Sobre edisonnsbrito

Masculino, 53 anos casado

Que o holocausto do Lula nos sirva de lição

“Institui a Lei de Execução Penal .

SUBSEÇÃO I

Da Permissão de Saída

Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:

I – falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;

II – necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).

Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso. “

 

Alguma dúvida se Lula tinha o direito de velar o irmão? Claro que não!  Inclusive está escrito com todas as letras a palavra “irmão”.

A defesa do ex-presidente solicitou a saída, a juíza pediu um parecer para o MPF, que pediu um parecer para a PF, que negou.

No frigir dos ovos quem negou mesmo foi o Sérgio Moro.

Motivo? Não havia tempo hábil para a logística de transporte do ex-presidente. Ou seja, transporte aéreo e escolta.

Os carrascos se respaldaram nas brechas que a lei apresenta para justificar a negativa.

E quais são essas brechas? A meu ver, o verbo “poder” e a frase “mediante escolta”.

Os presos “poderão”, não significa que é uma obrigatoriedade. E se não houver escolta, o preso não poderá sair.

E mais. Os carrascos sabem, Lula não é qualquer preso e sim o maior e mais importante líder que o Brasil já produziu. O simples deslocamento se torna um martírio. Por onde ele passa, arregimenta multidões. Então, como garantir a segurança dele e dos agentes, não é mesmo? Como não causar tumulto? Difícil!

Óbvio que eles poderiam liberá-lo,afinal,  Suzane von Richthofen teve autorizada a saída para comemorar os “Dias dos Pais”.

No entanto o ódio, a maldade, a vingança, o medo e o preconceito foram os grandes conselheiros da recusa.

Mas suponhamos que eles liberassem. Qual o simbolismo desse ato? A concessão da saída significaria que a justiça estaria começando a agir com justiça e isto acenderia uma luz de esperança nos corações das pessoas de que Lula poderia ser posto também em liberdade?

Seria muita ingenuidade de nossa parte acreditar numa possível mudança de postura do judiciário.

Devemos é abandonar posições conciliadoras e assumir a realidade. Fomos derrotados em todos os campos.

Vivemos num estado de exceção. A esquerda relegou o povo ao segundo plano. Os nossos líderes avaliaram mal os atos da direita. Os nossos mandatários não souberam lutar contra o golpe. Bolsonaro, apesar de tosco, tem que ser levado à sério.

Deveríamos ter dado a mesma importância ao Lula que a direita deu. E dá. E demonstra com atitudes. E não mostra medo.

Por exemplo, no dia da prisão Lula a esquerda não entendeu a magnitude do Lula.

O certo seria criar um fato político. Conclamar as pessoas a cercar o sindicato. E não deixar ao deus dará. Convocar uma entrevista coletiva internacional. E jamais, repito, jamais deixa-lo se entregar para um simples delegado.

Um homem que foi duas vezes presidente, reconhecido mundialmente como grande líder merece muito mais consideração. No mínimo quem deveria estar negociando sua “rendição” seria o ministro da justiça.

Quem aconselhou Lula a se entregar naquele momento deveria fazer um mea-culpa. Quem falou que o povo brasileiro não sabe lutar deveria fazer mea-culpa. E depois pedir o boné e sair da cena política.

Eventos passados, dirão, mas reflete no presente e refletirá no futuro.

A esquerda desde 2013 age atemorizada. Envergonhada. Foi uma presa fácil para a ultra-direita.

Quem está no poder tem que ter vontade de estar no poder. Tem que exercer o poder.

Que o holocausto do Lula nos sirva de lição. Não temos adversários, temos inimigos.

 

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O que levou os militares a escolherem Jair Bolsonaro?

Não sei porque, mas todas as vezes que falam em Jair Bolsonaro me lembro do ex-deputado Severino Cavalcanti.

Será que é devido ao fato de que assim como a irresponsabilidade, a falta de comprometimento com a nação, interesses escusos e o ódio levaram Severino à presidência da câmara em 2005, estes mesmos motivos tenham levado também Jair Bolsonaro à presidência da república? 

Ou será por que ambos pertencem ao “baixo-clero”, não concatenam ideias, são toscos, obedecem a ordens e sempre estão dispostos a mudar de ideia, serviram apenas de demonstração de poder, e de escárnio contra população brasileira?

Sim, escárnio! A simples presença do ex-capitão é uma humilhação para os cidadãos. Isto ficou bem claro após o discurso do Jair em Davos. O “mito” ficou nu. O sujeito lê mal. É inseguro como um aluno pré-adolescente dando 40 minutos de aula.

Depois de Davos, começo a duvidar da tal facada. Será que não foi uma armação? Um “fake” para o Bolsonaro não discutir com seu adversários um projeto de país? Já imaginaram o “mito” debatendo com o Haddad? Com o Cyro? Com Alckmin? Seria um massacre.

Com certeza, desmaiaria, assim como aconteceu com o Flávio Bolsonaro.

Agora, como um cara totalmente despreparado, sem jogo de cintura, que não entende nada de política, que se porta nas redes sociais como um “troglodita” chegou a este cargo?

O ódio ao PT seria suficiente para explicar o motivo de tão infeliz escolha?

Bem, creio que a resposta possa ser encontrada na entrevista que um alto oficial do exército deu ao jornalista argentino Marcelo Falak, do portal âmbito.com, em 2 de Outubro de 2018.

… Em meio a um clima que estava ficando pesado, um prelúdio para o que, dois anos depois, resultaria na deposição de Dilma Rousseff, as Forças Armadas começaram a procurar quem defenderia seus interesses no Congresso. A escolha, é claro, coube ao deputado Bolsonaro, ex-capitão do corpo de paraquedistas que abandonou a arma na época em meio a vários casos de indisciplina.
Esses antecedentes jogaram contra ele, mas “a maneira como ele defendeu as Forças Armadas aumentou nossa influência sobre ele”, disse a fonte.
“Dada esta situação, um grupo de militares de alto escalão decidiu levar o deputado ao Comando do Exército, pensando nas eleições deste ano. Há um ano, o Exército analisou que haveria uma polarização e que Bolsonaro seria aquele que enfrentaria o conflito contra o PT. Por que? Como a história do Brasil mostra, sua elite nunca se importou com a nação e só pensou em si mesma. Ficou claro para nós que os partidos do centro não se uniriam para enfrentar a esquerda. Foi certo apostar em Bolsonaro”, disse ele.
A autoridade militar que nos recebeu na área de uma ante-sala de seu escritório em Brasília disse que Bolsonaro “abriu o diálogo, aceitou as nossas sugestões e mudou muitas de suas posições. Por exemplo, passou de nacionalismo econômico ao liberalismo. Isso, visto hoje em sua campanha, foi o resultado do diálogo que o exército abriu com ele em nenhuma dúvida.”
Além disso, o homem foi pessoalmente ordenado. “Ele se casou com sua terceira esposa, teve uma filha e fez psicanálise por dois anos”, disse ele.
Bolsonaro não é o misógino, homofóbico e racista que suas próprias declarações sugerem. “Você se lembra do episódio que ocorreu em 2014, com a deputada Maria do Rosário (PT)”, que, no meio de uma discussão sobre um projeto de lei , Bolsonaro disse-lhe “não te estupro porque você não merece”, o que lhe valeu uma condenação ao longo do tempo. “Bem, ninguém sabe, mas isso mudou sua percepção, ele se arrependeu, foi algo que lhe custou pessoalmente, e nós o ajudamos a entender que ele deveria evitar essas reações” para se tornar um candidato viável, acrescentou.”

Lendo a entrevista percebe-se que as forças armadas não estavam preocupadas se o ex-capitão era competente, democrata, digno, honesto, republicano. Eles queriam apenas alguém maleável, e que se encaixasse nos anseios da cúpula militar.

Conseguiram. Colocaram um boneco de marionete na presidência, cuja única função é cumprir ordens.

No entanto, pra surpresa dos próprios militares, Bolsonaro se mostrou mais limitado do que eles supunham.

E agora? Durmam com um barulho desse!

Severino Cavalcanti ficou 8 meses como presidente. Pego extorquindo 10 mil reais do dono do restaurante da câmara, renunciou.

“Solto, viro presidente. Preso, viro herói. Morto, viro mártir”, disse Lula.

Lula advertiu, e quanta sabedoria na advertência.

“se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem, viro mártir. E se me deixarem solto, viro presidente de novo”.

O tempo passou e o que temos até o momento?

Vejamos. A canalha, que de boba não tem nada, sabia, só a prisão evitaria que Lula  concorresse e, consequentemente, ganhasse as eleições presidenciais. Rapidamente encarcerado,  não virou presidente.

Preso há seis meses, ele está HERÓI. E se comporta como tal, pois resiste bravamente às agruras de sua condição de detento.

A grande questão é: até quando ele suportará ser um semi-deus? Ou traduzindo, por quanto tempo ficará preso?

Por mais que a defesa faça e lute Lula será condenado em todos os outros processos pendentes. Estes depoimentos são apenas rituais protocolares. O julgamento, uma farsa. E óbvio veredicto, culpado.

Se serve como consolo o que estão fazendo com ele ficará registrado para sempre na história. E quem contará a está história não serão os ditos “vencedores”.  E nem a “escola sem partido” será capaz de esconder a verdade sobre estes acontecimentos.

Caminhamos agora para a terceira opção, “se me matarem, viro mártir”.

Alguém por aqui que ver Lula mártir? Claro que não!

Mas esta triste opção também independe dele ou de nós. Infelizmente.

A vida de Luis Inácio Lula da Silva está nas mãos do inimigo. De gente escrota que fede a patifaria, preconceito e ódio.

O ex-sindicalista se tornou um problema internacional. A cada dia que passa mais gente se convence de que ele é de fato um preso político. A vitória do ex-capitão não amenizou o clima de desconfiança e de revolta.

Os quadrilheiros não conseguiram lavar o golpe.

E agora? Como fica a situação econômica, social e política do Brasil?

Percebe-se, a paciência dos golpistas está no limite. Por mais que enganem, mintam e caluniem a força do Lula não dá sinais de enfraquecimento.

Então por que não temer por sua morte física? É uma solução que, sem sobra de dúvidas, a canalha aventa, ou não?

Lula ficará muito tempo preso. Mofará na cadeia. Nunca mais ouviremos sua voz.

Pensar o contrário é desejar ser enganado.

Quem irá controlar o futuro governo federal de sua sanha autoritária?

Numa contagem rápida a bancada conservadora no congresso nacional conta com 398 parlamentares, aproximadamente. Logo,  Bolsonaro tem toda razão quando afirma que não precisará fazer conchavo com ninguém para governar. O apoio no senado e na câmara dos deputados está mais do que garantido. Sua palavra será uma ordem. Tipo ditadura.

Então preparemo-nos, pois os direitos trabalhistas, previdenciários, as conquistas sociais, culturais, educacionais,  as empresas estatais, os programas de inclusão, já atacados no governo Temer, estarão seriamente ameaçadas de extermínio.

Em destaque as preocupantes ameaças feitas ao MTST e ao MST. Estes movimentos foram jurados de morte pelo futuro presidente. Não é coisa pequena. O cara vai tipificá-los como grupos terroristas. E a lei de segurança nacional está aí para legalizar o assassinato.

Outra coisa. O PT que se cuide. Ele também está na mira dos bolsonaristas. O JB prometeu metralhar “a petralhada”, lembram-se? Portanto, o Partido dos Trabalhadores corre sério risco de ser posto na ilegalidade. E não há porque duvidar. Exemplo histórico, temos. O general Eurico Gaspar Dutra, anticomunista ferrenho, eleito democraticamente presidente em 1946, cassou o registro do PCB.

Dias sombrios estão por vir.

Agora, a grande questão é: quem poderá salvar os avanços e a jovem democracia deste pais   ou, pelo menos, frear a sanha fascista por destruição?

O legislativo? Impossível! O congresso está dominado pelos ultradireitistas, como já foi escrito acima.

O STF?  Também não. Convenhamos, o Supremo oscila entre a covardia e a concordância com os novos rumos do país. Dias Toffoli, presidente do Tribunal, tem um general como assessor e acha o Bolsonaro “uma pessoa alegre e bem humorada”. Conclusão: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, profetizou o Barão de Itararé.

O povo nas ruas? É o jeito. Não vislumbro outra saída. Ao cidadão organizado cabe a árdua tarefa de estancar a sangria.

Mas desta vez não precisaremos nos preocupar com pautas. O governo federal construirá a agenda de manifestações.

Mal comparando, estamos na mesma situação daquele personagem de desenho animado que vendo o muro da represa verter água por um buraco tenta impedir o vazamento tapando com a mão, aí surge outra fenda e ele coloca a outra mão, aparece outra rachadura usa o pé e depois o outro. E assim vai.

Fim da CLT, da previdência? Sindicatos, centrais, associações… a postos!

A cultura está sob ataque? Artistas, produtores, cantores… à luta!

É o fim das escolas públicas, das faculdades? Professores, estudantes … à carga!

Povos indígenas, quilombolas suas terras correm perigo? Mobilização geral!

Evidentemente que não há empecilhos para participação de pessoas de outras áreas. Os protestos são abertos.

A vida não será fácil porque a repressão será violenta. E será violenta porque o monstro do autoritarismo mostrará o pior de sua personalidade.”

Se os ministros do TSE não tem coragem de cumprir com seu dever, melhor procurar outra profissão.

Me lembro bem. Aconteceu há alguns anos atrás… Rio de Janeiro, PM em operação numa das favelas da cidade. A repórter, que cobria a operação, perguntou a um oficial se eles não ficavam com receio de invadir o morro. Olha! – disse o militar, entre indignado e espantado- se o policial não tem coragem de subir o morro, ele está na profissão errada. Vai ser bancário que ganha mais e não corre perigo.

Essas palavras me marcaram.

Entenderam? Entenderam bem o que o policial falou?  Se você é uma autoridade constituída e sabe que o cargo exige de você certas atitudes e você não as toma, então você não merece  estar no cargo em que está.

É o caso dos ministros do TSE.

A Folha de São Paulo mostrou, demonstrou e comprovou, em reportagem, que houve fraude nas eleições. Houve sacanagem, via “Whatsapp”, por parte do capitão “Fake News” e seus cúmplices. O tal de Caixa 2.

A jornalista Patrícia Campos Mello, que denunciou a fraude, está sendo ameaçada de morte, de curra e o escambau. É muito escroto a intimidá-la. E as autoridades? … fazem cara de paisagem.

E o TSE? Intimado a se posicionar, o que faz? Nada! Não faz nada! Aliás, como estúpidos acovardados os juízes protelam uma simples entrevista.

Medo, muito Medo! Afinal, o filho do coiso, o Eduardo, é muito perigoso, não é mesmo? Soldado e cabo, a pé, tomam conta daquela pocilga. A pocilga é o STF.

Os ministros do STE se comportam como urubus comendo carniça, se encolhem quando afrontados. Batem asas e ficam gritando.

Repito, adiaram a entrevista, e quando a concederam não falaram nada com nada. A urna é confiável. O voto é confiável. O mesário é confiável… Defini-los como prolixos é pouco.

Se não tomam atitudes compatíveis com a função, se temem o Moro , se temem os filhos do Bolsonaro, se temem a Globo, se temem perder a boquinha… vocês, ministros, não servem pro cargo. Vão ser bancários. Que me desculpem os bancários.

Bater e julgar casos pequenos é mole. Isto qualquer concursado faz.

Pisotear, aloprar, desdenhar, ridicularizar, menosprezar quem está por baixo é fácil. Prender o leiteiro, o sapateiro é tranquilo.

Agora, tomar atitudes contra quem fere a república, que sabota a democracia, que vilipendia os direitos humanos é complicado. Exige coragem. Por favor, caso não tenham essa força, peçam demissão. Aliás, o Eduardo, o  filho do fascista, afirmou que irá expurgá-los do STF. Então, vocês, ministríssimos, estão esperando o quê? Um convite?

Volto a repetir, o filho da família dinossauro ameaçou Rosa Webber. A  ridicularizou. A menosprezou. Fez chacota do Supremo, fez piada com Gilmar Mendes… e nada acontece. Resposta zero. É muito pusilanimidade.

Infelizmente o judiciário está dando demonstrações claras de acovardamento. Ou de cumplicidade, o que é pior.

Imaginem se as mensagens caluniosas partissem do PT, do Haddad. Imaginem se fossem empresas que tivessem declarado apoio ao Haddad a pagar para empresas dispararem “fake news”, qual seria o comportamento do TSE? Dos Ministros, do MPE, da PF?

Será que investigar e julgar não seria bem mais celere? Será que haveria adiamento de uma entrevista sobre o caso de Caixa 2? Claro que não !

Não sejamos ingênuos. Estamos vivendo um golpe. E teremos que derrotá-los.

A parte humana da nossa sociedade tem que prevalecer.

Domingo, dia 28, temos que mostrar ao mundo que somos uma nação humana, que não somos bárbaros e que acima de tudo respeitamos os outros, os diferentes.

“Fake News”, arma de guerra em mãos covardes.

“Fake News”, notícias falsas, fantasiosas, exageradas ou mentirosas propositadamente criadas  para prejudicar alguém ou alguma coisa.

Os “fakes” são disseminados por agentes pagos. Exploram ao máximo e de maneira torpe o imaginário e os sentimentos de parte da população. Envolvendo-os num ambiente nebuloso e confuso, onde o não saber retroalimenta o ódio e o medo. E sem poder de reflexão ou, o que é mais desprezível, por questão de afinidade com pensamentos raivosos tornam-se presas fáceis dessas verdadeiras armadilhas semióticas.

Os covardes não estão em disputa eleitoral, estão numa guerra. Os “fakes” são as armas desta guerra

O objetivo? Destruir, para ganhar. Matar, para viver.

Por isso os embusteiros não estão nem aí para os efeitos colaterais. Tanto faz se alguém sai machucado ou não.

Terroristas, não ligam para a própria reputação. Acabando com o outro se sentem recompensados. O benefício é muito maior que o custo.

O TSE mandou retirar 35 páginas contendo injúrias e falsidades, após milhares de denúncias.

Retiraram, mas pergunto: e daí? O estrago já foi feito. Suplicy e Dilma não foram eleitos para o senado por causa dessas “fofocas”, contrariando as pesquisas pré-eleição que os apontavam como francos favoritos.

O próprio Bolsonaro é um “fake”. Quem é essa pessoa de verdade?

O que sabemos é que um cara com parcos conhecimentos sobre a constituição. Que é um baba-ovo do Brilhante Ustra. Faz loas a ditadura de 64, a tortura. Acha que o erro dos ditadores foi não ter matado uns trinta mil brasileiros. Disse que mataria FHC. Gay só é gay porque não apanhou quando era criança… Sem ideia do que seja diversidade racial, social, cultural e de injustiças.

Além de medroso, um chorão! No hospital percebendo que é mortal falou que “não merecia aquilo, pois nunca tinha feito mal a ninguém”. Insensível, a filha só nasceu devido a um vacilo dele na ora do coito.

Só há um meio de combater esses “fakes”, no nascedouro. Contar com a boa vontade da mídia golpista. Eles têm os meios. Basta denunciar as mentiras com a mesma agilidade com que são construídas. A GloboNews faz, o JN precisa fazer. Mas…

Porque digo isso, apesar de não ser um “fake” vou relembrar um caso de pânico após transmissão de “Guerra dos mundos” em 1938.

Em 30 de outubro Orson Welles interrompeu a programação para relatar uma invasão de marcianos nos EUA. A rádio avisou que era uma teatralização. Mas quem não ouviu o início acreditou piamente na notícia. E isto causou pavor nos americanos. Houve fuga, preparação pra guerra, choros, desmaios e etc… Sem saber da balburdia Welles continua narrando  normalmente. Só depois de avisado foi que ele interrompeu a transmissão e falou que não havia invasão de marciano nenhuma, era apenas um programa de radioteatro. Cessou o pânico.

Bem, esse é um exemplo do poder de manipulação dos meios de comunicação e de como divulgar o desmentido.

Com a palavra os democratas.

O PT fez a opção correta, lutar até o último dia por Lula candidato.

E o TSE negou o registro da candidatura do Lula à presidência. Nenhuma surpresa. Barroso convenceu a já convencida Rosa Webber a por em pauta o tema da ficha suja por causa do Lula, mesmo estuprando os prazos legais. E a ONU e o estado de direito foram jogadas às traças.

Bem, vencidos novamente. O maior líder político brasileiro de todos os tempos continuará preso e praticamente incomunicável. A não ser que alguém, com muita boa fé, calcule que Lula esteja contente em se comunicar  através de bilhetes e de terceiros, sendo ele um dos maiores oradores que o país já produziu .

Mas a caçada ao PT e a seus membros não cessou com o a prisão do Lula. E vem mais por aí. E vem porque o ex-presidente detido incomoda mais que mil elefantes. Por causa dele a discussão sobre o golpe de estado não saiu do dia-a-dia.

Sua persistência não dá alento aos usurpadores. É a sombra a persegui-los num lindo dia de sol.

E quanto mais apanha mais Lula cresce nas pesquisas. É um fenômeno. E se a canalha deixasse, ganharia no primeiro turno. Para o bem do país.

Porém, a simples possibilidade de ele poder concorrer põe em pânico os coxinhas, fascistas, energúmenos e golpistas.

Eles não se conformam com a teimosia do PT. Ótimo, a teimosia nos dá esperança.

A quadrilha só faltou suplicar de joelhos para que Lula desistisse da empreitada e o partido escolhesse outro candidato. Rápido e rasteiro assim.

E por que Lula não desistiu?

Primeiro – Acima de tudo porque ele é inocente no caso triplex. E não abre mão de provar sua inocência, logo disputar a presidência é consequência natural e direito legítimo.

Segundo – Se o PT designasse outro candidato em abril ou maio, por exemplo, a Globo teria mais tempo para destruir a imagem do escolhido. E o MP de acusá-lo e pedir sua condenação. O Moro de condená-lo. O TRF-4 de reafirmar a decisão do imparcial. E o TSE o tornaria inelegível, às vésperas da eleição.

Terceiro- Lula não teria participado das últimas pesquisas, caso já houvesse outro concorrente. Não teríamos noção da robustez do ex-presidente depois de tanto flagelo sofrido. A Imprensa hegemônica mal tocaria no seu nome. O Bolsonada  seria um dos beneficiários do efeito manada.

Quarto – A militância faria campanha para o candidato avalizado por Lula e o nome Luis Inácio Lula da SIlva não estaria tão em voga como está hoje.

Quinto – Lula candidato alavanca, dá ânimo, atrai eleitores às campanhas dos postulantes aos cargos de governador, senador, deputado federal e estadual progressistas. O congresso precisa ser conquistado. Desinfetado, enxotando a turma do BBB. Expurgando os corruptos e golpistas inescrupulosos..

Sexto  – Como disse o ex-sindicalista, “ideia não se prende”. E não só não se prende como também não se tem como evitar que se multiplique.

O PT e o Lula escolheram o caminho certo, agora é lutar até o fim. E com garra.