O porrete e o vira-lata e o Acordo Transpacífico.

tratado-transpacifico-de-comercio-livre-600x330Artigo extraído do Jornal do Brasil.

 

Mauro Santayana

No momento em que se levantam, novamente, as vozes do neoliberalismo tupiniquim, exigindo uma rápida abertura comercial do Brasil para o exterior, e o PMDB inclui, em seu documento Uma Ponte para o Futuro, (vide A pinguela e o Estábulo) a necessidade do Brasil estabelecer acordos comerciais com a Europa e os EUA, citando a iminência e a imposição “histórica” do Acordo Transpacífico, e em que mídia tradicional segue com sua insistência em defender como modelo a ridícula Aliança do Pacífico, a União Européia – depois de enrolar, durante anos, nas negociações com o MERCOSUL – parece que vai simplesmente “congelar” – um eufemismo para correr do pau – as negociações entre os dois blocos nesta sexta-feira.

A razão é clara.

Por mais que se esforcem os vira-latas tupiniquins, fazendo tudo que os gringos querem, oferecendo quase 90% de liberação de produtos, os protecionistas europeus simplesmente se recusam a concorrer com o Mercosul na área agrícola – justamente onde somos mais competitivos.

E, além disso, como se não bastasse, a UE como um todo, para dificultar, hipocritamente, ainda mais o fechamento de um acordo, exige o equivalente a uma rendição total da nossa parte:

A liberação de quase 100% dos produtos e livre acesso, para suas empresas, como se nacionais fossem, a setores como serviços de engenharia e advocacia e ao gigantesco mercado de compras governamentais brasileiro, de dezenas de bilhões de dólares.

O recado é óbvio:

Não adianta ficar ganindo e mendigando com olhar pidão, para ter atenção ou uma migalha, porque não vamos ceder um centímetro, e, mesmo que vocês façam tudo, tudo o que queremos, poderão não ganhar nada em troca, está claro?

Como lembramos outro dia, grandes potências impõem acordos comerciais, e os pequenos países os assinam.

Nações que não tem uma indústria tão desenvolvida como a nossa, como a Argentina, ou outras, que, com salários miseráveis, se transformaram em mera linha de maquila, tendo prejuízos no comércio exterior, apesar de trabalharem como burros de carga montando produtos destinados a terceiros mercados, como o México (vide O México e a América do Sul), não tem outra saída a não ser se associar a outros países (esse é o projeto do Brasil para a América do Sul, por meio do Mercosul e da UNASUL) ou assinar acordos comerciais desvantajosos, para se integrar, subalternamente, à economia mundial.

Países maiores, com grandes mercados consumidores reais ou potenciais, como a China, preferem fechar suas economias durante anos, dedicando-se a desenvolver seu mercado interno, a indústria e a tecnologia, abrindo seletivamente seu território a empresas estrangeiras e cobrando um alto preço para quem quisesse ter acesso a ele, para depois se impor,  comercialmente, ao mundo.

A pergunta é a seguinte:

Vamos nos atrelar, como um mero vagão de commodities, ao trem puxado pela Europa e os Estados Unidos, onde sempre seremos tratados, apesar de nossos eventuais progressos, como um povo de segunda classe, ou, em nossa condição de oitava economia do planeta, vamos tentar estabelecer um projeto próprio e soberano, de longo prazo, como fazem outras potências intermediárias do nosso tipo, como a China, a Rússia e a Índia, que, aliás, não têm – nenhuma delas – acordos de livre comércio com a Europa ou os EUA?

Tentar emular, abjetamente os outros, e lamber o sapato alheio é fácil.

Difícil é trabalhar para erguer – assumindo a missão e o sacrifício – no quinto maior território do mundo, uma nação justa, forte, e independente, e legá-la – como fizeram em outros países que muitos no Brasil admiram e “copiam” – como um estandarte de honra e de prosperidade, para os nossos filhos.

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O Brasil não pode capitular diante dessa mineradora. A nação brasileira é muito maior que esses exploradores baratos.

Rio Doce D5O povo de Mariana se manifesta: punição sim, mas sem fechar a SAMARCO. Há receio por parte dos mineiros que sem a empresa  Mariana não subsistirá e milhares ficarão desempregados.  Ou seja, além do vislumbre apocalíptico que foi a ruptura da barragem há pessoas que veem no fechamento da mineradora uma nova catástrofe.

Essas pessoas estão certas e erradas.

Certas porque, se a companhia for embora, realmente a arrecadação do município diminui, em 80 %, muitos ficaram sem emprego e toda a economia que gira em torno da companhia ficará paralisada.

E errados porque não existe só uma companhia mineradora  no mundo. O minério continua  lá. Pronto pra ser extraído, certo?

Então, por que em vez de se manifestar contra o fechamento da SAMARCO a população não exige, isso sim,  o cancelamento do contrato de exploração, banimento da companhia do território brasileiro até o ressarcimento total dos danos causados ao meio ambiente e à economia, prisão da diretoria por crime contra a humanidade e abertura de concorrência internacional para a exploração do minério?

O governo federal pode muito bem proceder dessa forma. E aproveitando o ensejo, colocar cláusulas no edital  mais vantajosas para o povo brasileiro.

Nós nunca podemos esquecer este acidente. Não foi qualquer coisa, a incompetência e o descaso causaram danos irreparáveis à natureza. Mataram um rio, exterminaram a vida, deixaram milhares de pessoas passando necessidade.

E o que é mais curioso, e triste,  é que esses rejeitos de minérios já poderiam ser aproveitados  na construção civil. Há estudos nesse sentido feitos por cientistas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

A título de curiosidade coloco o Resumo e Conclusão desses trabalhos apresentados no “X SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS” realizado em Fortaleza, CE, em maio de 2013.

UTILIZAÇÃO DE REJEITO DE BARRAGEM DE MINÉRIO DE FERRO COMOAGREGADO RECICLADO PARA ARGAMASSAS

WANNA CARVALHO FONTES,ANA CRISTINA PIMENTA PEREIRA; PEDRO APOLINÁRIO CHIBLI; LUCAS AUGUSTO DE CASTRO BASTOS; GUILHERME JORGE BRIGOLINI; RICARDO ANDRÉ FIOROTTI PEIXOTO

 

Resumo

“Atualmente, a busca por soluções inovadoras e sustentáveis torna-se imprescindível diante do grande consumo de recursos naturais pelo setor da construção civil. Perante esta realidade, o presente trabalho aborda o uso do resíduo das barragens de rejeito de minério de ferro como agregados reciclados para produção de matrizes de argamassa para revestimento e assentamento de alvenarias, aplicadas em obras civis. Objetiva-se, assim, contribuir para a redução dos passivos ambientais representados por barragens, diminuindo proporcionalmente as possibilidades de ocorrência de desastres ambientais e os custos operacionais dessas estruturas. Neste contexto foi necessária a verificação da viabilidade técnica das argamassas propostas através da realização de ensaios laboratoriais, procedidos de acordo com a normalização brasileira. As argamassas foram submetidas a ensaios no estado fresco e endurecido. Foram também procedidas às analises ambiental e econômica, a fim de estimar as perspectivas de desempenho dos produtos obtidos. “

Conclusão

“Os resultados apresentados para o rejeito (RBMF) relacionam-se aos trabalhos preliminares e investigação, sendo ainda necessários estudos mais detalhados e específicos do tema. Ainda assim, considera-se que o rejeito in-natura (RBMF) não seja  o material ideal para a produção de argamassas especializadas, porém os resultados alcançados permitiram avaliar que é possível usá-lo como matéria-prima de forma técnica e ambientalmente adequada para a redução dos impactos ambientais da mineração, com a produção de argamassas com agregados reciclados. A viabilidade econômica é alcançada pela produção das argamassas com o material residual da mineração (custo baixo) e pela diminuição dos gastos relacionados aos impactos ambientais gerados, bem como diminuição dos custos de manutenção das barragens de contenção…”.

Lendo estes trechos do trabalho fica claro o descaso, desleixo, a incompetência, a ganância e falta de compromisso da SAMARCO com o país. É explorar por explorar. Lucro pelo Lucro. É o capitalismo na sua forma mais horrenda.

O Brasil não pode capitular diante dessa mineradora. A nação brasileira é muito maior que esses exploradores baratos.

Conheça 12 ações do governo para enfrentar os impactos da tragédia de MG e ES.

Artigo originalmente publicado no Portal “Brasil.gov.br”.

 

Ao contrário do que dizem alguns críticos, o governo federal já tomou diversas providências para minimizar os problemas decorrentes do rompimento da barragem da Samarco; confira.

O rompimento da barragem do Fundão, mantida pela mineradora Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), levou o governo federal a implementar uma série de ações para reduzir o impacto da tragédia ambiental na vida das pessoas afetadas.

Embora a tragédia seja de inteira responsabilidade da mineradora, desde o dia da tragédia o governo tomou uma série de medidas para atender as pessoas atingidas e minimizar os danos ocorridos.

Já no dia 5 de novembro, dia do rompimento da barragem a presidenta Dilma Rousseff ligou para o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, colocando o governo federal à disposição para tudo o que o Estado precisasse em suas ações emergenciais.

No dia seguinte, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, junto com o secretario nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, estiveram em Minas Gerais para acompanhar as ações de socorro.

Desde então, diversas ações foram desencadeadas pelo governo federal para minimizar os impactos do desastre. Saiba mais:

1. Atendimento emergencial

A primeira ação federal efetiva foi atuar no socorro e nas buscas por desaparecidos, com ações da Defesa Civil, do Exército e da FAB, que atuaram logo após o rompimento das barragens. Foram mobilizadas três viaturas do Exército, aeronaves de FAB e nove militares para o apoio às buscas, bem como três técnicos da Integração Nacional para auxiliar no levantamento das necessidades. 

2. Bolsa família antecipado

As mais de 3,6 mil famílias de Mariana inscritas no Bolsa Família tiveram a liberação antecipada do recursos na última terça-feira (17). O saque normalmente é feito sob um calendário que leva em consideração o último algarismo do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão Bolsa Família. Diante da tragédia, o governo facilitou a liberação dos recursos, para ajudar a população afetada. Em dezembro, o saque antecipado poderá ser realizado no dia 10.  

3. FGTS liberado

A presidenta Dilma editou também um decreto que libera às vítimas do rompimento das barragens em Minas o saque de até R$ 6.220 do saldo acumulado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

4. Abastecimento de água

O Ministério da Integração Nacional articulou as instituições e órgãos estaduais e federais nas medidas para garantir água para consumo tanto em Mariana como em cidades próximas, ao longo do rio Doce, que receberam a lama com rejeitos lançada pelo rompimento da barragem.

Em Governador Valadares (MG), por exemplo, foi estabelecido um estoque de água mineral para distribuição, feita pelo Exército. Além disso, foi reativada uma estação de tratamento de água, que, associada a uma estação móvel levada até a região, garantiu a retomada do abastecimento regular.

Já no Espírito Santo foram implantados meios alternativos de abastecimento: poços artesianos, carros-pipa e instalação de caixas d´agua em local estratégico.  Em Colatina (ES), a previsão é perfurar cinco poços para levar água à estação de tratamento local e foi criada uma alternativa para captação de água no Rio Pancas. Um canal do Rio Guandu foi desassoreado e limpo para garantir a captação e abastecimento da cidade de Baixo Guandu. 

5. Samarco multada

O governo federal, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), aplicou multas que totalizam mais de R$ 250 milhões contra a Samarco. O governo vem cobrando a atuação da empresa na contenção e na reparação dos danos causados pela tragédia.  

6. Recuperação do Rio Doce

A presidenta Dilma Rousseff iniciou um diálogo com os governos mineiro e capixaba para definir um plano conjunto de recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. O tema também é tratado no âmbito do comitê de trabalho, coordenado pela Casa Civil, que o governo instituiu para avaliação das respostas ao desastre. 

7. Monitoramento 24 horas do Rio Doce

Após acidente, o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) antecipou o início da operação 24 horas de monitoramento contínuo do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que abrange diversos municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo.

 8. R$ 9 milhões extras para órgão que fiscaliza mineração

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) terá R$ 9 milhões adicionais ao seu orçamento para adoção de medidas emergenciais em Minas Gerais. Os recursos serão usados este ano e em 2016 para contratar técnicos e auditores para aumentar a fiscalização os empreendimentos minerários em Minas Gerais, incluindo a segurança das barragens de mineração, que também é feita pelo DNPM de forma complementar à dos órgãos ambientais responsáveis pelo licenciamento de sua construção. Em 06/11, dia seguinte ao acidente, o DNPM determinou a suspensão das atividades do empreendimento, por tempo indeterminado. 

9. Recomposição de documentos

Equipes do Ministério do Trabalho e Previdência estão fazendo, em Mariana, a expedição de carteiras de trabalho das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem. 

10. Monitoramento da qualidade da água

O Serviço Geológico do Brasil e a Agência Nacional de Águas (ANA) fazem o monitoramento especial do Rio Doce para acompanhar a evolução da qualidade da água.  

11. Força-tarefa para salvar animais ameaçados

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vêm fazendo ações de emergência para proteger a fauna da região afetada pela catástrofe, como a retirada de ovos de tartaruga de locais ameaçados na costa capixaba, bem como a captura e transporte de matrizes de peixes também ameaçados. 

12. Liberação de máquinas do PAC a 86 municípios

O Ministério do Desenvolvimento Agrário autorizou o uso de máquinas e equipamentos doados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para auxiliar as ações de socorro, assistência às vítimas e reestabelecimento de serviços sociais. Essas máquinas foram doadas para municípios vizinhos a Mariana (MG). Cada um dos municípios recebeu do governo federal uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba. Com isso, 258 equipamentos poderão ser disponibilizados.

Evento gratuito desmistifica os distúrbios de aprendizagem.

Artigo extraído do Jornal do Brasil.

 

Congresso acontece entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro

Combater preconceitos e discriminação, além de definir que tipo de apoio as crianças e adolescentes devem ser submetidos no ambiente familiar e na escola. Esse é o intuito do primeiro Congresso Nacional Online sobre Dificuldades e Distúrbios de Aprendizagem, que acontece entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro. Totalmente gratuito e online, o evento irá promover diversas palestras com importantes especialistas do Brasil e do exterior.

O programa tem como objetivo apresentar o que existe de mais atual nas Neurociências, com fundamentação científica numa linguagem simples e com aplicabilidade prática
O programa tem como objetivo apresentar o que existe de mais atual nas Neurociências, com fundamentação científica numa linguagem simples e com aplicabilidade prática

 O programa tem como objetivo apresentar o que existe de mais atual nas Neurociências, com fundamentação científica numa linguagem simples e com aplicabilidade prática. Segundo o idealizador e neuropediatra Dr. Clay Brites, o projeto nasceu da necessidade de auxiliar familiares, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, médicos e demais interessados na compreensão sobre transtornos de aprendizagem e comportamento. “Pretendemos compartilhar informações valiosas para impactar as áreas da saúde e educação e unir especialistas do Brasil e do exterior”

O assunto é de suma importância, pois a falta de um diagnóstico correto, por exemplo, pode levar crianças e adolescentes com doenças médicas e dificuldades severas de aprendizagem à ignorância ou à negligência destes problemas – alerta Brites. Para o Dr. Clay, uma análise equivocada pode provocar preconceito, discriminação, “rótulo” e autoimagem depreciada pela própria criança. “Dessa forma, com o ambiente familiar e escolar deteriorado, o jovem fica exposto injustamente e precocemente a um risco de reprovação, delinquência, evasão escolar e bullying”, alerta.

Por esse motivo, é preciso possibilitar que conhecimento científico comprovado com aplicabilidade prática fique disponível para todos. Temos muitos profissionais no Brasil fazendo inúmeras pesquisas em diversas universidades que não estão sendo aproveitados. E são pesquisas de ponta. E o congresso irá levar o que tem de mais atual na área de comportamento, desenvolvimento e aprendizagem da infância e adolescência – ressalta.

Ao todo, serão 25 conferencistas. Para participar, basta entrar no site (http://www.congressoneurosaber.com.br/) e se cadastrar. O programa irá falar, entre outros assuntos, sobre diagnósticos de distúrbios de aprendizagem, dislexia, reabilitação neuropsicológica, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, automutilação na infância e adolescência, as fases do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Discalculia, Disgrafia, Transtorno Opositivo Desafiador e inclusão escolar.

Quanto vale um rio? Quanto vale a vida?

Rio Doce.

Comprimento: 853 Km.

Nascente: Serra da Mantiqueira, MG. 

Foz: oceano Atlântico.

Área da Bacia: 83.400 Km².

Principais Afluentes: Xopotó, Piracicaba, Casca, Santo Antônio, Manhuaçu, Guandu, São José.

Fotos do Rio Doce Antes do desastre:

Rio-Doce-A1

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Rio Doce A3

Rio Doce A4

Fotos do Rio Doce Depois da catástrofe:

Rio Doce D1

Rio Doce-D2

Rio Doce D3

Rio Doce D5

Vítimas:

Rio Doce Krenak

Rio Doce Emanuele 5 anos

Rio DOce Thiago_7anos_620

Rio Doce Maria 60 anos

Rio Doce Maria_das_gracas 65 anos

Rio Doce V1

Rio Doce V2

Rio Doce V3Rio Doce V4

Estas imagens mostram uma ínfima parte das vítimas do rompimento da barragem de rejeitos de minérios da empresa SAMARCO, porque vítima mesmo foi toda a humanidade. São os  6 bilhões de habitantes desse planeta  que sofreram e irão sofrer com essa hecatombe. Hecatombe provocado pelo descaso, pela prepotência, pela  ganância por lucro, pela  exploração desenfreada da Terra.

Mataram um rio e milhares de nascentes! Percebem a dimensão dessa frase “mataram um rio”? Ninguém descobriu outro planeta no cosmo que tenha um rio de água doce, com a diversidade de vida que tinha o Doce. Exterminaram espécies de peixes. Destruíram todo ecossistema do Vale do Rio Doce. Feriram o universo.

Os ribeirinhos, os habitantes de vilarejos perderam seu sustento, seu chão e suas referências. Os índios Krenak viram seu rio sagrado morrer. O que sentem? Qual o impacto?

É um dano irreparável. Milhões de anos até se formar a bacia hidrográfica do Rio Doce. E segundos para destruição.

Tem que haver punição, óbvio. Prisão, multas e dinheiro, muito dinheiro. 1 bilhão é pouco. 80 bilhões, pode ser?  É Necessário amenizar o impacto da devastação.  Mas eu pergunto: quanto vale um rio? Quanto vale a vida?

Para alguns políticos um rio vale muito pouco ou nada. Quantos rios estão sendo destruídos neste exato momento ?

Em São Paulo temos o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí poluídos. Mortos pela falta de visão. De competência. O PSDB governa o estado há vinte anos e o máximo que fizeram foi oficializar o Tietê como um “esgotão” cimentando suas margens no trecho da capital. E não são só eles,  estes são apenas o grande exemplo de descaso com a natureza.

Malditos sejam os burocratas e tecnocratas, Pra todo sempre. Amém. 

 

 

Deu no The New York Times: Rede Globo, a “TV irrealidade” que ilude o Brasil.

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Opinião: Rede Globo, a “TV irrealidade” que ilude o Brasil

“Gigante da mídia cativa os telespectadores com novelas vazias e comentários ineptos no noticiário. 

No ano passado, a revista “The Economist” publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano”.

Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.

Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).

Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.

Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.

Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, o grupo disse, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”.

Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.

A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.

A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.

Eu decidi pular os programas da tarde –a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood– e ir direto ao noticiário do horário nobre.

Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário “Jornal Nacional” a Homer Simpson –incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente “É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água”.

Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como “o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade”.

O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.

Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. “A Regra do Jogo”, por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.

Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.

Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

A operação Zelotes envolve empresas do filho do Lula. Óbvio! Agora a mídia e autoridades vão se mexer.

zelotesEssa perseguição descarada ao Lula, à sua família, a tudo e a todos que, de alguma forma, tem a ver com o Partido dos Trabalhadores é de deixar qualquer ser humano de estômago embrulhado e, principalmente, a democracia em estado de alerta. Não há dia ou hora em que o nome de ex-presidente ou do PT sejam citados como envolvidos em falcatruas.
O “macartismo” tupiniquim agora tenta envolver Luis Claudio Lula da Silva, filho do Lula na operação Zelotes. Sócio nas empresas LFT Marketing Esportivo e da Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda, teve sua vida vasculhada pela PF porque o MPF “achou muito suspeito uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com administração pública (Marcondes e Mautoni)”. O valor expressivo é de exatos R$ 1.501.600,00. A juíza Célia Regina Ody Bernardes autorizou de bate-pronto a busca e apreensão de documentos nas empresas de Luis Cláudio.
Ora caros cidadãos e cidadãs, se há alguma coisa que deve ficar sob suspeição é atitude dessa turma do MPF, da PF e da juíza.
A operação Zelotes, na qual envolveram o filho do Lula, investiga esquema de sonegação e corrupção junto ao CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Inicialmente as empresas envolvidas eram Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Light, Petrobras e os bancos Bradesco, Santander, Safra, BankBoston, Pactual e a RBS, afiliada da Globo.
Como se percebe empresas de pontas e, infelizmente, enquanto eram elas, e somente elas, as investigações estavam estagnadas. A mídia não noticiava. Mas, foi aparecer o nome de Luis Claudio que a coisa tomou outro rumo. Inclusive de foco. A intenção não é mais pegar os grandes malfeitores e sim prender o Lula.
E o judiciário? Tantas vezes cobrado pela lerdeza, nesse caso, mostrou agilidade impressionante, não é mesmo? Até o dia e o horário da operação de busca foi escolhido a dedo. Aniversário do Lula. É ou não é um o terrorismo barato a que está submetido o ex-presidente pelas forças “nada ocultas”?
E não há como duvidar que também serviu de aviso ao Lulinha (o outro filho), pois ele teve a ousadia de processar o diletante colunista baba-ovo Lauro Jardim e o panfleto “O Globo” por publicar mentiras. Merecia uma lição da Casa-Grande. Simples assim.
Além do que, a lógica usada por MPF é a mesma da turma do boteco da esquina, do ponto de ônibus ou do cafezinho na empresa. Só que essas autoridades se jactam de terem estudado muito, “ralado” muito, serem especialistas e etc. Pergunto: e de que serviu tanto estudo, altos salários se os argumentos são rasteiros?
Quando da chacina de 21 pessoas em São Paulo, cinco minutos após o fato a população desconfiava da polícia. Porém, quando o secretário da segurança do estado se pronunciou afirmou que deveriam agir com calma e que não tinha cabimento devassar a vida de policiais apenas por suspeitas, necessitavam antes de indícios, de testemunhas e o escambau.
Só o mais odioso fascista negará a diferença de tratamento.
É o velho ditado posto no mais alto grau de pureza “para os amigos tudo, para os inimigos a lei”. No caso os amigos são elementos ligados ao PSDB, ao DEM, direitistas e lunáticos golpistas em geral.
Na ignorância e esplendor de preconceito o MPF, a PF e o judiciário não disfarçam suas intenções mesquinhas. Não estão nem aí com o malfeito da filha e da esposa de Eduardo Cunha, da filha do Serra, da irmã do Aécio e do filho “disneylândia” do FHC. Esses rebentos são brancos, de boa família, sem traços de nordestinos. Ligados á famílias tradicionais pra que investigá-los, não é mesmo?
Alberto Goldman em recente artigo postado no Brasil247 ilustrou bem o modo de pensar dessa horda. Vejam: “ Lula tem cinco filhos, uma mulher, Lurian, e quatro filhos homens. Esses últimos são todos pequenos ou médios empresários, possuidores cada um de várias empresas. Curioso, nenhum é empregado”.Eh homem venenoso! Qual o problema de serem empresários. Apenas brancos e paulistas podem ser? O ex-governador de São Paulo demonstra desconhecimento do momento social que o Estado vive. Muitos nordestinos venceram e viraram empresários, e seus filhos seguem os mesmo passos.
Outra pérola de estupidez: “Há alguns anos outro filho de Lula, o mais velho, Fábio Luís, criou, lá pelos idos de 2004, uma pequena empresa, a Gamecorp, para produzir jogos eletrônicos.
Em 1996 eu havia sido o relator da Lei Geral de Telecomunicações, que dera origem, em 1997, à lei que permitiu privatizar as empresas de telefonia, tendo como uma das resultantes a constituição da Telemar.
Para surpresa de todos a antiga Telemar, hoje Oi, uma das gigantes de telefonia, que possuía cerca de 1/3 da telefonia de todo território nacional, resolveu comprar, em 2005, por 5,2 milhões de reais, 30% das ações da Gamecorp, tornando-se seu sócio minoritário. Posteriormente essa empresa passou a produzir conteúdo para o público jovem de celulares da Oi e trabalhos no ramo de jogos, tendo entrado no ramo da televisão em parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação formando a PlayTV.
Em determinado dia de 2005 ou 2006, durante o governo Lula, fui convidado a almoçar pelo então presidente da Telemar, cujo nome não me recordo. Conversamos sobre como estava evoluindo o setor de telefonia depois da privatização. Em um determinado momento resolvi perguntar-lhe porque uma empresa do porte da Telemar havia decidido comprar parte de uma pequena e desconhecida empresa, a Gamecorp. Surpreso com a pergunta olhou-me com a boca fechada, sem proferir qualquer palavra, fazendo apenas um movimento facial com um aperto dos lábios e um gesto com os braços, abrindo-os e esticando-os como quem diz: “fazer o que?”.
Sua expressão corporal foi mais eloquente do que qualquer palavra, frase ou discurso. Bastou para entender o que ele queria dizer”.

E o que o presidente da Telemar queria dizer, ó grande neurolinguista?  Entre as várias possibilidades  possíveis você aventou justamente a que traduz o preconceito e a maldade em cima do Lula, do PT, e dos nordestinos em geral, certo? Aliás, uma curiosidade: por que você foi convidado para almoçar, se nem o nome do sujeito  se lembra, sinal de que não eram amigos, certo?
Bem, o artigo do Alberto Goldman é puro ódio. E o ódio cega, trava o bom senso, obscurece o pensamento. É o caso da juíza e do MPF, movidos pelo rancor não percebem o estapafúrdio de suas atitudes. O raciocínio deles está comprometido. É hora dessa turma pensar em férias. E refletir sobre seus comportamentos obtusos. Vocês não podem servir a dois patrões. A mídia e seus jornalistas amestrados que os glorificam será o mesmo que os crucificará.
O que está em jogo é a estabilidade democrática. O que está em jogoA  é a dignidade do povo brasileiro.