Como derrotar o golpe? Eis a questão.

abaixo ao golpeQuais seriam as maneiras de se derrotar o golpe de estado que o Brasil sofreu?

Primeira opção – O STF anular o impeachment. O julgamento do mérito da questão está próximo. Se os ministros entenderem que não há crime de responsabilidade, como não há, que justifique o impeachment,  Dilma será inocentada e automaticamente reconduzida ao cargo.

O maior problema, já dito outras vezes, é o acovardamento dos ministros. Muito suscetíveis à pressão. Dançam conforme a música. Infelizmente a música ouvida por eles é tocada por uma orquestra composta pela Globo, corruptos, canalhas e entreguistas. Apoiados por “coxinhas”. E com a assistência de hordas de energúmenos fascistas (MBL, Revoltados, Vem pra rua e etc), pagos pelos partidos golpistas corruptos PSDB, PMDB e DEM e pelos americanos.

Se eles, os supremíssimos, se encantarem por essa melodia de sereia a Dilma perderá o cargo definitivmente. Azar do Brasil.

Porém há um modo de quebrar esse encantamente do golpismo midiático/parlamentar/jurídico.

É difícil, mas factível.

Vamos relembrar a Odisseia, de Ulisses.

Em uma de suas provações, voltando pra Ítaca, Ulisses se viu diante das sereias. Segunda a lenda, ninguém resiste aos encantamentos desses seres. Após ouvir a música, solfejadas por elas, os marinheiros, enfeitiçados, se atiram ao mar, morrendo afogados. Ulisses, um rei, desafiador, fez o seguinte para enfrentar o grito da sereia: se amarrou no mastro da nau e instruiu aos marinheiros que tapassem os ouvidos e não obedecessem as sua ordens. E assim foi feito. Apesar de seus gritos desesperados, Ulisses não foi solto. E assim ele sobreviveu. A realidade ganhou.

Então, mal comparando, como livrar o STF desse enfeitiçamento da direita golpista/canalha? Como desamarrá-lo do mastro? E como tapar os ouvidos?

Metaforicamente, em vez de colocar chumaços no ouvido ou prender o STF ao mastro podemos sufocar o canto. Como? Gritando muito alto! Tão alto, mas tão alto que ninguém possa ouvir as vozes das sereias.

Então, o jeito é gritar. Gritar! Gritar! Alto. Muito alto!

De que modo? Oras, indo pra rua. Fazendo grandes manifestação, ruidosas, em frente ao STF. Encher de gente bradando pela anulação do impedimento.

Anule o impeachment, STF! Anule, já! este é o caminho.

Tem que ser coisa de 100 mil pra cima. E torcer.

Não podemos esquecer que os ministros do STF sofrem pressão no seu dia a dia porque eles têm vida social.

As suas sereias são os familiares e convivas que, de alguma forma, exercem influência sobre seu modo de pensar.

Imagine alguém (seja o avô, a avó, o marido,a esposa, o amigo,a amiga, o tio, a tia, filhos e outros) sussurrando aos ouvidos deles, diuturnamente: olha não vá anular o golpe! O país espera muito de você! Ou é a paz, ou é a guerra! É complicado.

Os ministros estão constantemente acuados por seus pares, seja no lar, no cinema, na faculdade, no restaurante, no parque, no condomínio, no clube ou em qualquer outro lugar de sua convivência. Ficam receosos de suas decisões, ali é sua ilha.

Óbvio, que não deveriam. Afinal, além de ser um dever de profissão o comportamento imparcial, eles são regiamente pagos para manter a neutralidade, certo?

Porém são humanos. Possuem todas as virtudes e defeitos dessa condição. Logo “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

Essa circunstância nos ajuda, pois sempre o jogo estará aberto. Afinal, quem não chora, não mama. Temos que chorar, e alto.

A sereia rainha do holocausto está por aí. Fazendo seus encantamentos.

Ou a silenciamos, ou ela continuará a cobrar seu tributo. Plim, Plim!

Então, a volta da Dilma é a derrota da canalha.

Segunda opção – Michel Temer, o traíra, deixar o cargo de presidente antes de dezembro.

Por que antes dezembro? Porque antes de dezembro o congresso é obrigado a chamar novas eleições. Aí o cenário fica aberto. Inclusive o Lula pode voltar ao poder. Seria a derrocada golpista.

O PSDB em peso veria suas ambições frustradas.

Afinal, o fim do golpe nunca foi o PMDB. As eminências pardas são os tucanos. Ele são os canalhas, canalhas, canalhas. FHC, o decrépito. Aécio. o moleque sem-vergonha. Serra, o entreguista. Alckmin o santo.

Esse é o bando que a Globo quer no poder. E os americanos também. Por que? Oras, garantia total. O que eles prometem , cumprem! Prometeram dar todas as riquezas do país ao yankees. Inclusive o povo. E assim o farão.

Baba-ovos contumazes. O decrépito, não podemos esquecer, quase acaba com o patrimônio nacional. Não conseguiu. Mas apostou todas suas fichas de desconstrução do Brasil no seu candidato, José Serra. Mas, graças ao divino, o Lula ganhou. Foi uma bofetada enorme. O barulho do estalo ressoou até na Casa Branca.

Então fica assim, se gritarmos “Fora Temer”, sem pedir “Volta Dilma”, estamos trabalhando a favor do golpe. Pois é isso que a canalha quer: “Fora Temer”, claro, mas só a partir de janeiro. Pois esse é o prazo para que o congresso eleja, de forma indireta, o presidente. Sonho dos patifes!

Então, esta é a segunda opção: Temer cair antes de dezembro, assim derrotamos o golpe.

Terceira opção. Diretas Já! O problema é que não é prevista na constituição, o Lula pode se candidatar e, por último, essa nunca foi uma opção da canalha.

Para começar temos que mudar a carta magna. Até aí, nenhum empecilho. Os golpista já rasgaram a constituição mesmo. Mas o problema é que o golpe foi dado para alijar o poder do povo. E não é cabível que golpistas tentem devolver o poder ao povo que traíram.

E, é até engraçado, alguém achar que os golpistas estão preocupados com a vontade da população. Oras, se estivessem não dariam o golpe, não é mesmo?

Quarta opção. A mais drástica. Exigirmos: ou a Dilma volta, ou partimos para o enfrentamento. Fora o congresso. Abaixo o STF. E invasão do Planalto. Cai fora seu pulha!

O grito dos desassistidos: Com imbecis?! Só na porrada!

O problema nessa caso é que quem tem as armas (aeronáutica, marinha e exército) podem não concordar com nosso ímpeto democrático e dar um golpe no “golpe dentro do golpe”. Aí,como disse um sábio chinês: fudeu! A não ser que um militar patriota resolva se insurgir. Quem sabe? O problema, nesse caso, é que os EUA recriaram a quarta frota, e podem intervir. Claro que o objetivo na intervenção é salvar o povo brasileiro. E, como efeito colateral, salvar também as empresas americanas que investiram nesse pardieiro.

Este é quadro que agora nos apresenta. Claro que podem surgir outras opções, mas com essa elite, que não é elite, não temos muita saida. Podemos chamar essas opções de planos.

Há o plano A, B, C e D. Quem sabe consigamos salvar alguma coisa dessa suruba. Diga-se de passagem, suruba instalada pelos golpistas.

 

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Guardem esta foto. Marquem seus nomes. Suas caras. Eles são os golpistas de 2016.

golpista foto historicaOs golpistas. Da direita para esquerda.

Fernando Henrique Cardoso, o Velhaco. Antonio Imbassahy, o Cara-de-pau. Geraldo Alckmin, o Merendão. Aécio Neves, o Chato. Beto Richa, o Espancador. E os três últimos, os Nem-cheira-nem-fede.

Eis alguns elementos da quadrilha de golpistas. Disfarçados de democratas. Os “lacerdistas” de 2016 trabalham pelo “quanto pior, melhor”.

Estes golpistas se fizeram graças a democracia. Tornaram-se conhecidos graças a democracia. Expuseram suas ideias graças a liberdade. São ouvidos graças a liberdade. Foram eleitos graças as regras do jogo. Ocuparam cargos graças às leis.

Terminaram seus mandatos. Governaram. Gostando ou não de suas posições.

As urnas eram as mesmas. As mesmas que elegeram Lula, elegeram FHC, Aécio, Imbassahy, Beto Richa, Serra e tantos outros.

O povo que votou no Lula, na Dilma, em parte, um dia votou nestas figuras. Pois, se contassem só com os votos da elite, das pessoas de “bem”, não ganhavam uma.

E agora descaradamente cospem no prato que comeram.

Perderam em 2002, 2006, 2010 e 2014. Na visão hipócrita dos golpistas o povo, de repente, não sabe votar. É um bando de analfabetos. De enganados. De vendidos.

Guardem a foto. Marquem seus nomes. Suas caras.

E contem aos filhos, netos quem foram os golpistas de 2016.

O dia da impunidade. Os mortos da cratera na fatídica estação Pinheiros do Metro, SP.

cratera do metroPublicado no site: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=164327

O dia da impunidade

O Código Penal brasileiro estabelece que a prescrição de um crime ocorre após decorrido o dobro do tempo da pena a ele aplicável. Às 15h de 12 de janeiro de 2007, Abigail Rossi, brasileira, aposentada, 75 anos; Cícero da Silva, brasileiro, auxiliar administrativo, 58 anos; Francisco Torres, brasileiro, motorista, 48 anos; Reinaldo Aparecido Leite, brasileiro, motorista, 40 anos; Wescley Adriano da Silva, brasileiro, 39 anos, cobrador; Valéria Alves Marmit, brasileira, advogada, 37 anos; e Márcio Alembert, brasileiro, funcionário público, 31 anos, foram engolidos por uma cratera que se abriu do nada, com 80 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, no canteiro de obras da estação Pinheiros, parte da linha 4 do metrô de São Paulo (SP).

Seus corpos foram procurados durante 13 dias. Junto com eles, foram para o fundo da terra caminhões, materiais de construção e uma parte de uma rua vizinha, a rua Capri. Em outras ruas próximas, 66 casas tiveram as suas estruturas comprometidas. Foram acusados 14 possíveis responsáveis pela tragédia, mas nenhum chegou a ser julgado. Os crimes de que são acusados começam a prescrever em 2015.

As dificuldades de se caracterizar as responsabilidades começam pelo fato de que cada acusado pode apresentar até oito testemunhas em juízo, que devem ser ouvidas. A aritmética da impunidade é simples. Oito testemunhas de defesa, para cada um dos 14 indiciados, significam 112 audiências, sujeitas a expedientes, em que tudo pode acontecer, protelando-as. Isto por que oito testemunhas não significam oito pessoas, uma vez que podem ser contestadas e trocadas, podem adoecer etc. Assim, o tempo da Justiça e o tempo do processo penal são como duas paralelas, correm juntos mas não se encontram, a não ser no infinito.

Prever com precisão a data da impunidade não é possível, já que dependeria do conhecimento da pena exata de cada réu e, antes disso, claro, dependeria da própria condenação. No caso da cratera da estação do metrô Pinheiros, a pena máxima imputável aos acusados é de quatro anos de reclusão. Logo, em 12 de janeiro próximo será integralizado o prazo de oito anos, o dobro da pena máxima atribuível.

Das empreiteiras que formam o consórcio responsável pela obra, chamado Via Amarela, foram denunciados Fábio Andreani Gandolfo, diretor responsável pelo acompanhamento da obra; José Maria Gomes de Aragão, engenheiro; Alexandre Cunha Martins, engenheiro; Takashi Harada, gestor de projetos; Murillo Dondici Ruiz, projetista responsável pelo túnel que desabou; Alberto Mota, projetista; Osvaldo Souza Sampaio, projetista; e Luis Rogério Martinati, coordenador.

Entre os funcionários do Metrô, foram denunciados Marco Antonio Buocompagno, gerente de construção; José Roberto Leite Ribeiro, gerente de construção; Cyro Guimarães Mourão Filho, coordenador de fiscalização; Jelson Antonio Sayeg de Siqueira, fiscal da obra; German Freiberg, fiscal da obra; e Celso da Fonseca Rodrigues, engenheiro.

As empresas que constituem o consórcio Via Amarela são Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. O regime de construção é uma Parceria Público Privada (PPP), pelo qual as empresas realizam a obra em troca da concessão do direito de exploração comercial dos serviços por 30 anos.

O laudo que integra o processo foi emitido pelo IPT. Considerou falhas nas análises e sondagens do terreno, que registrou não suportar a evolução das escavações, no fim de dezembro de 2006. Ainda assim, as obras prosseguiram com o uso de explosivos. Deixaram de ser realizadas avaliações necessárias de estabilidade do solo.

O laudo registra que os responsáveis pela obra chegaram a se reunir na véspera do desabamento para exame de problemas estruturais verificados. Nela, decidiram reforçar as paredes da escavação com barras de ferro. Cerca de 10% do material necessário foi utilizado, porém. Pelo menos uma vez, na manhã da tragédia, foram utilizados explosivos. O consórcio contesta o laudo do IPT, tendo apresentado outro, em que o terreno e a chuva seriam os culpados pelo desabamento.

Nenhuma punição de caráter administrativo foi imposta ao consórcio Via Amarela pelo então governador, José Serra. Quando da inauguração da estação Pinheiros, familiares das vítimas pediram ao governador Geraldo Alckmin a fixação de uma placa, em memória das vítimas. O pedido foi negado.

Modo PSDB de governar : se o povo não aceita, ou não entende a gestão tucana, o “CHOQUE” dá um jeito de explicar.

repressão paranaQuando o PSDB tornou moda falar em “choque-de-gestão” o povo brasileiro imaginou outra coisa que não repressão e brutalidade. Afinal um intelectual, sociólogo e acima de tudo FHC havia mencionado como solução para todos os problemas do Brasil.

Fomos surpreendidos com força dessas palavras quando pronunciadas separadamente: choque e gestão. E mais abismados ficamos quando notamos que uma era complementar a outra.

Sobre a “gestão” não é difícil ver o estrago que os tucanos causaram ao país com suas sucessivas administrações. É só retroceder aos anos 90 e comparar índices econômicos e sociais com os atuais. Uma pesquisa simples no google.

Mas vamos discorrer sobre o outro substantivo. Na mente soberba dos PSDBistas se alguém não aceita o seu jeito de “gestão” aí então eles apelam para a outra palavra, ou seja: “CHOQUE”.

O governador do Paraná Beto Richa, ou como dizem os servidores estaduais Beto “Hitler”, deu demonstração cabal e didática de como funciona o tal “choque-de-gestão” tucano. E se por acaso alguém achou “forçação” de barra o que escrevi preste atenção nos recentes acontecimentos em Curitiba.

O Governador tentava aprovar o projeto de lei 252/2015, que autorizaria o governo a mexer no fundo de previdência dos servidores públicos do estado, a Paranáprevidência. A intenção de Richa é utilizar esses recursos para cobrir o rombo nas contas públicas provocado pela má gestão do tucano nos quatro anos anteriores. (A lei foi aprovada).

Os servidores não gostaram da gestão e foram protestar em frente à assembleia.

Bem, todos sabem o que aconteceu: entrou a PM para dialogar com os manifestantes. Resultado: mais de 200 feridos, 8 em estado grave.  A maioria professores.

repressão parana 1Mas esta repressão não foi a única. Recapitulemos.

2013, protestos contra o aumento das tarifas de transporte em São Paulo. A PM simplesmente desceu a bordoada nos manifestantes. Foi como pôr mais lenha na fogueira. As manifestações se espalharam pelo país com as mais diversas reivindicações. Inclusive intervenção militar.

PasseLivreViolênciaPM-e1371330384888Greve dos professores. A negociação quase sempre acaba sobre a responsabilidade da polícia

  ato-apeoesp-paulista-interna22000 foi Incabível. Na comemoração os 500 anos da descoberta do Brasil o governo Fernando Henrique Cardoso não permitiu que os índios se manifestassem. Logo os índios, um dos principais atores do episódio, e que tão bem recebeu os portugueses foram reprimidos. Nem a gestão para construir a replica da caravela deu certo, corria o risco de afundar.

indios reprimidos-em-porto-seguro1988.Governador Álvaro Dias jogou os cavalos em cima dos professores que protestavam por melhores condições de ensino e por salários.

alvaro-dias e a repressãoEsse é modo PSDB de governar. Se o povo não aceita, ou não entende a gestão tucana, o “CHOQUE” dá um jeito de explicar.

O que a PM de Alckmin quer, manifestação no sambódromo?

protesto em spA manifestação pública é um ato democrático e constitucional. O cidadão tem do direito de se manifestar e o lugar lógico para passeatas são as ruas.

Num estado de direito não existe questionamento sobre o motivo da manifestação. Se é certo ou errado. Quem protesta é porque acha que está no seu direito. Quem discorda também. Então a análise não deve partir da verdade absoluta. Não há.

A manifestação pode ser individual ou em grupo. Ser resultado de uma explosão ou de uma discussão. Ideológica. Ou pontual. Não importa.

A marcha das vadias, a parada gay, a procissão, o encontro dos evangélicos, greves, ou seja, lá o que for, é aberto o espaço urbano. Não se pode nem se deve reprimir o livre direito de expressão. O dizer é independente da faixa etária, cor, credo, opção sexual e nacionalidade. Somos cosmopolitas.

Uma marcha sempre causará transtornos a outrem. As autoridades governamentais estão aí para administrar essa questão. Garantir segurança, organização e minimizar o transtorno.

Se já procederam dessa forma em outras ocasiões, não em todas, por que não tiveram o mesmo comportamento com os estudantes? Por que a manifestação está sendo reprimida com tanta violência?

Pode ser por puro preconceito com a nossa juventude. Aliás, preconceito revivido. Em 1977 o coronel Erasmo Dias, secretário da segurança do São Paulo, durante um ato de repúdio contra a ditadura, pediu às mães que viessem buscar seus filhinhos, pois eles estavam fazendo travessuras. Detalhe: os filhinhos eram estudantes de direito da faculdade do Largo São Francisco, da USP. Evidentemente que as mães não foram, aí o pau comeu solto. Exatamente como agora.

Do mesmo modo que esta triste figura imbecilizava os jovens de então, as autoridades atuais, pelo jeito, ainda têm a mesma intenção.

E, graças a nossa impoluta mídia e suas reportagens, do particular para o geral, sempre, foi adicionado alguns adjetivos aos indignados: o de baderneiros, drogados e quase bandidos. O que não é verdade.

Além do mais, juventude não é sinônimo de idiotia. Ou de alienação. Grandes poetas, escritores, artistas ou cientista surgiram novos. Certo?

No entanto concordo com o Haddad num ponto. Realmente os manifestantes não têm coordenação, nem liderança, por isso não há controle. Faltou discussão política entre eles, o objetivo do protesto não ficou claro, e não houve articulação com outras camadas da população. Isto ficou evidente com o aumento paulatino das reivindicações durante os eventos.

Bem, quanto à violência dos policiais militares não chega a causar espanto. É característica da corporação. A formação dela é herança da ditadura. Não existe diálogo. Comete erro que tenta negociar com a tropa.

Outra coisa, o comandante da PM estabelecer um itinerário para a passeata é querer provocar um confronto. Primeiro porque, como disse o prefeito de SP, não há liderança, portanto não há com quem conversar, depois, passeata não é formação unida e São Paulo não é um imenso quartel.

E, caso os manifestantes fizessem tudo que o oficial pedia, eles iriam acabar no sambódromo ou dentro de um estádio. Tudo ficaria bem, não é mesmo?

Agora, juntemos a incompetência das autoridades em administrar situações críticas, a falta de articulação e maturidade dos organizadores do protesto e o despreparo da polícia num mesmo caldeirão… o que teremos? Uma grande explosão.

Não, não é assim, como diz minha esposa, que se trata as pessoas. Faltou respeito e dignidade.

Tropa de choque. Carga de cavalaria. Bombas de gás. Espancamento. É peculiar a um regime de exceção. Democracia exige mais democracia. Diálogo e mais diálogo. Tem que saber conviver com os contrários. Com o contraditório.

Parem de bater. Garantam, isso sim, o direito de se manifestarem. Imediatamente.