O Estado é o culpado pela morte do menino Ítalo.

italoO Estado é o culpado pela morte do menino Ítalo.

O garoto tinha dez anos de idade. Era uma criança. Acima de tudo uma criança. Adorava dançar e soltar pipa. Sabia fazer pipa. Procurava ajuda. Queria carinho e proteção, como qualquer criança da idade dele.

Ítalo não nasceu com dez anos. Um dia ele teve um ano, dois, quatro, seis, oito anos. Passou por todas as fases de criança. Os pais estavam presos.

Onde estavam as autoridade que  não cuidaram dele? Que continuam a não cuidar das crianças abandonadas?

Ítalo sabia dirigir? Quem ensinou?

Ítalo sabia atirar? Quem ensinou?

Ítalo tinha uma arma? Quem deu?

Ítalo sabia dirigir, abrir e fechar a janela e atirar ao mesmo tempo? Quem ensinou?

Ítalo era uma criança esperta, amorosa e procurava ajuda, um furacão, no bom sentido, segunda a psicóloga que o assistiu durante alguns dias.

Morreu. Já foi enterrado. Seus risos, choros e seus sonhos acabaram. Não ecoaram mais sobre a Terra.

 

O Estado é o culpado pelo policial ter atirado no menino.

O Estado prepara mal seus policiais.

O Estado paga mau os policiais.

O Estado não ensina o policial a conviver com as diferenças.

O Estado não forma um policial cidadão.

O Estado forma militar preparado para guerra.

As autoridades têm que averiguar os fatos, investigar até a exaustão. Encontrar a verdade. Dar satisfação à sociedade.

Se o PM executou uma criança de dez anos, este policial tem que ser imediatamente afastado. O sujeito é doente. Um psicopata assassino andando armado, fardado e investido de autoridade.

Se a criança é a culpada o Estado tem que rever suas políticas sociais, urgentemente. A fábrica de produzir novos  Ítalos continua a todo vapor. 

Os problemas devem ser solucionados. E não escondidos.  Ou aprovados.

Há gente aplaudindo a morte do menino. Apoiando os policiais. Não tem cabimento uma atitude dessas.

Essas pessoas são muito escrotas. Fedem como lixo pestilento.

Se matar fosse a solução era só proceder como Heródes: assassinar todos os recém nascidos cujos pais são presidiários, drogados, vivem na periferia e não criam seus filhos “direito”.

E que tal presentear os escrotos com luvas e gorros feitos da pele desses bebês exterminados? Acho que eles iriam adorar.

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