Esses moços e suas jornalistas maravilhosas…

Vários presidentes de grandes empresas foram presos na operação Lava Jato. Acusados de corrupção ativa, passiva. De pagar propina, pixuleco ou de dar um agrado a políticos e diretores de estatais. AH! Esse maravilhoso mundo empresarial…

Marco Polo del Nero, presidente da CBF. Desde que José Maria Marin foi preso, esse senhor não põem mais os pés fora do Brasil. Não que ele tenha medo, ou deva alguma coisa ou esteja denunciado por falcatruas. Não é nada disso. São apenas coincidências.

Vejamos: quando na Suíça, soube que seu padrinho e grande amigo, carne-e-unha, digamos, estava detido, num quarto de hotel, por policiais ele correu a fazer as malas e embarcou imediatamente pra sua terra natal, pensou : é mais fácil ajudar o Marin daqui do Brasil.

Outra, mandou o presidente da federação cearense representa-lo junto à FIFA porque (que azar!) foi aberta a CPI do futebol, liderado pelo senador Romário, justamente nesse período e evidentemente como presidente da Confederação necessitaria ficar no país.

E agora, não poderá  assistir aos jogos da seleção brasileira nos EUA, porque ele tem uma tia, que tem uma vizinha, que tem uma enteada, que mora no Capão Redondo e faz aniversário de 50 anos no mesmo dia da peleja, e ele foi convidado pra cantar os parabéns. Inclusive já comprou o presente. Fica pra próxima.

Felizmente temos o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski . Ele, por enquanto, passa incólume nessa guerra de bandidos. Que continue assim. E que saiba evitar a queda de um governo democraticamente e honestamente eleito.

Sobre Dilma Rousseff ficar acuada disse Ciro Gomes: “E isso é grave menos pela novela moralista e mais pelo cinismo de um Congresso de ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido”.

E ainda mais, Ciro considera a presidenta “uma exceção, porque é honrada e tem espírito público”. E não é só ele que tem essa opinião, até Fernando Henrique Cardoso, entusiasta do golpe branco, tem a mesma percepção sobre a Dilma Rousseff, ela é honesta.

Então, não vai ter golpe. E podem guardar a viola no saco. O Brasil não voltará a ser uma república de bananas.

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