O país está tão mal, tão doente que Lula deveria ser eleito presidente por aclamação.

FOTO OFICIAL PRES LULA

Lula e sua irmã siamesa, a democracia, foram postos à prova durante o percurso da caravana pelos estados do sul. E pode-se afirmar, sem sombra de dúvidas, que saíram vencedores desta batalha. Parabéns! Mostraram destemor e sangue frio diante da violência dos ataques.

A ideia dos fascistas era incutir pavor nos participantes e consequentemente obrigá-los a interromper a marcha… deram com os burros n´água.

Finda a caravana, Lula sai fortalecido.

Um cara forjado nas vicissitudes e dificuldades da vida não recua tão facilmente. E nem se dobra.

Tarimbado, as autoridades o perseguem desde a época de sindicalista. Incontáveis vezes sua vida foi devassada e ameaçada.

Preso em uma única oportunidade, e mesmo assim porque vivíamos num regime de exceção.  Se não fosse este pequeno detalhe ele não saberia o que é ficar encarcerado.

Viu sua companheira morrer de morte matada. Seus filhos prejudicados pela sua atitude desafiadora. Netos, bisnetos atormentados simplesmente por tê-lo como avô, bisavô.

Não é fácil! E não é para qualquer um. Tem que ter o couro grosso, como repetidamente fala em seus discursos.

Considerado por muitos como o melhor presidente do Brasil. Deixou o cargo com aprovação de mais de 80 %. Durante seu governo o país experimentou um crescimento que jamais tinha visto. Saímos do mapa da fome. Pleno emprego. Desenvolvimento em diversas áreas.

Seus desafetos dizem que a conjuntura o favoreceu. Oras, se é verdade que a situação econômica mundial o favoreceu ele soube aproveitá-la muito bem, não é mesmo?

Presidente duas vezes. Indicado ao prêmio Nobel da Paz. Recebeu o título de doutor Honoris Causa de inúmeras universidades. Resgatou a dignidade do povo brasileiro. Respeitado mundialmente. De inteligência rara é a pessoa indicada pra conduzir o país e retirá-lo do mar de lama em que se encontra.

Não só isso. Acima de tudo tem postura de estadista. Democrata até a medula dos ossos.

Condenado sem provas, sofre perseguição da justiça. E mesmo assim diz, a quem quiser ouvir,  que acredita piamente na justiça. E espera o resultado com a calma e o equilíbrio que só uma alma que não tem culpa no cartório tem.

Infelizmente, os personagens golpistas,  já cansativamente citados, querem vê-lo preso ou alijado da disputa eleitoral de qualquer maneira.

Cada nascer do sol traz consigo uma penca de dissabores.  E o Brasil vai se afundando cada vez mais. E como o fundo do poço está longe, a população terá ainda muito o que sofrer.

Fascistas agora pensam em matar o ex-presidente. Não duvidem que irão tentar novamente.

Santos Dias, grande líder sindical da década de 70, foi assassinado pela PM enquanto fazia panfletagem. O tiro acertou as costas do metalúrgico.  O soldado que atirou ficou livre.  As condições atuais são as mesmas daquela época, ditadura, ódio e pensamento tacanho nazifascista.

Outra coisa. A preocupação dos tucanos com o destino da população brasileira é zero,  tendendo ao negativo.

O naipe dos candidatos dos golpistas é de uma mediocridade aviltante. O Fernando Henrique, com  toda sua autoproclamada superioridade intelectual, indicou primeiro um animador de auditório para presidente e como não emplacou, escolheu  a seguir um vendedor de roupas… Tem cabimento?  E se não der certo também, vai tu mesmo Alckmin. E o país que se dane, não é mesmo?

Bem, as condições sociais, econômicas e políticas hoje estão tão caóticas que talvez não tivesse que haver eleição mesmo.

Lula deveria ser eleito por aclamação.

É o único cidadão que reuni todas as condições para colocar a nação de volta nos eixos. Não tem outro com tantos predicados, experiência e respeitabilidade internacional.

Um talento desta proporção nenhum país pode desperdiçar. Exceto, pelo que se vê, o nosso, o Brasil. O Brasil do golpe.

Luís Inácio Lula da Silva é inocente. Lula presidente. Só ele é ele. E fim, o resto é conversa pra boi dormir.

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Que tempos de retrocesso vivemos! Até o chicote voltou à baila.

Chicote, bate chicote. Arrepia chicote. Zuni chicote. Arrebenta chicote. Corta a carne. Sangue escorre. Grita grito lancinante. Berra. Berra. Berra socorro. Medo. Vingança. Ódio. Asco. Chicotada de gente estúpida. De senhor, surra de feitor. Escravo foge, chicotada. Surra no desgraçado. Pelourinho. Negrinho, do pastoreio. Nego Fujão. Chicoteia, o imundo.

Jesus Cristo. Martírio. Chicote de couro. Chibata. Terror. Humilhação. Açoite de chicote. Galés, escravos. Rema. General de grandes batalhas. Açoita o soldado covarde. Exorciza os demônios.

No Brasil não se usa o chicote como arma, ou instrumento de punição há muito tempo. A marinha usava. Última vez foi… 22 de Novembro de 1910. Aí, chegou certo Almirante Negro, conhecido como  João Cândido Felisberto, e deu um basta.

Apontou os canhões do navio para o Rio de Janeiro, capital federal. Oficiais e governo bestificados e amedrontados, cederam, fim da chibata. Revolta da chibata. Houve traição nos acordos, por parte das autoridades, e João Candido foi preso. Preso… mas saiu vitorioso. Marinheiro hoje em dia não apanha com o chicotinho.

Canta João Bosco – “Há muito tempo nas águas/Da Guanabara/O dragão no mar reapareceu/ Na figura de um bravo/Feiticeiro/A quem a história/Não esqueceu
Conhecido como Navegante negro/Tinha a dignidade de um Mestre-sala…Rubras cascatas jorravam/Das costas/ Dos santos entre cantos
E chibatas/ Inundando o coração…”, Mestre Sala dos Mares.

 

Agora, a foto do frouxo dando chicotada nas costas do apoiador do Lula é de um horror indescritível. Um verdadeiro absurdo. Vergonha mundial. Barbárie. Escrotice pura.

O chicote não é apenas uma arma, é principalmente um símbolo de opressão, de preconceito, de racismo, de dominação, de poder de classe, de raiva.

Punição ao  “pudim de ódio”, eventualmente chamado de ser humano, que teve a covardia de surrar o outro com tal objeto.

Se não há tipificação para este tipo de crime no código penal, apelo aos direitos dos animais, como fez Sobral Pinto. Lei de Proteção aos Animais. Mas impune, não pode ficar.

George Orwell, em seu livro “A Revolução dos Bichos” escreveu, e os bichos cantaram: “…Não mais argolas em nossas ventas,/Dorsos livres dos arreios,/Freios e esporas, /descartados,/Chicotadas abolidas!…”.

 

Viram ? “Chicotadas abolidas!”. Esse é o horror da ditadura. 1945.

No entanto, se o ato do imbecil não der em nada, só servir de piadinha para rodas de amigos, tão estúpidos quanto o “sinhô”, o que resta a ser feito então?

Responde aí Geraldo Vandré:

 

“… Marinheiro, marinheiro/ Quero ver você no mar/ Eu também sou marinheiro/Eu também sei governar/Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar…”. Aroeira.

 

E tenho dito.