Cunha faria várias perguntas ao traíra, Moro não deixou, sobraram algumas…

michel-e-marcelaE Moro disse não. Essa pergunta não, essa outra também não, nem essa, nem aquela.

E assim o imparcial foi retiranto as indagações que os advogados de Cunha fariam ao traíra.

Sobrou pouquíssimas, as quais transcrevo abaixo.

Como o senhor conheceu a Marcela?

Foi amor a primeira vista?

Quanto tempo entre o namoro e o casamento?

Os pais dela aceitaram o relacionamento?

A diferença de idade (43 anos) atrapalha ou ajuda no casamento?

São casados no civil e no religioso?

Onde foi a lua de mel?

Michelzinho foi planejado ou veio na conta do acaso?

Pretendem ter mais filhos?

Bem, há outras perguntas, mas são de foro íntimo, tipo:

quantas vezes por ano?

O senhor já traiu? (KKKKKKKK)

Etc e tal.

Não fica bem publicá-las.

E o incrível, há quem duvide da imparcialidade do juíz de primeira instância. Assim fica difícil para qualquer um julgar, não é mesmo?Bem

 

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O Brasil está uma suruba.

mamonasO Brasil está uma suruba.

O legislativo age como executivo, o executivo como legislativo e o judiciário como se fosse os dois e, pretensiosamente, acima deles.

Se a constituinte gente fosse estaria perplexa diante deste quadro de anomalias.

Chorando, perguntaria: o que aconteceu com este país que muito prometia? Deixei tudo organizado. Escrito. Três poderes harmônicos e independentes entre si.

E o que vejo agora: estão metento os pés pelas mãos. É triste, tem gente que não merece o que come.

Eleições organizadas. Um cidadão, um voto. Ganha que tiver a maioria.

Então chega um bando de canalhas, entreguistas e traidores e utliza a única brecha que havia, o tal do impeahment. Mas mesmo esse dispositivo é bem claro. Tem que ter crime, tipificado, provado e sacramentado e não sobrar a mínima dúvida que a autoridade eleita cometeu banditismos.

Mas não! Os poderes se uniram em quadrilha. Deram um jeitinho. Puxa aqui, remenda ali, tapa acolá. Mistura, bate, divulga, achincalha, contrata uns loucos e pronto: saindo do forno um impedimento novinho em folha. Não tá bom, mas serve.

Aí ou entra a turma dos alucinóginos: sim! sim! sim! E encaminham o processo ao senado. Abraços, choros. Uma festa só.

O senado avalia. Janaína, a possuída, defende a cassação da presidenta, por apenas 50 mil paus.

Tem senador bocejando perguntando porque tanta demora o caso já tá resolvido: a Dilma sai.

Mas o teatro tem que ser completo. Parecer justo, correto e julgado por criminosos honestos.

Resultado final, a Dilma Sai. Mais prantos, abraços, beijos e júbilos.

Quem manda nessa porra? Um juíz de primeira instância de um estado agrícola, cuja capital é Curitiba. E que um menino travestido de procurador, com nome de xarope, diz que é a república de Curitiba.

Pois é, um bando de loucos insanos colocou uma das maiores democracia do planeta de cabeça-pra-baixo.

Educação, saúde, pesquisa vão pro brejo.

Desemprego aumenta.

As riquezas vendidas.

A indústria sucateada.

Os americanos extasiados diante do festim, se refastelam na orgia.

Boca livre meus amados yankees. Podem entrar e levar tudo que quiserem. Não, não precisam tirar o sapato. Só não esqueçam da gorjeta. E um tapinha na bunda, por favor.

Os canalhas são tão canalhas que já não escondem a canalhice. Virou suruba.

E o povo? Bem o povo canta: “já me passaram a mão na bunda e até agora não comi ninguém…”. E viva os Mamonas.

Só a DIlma voltando e prendendo é que o Brasil será reposto nos trilhos da democracia.

 

E o prêmio Maria Antonieta vai para…

mara-antonietaDepois da instalação do governo golpista, deveríamos instituir o prêmio Maria Antonieta.

É muita gastança e cara-de-pau, dentro de um discurso de austeridade.

O pais quebrou? Aumento para o judiciário e outras castas de servidores públicos.

Precisa economizar? Banquetes e shows nababescos dentro do palácio do planalto.

Austeridade? Viagens e mais viagens com direito a lanchinhos dourados.

PEC 55? Liberô geral para pagamento da dívida pública.

Corte de programas sociais? Aumento dos gastos publicitários.

E quando o povo sai às ruas reclamando, a mídia esconde.

E se a mídia esconde, as pessoas não são estimuladas a discutir os disparates de governo do traíra.

Pelo contrário, se assustam com as manifestações. Bando de desocupados, vagabundos, preguiçosos e vermelhos, dizem. E falando, vão dormir como se tivessem cumprido o dever de bom moço. É como aquele cão que late orgulhoso para mostrar ao dono que está protegendo a casa, mas sabemos que é só papo.

O golpe ficou muito caro. Os próprios usurpadores não esperavam conta tão alta.

Também, são tantos os sócios da canalhice que não há população que chegue diante da ganância desenfreada.

Todos cobrando ao mesmo tempo. E o dinheiro vai ter que sair. Custe o que custar.

Reinstalaram o imposto progressivo, só que às avessas, quanto mais pobre, mais paga.

É o Brasil de volta ao status de nação de miseráveis.

Não tem pão? Que comam brioches! Desdenhava a decapitada rainha francesa.

Será que nossa nobreza patife acabará do mesmo jeito que a francesa?

Os bandidos apostam na famosa e decantada mansidão do brasileiro.

E o prêmio Maria Antonieta vai para…

Vencer o golpismo é primordial. Ou então… baixar a cabeça e voltar à senzala.

escravidao-no-brasilO Lula, em discurso proferido na ENFF, disse em alto e bom som: em 1984 as esquerdas se uniram em torno de uma bandeira, as Diretas-já. Precisamos, segundo ele, reviver essa ideia. Uma única luta, uma única bandeira. A criação de uma frente ampla.

Oras, é sabido a grande dificuldade que tem a esquerda mundial em se unir. E a brasileira em particular.

São várias correntes, pensamentos, objetivos e metas. Algumas delas chegam a entrar em luta fratricida.

Essa desunião é o moto-contínuo da direita. Nós a retroalimentamos.

Mal comparando a esquerda é caçadora, a direita pescadora.

A direita joga a isca e a esquerda fica passeando pra lá e pra cá. Até que em determinado momento, com fome, dá o bote. E eis que é pescado. Morto, assado ou cozido, é servido em belo jantar. E se for apenas pesca esportiva o peixe é devolvido ao seu habitat. Machucado, stressado, mas vivo. A sua serventia está no futuro.

A esquerda é movimento, velocidade, ardil. A caça abatida é disputada entre os vários caçadores. Não há consenso. Leva a melhor parte quem no momento estiver em vantagem. E assim as outras caças se safam.

O único momento em que os diversos caçadores tem o mesmo objetivo é quando há fogo na floresta. Todos fogem. Sem se atacar.

É isto que o Lula propôs, que pela sobrevivência, caminhemos numa mesma direção e sentido. Sem engalfinhamentos. Os golpistas puseram fogo.

Não é fuga, no caso em questão. Nem uma diáspora.

A ideia é encontrar em estímulo que nos faça, a esquerda, tomar um rumo comum.

Qual seria esse estímulo?

A meu ver, os progressistas concordam numa coisa: houve um golpe de estado, certo?

Então o que os impede que se unam em torno de uma mesma bandeira?

Interesses mesquinhos? Vaidade? Vingança?

É complicado empunhar o “Volta Dilma”. Muitos se sentiram traídos. A presidenta estava tomando medidas neoliberais. Medidas essas que penalizava o assalariado, favorecendo os rentistas, banqueiros e grandes financistas.

Há quem, inclusive, ache que o Cunha desesperado se precipitou em aceitar o pedido de impeachment. Pois, a Dilma iria fazer o mesmo que o Temer vem fazendo sem, no entanto, desgastar o governo do traíra. Mas são apenas suposições.

De qualquer forma o golpe está aí a questionar a dignidade do povo brasileiro. Ou as várias dignidades.

Agora, nada impede que as diversas tendências da esquerda sentem em torno de uma mesa e criem essa frente ampla teórica. O problema é o tempo.

Quanto mais esfriar o sentimento da dor do golpe, mais nos resignaremos.

E tem um problema: a direita também pensa. Tem os mecanismos de repressão. Tem dinheiro. Tem a mídia. E, principalmente, tem o império ao seu lado.

A prisão do Lula é um fator de aglutinação da esquerda. Mas ele mesmo disse que este fato é o de menos. Precisamos, sim, salvar a democracia. O país. O povo. Evitar a entrega das riquezas aos americanos. O desmonte da nação. O retrocesso.

Resta o que então? Resta o próprio Lula.

Ele é o imã. Ele atrai os olhares. É o denominador comum.

O senhor Luis Inácio Lula da Silva deve puxar pelo fim do golpe. A volta da DIlma. Se não por ela, pelo respeito às urnas. Aos 54 milhões de votos.

Os fascistas e congêneres estão pondo as manguinhas de fora. É daqui pra pior.

E a derrota, acachapante, da direita, da Globo é se o golpe for interrompido.E os golpistas, óbvio, presos.

A esquerda tem que levar a sério a fala dos “coxinhas” de que “bandido bom, é bandido morto”. A Globo nos marginalizou, lembram-se? Somos criminosos aos olhos dos conservadores. Logo… devemos morrer.

Vencer a direita é primordial. Ou são eles, ou nós.

Infelizmente é assim na guerra. Ou então… baixar a cabeça e voltar à senzala. Por muitos e muitos anos.

Dilma, Lula e parlamentares do PT não deem entrevista ao PIG. Eles são inimigos da democracia.

pigAlguém, por favor, avise ao Lula, à Dilma, aos parlamentares do PT que essa mídia é INIMIGA da democracia, INIMIGA deles, INIMIGA da esquerda, INIMIGA do Brasil e tem nojo do povo brasileiro. Não deem entrevista. A imprensa só não é vil com quem lhes tem serventia.

Pôxa, é difícil perceber a maldade dessa corja?

São jornalistas inescrupulosos, sabujos. Mino Carta avisou: os jornalistas (do PIG) são piores que os patrões. E tá certo ele.

Esse pessoal não presta. São estúpidos, conservadores e idiotas. Eles tem como única missão desconstruir a nação. E subir na miserável carreira deles através do puxasaquismo rastaquera.

Leiam a “entrevista” que Dilma concedeu à Folha.

Patética. Pelo menos a que saiu publicada.

A Natuza Nery, a mesma que no Roda VIva esculachou Rui Falcão, colocou a Dilma como uma pobre coitada, abaixo das vovózinhas de história infantil.

Que absurdo! Dilma de guerreira, de coração valente foi mostrada como um ser fraco, conformada, triste, decepcionada e amargurada com a traição. Mais preocupada com a mesinha que iria trazer da casa de mamã.

É de dar dó.

Parem com esse comportamento servil.

Nós estamos lutando pelo estado de direito. Pelo retorno da democracia.

Estamos dando a cara para bater em nome da justiça.

Precisamos de líderes fortes, decididos e cônscio de sua importância para o Brasil. Para América Latina. Para os povos oprimidos do planeta terra.

Ou sou ingênuo ou eles são muito espertos. Assim não dá.