De descalabro em descalabro o governo golpista vem buscando sobreviver. Não conseguirá.

abaixo ao golpeTodo governo ilegítimo no seu estertor tenta desviar a atenção da população sobre o seu fim inevitável. Utilizando para tanto fatos bombásticos. Que podem ser verdadeiros ou não.

Assim procedeu o general ditador Leopoldo Galtieri na Argentina em 1982. Percebendo a agonia da ditadura, invadiu, no desespero, as ilhas Malvinas. Território reclamado pelos argentinos e ocupado pelos britânicos.

Calculou que uma boa guerra salvaria seu governo pois, sabia que a Inglaterra iria reagir militarmente. Só não contava que os ingleses, antigos donos do mundo, se insurgiriam com tanta determinação.

Na ocasião, cheio de hinos de loas ao país, o ditador apelou para o patriotismo dos hermanos. Unindo-os entorno de um objetivo comum: recuperar a possessão da ilha.

A ditadura ganhou uma sobrevida, outra vez à custa de milhares de vidas, de soldados imberbes. Diga-se de passagem, durou pouco essa sobrevida. O ingleses venceram em pouco mais de um mês.

E não é que o governo do traíra Michel Temer seguiu a mesma receita.

Em tempos de pesquisa fraudulenta, de ministros corruptos, de gente cassada ganhando cargo. De ladrão presidindo impeachment de uma presidenta. De emissora de tv mandando no usurpador. O governo interino pressionado por todos os lados apela para guerra. Guerra ao terrorismo.

Prendeu 10 suspeitos, todos brasileiros, de planejar atentado durante a olímpiada.

O fato em si é preocupante. Terrorismo não distingue militares de civis, homens de velhos e crianças. O terrorista se preocupe apenas com os números de corpos. E do efeito causado.

A inteligência tem que estar atenta mesmo.

O Brasil não tem histórico de atentados.

Não invade, não manda tropas beligerantes, não apoia atitudes que não seja o diálogo. Por essa postura foi chamado de “anão diplomático” pelos israelenses. Seríamos um alvo improvável.

A desgraça da França começou quando apoiaram os EUA (logo quem) na Líbia e na Síria. Inclusive bombardeando. Virou alvo de grupos radicais.

O problema maior destas detenções foi o estardalhaço.

Por exemplo, digamos que esses cidadãos fossem terroristas, a melhor tática não seria o silêncio, a discrição neste momento? Pois, se a célula terrorista for maior o governo perdeu a oportunidade de investigar e prender outros elementos. Esses, alertados mudarão de tática. O objetivo pode continuar, certo? E aí, como fica?

A espetacularização do anúncio do desmantelamento da quadrilha foi feito pelo sujeito que menos se esperava: o ministro interino da justiça Alexandre Moraes.

Uma pergunta: não seria o caso de a Polícia Federal dar essa coletiva?

Bem, o ministro quis aparecer ao mundo. Mostrar serviço.

É, realmente apareceu, de maneira lastimavelmente grotesca.

Mostrou sua incompetência, seu despreparo e ser mal assessorado. A cara do governo Temer.

O presidente interino alardeou que sabia combater bandido, talvez até saiba, agora para escolher ministro, só por Deus, é uma nulidade.

E assim, de descalabro em descalabro, o governo golpista vem buscando sobreviver.

Não conseguirá. Da mesma forma que o general Galtieri caiu o usurpador e sua matilha cairão.

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