Entre as reivindicações dos caminhoneiros deveria ter um “Fora Temer”.

Em 2015 os caminhoneiros pararam exigindo a saída da Dilma Rousseff.

A greve, com óbvio viés político, vinha floreada com reivindicações pueris tipo melhora da economia. Não apresentavam sugestões. Era a melhora pela melhora.

A saída da presidenta significava, à época, a cura para todos os males do Brasil. Ao menos era no que acreditavam os maldosos, ingênuos ou interesseiros caminhoneiros. Estes trabalhadores chegaram a se juntar com o grupelho do MBL, lembram-se?

Pois bem, conseguiram. Dilma Rousseff caiu. Vítima que foi de uma avalanche de motivos estúpidos, fracos e cretinos perpetrados e lastreados pela mídia golpista. Era tempo do “barata voa”. Da glória do moleque Aécio Neves.

E a quadrilha tomou as rédeas do país. O traidor Michel Temer tornou-se presidente. Rapidamente impôs medidas impopulares. Medidas estas que jamais seriam aprovadas em qualquer escrutínio. Jamais!

Passado  2 anos o que vemos é a completa destruição de um país. 14 milhões de desempregados. Com o fim dos programas sociais, voltamos ao mapa da fome. Crianças morrem de desnutrição. Cresce exponecialmente moradores de rua. Canalhas entregam nossas riquezas. O pré-sal, maior reserva de petróleo descoberta nos últimos anos, é dada a empresas estrangeiras. Sucateiam a educação, a saúde. Travam pesquisas. E dão risadas na nossa cara.

Pedro Parente é colocado como presidente da Petrobrás. Sua única missão, preparar a empresa para vendê-la.  

E como faz isto com gosto. Não pensa no desenvolvimento do país. Nos milhares de brasileiros que ficarão desempregados. Cabeça tosca e pequena não enxerga além do próprio nariz. Aliás, nariz  voltado para o mercado de ações. Para Wall Street.  Na sua visão, só deve satisfação aos investidores.

Há algum tempo fechou acordo com a Justiça dos Estados Unidos para que a estatal brasileira pagasse US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – aos acionistas norte-americanos. Assim, o dinheiro recuperado pela Lava Jato seguiu direto para os Estados Unidos.

Recentemente adiantou R$ 2 bilhões ao banco JP Morgam, presidido por José Berenguer, referente a um empréstimo que venceria apenas em 2022.  Segundo a revista eletrônica Crusoé, Berenguer e Parente, na prática, são sócios.

E com essa desastrada política de preços baseado nas oscilações do mercado de ações do petróleo levou o país ao caos.

Os caminhoneiros pararam. Se é greve ou locaute neste momento é o que menos importa. Suas reivindicações são mais do que justas. Os combustíveis aumentam toda semana.

Para um país que tem como principal meio de escoamento de produtos e mercadorias o transporte rodoviário é mais do que óbvio que cedo ou tarde estes trabalhadores iriam reclamar.

É difícil. O profissional fecha um acordo de frete e  no meio do caminho o diesel aumenta, o pedágio aumenta e ele vê seu ganho diminuir, ou pior ter prejuízo. Assim não dá, não é mesmo?

Enquanto isso seu Pedro Parente age como se a Petrobrás fosse sua. Diante do caos, ele vai abrir uma concessão ao governo e diminui o preço em 10%, até que o governo negocie com os grevistas. Mas não abre mão de sua política de preços. E que se dane o país. O poder fez mal à sanidade deste senhor.

Bem, então não há saída. O governo golpista fechou um acordo com a categoria. Os 10 % de desconto será mantido por trinta dias, periodicamente. Zerou a alíquota da CIDE. Entre outros pontos. Temer dará uma compensação financeira para os “prejuízos” da Petrobras, ou seja, todo cidadão brasileiro ajudará a manter o nível de ganho dos investidores estrangeiros da estatal.

A greve continua. Temer mandou descer o cacete na turma que insistir em bloquear o livre ir e vir. Forças armadas a postos.

Este é o típico acordo “engana trouxa”. Uma bomba-relógio que irá explodir.

A política de preços, como já disse o Barão Pedro Parente, irá continuar a mesma, certo? Temer afirmou que não demite Pedro, certo? Logo…

Então está na hora dos caminhoneiros assumirem outras bandeiras. Contundentes. Que tal o “Fora Temer”? 

 Mas se querem se redimir com a nação e com a história o certo seria “Volta Dilma”, “Lula Livre”, “Lula Inocente”, “Lula Presidente”. Seria o certo, não acham?  

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Por descaso com a história a luta contra o golpe se resumiu a um pleito eleitoral.

Tivemos mais de 300 anos de escravidão, e até hoje não estudamos o impacto que esta política escravocrata teve na formação do caráter do brasileiro.

Humanos africanos trazidos à força para uma terra estranha, com línguas e costumes diferentes, transportados acorrentados em porões de navios fétidos. Os negreiros. Assustados, maltratados, sem comida, água. Morriam às centenas. E os corpos simplesmente atirados ao mar. Sem preocupação. Afinal, eram animais. E o lucro, imenso.

Desembarcavam tontos, curvados, olhar perdido, extenuados. Imediatamente postos à venda. Cais do Valongo. Dentes, idade, sexo examinados. Dependendo, lavoura ou trabalhos domésticos.  E lá iam eles servirem a seus novos senhores.

Em 13 de Maio de 1888 foi decretado o fim da escravidão. Lei Áurea.

Artigo 1: “É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brazil. Artigo 2: Revogam-se as disposições em contrário”. Só isso.

E o que fazer com os quase dois milhões ex-escravos? Alguma indenização? Alguma ajuda aos libertos? Deram terras para que pudessem trabalhar? Alguma preocupação com a integração deles com a sociedade? Não. Nada! Nenhum tipo de compensação. Largados sem eira nem beira.

E apenas dois anos depois, 1890, os republicanos queriam que as pessoas virassem a página da escravidão. Esquecessem as atrocidades do escravismo. Oras bolas!

Percebam o que diz um dos versos do hino Proclamação da República: “Nós nem cremos que escravos outrora/Tenha havido em tão nobre País…/
Hoje o rubro lampejo da aurora /Acha irmãos, não tiranos hostis./Somos todos iguais! …”

Como assim “Nós nem cremos que escravos outrora/Tenha havido em tão nobre País…/”?

Houve sim e deveria ser estudado. E não deixado pra lá. E por culpa desta postura estúpida, interesseira e covarde 130 anos depois da abolição os pretos ainda tem que lutar contra a discriminação, o racismo e pelo fim da escravidão de fato.

“O nosso caráter, temperamento, a nossa moral acham-se terrivelmente afetados pelas influências com que a escravidão passou 300 anos a permear a sociedade brasileira (…) enquanto essa obra não estiver concluída, o abolicionismo terá sempre razão de ser”. Joaquim Nabuco.

Este comportamento de avestruz também foi mais uma vez utilizado quando a ditadura de 64 apodreceu e caiu. Em 1985.

Há algo mais vil do que a tal lei da anistia? Eu, que oprimi, censurei, reprimi, torturei e matei entrego o poder aos civis,  mas antes vou me “autoanistiar”. E pronto. E os ministros do atual STF revalidam esta aberração. É certo isso?

Recentemente soubemos que as execuções de prisioneiros eram praticas comuns. E do conhecimento e com a anuência dos ditadores presidentes. Garrastazu, Geisel e Figueiredo.

E que havia preocupação dos americanos em doutrinar a formação dos oficiais das FFAA a pensarem a favor do EUA.

E que agora, a partir desta doutrinação, começamos a entender por que não há nenhum militar nacionalista. Por que o exército convidou os americanos a participar dos treinamentos de guerra na Amazônia. Por que os militares veem a riqueza do Pré-Sal ser dada a empresas estrangeiras  e não se pronunciam. Ficam mudos com a venda da Petrobrás, da Eletrobrás e da EMBRAER. Compreendemos também o ódio ao PT e ao Lula.

O ministro da defesa, o general da reserva do Exército Joaquim Silva e Luna, afirmou que os documentos são para historiadores e encerrou o assunto sobre os assassinatos como política de Estado. Ou seja, empurrou para debaixo do tapete, novamente. É isso aí, corporativismo acima de tudo.

Os militares percebem o Brasil sob a ótica dos “yankees”. Assim não dá, não é mesmo?

A ditadura, assim como a escravidão, não foi esmiuçada e analisada sob os diversos pontos de vistas. Não me refiro ao ambiente universitário. Estes eventos deveriam ser debatidos e ensinados já no ensino fundamental.

O descaso com a nossa história permitiu, com uma facilidade exacerbante, o golpe de estado de 2016. Permite que chefe do exército ameace o Supremo. Que apareça um Bolsonáro, mas não um Lamarca. Que cidadãos peçam intervenção militar. Que direitos sociais sejam retirados. Que injustiças sejam praticadas. Que  “Marielles” sejam mortas. Que jovens da periferia sejam exterminados e seus autores fiquem impunes. Que a Globo continue a existir.

E que a única chance de reconduzirmos o país à democracia e à justiça se restrinja a um pleito eleitoral.

“É com o supremo, com tudo”, disse Jucá.

Os golpistas podem ser canalhas, corruptos, patifes, inescrupulosos, mentirosos e o escambau;  mas uma coisa não são, moleques.

Quando Juca disse que o golpe era “com o supremo, com tudo” é porque era “com o supremo, com tudo”.

Eles não estão para brincadeiras. A esquerda precisa levá-los mais a sério.

A segunda turma do STF, composta por Fachin, Mendes, Toffoli, Lewandwoski e Celso de Mello, negou a liberdade do Lula. Alguma surpresa? Não!

Aliás, como pode haver surpresa se é quase senso comum que o STF, além de ter participado do  golpe,  é um supremo acovardado?

O covarde não tem lado. Tem paúra.

Se a direita vê a possibilidade de Lula ser solto a sessão ameaça recomeça.

Recentemente, em tom apocalíptico,  o general da reserva Paulo Chagas “tuitou”: “CUIDADO COM A CÓLERA DAS MULTIDÕES !!!  Até o dia 10 de maio, saberemos se Gilmar, Lewandowski e Toffoli tomarão o partido do Brasil ou do crime. Querem boicotar a Lavajato ou fazer justiça?”

As bravatas deste general não são tão preocupantes quanto a que fez o comandante do exército general Villas Boas, também através de “tuite”, no dia 3 de abril. Nesta data o STF julgaria mais um pedido de liberdade do Lula.

Escreveu ele: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”.

Como vocês podem notar a intimidação feita pela comandante das Forças Armadas não tem prazo de validade. Digamos, é permanente.

Logo, o STF trabalha constantemente ameaçado. O que, convenhamos, não condiz com a democracia e com o bom andamento dos processos.

É duro negociar com que tem armas, não é mesmo?

Bom, para equilibrar a balança da justiça, o STF também teria que se sentir amedrontado com a esquerda.

Mas o que estamos fazendo até agora para que isto ocorra?

Nossas manifestações são todas dentro da legalidade. Não afrontamos os golpistas em nenhum momento.

Se queremos derrotar o golpe temos que partir para as chamadas Ações Diretas. Greves, boicotes, desobediência civil são alguns exemplos.

Gandhi usou este método na ocasião da Marcha do Sal. Indianos passaram a coletar seu próprio sal ao invés de comprar dos ingleses.

Os protestos não cutucam a onça. Somos ignorados. Temos que mostrar a nossa importância dentro da sociedade. Eles são 1%. Nós, 99%.

E mais. Queremos o Lula Livre? Então temos que agir. Ele está com 72 anos. O peso da idade conta muito. Enfrentou um câncer. A perda da esposa. Sua família é perseguida. Está numa solitária. Ele vai aos poucos baqueando.

Compreendo o que o Leonardo Boff disse, mas o homem Lula não está bem, não pode estar bem. Ele está preso! E se depender dos odiosos irá morrer por lá.

Não é justo deixar isto acontecer com a pessoa que fez tanto pela população. Que não cometeu crime.  É um absurdo!

O tempo trabalha a favor dos golpistas e dos traidores. E contra o povo.

O momento requer ações. Não podemos esperar soluções dentro da “legalidade”.JUca

 

No ESTADÃO, Lula já não vale um show sem graça.

O artigo, na seção OPINIÃO, do Estado, do dia 3/05 se refestela com o que julgam o maior fracasso do que seria o maior comício em comemoração ao dia do Trabalhador em Curitiba e em apoio ao Lula Livre.

Batem nas centrais sindicais. Chamando-os de sabotadores, afirmam que os mesmos atrasaram a modernização do país em décadas, sem o sindicatos o Brasil estaria no primeiro mundo.

Mas a verdade é outra, sabemos. Os canalhas golpistas estão acabando com as pesquisas, com a indústria nacional, com a Petrobrás, Embraer, Eletrobrás. Sucateiam a educação, a saúde … Se dependesse dessa elite macabra nem a escravidão teria sido abolida.

E mais. Sem o dinheiro da contribuição sindical os organizadores já não têm como pagar shows de artistas milionários e oferecer casas e carros, o que, segundo OPINIÃO, é o que atraia milhares de pessoas aos eventos do Primeiro de Maio. E que está contribuição só servia para tirar vultosas somas dos trabalhadores.

Se esquecem que as novas regras, se implementadas, ainda não surtiram o efeito que escrevem no artigo. E escondem que o trabalhador sindicalizado ganha até 30 % a mais do que os não sindicalizados. São melhores preparados e treinados.

Diminuindo o ato, afirmam que apenas 5 mil pessoas, segundo a polícia,  no máximo compareceram. E mesmo assim foram os manifestantes profissionais. Aqueles que recebem dinheiro e lanche, o famigerado pão com mortadela. Os organizadores estimam em 15 mil, no mínimo.

Como moleques de classe média, desdenham de Luís Inácio Lula da Silva, de sua importância no cenário mundial e de sua capacidade em  mobilizar milhares de pessoas. Usando de palavras chulas, se referem ao ex-presidente como corrupto, lavador de dinheiro e de maior ladrão do mundo.

E deixando transparecer o ódio de classe dizem :” São poucos os trabalhadores que se dispõem a servir de massa de manobra para objetivos políticos tão explícitos. Lula já não vale um show sem graça.”.

Chamam de imbecis o que compareceram ao evento e tratam como imbecis os que acreditam no artigo do jornalão. Resumidamente somos todos imbecis. Tá muito fácil.

Uma constatação. Assim como os senhores da Casa Grande temiam uma revolta dos escravos, os golpistas temem uma revolta do povo. Aliás, único temor. E por isso tratam de amaciar a carne, aí sim, dos mais incautos.

E mais. Se não foi o que se esperava, mesmo este “diminuto” evento incomodou a direita, caso o contrário não escreveriam absolutamente nada.

A estratégia da mídia golpista é, e sempre será, pautar a esquerda. Armadilhas colocadas em cada olhar, gesto ou palavras.

A quadrilha parte para o enfrentamento. Qualquer movimentação nossa é prontamente rebatida. A pessoa não consegue refletir por um minuto que seja.

Este artigo do Estadão, citado aqui, é também uma armadilha.

Estão nos cutucando. Não reajam! É isso que querem. Sabe na escola o valentão ameaçando o outro estudante? O que os pais dizem? Deixa prá lá. O cara se cansa ou  daqui a pouco se forma e sai. Ou toma outras providências? E quais providências? E  quem disse que o valentão é maior que o outro?

Resta entender que nós, o povo, não somos elo fraco nesta história. Somos fortes.  E com um poder inimaginável ao nosso alcance.

É uma guerra que vivemos. Mundos separados. E em uma guerra o general não antecipa estratégias de luta para o adversário. Nem por entrevistas.

Medo não pode fazer parte deste cenário de lutas. É assim.

Se os golpistas não se sentirem afrontados, Lula continuará preso.

Lula preso.  A cela, uma solitária. Nem médico, nem amigos, nem ex-presidenta, nem prêmio Nobel da Paz, nem advogados podem visitá-lo. Barrados que foram por uma juíza.

Como previa, ele está incomunicável. E vai piorar.

O ex-presidente está nas mãos do inimigo.  De gente golpista, canalha, odiosa. Psicopatas. Agem e fazem o que bem entendem.

A ordem: esquartejar o Lula, amaldiçoar seus descendentes, apagar a história do PT, prender os petistas e cassar o registro do Partido dos Trabalhadores.

Terra arrasada. Salgada. A história contada e recontada a partir do ponto de vista dos vencedores. Assim como fizeram com a escravidão. Com Zumbi dos Palmares. Talvez adaptem o hino da proclamação da república e nas escolas ensinem:

“…Nós nem cremos que “petistas” outrora/Tenha havido em tão nobre país/Hoje o rubro lampejo da aurora/Acha irmãos, não tiranos hostis/Somos todos iguais ao futuro…”

Estamos num momento histórico crucial. É no agora que temos que agir. Pensar.

O Brasil está dividido em dois mundos, bem distintos um do outro.

O da mídia, com o judiciário, legislativo, executivo, forças armadas, polícias, classe média velhaca, coxinhas, fascistas, débeis, corruptos, alienados, “Homer Simpsons” e inocentes úteis. E o outro, com os democratas, progressistas e todos aqueles indignados com o golpe vigarista.

Mundos separados por muro construído com mentiras, manipulações e pelo ódio.

Brigam irmãos, casais. Perdem-se amigos. O ódio é implacável.  Não tem perdão para a Globo.

Lula condenado é injusto. Lula amordaçado é uma vileza. Eleição sem Lula é fraude.

O poder judiciário, como concebido pela carta magna, não existe. Os juízes, alguns, cuspiram no prato que comeram. Que tal trocarmos justiça por “injustiça”? O MPF por Ministério dos Procuradores Fascistas? PF por Poder Falangista? Seria o mais correto a fazer.

Impotente, neste momento, o ex-presidente confia em nós. A luta por justiça e pela sua liberdade deve continuar. O que é bastante coisa.

 Não atingimos o QG do golpismo, até o momento. E somos pautado por eles.

Os golpistas são movidos a dinheiro ou a ameaça.

MT só não caiu porque comprou por duas vezes o congresso. Aécio Neves ameaçou matar o cara caso delatasse suas falcatruas. E olhe que o cara era o primo dele…

Temos que partir para o enfrentamento.

O acampamento em Curitiba sofreu atentado a tiro. 20 no total. Evento gravíssimo. Segundo informações, houve dois feridos. Um em estado grave. Imediatamente as pessoas foram às ruas, queimaram pneus, gritaram Lula Livre. Interromperam o trânsito. Criaram um fato.  Se não agissem desta forma, poucos saberiam da tentativa de homicídio. É isso, resposta rápida e a altura. Enfrentamento.

O trompetista tocando ao fundo o tema de “Lula, Lá” enquanto o repórter da Globo falava ao vivo, significa enfrentamento.  Imagine outros músicos interferindo do mesmo modo na mídia. Em algum momento as emissoras teriam que reagir, certo?

E os golpistas? Veja o que Sérgio “Banestado” Moro fez. O STF tirou o processo do sítio de Atibaia de sua alçada. Como ele reagiu? Falou Não, daqui não sai!  E não saiu. Ele afrontou uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Digamos: Moro peitou o chefe. Seus fãs deliraram. Mandou às favas a dito que diz que “decisão de juiz não se discute, cumpre-se”. Moro enfrenta o STF.

E a Globo? Em 8 Segundos deu a notícia e logo após ficou 8 minutos batendo no Lula. Boa Noite. Covardia, hipocrisia.

Os golpistas partem para o enfrentamento de bate-pronto.

E nós, estamos reagindo conforme o esperado?  E em conformidade com quem? Ganhamos a narrativa do Golpe. A de 64, ganhamos? A Globo fez uma espécie de mea culpa, e só. Muitos ainda afirmam que não houve golpe e sim revolução.

Por enquanto os carrascos não estão nem se coçando. A vida continua.

Queremos Lula Livre, certo? Por quê? Porque é inocente. É um preso político. O maior líder que o país já teve… Se houver eleições e se forem honestas e transparentes. E se puder concorrer, o ex-sindicalista ganha. Os golpistas, obviamente, não querem que ele dispute o pleito.

E mais.  Preso político não combina com democracia. Não estamos numa democracia. A Constituição foi estuprada por quem deveria protegê-la.

O enfrentamento é irmão gêmeo dos protestos. O combate tem que ser em várias frentes. E conforme o perfil de cada um. De Ghandi à Lenin.

Precisamos mostrar força, determinação. Se Lula não for solto imediatamente faremos isso, aquilo…

O que os golpistas temem?

Banqueiro? Perder dinheiro. A Globo? Audiência.  As grandes indústrias? Produção. Magazines? Vendas. Pois então?

Quanto tempo mais durará o acampamento em Curitiba? Um ano, cinco anos? Ou o tempo que for necessário?

Há muito tempo que lugar de chorar deixou de ser na cama.

“Eleição sem Lula é fraude. Mas mesmo assim temos que participar desta fraude.”

Temos que participar das eleições. E derrotar o golpe, pois a destruição do país continua.

Enquanto os olhos da esquerda se voltam exclusivamente para o preso político Lula e pedem sua libertação, com razão, o golpe continua a devastar tudo que vê pela frente. E mais, procurando legitimar a própria usurpação.

Moreira Franco, o gatinho angorá, o que não pode ficar perto de um cofre, segundo FHC, foi nomeado ministro das minas e energia. É a raposa esfomeada tomando conta do galinheiro.

Além da continuidade da imunidade que o cargo de ministro lhe proporciona,o ministro tem como missão primeira dar um fim nas  grandes estatais e nas riquezas brasileiras. Adeus Petrobrás, Eletrobrás, petróleo, água, nióbio, tório, ferro, manganês e etc… País em mudança, vende tudo, é o seu lema. Lucro máximo. Retorno mínimo.

Enquanto lutamos pela libertação do preso político Lula, condenado sem provas, os golpistas se preocupam em “lavar” o Brasil. E lavar o Brasil significa: lavar o golpe vigarista, lavar dinheiro e lavar a Lava Jato. Sacanagem atrás de sacanagem.

Lavar o golpe é legitimar os golpistas no poder através de eleição para presidente. Sem Lula no páreo, julgam eles, a vitória de um de seus quadrilheiros está garantida. Ficou bem mais fácil emplacar um dos canalhas, escolhidos por outros canalhas, certo?

A direita tem o Geraldo Alckmin, com mais chance e só. Bem que Fernando Henrique Cardoso tentou arregimentar outros nomes, mas o tucano é que chamamos de dedo podre. Só escolhe traste. Vide  Aécio Neves, e depois o animador de auditório  e mais recentemente o vendedor de roupas. Não deram em nada. Exceto Neves que pela canalhice jogou o país no caos.

O embate será entre a direita e a extrema direita, como bem colocou Haddad. E arrisco em afirmar: a disputa final será entre Alckmin e Bolsonaro. Entre o fascista com fala mansa e o fascista truculento. Com a eleição do “santo”.

A lógica da quadrilha é a de que tendo eleições, livres e diretas, ninguém mais poderá dizer que o país vive sob o regime de exceção, não é democrático ou tivemos golpe.  

No Paraguai foi assim, por que aqui seria diferente?

E mais. A eleição, sem Lula, com certeza, será transparente e honesta. Haverá inclusive observadores estrangeiros a garantir e avalizar a lisura do pleito.  A quadrilha sabe: com a corrida ganha, pra que correr o risco de ser pego  fraudando, não é mesmo? Seria estupidez, no mínimo.

Então, onde está a sacanagem? A sacanagem está na não participação do Lula. Eleição sem Lula já é uma fraude por si só.

Por quê? Porque Lula lidera em todas as pesquisas. Os golpistas se pelam de medo do ex-sindicalista. A população o quer como presidente outra vez, é imbatível. Os motivos para alijá-lo da participação são enganosos. Lula não é dono do tal do Triplex, o réu provou sua inocência (tem cabimento o réu provar a inocência?). Não participou de nenhum esquema de corrupção na Petrobrás, conforme auditou a PricewaterhouseCoopers.

Mesmo assim o condenaram a 12 anos e 1 mês de reclusão, na base da convicção de um elemento que se diz procurador e não passa de um fanático. Com a corroboração da Globo.  Este foi o embuste usado pelos embusteiros do MPF e do Judiciário. Manipular a população.

Tudo caminha para proibição de que Luis Inácio Lula da Silva saia candidato.

Em se confirmando este veto, só há um motivo para a esquerda participar desta fraude eleitoral. Ganhar alguns minutos nos meios de comunicação e denunciar o golpe. Aproveitar a oportunidade, dar nome aos atores do golpe, o “modus operandi” do golpe, as falcatruas, os roubos e patifaria da traição, a manipulação da mídia e mostrar à exaustão as mentiras.

Falar sobre Tacla Duran, o advogado que denuncia a máfia da delação premiada da Lava Jato. E que apresenta provas.  Lembrar que os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) acionaram a PGR Raquel Dodge. E ela  até agora não se mexeu. Talvez a escola do “não vem ao caso” tenha feito mais uma pupila. Vão-se os dedos, ficam-se os anéis. Esposa de Moro, amigo do Moro, força-tarefa do Moro foram citados por Tacla.

Dizer como a Lava Jato destruiu a indústria naval, como desmontou as grandes empresas de construção civil, como provocou desempregos. E mostrar porque a força tarefa é seletiva na sua busca insana por culpados.

Colocar o áudio do Romero Jucá dizendo que tem que acabar com essa “porra”, essa “porra” é a lava jato,  “estancar a sangria”, “com supremo, com tudo”… Chamar para manifestações.

Claro que os programas serão censurados pelo STF. Mas não se pode perder as pequenas oportunidades que a vida proporciona, não é mesmo?

Fora isso não há por que participar de um evento viciado. O golpe não veio pra ficar só dois anos.

Então esquerda, vamos aproveitar a onda de lavagem e lavar os golpistas do poder?

Ocupar praças, ruas, espaços públicos…Mostrar toda nossa insatisfação com o golpe vigarista. Com a prisão do Lula. Com o fim da democracia…

Vamos à luta! Lula Livre! Porque é, antes de tudo, inocente!