O PT está nu, igual ao rei. Só que não adianta alertá-lo. Ele não acredita!

partido-dos-trabalhadoresNo dia 10/2 houve um evento com o senador Lindbergh Farias do PT na câmara dos vereadores de São Paulo.

Um rodada de conversas.

O senador preferiu mudar a dinâmica da reunião. Ouvir antes os presentes e depois falar.

Discursaram à parte os vereadores Suplicy, Juliana Cardoso e o deputado estadual Nader.

Vários participantes se inscreveram.

Consequentemente, diversos assuntos foram abordados, entre eles: o afastamento do PT das bases, a falta de combatividade da executiva, a militância retraída, acuada, a situação do RJ, conciliação de menos, conciliação de mais, a postura dos candidatos e os cabos leitorais, a anulação do impeachment e etc…

A questão sobre a anulação apenas duas pessoas tocaram no assunto: Edva e outro rapaz, que me foge o nome.

Durante os discursos deles senti um certo mal estar na plateia, tipo “isto, cansa minha beleza!”. Pouca atenção dada a importante tema!

O rapaz, encarando o Lindbergh, pediu, quase implorou, para que ele tecesse opinião sobre a anulação do golpe.

Bem, terminado a bateria de perguntas o senador se pronunciou.

Abordou alguns dos tópicos específicos de dentro do partido, mas não sobre o golpe. Citou, dando os parabéns e só.

Resumindo, saiu como candidato a presidência do PT. Aliás, esta rodada foi claramente constituída com essa finalidade: alçar o senador à presidência. Nada contra.

Sobre o golpe e o nome Dilma: fizeram ouvidos-de- mercador, misturado com comportamento de avestruz e síndrome da elite intelectual.

Virou tabu cogitar sobre a volta de Dima. E, pelo visto, não adianta mudar a cúlpula. Vai dar na mesma.

Durante a fala de Sokol, da executiva, defendendo as diretas já, ouvi-se um volta Dilma! Aí revelou o lado ditatorial, afirmou: “nós não temos o direito de iludir o povo com a anulação do impeachment” e de forma incisiva falou dos ministros do STF.

A meu ver, como já escrevi anteriormente, levantar a bandeira por “Diretas” é iludir o povo. Aliás, de modo mais ascintoso do que pedir a anulação do golpe.

As dificuldade burocráticas são imensas. Ninguém apresentou uma PEC.

Em 1984, com milhões nas ruas, a emenda Dante de Oliveira não foi aprovada. Por que seria diferente?

Naquele época, como hoje, o parlamento era extremamente reacionário.

Talvez eles queiram reviver a década de 80, do século passado.

A emenda não foi aprovada, mas a esquerda saiu fortalecida. O Lula se firmou como grande liderança. E o PT se tornou o maior partido da oposição. Politicamente, a esperança de um futuro melhor.

Se foi esta a atenção, estão redondamento errados na avaliação.

Com este comportamento os dirigentes decretaram o fim do Partido dos trabalhadores.

Os golpistas vão cassar a legenda. Caso não consiguam o partido sairá pequeno.

Só não aconteceu até agora o que prevejo porque Lula ainda está vivo e ativo. Pois, assim que se der seu passamento acabou o sonho.

O ditado “Pais ricos, filhos nobres, netos pobres” nunca se fez tão verdadeiro quanto ao caso do partido da presidenta.

Antes da usurpação, ninguém da esquerda ou analistas acreditavam no golpe, à lá Paraguai.

Afirmavam: o PT não é um partido qualquer, sua militância guerreira, está inserido nas bases, tem apoio parlamentar e etc e tal. E deu no que deu: golpe!

Esperávamos uma luta ferrenha contra essa baixaria. De maneira incisiva! E não essa inércia. Esse acovardamento mesquinho.

As nossas atuais lideranças (sic) estão com a síndrome do “cresça e apareça”. Se o movimento pela anulação ganhar corpo eles se juntam, se não… qualquer mudança fica tudo como está.

Situação confortável de quem só pensa no próprio umbigo, não é mesmo?

Hitler no seu bunker, já próximo do fim, ficava em cima do mapa mexendo seus exércitos imaginários. E aí do general que ousasse contradizê-lo ou avisá-lo.

O PT está nu, igual ao rei. Só que não adianta alertá-lo. Ele não acredita!

Para presidente do partido: Lindbergh Farias.

 

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