No Brasil, a direita é o depois. A esquerda é o antes.

Vivemos tempos de crise. O Brasil, tempos de golpe.

Aqui, como em qualquer lugar, existe uma direita e uma esquerda. E elas lutam por seus ideais. As vezes uma contra a outra.

As estratégias de lutas dessas correntes são muito diferentes.

Mas algo chama a atenção.

A direita só se divide depois. A esquerda, antes.

A direita se une para conseguir um objetivo. No caso brasileiro, o de destruir o governo progressista de Dilma Rousseff. No mesmo balaio estão vigaristas, corruptos, escroques e canalhas. E convivem sem o menor constrangimento.

Alcançado o objetivo, e só depois de alcançado o objetivo, os patifes começam a se degladiar. Ou por mais poder ou por mais dinheiro. Mal comparando, é igual ao bando de leoas caçando. Se juntam para abater a presa. Na hora do banquete é cada um por si.

A esquerda não. Essa tem a capacidade de brigar antes de alcançar o objetivo. Facilitando a vida dos abutres.

A meta era evitar o golpe, não era? Pois é, dançaram! E com eles nós assalariados. E desassalariados.

Por que? A desunião era evidente. Era uma tal de um por a culpa no outro. Apontar o dedo. Mostrar as falhas. E isso não leva a nada. Como não levou.

A esquerda faz leitura errada dos acontecimentos. E sempre fez.

Vejam o que Luis Carlos Preste disse em fevereiro de 64, no Kremlin. Perguntado “sobre a direita levantar a cabeça” ( dar um golpe) ele repondeu: ” Se a reação arrastar o Brasil para um confronto de classes sociais, […]estarei levando nosso povo para a batalha que culminará com a implantação de um governo socialista. Em outra palavras se a reação levantar a cabeça, nós a cortaremos de imediato. Os reacionários poderão cometer loucuras, mas mesmo as loucuras deles tem limites”. Foi aplaudido de pé. E de pé caimos. 21 anos de chumbo.

E não só isso. O jornal Novo Rumo, no mesmo ano de 64, divulgou as “Teses para o VI Congresso do PCB”, segundo o autor do livro “Marighuella, o guerrilheiro que incendiou o mundo”, Mário Magalhães , parecia (as teses) coisas de maluco. No fim de março as teses “especulavam sobre um futuro idílico, com exito nacionalista nas eleições de 1965”. Não lembra as promessas de eleições pra agora ou 2018 com a vitória do Lula?

A esquerda precisa se unir, senhoras e sonhores. Criar, por exemplo, um gabinte de crise.

Sentiu cheiro de sacanagem. Aciona o gabinete . Algo parecido com o que há no Uruguai, a Frente Ampla. Com protocolos, agenda e dispositvos. Uma constituição exclusiva da esquerda.

E uma lema: a vaidade fica lá fora.

Esse pessoal, a meu ver, fica brincando de intelectual. Mas eles têm salários e ajudas de custos.

E nós? Temos o quê? Vamos pagar o pato?

Estamos ficando desempregados, sem direitos a saúde, a aposentadoria, a educação e garantias trabalhistas. Neoescravos.

Qual a atitude das lideranças nese cenário? Ficam só no blá-blá-blá.

Quando o tempo fechar se asilam na Europa, não é isso?. E a gente que aguente o rojão. Deveria ser o contrário, não é mesmo? Mas creio que falta coragem e vergonha na cara.

Cadê o cara que dizia que ia parar o Brasil? Os caminhoneiros golpistas fizeram mais que ele.

E tenho dito!

 

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