Se o congresso estivesse nas mãos de pessoas sem o rabo preso, honestas e democráticas a tentativa de GOLPE já teria fracassado.

ciro gomes sindicato de ladroesSe o congresso estivesse nas mãos de pessoas sem o rabo preso, honestas, fichas-limpa a tentativa de golpe de estado já teria sido abortado no nascedouro. Pois, não há motivo pra apeá-la do poder.

Mas o diabo é que a realidade é outra.

O congresso é dominado por um “Sindicato de Ladrões”, como afirmou Ciro Gomes.

A canalha vem solapando o governo Dilma, com a ajuda inestimável da Globo-golpista, por questão de sobrevivência.

Os marginais estão desesperados. A água começou a bater na bunda deles.

Por mais que procurador, procuradores, delegados, juízes e a Globo escondam os malfeitos da canalha chegará um momento que serão investigados. E isso, como qualquer Marcola, Fernandinho Beira-Mar, Elias-Maluco, eles não querem.

Por isso esses Al Capones (desculpe Al Capone de compará-lo a seres tão execráveis) do século XXI estão apostando suas últimas fichas no Golpe.

Estes seres abomináveis sabem: se a Dilma não cair, a casa deles cai.

Aí mora o perigo. Esses golpistas para serem o que são têm que ser psicopatas. Bandidos.

E bandido desse quilate houve a voz da população?

Bandido desse quilate pensa no outro?

Bandido desse quilate está preocupado com o futuro da nação?

Bandido desse quilate deseja o desenvolvimento do país?

Bandido desse quilate é gente?

A resposta é NÃO.

Então o que fazer? A sociedade civil democrática se mobilizar. Ir para as ruas. Manifestar seu repúdio ao Golpe e ao retrocesso. E apostar, rezar, orar, torcer para que o congresso ainda seja constituído na sua maioria de pessoas honestas, íntegras, democráticas, justas.

Porque de bandido só vem coisa ruim.

NÃO VAI TER GOLPE, VAI TER LUTA!

“Para me tirar daqui vão ter que provar que eu tenho de sair”, diz Dilma.

Artigo publicado originalmente no site “brasil.gov.br”.

A presidenta Dilma Rousseff concedeu, nesta quinta-feira (24), uma longa entrevista a jornalistas de veículos de comunicação estrangeiros, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em mais de 1h40 de conversa, Dilma voltou a refutar veementemente a possibilidade de renunciar ao cargo e reforçou estar sendo vítima de uma tentativa de “golpe constitucional”, por meio do processo de impeachment em análise na Câmara dos Deputados –que, segundo ela, começou como uma estratégia do presidente da Casa, Eduardo Cunha, para “ocultar os seus próprios problemas”.

Depois de um ano e quatro meses sendo investigada “devida e indevidamente”, Dilma garantiu que nada foi encontrado que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas. “Podem me virar dos avessos. E é esse o problema. Por que eles pedem que eu renuncie? Por que eu sou mulher, frágil? Eu não sou frágil, não foi isso a minha vida. Sabe por que pedem que eu renuncie? Para evitar o imenso constrangimento de tirar uma presidenta eleita, de forma indevida, de forma ilegal, de forma criminosa”, afirmou.

Presa aos 19 anos quando militava contra a ditadura militar, a presidenta lembrou da tortura para assegurar que não desistirá da luta nesse momento de tensão do País. “Lutei naquela época em condições muito mais difíceis. Vou lutar agora nas condições extremamente favoráveis. É a democracia do meu País, é ela que me dá força. Então, eu não renuncio, não. Para me tirar daqui vão ter que provar que eu tenho de sair”, garantiu.

Dilma argumentou aos jornalistas que um impeachment sem provas do cometimento de crime de responsabilidade representaria uma ruptura da ordem democrática, com consequências drásticas para o futuro do País. Ela lembrou que as chamadas “pedaladas fiscais”, operações orçamentárias para a manutenção de programas sociais, foram utilizadas por outros presidentes, sem que houvesse qualquer questionamento, e que as contas do governo referentes a 2015 ainda não foram sequer entregues para análise. “Esse golpe, que rompe a normalidade democrática, ele pode não ter consequências imediatas, mas ele deixará uma marca na vida política brasileira, forte. Por isso nós temos de reagir, por isso nós temos de impedir, e por isso entendo a palavra de ordem do pessoal que me apoia: ‘Não vai ter golpe’”, acrescentou.

A presidenta também voltou a criticar a gravação e vazamento pela Justiça Federal no Paraná de conversas suas com o ex-presidente Lula, que deveriam ter sido remetidas para o Supremo Tribunal Federal (STF), único órgão competente para determinar investigação contra a Presidência da República. Para ela, a violação ilegal da privacidade atenta contra o Estado de Direito. “A democracia tem isso, você não pode sacrificar um pedaço dela e achar que ela fica inteira”, pontuou.

Dilma também demonstrou preocupação com a atuação politizada e partidarizada de alguns juízes. “Juiz tem de ser imparcial; juiz não pode julgar com as paixões políticas, por isso ele é vitalício, por isso ele não pode ser demitido pelo governo, ele não pode pressionado pelo governo, ele tem autonomia. É isso que diz a nossa Constituição”, observou.

Lula no governo e pacto por reformas

Em outro trecho da conversa com os jornalistas, a presidenta Dilma voltou a defender a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, e acusou aqueles que tentam impedir sua posse de agir para evitar o fortalecimento do governo. Ela garantiu, no entanto, que nenhum esforço será suficiente para evitar que Lula auxilie na estabilização política e econômica do País: “Ou ele vem como ministro, ou ele vem como meu assessor, isso eles não podem impedir. Ou ele vem de um jeito, ou vem do outro. Nós traremos o presidente Lula para nos ajudar no governo”.

Sobre as especulações de que a nomeação de Lula teria o objetivo de lhe garantir imunidade contra investigações, a presidenta foi enfática. “Supor que o presidente Lula viria aqui para se proteger é uma coisa que só pode passar na cabeça de alguém que queira criar problema onde não tem. Mas que proteção estranha! Porque um ministro não está protegido de investigação. Pelo contrário, ele é investigado pela Suprema Corte, diretamente se usa a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Tanto é assim que a investigação do presidente da Câmara, que tem foro especializado, é uma investigação que ninguém pode questionar, ou pode?”, questionou, lembrando que como ministro, além de continuar sendo investigado, Lula perderia o direito de recorrer a instâncias superiores.

Dilma reforçou que conta com a habilidade de articulação política e a experiência administrativa do ex-presidente para chegar, após a superação da crise, “sem ruptura democrática”, a um pacto pela reforma política. “Do jeito que está o sistema político brasileiro, nós vamos ter sistemáticas crises”, sentenciou a presidenta. “Em alguns países você precisa de três partidos para a governabilidade, certo? Aqui, no Brasil, eu acho que precisa de três, no máximo, cinco. Hoje no Brasil nós temos de ter 14, 13, 12. O sistema político brasileiro não corresponde às necessidades e à complexidade da economia e da sociedade brasileira”.

Para a presidenta, outras reformas que o Brasil necessita, como a reforma tributária, dependem inicialmente desse pacto político, que restabeleça a confiança e evite que disputas partidárias levem ao agravamento da situação econômica, como tem ocorrido desde o ano passado como as chamadas “pautas bomba” no Congresso.

Ainda assim, segundo Dilma, apesar da confluência de fatores que prejudicou o País nos últimos anos, como o fim do ciclo de valorização das commodities, a queda do preço do petróleo e a seca em diversas regiões do País, a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. “Nós saímos de um déficit na balança comercial de quatro [US$ 4 bilhões] e fomos para um superávit de 19,6 [US$ 19,6 bilhões]. E nós já estamos, em torno de 30 [US$ 30 bilhões] de superávit anualizado neste mês. Então, o Brasil começou a se mexer. Ele vai se mexer, ele vai continuar”, disse, antevendo que a crise econômica pode ser superada até o fim do ano, caso haja uma distensão no cenário político.

Manifestações, tolerância e inclusão social

Outro tópico que foi alvo de preocupação de Dilma Rousseff foi o cenário de manifestações pró e contra o governo e a radicalização de opiniões políticas no País. A presidenta defendeu a liberdade de expressão e manifestação, mas alertou para a necessidade de tolerância com as posições divergentes. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa –e não pode significar– usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”, disse Dilma, adicionando: “Você não pode utilizar manifestação na porta da casa das pessoas para constrangê-las. Não se pode fazer isso com ministros, não se pode fazer isso com deputados. Isso está errado, isso não é método democrático. Isso, de fato, é método fascista de atuação”, criticou.

“Nós não somos um povo intolerante. Você olha que nós temos um tempo grande de vida política, partidária, no País. Você nunca teve um momento de tamanha intolerância, de tamanha estigmatização de pessoas”.
No entanto, a presidenta disse acreditar que as bases para a paz social no Brasil existem. “Elas não estão rompidas. O Brasil não é um país em insurreição”, afirmou. Para Dilma, esse processo passa pela continuidade das políticas de inclusão social e redução das desigualdades. “Mesmo se você considera que o fim da miséria é só um começo. Quando a pessoa sai da miséria, ela quer mais coisas, ela quer melhores serviços, ela quer acesso a bens culturais, com toda razão, porque é o que nós queremos. Por que eles vão ser diferentes? Só por que saíram da pobreza? A base do país não é uma base explosiva, não tem uma diferença religiosa. Nós não temos conflito étnico, nós somos um país que sempre cultuou a paz”, analisou.

Fonte: Blog do Planalto

Ou a Globo ou a Democracia. Os dois juntos não pode ser.

dueloO grupo Globo declarou guerra à democracia. A máscara do bom mocismo, da imparcialidade esfacelou-se. Escancarando as suas verdadeiras intenções odiosas e anti-democráticas. Não há regras ou convenções. Agora é tudo ou nada.

Os donos e seus cães raivosos sabem: ou fica a Globo ou a Democracia. Os dois convivendo sob o mesmo teto é impossível.

Suas tropas de jornalistas, colunistas, apresentadores, repórteres e artistas fizeram e fazem o trabalho vil de solapadores do governo Dilma. Mentem, manipulam, editam, esconde. Não são todos, mas são muitos. E como fazem com prazer o trabalho ignóbil.

A democracia é incompatível com o Grupo Globo e o Grupo Globo é incompatível com a democracia.

A Globo é o filhote natural da ditadura, a Democracia é o verdugo da ditadura.

A Globo está apostando suas últimas fichas no impeachment.

Se vencer a queda de braço contra a Democracia, a odiosa ditará os rumos do país. Futuros presidentes, governadores, prefeitos, parlamentares e juízes terão que comer na mão escrota dos Marinhos. Atendendo seus caprichos nos mínimos detalhes. Por mais insignificantes que sejam.

O retrocesso será imensurável. Direitos e avanços sociais, econômicos e culturais, democráticos na essência, terão que passar pelo crivo do Kamel.

A Globo pode não querer, não desejar ou não gostar de tal coisa.

Ah, meu Deus! Anos e anos de lutas por democracia e justiça desperdiçados. Jogados na lata do lixo por fascistas.

Escolher candidato, comparecer ao local da votação, apresentar documento, assinar, votar perderá o sentido.  Pra que afinal tudo isso se no frigir dos ovos quem vai escolher os governantes será a Globo?

Mas se a Dilma vencer, outra vez, a Democracia sairá fortalecida e aí chegou a hora da onça beber água.

Não há necessidade de grandes alardes, ou projetos mirabolantes, mas se houver, tem que ser feito.

Mas, pra começar basta jogar a constituição na cara da Globo. Desmembrá-la. Ou é TV, ou é rádio ou é jornal, os três meios com um único dono não podem. Regionalizá-la. Âmbito nacional é o cacete. Democratizar os meios de comunicação.

E mais, parlamentar tem jornal, rádio, televisão, revista? Não pode. Cassa a concessão ou processa o sujeito. E deixa o congressista espernear, faz bem pra saúde.

Só assim, tirando o poder bastardo da Globo é que a Democracia triunfará.

Só assim as futuras autoridades terão paz para governar.

Só assim viveremos sem a sombra do golpe pairando constantemente sobre nossas cabeças.

Só assim o brasileiro terá direito à informação e ao conhecimento sem a costumeira hipocrisia Global.

Presidenta, não há alternativa ou a Globo ou a Democracia.

Se o Golpe triunfar no dia seguinte o mundo será um paraíso (de mentirinha) para JN.

 Extraído do site “diariodocentrodomundo.com.br”. Por Paulo Nogueria

O JN, no caso do golpe, será como nos tempos de Medici

O JN, no caso do golpe, será como nos tempos de Medici

Em suas memórias, Samuel Wainer notou o óbvio: os analfabetos políticos, ou perfeitos idiotas, acham que o que veem nos jornais, revistas e telejornais é verdade.

Em sua ingenuidade desumana, eles não imaginam que por trás do que é noticiado estejam famílias riquíssimas dedicadas a preservar seus próprios interesses, Marinhos, Frias, Civitas e por aí vai.

Tais famílias escolhem, com capricho criminoso, o que vai chegar a seu público, e como. Com o mesmo apuro, decidem também o que não vai chegar.

Mas o analfabeto político não pensa nisso. Com o mesmo fervor obtuso, ele crê que decisões de juízes são sagradas. Se ele atinasse que um juiz da Suprema Corte – como Gilmar, Toffoli etc – podem ser tão tendenciosos quanto um juiz de futebol vinculado a um time, seria mais crítico. Mas não é o que acontece.

Vamos agora fazer um exercício.

Na hipótese extrema de que o golpe funcione: como a Globo vai passar a noticiar a Lava Jato para os analfabetos políticos que ainda a levam a sério?

Vai tirar do ar. A Lava Jato deixará de ocupar intermináveis minutos no Jornal Nacional, na Globonews e demais telejornais da casa porque já terá cumprido seu objetivo. Moro será abandonado como Joaquim Barbosa, ou caso seja o candidato a presidente da Globo, artificialmente inflado.

Corrupção, igualmente, não será mais tema de reportagens.

Quem, como eu, militou demorados anos em grandes empresas jornalísticas como Globo e Abril sabe como elas agem na defesa de suas mamatas e privilégios.

O general Medici, um dos presidentes da ditadura, teve uma reflexão histórica sobre o Jornal Nacional de seu tempo. “Você vê o mundo em chamas e ao assistir o Jornal Nacional depara com um paraíso”, disse ele.

Jovens idealistas morriam torturados nas masmorras da ditadura que a Globo ajudara a construir e manter. Direitos trabalhistas como a estabilidade eram roubados sem que os trabalhadores pudessem fazer nada porque greves eram proibidas e líderes sindicais perseguidos. Políticos destemidos eram cassados. A corrupção grassava por baixo do pano em civis como Paulo Maluf.

Mas o que aparecia no JN era um paraíso. De mentirinha.

É isso, este circo sinistro, que teremos de volta caso o golpe vença.

Eduardos Cunhas continuarão a ter a vida mansa que sempre tiveram, porque ao mesmo tempo em que roubarão prestarão serviços sujos à Globo: farão aprovar medidas contra os trabalhadores e impedirão que sequer se discuta uma regulamentação da mídia que impeça a empresa dos Marinhos de ser o monstro manipulador que é.

O país, como na ditadura militar, se encherá de confrontos porque os movimentos sociais e jovens estudantes como os secundaristas de São Paulo não aceitarão passivamente um crime de lesademocracia.

Sangue fatalmente correrá, graças aos métodos conhecidos da Polícia Federal, mas também isso não será notícia.

A Globo, acossada pela Era Digital que a fará em circunstâncias normais uma empresa em grossa decadência, terá mais uma vez livre acesso aos cofres públicos, por meio de publicidade e financiamentos indecentes.

Terá cada vez menos público, porque isso é inexorável, mas os Marinhos serão cada vez mais ricos num país cada vez mais desigual.

Mas o JN, como no tempo de Medici, trará a seus analfabetos políticos um paraíso. De mentirinha. Mas, em sua ignorância majestosa, é disso mesmo que eles gostam, um mundo falso em que só haja brancos, ricos, cheirosos, sorridentes — em suma, perfeitos idiotas como eles mesmos.

Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar os protestos contra o governo.

O BRASIL ESTÁ SENDO ENGOLIDO PELA CORRUPÇÃO — E POR UMA PERIGOSA SUBVERSÃO DA DEMOCRACIA
Glenn Greenwald, Andrew Fishman e David Miranda, Intercept – Mar. 18 2016, 9:59 p.m.

AS MÚLTIPLAS E IMPRESSIONANTES crises que assombram o Brasil agora atraem substancialmente a atenção da mídia internacional. O que é compreensível, já que o Brasil é o quinto mais populoso do mundo e a oitava economia do mundo. Sua segunda maior cidade, o Rio de Janeiro, é a sede das Olimpíadas deste ano. Porém, boa parte dessa cobertura internacional é repetidora do discurso que vem das fontes midiáticas homogeneizadas, anti-democráticas e mantidas por oligarquias no Brasil e, como tal, essa informação é enviesada, pouco precisa e incompleta, especialmente quando vem daqueles profissionais com pouca familiaridade com o país (mas há vários repórteres internacionais que trabalham no Brasil fazendo um ótimo trabalho).

Seria difícil exagerar quando se afirma a gravidade da situação no Brasil em várias esferas. O trecho a seguir, publicado ontem por Simon Romero, o correspondente do The New York Times no Brasil, evidencia o nível de calamidade da situação:

O Brasil está enfrentando sua pior crise econômica das últimas décadas. Um enorme esquema de corrupção tem prejudicado a empresa pública petrolífera nacional. A epidemia de Zika espalha desespero ao longo da região Nordeste. E, pouco antes de hordas de estrangeiros vierem ao país para as Olimpíadas, o governo luta pela sobrevivência com quase todas as frentes do sistema político sob uma nuvem de escândalo.

A extraordinária crise política brasileira apresenta algumas semelhanças com o caos liderado por Trump nos EUA: um circo sui-generis, fora de controle, gerando instabilidade e libertando forças sombrias, com um resultado positivo quase impossível de se imaginar. A antes remota possibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff parece, agora, provável.

Porém, uma diferença significante em relação aos EUA é que a agitação no Brasil não se limita a apenas um político. O contrário é verdade, conforme Romero comenta: “quase todas as frentes do sistema político sob uma nuvem de escândalo”. O que inclui não apenas o PT, partido trabalhista de centro-esquerda da presidenta – atravessado por casos sérios de corrupção – mas também a grande maioria dos grupos políticos e econômicos de centro e de direita que agem para destruir o PT, que estão afundando em uma quantidade ao menos igual de criminalidade. Em outras palavras, o PT é, sim, profundamente corrupto e banhado em escândalos, mas, virtualmente, assim também são todos os grupos políticos trabalhando para minar o partido e obter o poder que foi democraticamente entregue a ele.
Quando a mídia internacional fala sobre o Brasil, ela tem focado nos crescentes protestos de rua que pedem o impeachment de Rousseff. Essas fontes midiáticas tipicamente mostram os protestos de forma idealizada, com uma certa adoração: como movimentos de massa inspiradores que se levantam contra um regime corrupto. Ontem, Chuck Todd, da NBC News, retuitou Ian Bremmer (do Eurasia Group) descrevendo os protestos anti-Dilma Rousseff como “O Povo contra A Presidente” – um tema fabricado, condizente com o que é noticiado por grupos mídiáticos brasileiros anti-governo, como a Globo:

Essa narrativa é, no mínimo, uma simplificação radical do que está acontecendo e, mais provavelmente, uma propaganda feita para minar um partido de esquerda há muito mal visto pelas elites políticas dos EUA. A caracterização dos protestos ignora o contexto histórico da política no Brasil e, mais importante, uma série de questões críticas: quem está por trás dos protestos, quão representativos eles são em relação à população brasileira e quais são seus verdadeiros interesses?

A atual versão de democracia no Brasil é bastante jovem. Em 1964, o governo de esquerda democraticamente eleito foi derrubado por um golpe militar. Oficiais norteamericanos negaram envolvimento tanto publicamente quanto perante o Congresso, mas – nem precisaria ser dito – documentos e registros posteriormente revelados provaram que os EUA apoiaram diretamente o golpe e ajudaram em seu planejamento.

Os 21 anos de ditadura militar de direita pró-EUA que se seguiram foram brutais e tirânicos, especializando-se em técnicas de tortura usadas contra dissidentes políticos que eram ensinadas pelos EUA e pelo Reino Unido. Um relatório compreensível da Comissão da Verdade, em 2014, informou que ambos os países “treinaram interrogadores brasileiros em técnicas de tortura”. Dentre as vítimas, estava Rousseff, então guerrilheira da esquerda democrata, presa e torturada pelo regime militar nos anos 70.

O golpe em si e a ditadura que se seguiu foram apoiados pelas oligarquias regionais e por suas grandes redes midiáticas, lideradas pela Globo, a qual – de forma notável – apresentou o golpe de 1964 como uma nobre derrota de um governo esquerdista corrupto (soa familiar?). Tanto o golpe quanto o regime ditatorial foram apoiados também pela extravagante (e absurdamente branca) elite econômica do país, além de sua pequena classe média. Como opositores da democracia geralmente fazem, as classes altas viam a ditadura como uma proteção contra as massas de população pobre, composta majoritariamente por pessoas negras e pardas. Conforme o jornal The Guardian publicou sobre informações da Comissão da Verdade: “Assim como em toda a América Latina dos anos 60 e 70, a elite e a classe média se alinharam como o regime militar para afastar o que elas viam como uma ameaça comunista”.

Essas divisões severas de classe e raça no Brasil continuam como dinâmica dominante. Segundo a BBC, em 2014, baseada em vários estudos: “o Brasil apresenta uma das maiores níveis de desigualdade de renda do mundo”. O editor-chefe do Americas Quarterly, Brian Winter, em reportagem sobre os protestos, escreveu nessa semana: “O abismo entre os ricos e pobres continua sendo o fato central da vida no Brasil – e nesses protestos, isso não é diferente”. Se você quiser entender qualquer coisa sobre a atual crise política no Brasil, é crucial entender também o que Winter quer dizer com essa afirmação.

O partido de Dilma, PT, foi formado em 1980 como um partido socialista de esquerda clássica. A fim de melhorar seu apelo nacional, o partido moderou seus dogmas socialistas e se tornou, gradualmente, mais próximo dos chamados social-democratas da Europa. Agora, existem partidos populares à sua esquerda; de fato, Dilma, por vontade própria ou não, defendeu medidas de austeridade para resolver problemas econômicos e passar confiança aos mercados estrangeiros, e justamente nessa semana assinou uma draconiana lei “anti-terrorismo”. Ainda assim, o PT se mantém na centro-esquerda do espectro político brasileiro, e seus apoiadores são, surpreendentemente, as minorias raciais e classes pobres. Enquanto no poder, o partido promoveu reformas sociais e econômicas que levaram benefícios governamentais e oportunidades para tirar milhões de brasileiros da pobreza.

O Partido dos Trabalhadores está na presidência há 14 anos: desde 2002. Sua popularidade foi um subproduto do antecessor carismático de Dilma, Luis Inácio Lula da Silva (universalmente referido como “Lula”). A ascensão de Lula à presidência foi um símbolo poderoso da luta da classe pobre no Brasil durante a democracia: um trabalhador e líder sindical, de uma família pobre, que deixou a escola na segunda série e não sabia ler até os 10 anos, preso pela ditadura por atividade na luta sindical. O ex-presidente foi motivo de riso para elites brasileiras por meio de um tom classista no discurso sobre seu jargão trabalhista e sua forma de falar.

Lula and Dilma campaign together in 2010 election (Photo: Eraldo Peres/AP) ASSOCIATED PRESS Depois de tres tentativas infrutíferas de chegar à presidência, Lula provou ser uma força política imbatível. Eleito em 2002 e reeleito em 2006, ele deixou o cargo com taxas de aprovação tão altas que foi capaz de garantir a eleição de Dilma, sua sucessora, antes desconhecida pela população, e que foi reeleita em 2014. Há muito tempo se cogita que Lula – um político que se opõe publicamente a medidas de austeridade – pretende concorrer novamente para a presidência em 2018 depois de completo o segundo mandato de Dilma, e forças anti-PT se sentem petrificadas com a ideia de que Lula vença novamente.

Embora a classe oligárquica da nação tenha usado o PSDB, partido de centro-direita, de forma bem sucedida como um contrapeso, o partido foi impotente para derrotar o PT em quatro eleições presidenciais consecutivas. O voto é obrigatório, e os cidadãos de baixa renda garantiram as vitórias do PT.

A corrupção entre a classe política Brasileira – incluindo o alto escalão do PT – é real e substancial. Mas os plutocratas brasileiros, a mídia, e as classes altas e médias estão explorando essa corrupção para atingir o que eles não conseguiram por anos de forma democrática: remover o PT do poder.

Ao contrário da descrição romantizada e mal informada (para dizer o mínimo) do Chuck Todd e Ian Bremmer de protestos sendo levantados “pelo Povo”, esses são, na verdade, incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa, e compostos por (não exclusivamente, mas majoritariamente) pela parte mais rica e branca dos cidadãos, que por muito tempo guardaram rancor contra o PT e contra qualquer programa social que combate a pobreza.

A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição. Os perfis no Twitter de alguns dos repórteres mais influentes (e ricos) da Rede Globo contém incessantes agitações anti-PT. Quando uma gravação de escuta telefônica de uma conversa entre Dila me Lula vazous essa semana, o programas jornalístico mais influente da Globo, Jornal Nacional, fez seus âncoras relerem teatralmente o diálogo, de forma tão melodramática e em tom de fofoca, que se parecia literalmente com uma novela distante de um jornal, causando ridicularização generalizada nas redes. Durante meses, as quatro principais revistas jornalísticas do Brasil dedicaram capa após acapa a ataques inflamados contra Dilma e Lula, geralmente mostrando fotos dramáticas de um ou de outro, sempre com uma narrativa impactantemente unificada.

Para se ter uma noção do quão central é o papel da grande mídia na incitação dos protestos: considere o papel da Fox News na promoção dos protestos do Tea Party. Agora, imagine o que esses protestos seriam se não fosse apenas a Fox, mas também a ABC, NBC, CBS, a revista Time, o New York Times e o Huffington Post, todos apoiando o movimento do Tea Party. Isso é o que está acontecendo no Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, virtualmente todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos.

Resumindo, os interesses mercadológicos representados por esses veículos midiáticos são quase que totalmente pró-impeachment e estão ligados à história da ditadura militar. Segundo afirma Stephanie Nolen, correspondente no Rio para o canadense Globe and Mail: “Está claro que a maior parte das instituições do país estão alinhadas contra a presidente”.

De forma simples, essa é uma campanha para subverter as conquistas democráticas brasileiras por grupos que por muito tempo odiaram os resultados de eleições democráticas, marchando de forma enganadora sob uma bandeira anti-corrupção: bastante similar ao golpe de 1964. De fato, muitos na direita do Brasil anseiam por uma restauração da ditadura, e grupos nesses protestos “anti-corrupção” pediram abertamente pelo fim da democracia.

Nada aqui é uma defesa do PT. Tanto por causa da corrupção generalizada quanto pelas dificuldades econômicas, Dilma e PT estão intensamente impopulares entre todas as classes e grupos, mesmo incluindo a base trabalhadora do partido. Mas os protestos de rua – como inegavelmente grandes e energizados – são direcionados por aqueles que tradicionalmente apresentam hostilidade contra o PT. O número de pessoas participando desses protestos – enquanto milhões – é muito pequeno em relação aos votos que reelegeram Dilma (54 milhões). Em uma democracia, governos são eleitos pelo voto, não por demonstrações de oposição na rua – particularmente quando os manifestantes vem de um segmento social relativamente limitado.

Como Winter informou: “No ultimo domingo, quando mais de um milhão de pessoas foram às ruas, pesquisas de opinião indicaram que mais uma vez a multidão era significantemente mais rica, mais branca e com maior educação formal do que a média dos brasileiros”. Nolen afirmou algo similar: “A meia-dúzia de grandes demonstrações de movimentos anti-corrupção no passado foram dominadas por manifestantes brancos e de classes altas, que tendem a apoiar a oposição representada pelo PSDB e a ter pouca apreciação pelo partido trabalhista de Rousseff”.

No último final de semana, quando uma grande massa de protestos anti-Dilma tomou diversas cidades brasileiras, uma fotografia de uma família se tornou viral, um símbolo do que esses protestos realmente são. Mostrava um casal branco e rico vestidos com adereços anti-Dilma que caminhava com seu cachorro de raça, acompanhados pela babá negra – vestindo o uniforme branco que muitas famílias brasileiras ricas exigem que suas empregadas domésticas usem – empurrando um carrinho de bebê com os dois filhos do casal.

Como Nolen apontou, essa foto se tornou uma verdadeira síntese, da essência altamente ideológica desses protestos: “Brasileiros, que são hábeis e rápidos com memes, repostaram a foto com centenas de legendas sarcásticas, como ‘Apressa o passo aí, Maria, nós temos que ir ao protesto contra o governo que nos fez pagar um salário mínimo para você’”.

Acreditar que as figuras políticas agindo para o impeachment de Dilma estão sendo motivadas por uma autêntica cruzada anti-corrupção requer extrema ingenuidade ou ignorância. Para começar, as partes que seriam favorecidas pelo impeachment da Dilma estão pelos menos tão envolvidas quanto ela por escândalos de corrupção. Na maioria dos casos, até mais.

Cinco dos membros da comissão de impeachment estão sendo também investigados por estarem envolvidos no escândalo político. Isso inclui Paulo Maluf, que enfrenta um mandato de prisão da Interpol e não pode sair do país há anos; ele foi sentenciado na França três anos atrás por lavagem de dinheiro. Dos 65 membros do comitê de impeachment do congresso, 36 atualmente enfrentam processos judiciais.

No congresso, o líder do movimento pelo impeachment, o líder extremista evangélico Eduardo Cunha, foi descoberto que possuía múltiplas contas secretas em bancos na Suíça, onde ele guardava milhões de dólares que os promotores acreditam ser dinheiro recebidos como suborno. Ele também é alvo de múltiplas investigações criminais em andamento.

Enquanto isso, o senador Aécio Neves, o líder da oposição brasileira que foi derrotado por muito pouco na eleição contra Dilma em 2014, teve pelo menos 5 denúncias diferentes de envolvimento com o escândalo de corrupção. Uma das mais recentes testemunhas favoritas dos promotores acusou-o de aceitar suborno. Essa testemunha também implicou que o vice-presidente do país, Michel Temer, da oposição do PMDB iria substituir a Dilma caso ela fosse cassada.
E ainda tem o recente comportamento do juiz chefe que está supervisionando a investigação de corrupção e tornou-se um herói popular por sua atuação agressiva durante as investigações de algumas das maiores e mais poderosas figuras políticas do país. O juiz, Sérgio Moro, essa semana efetivamente divulgou para a mídia uma conversa gravada, extremamente vaga, entre Dilma e Lula, o que a Globo e outras forças anti-PT imediatamente retrataram como criminosas. Moro divulgou a gravação da conversa apenas algumas horas depois de ter sido feita.

Mas a conversa gravada foi liberada pelo juíz Moro sem nenhum processo e, pior, com claras intenções políticas, não judiciais: ele estava furioso de que sua investigação sobre Lula seria finalizada pela nomeação dele ao gabinete de ministro feita por Dilma (ministros só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal). O vazamento planejava humilhar Dilma e Lula e dar vazão para protestos nas ruas, e, no entanto, acabou recebendo críticas, incluindo dos seus próprios fãs, de que estava abusando de seu poder tornando-se uma figura política. Pior, a gravação em si parece ter sido ilegalmente obtida porque foi feita depois da expiração do mandato feita pelo juiz Moro. O chefe da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, chamou a ação de Moro de “um nauseante constrangimento”.

Tudo isso deixa claro o perigo de que a investigação criminal e o processo de impeachment não são exercícios legais para punir líderes criminosos, mas mais uma arma anti-democrática usada por adversários políticos para remover uma presidenta democraticamente eleita. Esse perigo ficou nitidamente em destaque ontem, quando foi revelado que um juiz que emitiu uma ordem de bloqueio a nomeação de Lula ao gabinete feita pela Dilma tinha postado mais cedo no seu Facebook inúmeras selfies dele marchando num protesto contra o governo no final de semana. Como Winter escreveu, “Convencer o público de que o judiciário brasileiro está ‘em guerra’ com o Partido dos Trabalhadores é uma tarefa mais fácil agora do que duas semanas atrás”.

Não há dúvida de que o PT é repleto de corrupção. Existem sérios indícios envolvendo o Lula que merecem ser investigados de maneira imparcial e justa. E o impeachment é um processo legítimo em uma democracia quando provado que o suspeito é culpado de vários crimes e a lei deve ser seguida claramente quando o impeachment é efetuado.

Mas o retrato emergindo no Brasil em volta do impeachment e os protestos nas ruas são bem mais complicadas, e muito mais ambíguas, do que vem sendo dito. O esforço para remover Dilma e seu partido do poder lembram mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção. E pior, foi armado, projetado e alimentado por várias forças que estão enfiadas até o pescoço em escândalos políticos, e que representam os interesses dos mais ricos e mais poderosos segmentos sociais e sua frustração pela falta de habilidade em derrotar o PT democraticamente.

Em outras palavras, tudo isso parece historicamente familiar, particularmente para a América Latina, onde governos de esquerda democraticamente eleitos tem sido repetidamente removidos por meios não legais ou democráticos. De muitas maneiras, o PT e Dilma não são vítimas que despertam simpatia. Grandes segmentos da população estão genuinamente irritados com ambos por várias razões legítimas. Mas os pecados deles não justificam os pecados dos seus antigos inimigos políticos, e certamente não tornam a subversão da democracia brasileira algo a ser celebrado.

O ator Cláudio Botelho interrompe apresentação xinga Dilma e Lula. Em resposta vaias e o ‘NÃO VAI TER GOLPE”.

claudio botelhoO ator Cláudio Botelho encenava a peça “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos“ quando, de repente, resolveu expor suas ideias idiotas e falou bosta. Xingou a presidenta Dilma de ladra, Lula de ladrão.

O raivoso discursou num ambiente impróprio, numa peça imprópria (todos sabem que Chico Buarque apoia o PT e Dilma) e para uma plateia imprópria. Teve como resposta  vaias e gritos de  “não vai ter golpe”.

Este é mais um caso de pessoa sem noção do que realmente está em jogo. Presume  que todos concordam com a patifaria, travestida de crise política, que instalaram no país. Pensa que todos são a favor do golpe. Calculam que a população não percebe a manipulação de informação de setores da sociedade e da Globo-Golpista. Não se toca que o tempo do disse-me-disse está acabando.

A presidenta tem que processá-lo. Ela foi acusada de ser ladra.

Lula tem que processá-lo. Pelas mesmas razões.

Chico Buarque deve proibir que a peça volte a ser encenada. Sua obra foi usada como  palanque para um imbecil expor seu ódio e sua ignorância.

Os organizadores devem também processá-lo por prejudicar esta e outras apresentações.

Imagine se em vez de Chico Buarque fosse o musical  “A Bela e a Fera”, sob licença da Broadway, e o Botelho fizesse o mesmo. Calculem o que os americanos não fariam. Se bem que o covarde não teria esta coragem.

O MP tem que processá-lo por racismo. “Eles são neofascistas, neonazistas, são petistas, são o que há de pior no Brasil”, afirmou. “O ator quando entra em cena é um rei, não pode ser peitado por um negro filho da puta que sai da plateia. Não pode”, diz Botelho em tom exaltado. Do brasil247.

 

Artigo extraído dos site “viomundo.com.br”

 

Da Redação

Aconteceu agora à noite, no teatro SESC, em Belo Horizonte.

Durante a apresentação de “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos“, o ator Cláudio Botelho, que é co-diretor da peça, fez um improviso contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, que chamou de “ladrões”.

O público começou a gritar “não vai ter golpe”.

O ator teria dito: “Ah, não vai ter golpe, então vamos continuar o espetáculo e depois vamos ver se vai ou não ter golpe”.

Porém, o público interrompeu o andamento do musical com vaias e palavras de ordem.

O dinheiro dos ingressos foi devolvido com um pedido de “desculpas” dos organizadores.

O ator Adir Assunção, que estava presente, disse que enviou um e-mail a Chico Buarque narrando o episódio.

As imagens vieram via whatsapp e por sugestão do Beto Magalhães, que indicou o perfil de Pablo Capilé no Facebook.

Em seu perfil, o ator Cláudio Botelho ataca a deputada Jandira Feghali como “a mulher que nunca comprou um pente” e diz que ela e o senador Lindbergh Farias são “vermes” que estão mortos.

Botelho se refere ao ex-presidente Lula como um “calhorda” que está dividindo o Brasil e diz que ele “quer os militares”.

“Tá na cara que ele vai tentar uma saída armada, no estilo venezuelano, cubano ou boliviano”, escreveu o ator, repetindo fantasias da extrema-direita brasileira.

“Ele já deve estar com as Farc preparadas para agir aqui”, escreveu, em referência às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Em outras palavras, é um analfabeto político que desconhece inclusive a História do Chico Buarque.

Gilmar Mendes dá seus pareceres sobre o Lula baseado no filme “Minority Report”.

ulisses e a constituiçãoGilmar Mendes suspendeu a posse de Lula como ministro da Casa Civil e ainda devolveu o caso para o “juiz” Sérgio Moro.

Motivos alegados: “O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República”, afirma Gilmar na decisão.

“Pairava cenário que indicava que, nos próximos desdobramentos, o ex-Presidente poderia ser implicado em ulteriores investigações, preso preventivamente e processado criminalmente. A assunção de cargo de Ministro de Estado seria uma forma concreta de obstar essas consequências. As conversas interceptadas com autorização da 13ª Vara Federal de Curitiba apontam no sentido de que foi esse o propósito da nomeação”, diz o ministro em outro trecho

Bem, o cara fez barba e cabelo.

Lula, Dilma, PT, povo brasileiro que não tira “selfi” com PM, que não agride quem está de amarelo, ou de azul, ou de branco, ou de qualquer outra cor, que não come  file mignon dado pela FIESP, que não anda de graça no metrô em dia de manifestação, que sabe que a Globo é golpista, que Moro deve ser preso lhes digo: Gilmar Mendes é inimigo, repito: I-NI-MI-GO do estado de direito, do Lula, de qualquer pessoa da esquerda, da democracia, da justiça e da república.

Joaquim Barbosa escancarou o lado bandido de Gilmar quando num entrevero com o  supremíssimo disse : “eu não sou um dos seus capangas de Mato Grosso”. Lembram-se? Pois é, o ministro ficou quietinho. Então só tem capanga quem é bandido, certo?

E a mídia golpista, já sabedoura da sentença desfavorável ao governo, tentou amaciar a carne da população. Jornalistas hipócritas. “Olha o Gilmar tem ódio do Lula, e do PT mas ele é reconhecidamente uma cara legalista, age segundo as leis”. Mas a maioria desses apresentadores esbravejaram quando o cara concedeu “habeas-corpus” para  o Abdelmassih e o estuprador contumaz fugiu. Ou muitos, sem serem esses vendidos, se indignaram quando o mesmo ministro concedeu outro HC, que muitos apelidaram de canguru, num final de semana, em menos de 24 horas, para o banqueiro Dantas.

E se mesmo assim tem que ache que o cara age com imparcialidade vejam as palavras ditas pelo magistrado: “O objetivo da falsidade é claro”. Pronto já julgou falso o Lula, a Dilma e o ato. Por que da falsidade? Por que “claro”? Ora esse é o palavreado usado pelos  bebedores de champagne.

“…poderia ser implicado em ulteriores investigações…”  poderia, poderia!  O que é isso Gilmar? Virou vidente, cartomante? O cidadão espera mais do que isso de um ministro. “Poderia” é argumento do Pedro Bial no BBB.

“… assunção de cargo de Ministro de Estado seria uma forma concreta de obstar essas consequências”. Outra vez um mesmo tempo de verbo “seria”. “Seria”? É um engana trouxa? Argumento da turma do panelaço. Não serve pra nada.

“apontam no sentido de que foi esse o propósito da nomeação”. Fugir do Sérgio Moro. Eita pobreza de espírito do supremíssimo. O Lula Fugir? Fugir pra onde e de quem? Desse juiz de primeira instância? Se liga supremíssimo. Vocês golpistas querem é culpabilizar o proto-fascista do Moro pelo que possa acontecer ao país. Só porque ele não tem capacidade intelectual e está deslumbrado com o mundo que lhe oferecem vocês  fazem isso com o pobre rapaz. Isto é canalhice. Mas aí é problema do Sérgio, se ele aceita ou não ser o fantoche da vez.

Porém a consequência mais séria dessa atitude insana do Gilmar é ele apequenar o STF perante a opinião pública e desqualificar seus colegas. Isto é gravíssimo. E os outros ministros vão permitir esse disparate?

Gilmar Mendes volte à realidade. Pare de assistir  “Minority Report”. Aquilo  é um filme de ficção. Não se antecipe aos fatos. O Brasil espera muito mais do que esses argumentos de um membro da Supremo Tribunal Federal.

Gilmar Mendes vem demonstrando sua partidarização. Assumindo definitivamente uma postura pró-glope. O que é lastimável. Este senhor se tornou “uma espécie” de profeta do caos. Quanto pior, mellhor. 

Mas nada como um dia após o outro. E como cantou de Chico Buarque: “…amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia…”.

E o Amanhã da canção pode ser segunda-feira agora. Se Deus quiser.