Dilma será lembrada como guerreira. E nós? Como desejamos ser lembrados?

dilma-senado-discurso-impeachment-e1472521466840A defesa que Dilma Rousseff apresentou ontem no senado é um daqueles dias que entrarão para história.

A começar pelo seu discurso. Completo, forte, denso, abrangente e corajoso.

Abordou sua trajetória política. Desde a juventude até os dias de hoje. Lembrou do combate à ditadura e as injustiças. A prisão, a tortura e os assassinatos que presenciou. Disse não esperar que depois de tantos anos tivesse novamente que se defender num tribunal. E mais uma vez se sentindo vítima de uma injustiça.

Não teve receio de usar a palavra golpe. Temida pelos golpistas. Explicou porque chama de golpe de estado.

Citou os autos. Afirmou peremptoriamente que não cometeu crime de responsabilidade. Não desrespeitou o senado. Os créditos suplementares foram aprovados. O plano Safra não é de responsabilidade da presidenta implementar e sim do ministério. Que todos seus atos foram transparentes e abalizados por órgãos competentes.

Após 40 minutos de discurso encerrou, sobre aplausos.

E começou então a sessão de questionamentos. 47 senadores inscritos.

Não deixou nenhuma pergunta sem resposta. Todas ditas com clareza e firmeza.

Com paciência, foi desmontando a tese das pedaladas fiscais. Fez referência às leis e a constituição todas as vezes que se fez necessário.

Sofreu ataques de toda as ordens. Manteve a calma e retrucou com segurança.

Sobre o processo de impeachment afirmou que ele foi fruto de vingança de Eduardo Cunha.

O chantagista queria que os três deputados do PT da comissão de ética votassem pelo arquivamento do processo de quebra de decoro parlamentar. Não conseguiu, se vingou aceitando o pedido de impedimento.

Atacou o governo do traidor Temer. O retrocesso. O fim de programas sociais e de direitos trabalhistas.

A presidenta deixou bem claro, se ela for destituída do poder será, sim, um golpe de estado. Porque não cometeu crime de responsabilidade fiscal. Ou qualquer outro delito. Não enriqueceu. Não desviou dinheiro público. Não tem conta no exterior. Então, não há razão para o impeachment.

Sua eloquência calou os senadores golpistas.

Nada melhor que ter por companheira a verdade. Ela lhe dá coragem e ânimo.

A presidenta fez jus ao epíteto de Coração Valente. De guerreira.

E dessa forma será lembrada.

A Dilma está lutando. Não por ela, mas pela democracia. Usando todas as armas. Não desiste nunca.

Estamos prestes a vivenciar um golpe estado. Estamos prestes a ver uma quadrilha tomar conta do Brasil.

Vamos nos espelhar na Coração Valente. Não vamos abandonar a luta.

Temos que mostrar dignidade. Não deixar a democracia perecer.

Nós fazemos parte desse momento crítico.

De que forma desejamos ser lembrado por gerações futuras?

Essa é a questão.

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