Manual do perfeito midiota – Parte 3

Homer_Bart_and_Rabbit_watching_TVArtigo extraído do site “contextolivre.com.br”
“A mídia tradicional, na qual você acredita religiosamente, não está a serviço da classe média tradicional, aquela casta que antigamente era chamada de burguesia.
 
O ano está terminando e você certamente está odiando não poder jantar naquele restaurante em Nova York onde um lugar à mesa não sai por menos de 300 dólares.
Você leu na imprensa brasileira que esse é o melhor programa para comemorar a passagem do ano. Mas não vai dar, não é? E a culpa, claro, é daqueles que fizeram disparar o dólar e elevaram os juros, de modo que, por mais que tenha ralado para cumprir as metas, o custo desse sonho é muito alto.
Isso faz com que você odeie ainda mais esses comunistas que afundaram o Brasil, não é mesmo? Porque você está convencido, pela leitura dos jornais e da maioria das revistas de informação, de que o Brasil afundou.
Mas não era essa mesma imprensa que pedia incessantemente, desde 2013, que os juros fossem elevados para melhorar o desempenho do mercado de ações e que o câmbio pudesse flutuar livremente ao sabor do mercado?
Você não recebia os boletins daquela corretora cuja economista-chefe pontificava quase diariamente no rádio, na TV e em colunas de jornais, exigindo a mudança do modelo econômico?
Ela anda meio sumida, e provavelmente vai estar naquele restaurante que você queria conhecer. Gastando o bônus que ganhou ao apostar contra o Brasil.
Irônico, não é?
Pois é assim que funciona: a mídia tradicional manipula seus sonhos de consumo e ao mesmo tempo faz você acreditar que, se eles ficam fora do seu alcance, a culpa não é sua. É do governo.
Parece meio esquizofrênico?
É pura esquizofrenia: ao mesmo tempo em que prega a precedência do interesse privado sobre a ideia de nação, a imprensa hegemônica vende o paraíso da individualidade, fazendo você acreditar que pertence a uma casta que merece tudo.
Você quer estar naquele bar que a revista Veja listou entre os melhores da cidade, mas detesta aglomerações?
É o mesmo mecanismo mental que faz você adorar a chegada de novidades ao mercado nacional, mas ao mesmo tempo odeia que outras pessoas tenham acesso a esses bens e serviços. Ninguém contou que isso só é possível porque o mercado nacional se ampliou, se diversificou e alcançou escala suficiente para oferecer essas novidades.
Agora que algumas turbulências complicam um pouco mais sua vida, a culpa é do Estado e de seu gestor, o governo.
Sinto muito, mas não dá para encarar essas contradições sem deslocar você da zona de conforto proporcionada pela condição de midiota.
A mídia tradicional, na qual você acredita religiosamente, não está a serviço da classe média tradicional, aquela casta que antigamente era chamada de burguesia. Ela usa a burguesia para atender aos interesses de uma minoria que fica um pouco acima no andaime social. Como sempre, o cidadão comum funciona como massa de manobra, porque o sistema da mídia o faz suspirar pelo andar de cima e desprezar seus próprios pares.
Parece pouco democrático? Na verdade, como lembra o crítico de mídia Jeff Cohen, a imprensa deveria atuar como o sistema nervoso de uma democracia. Quando ela é dominada por atores que não estão preocupados com essa questão essencial, a democracia deixa de funcionar.
O modelo mais escrachado dessa imprensa inimiga da democracia é o império do australiano Rupert Murdoch. Há vinte anos, os principais grupos de comunicação da América Latina denunciavam Murdoch como um aventureiro que ameaçava a liberdade de imprensa. Hoje, o modelo Murdoch é praticado por nove entre dez dos veículos de maior audiência em todo o continente.
Você é refém desse sistema.
Para preservar a condição de midiota, que defende sua cabecinha da angústia de pensar, convém desenvolver a síndrome de Estocolmo, ou seja, é preciso amar quem sequestrou a sua mente.
Por exemplo, se você assistiu aquela cena em que meia dúzia de insensatos interpela na rua o cantor Chico Buarque e sentiu um pouco de vergonha alheia, cuidado: sua consciência está traindo seus interesses.
Mas se você imagina que, se estivesse lá, teria aderido ao coro da grosseria, fique tranquilo: você está próximo de alcançar a condição do perfeito midiota.”
Para ver: Outfoxed – documentário completo.

 

Luciano Martins Costa, Jornalista, mestre em Comunicação, com formação em gestão de qualidade e liderança e especialização em sustentabilidade. Autor dos livros “O Mal-Estar na Globalização”,”Satie”, “As Razões do Lobo”, “Escrever com Criatividade”, “O Diabo na Mídia” e “Histórias sem Salvaguardas”
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Manual do perfeito midiota – Parte 2

 

manipulagloboExtraído do site “jornalggn.com.br”

“Nesta nossa série de serviço público, seguimos oferecendo subsídios para que você, cidadão ou cidadã sob a influência do ecossistema da mídia, possa desenvolver os recursos necessários para enfrentar a complexa diversidade do País onde vivemos.

Como você deve ter notado, nos últimos anos o grande conclave social do Brasil ganhou novas vozes, de pessoas que costumavam passar o dia na área de serviço, usavam elevadores lá no fundo do corredor e tinham o fabuloso poder de permanecer invisíveis quando você não precisava deles.

Esse fenômeno, que emancipou milhões desses indivíduos e até colocou seus filhos em faculdades, chama-se mobilidade social.

Não se preocupe: o Brasil nunca tinha visto isso acontecer; portanto, você não é um imbecil por ignorar sua existência.

Também não estamos aqui tratando da sua capacidade intelectual: nosso objetivo é cuidar para que você assegure sua condição de midiota, que oferece uma visão de mundo mais curta, radical, sem sutilezas e, portanto, menos sujeita a angústias.

Por exemplo: se você é do tipo que acredita que “o filho do Lula é dono da Friboi” ou que “Lula comprou a Rede Globo”, está no bom caminho – pois mesmo com as grandes exigências de compliance, entende que o filho do ex-presidente possa ter se tornado acionista majoritário de uma das maiores empresas do mundo sem que ninguém se desse conta. Se você não sabe, compliance é um sistema legal de controle empresarial que, entre outras coisas, impede a ocultação de capital. Serve, por exemplo, para prevenir conflitos de interesse e evitar que grupos terroristas ou criminosos se apossem de grandes recursos financeiros.

Não se preocupe: recentemente, uma senhora de minhas relações jurou que Lula é dono de metade do Brasil, inclusive de uma fazenda que pertence ao Instituto de Agronomia Luiz de Queiroz, e que obteve tudo isso com negócios “no fio do bigode”.

Ainda não descobri como se faz negócios assim e de que maneira alguém que não tenha bigodes poderia se incluir nesse tipo de capitalismo, por isso entendo de enquadrar essa senhora no grupo dos midiotas.

Você não precisa chegar a esse extremo para assegurar sua candura. Na semana que está terminando, você teve muitas oportunidades para alimentar a midiotice.

Analise, por exemplo, a pesquisa Datafolha publicada no domingo (13/12) e repetida por todos os meios da imprensa hegemônica. Dizia a manchete: “Após 13 anos de PT, 68% não veem melhora de vida”.

Se você, imprudentemente, seguiu lendo, ficou sabendo que nesse período, a renda dos mais pobres subiu 129% e os 10% mais ricos tiveram um acréscimo de 32% em seus ganhos. Mas não siga adiante: você vai concluir que a Folha distorceu sua própria pesquisa e mentiu descaradamente na manchete.

Você ainda pode dizer, em defesa de seu direito à midiotice, que a pesquisa fala de percepção, não dos números reais da mobilidade social ocorrida no Brasil, mas para isso você teria que admitir que houve esse resgate dos mais pobres. Melhor não.

O fato que os editores do jornal não podem omitir é que a percepção da realidade presente é sempre menos favorável do que a visão que se tem do passado, ou seja, a maioria das pessoas tende a achar que o presente é sempre pior. Isso não é novidade, e o diretor da Folha, sendo filósofo, deve conhecer o texto de Immanuel Kant (1724-1804) ao refletir sobre “A religião dentro dos limites da simples razão”: “que o mundo vai de mal a pior é uma queixa tão velha como a História, ou como a velha arte poética, tão velha quanto a mais velha entre todas as poesias, a religião dos sacerdotes”.

Os jornalistas desonestos sempre contarão com alguma razão na crítica do mundo, quando desejarem distorcer a percepção de uma circunstância política ou econômica, porque a tendência natural do ser humano é achar que o hoje é pior que o ontem.

Os jornalistas interessados em interpretar corretamente a realidade sabem que, numa circunstância adversa, ou seja, com o atual governo sob o bombardeio incessante da chamada mídia tradicional, um grande número de pessoas tende a dissimular eventuais opiniões favoráveis a ele. Por exemplo, boa parte dos 42% que declararam aos pesquisadores que a situação do Brasil continuou igual ao que era antes do governo Lula devem ser considerados mais próximos dos que acham que a situação melhorou do que daqueles 26% que consideram o contrário.

Portanto, o que a pesquisa mostra é que, mesmo sob o ataque constante e desonesto da imprensa hegemônica, o número de brasileiros que reconhecem a melhoria recente na qualidade de vida é muito maior do que os 26% que puxam a opinião pública para baixo.

Mas como nosso propósito aqui é garantir que você siga acreditando na mídia tradicional, fique com a manchete e ignore as malandragens dos editores.

Tentemos outro tema da semana: a condenação, em primeira instância, do ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, apontado como o criador do esquema que ficou conhecido como “mensalão”. Você não estranhou o fato de que Azeredo não foi incomodado pela Polícia Federal e pode esperar o julgamento de recurso em liberdade, enquanto outros personagens seguem presos, mesmo sem condenação e que alguns deles são acusados apenas de “pensar em cometer crime de corrupção?”

Poderíamos também analisar o noticiário sobre o processo de impeachment da presidente da República e a ridícula tentativa da Polícia Militar de São Paulo de reduzir a 10% o total de pessoas que foram à manifestação contra a tentativa de golpe contra as urnas, mas isso pode fazer você pensar demais.

Não se esforce muito nos próximos dias: o PMDB está dividido, o vice-presidente Michel Temer se colocou numa situação institucionalmente insustentável e os apoiadores da atual presidente mostraram que uma eventual ruptura da ordem democrática não será recebida com flores ou balões de gás.

Nesse ínterim, recomendo a leitura intensiva da revista Veja. Ou a Época. Ouça a rádio Jovem Pan. Assista ao Jornal Nacional. Isso vai apaziguar seu espírito.

Não reflita muito sobre as contradições aqui apontadas, pois se sair por aí questionando a credibilidade da imprensa hegemônica, correrá o risco de se colocar acima das exigências para ser considerado um perfeito midiota.

Como é costume, vou colocar no pé do texto uma referência bibliográfica, mas fique advertido de que você pode sofrer efeitos colaterais com essa leitura. Trata-se de um livro intitulado “Escuta, Zé Ninguém”, de Wilhelm Reich, escrito em 1946 e publicado em 1947. Fala de pessoas com o perfil do midiota, o homem e a mulher comuns, aqueles indivíduos que formam a massa descrita por Elias Canetti e que constituem o sonho de consumo de todo candidato a tirano.

Destaco alguns frases: “Zé Ninguém, tu estás sempre do lado dos opressores”. (…) “Tu não acreditas no progresso social”, (…) “mas sobre o que se escreve nos jornais tu acreditas, quer percebas, quer não”.

Esse tal de Reich conseguiu ser desprezado pela esquerda e amaldiçoado pela direita. Fugiu do nazismo na Alemanha e morreu numa prisão dos Estados Unidos. Portanto, era um homem perigosíssimo.

Então, cuidado ao ler esse texto. Você corre o risco de perder a condição de midiota e talvez venha a precisar de um programa tipo bolsa miséria intelectual.”

Para ler: “Escuta, Zé Ninguém”, de Wilhelm Reich. 

*Jornalista, mestre em Comunicação, com formação em gestão de qualidade e liderança e especialização em sustentabilidade. Autor dos livros “O Mal-Estar na Globalização”,”Satie”, “As Razões do Lobo”, “Escrever com Criatividade”, “O Diabo na Mídia” e “Histórias sem Salvaguardas”

A mídia concatena informações soltas com objetivos escusos.

nassifO texto abaixo de Luis Nassif expõem, de modo claro, como a mídia encadeia reportagens, que aparentemente não tem nada a ver, para transmitir mensagens negativas. Geralmente o objetivo delas é marcar o governo federal como catastrófico.  E cita exemplos dessas maquinações. Prós e contras.  Atentem.

 Autor: 

Luis Nassif

Existe um jornalismo fast-food que se limita a seguir todo movimento de manada, a apresentar visões extraordinariamente simplistas da realidade ou a exercitar a opinião (leiga) sobre assuntos da maior profundiade.

Em todos esses casos, valem-se do expediente da “autoridade” – no caso, a possibilidade de sua opinião, por mais primária que seja, saia publicada em jornais de alta circulação ou em jornais de TV.

Esse movimento teve início no pós-redemocratização e está estreitamente ligado ao florescimento dos âncoras de rádio de TV e seus bordões de fácil alcance – tipo “isto é uma vergonha”.

Sempre valeu para rádio e TV, mas não tinha espaço entre formadores de opinião – categoria na qual se enquadravam os jornais, antes da deblacle dos últimos anos.

Um dos mais fáceis recursos de marketing consiste em juntar um conjunto de temas negativos para concluir que tudo está negativo – ou o inverso.

Por exemplo, junto a tortura a quatro réus acusados de um crime aqui, com um ato de vandalismo ali, algumas tragédias sanitárias acolá e passo ao leitor a percepção de que aqueles fragmentos de realidade se constituem no todo.

Ora, países, estados, cidades, grandes empresas, são organizações complexas, das quais se pode extrair centenas de exemplos positivos e negativos.

Poderia falar do evento da SBPC em Recife, da euforia dos jovens com a redescoberta da política, da ascensão da nova música brasileira, dos resultados da indústria naval, do trabalho excepcional de ONGs e OSCIPs em parceria com o setor público, da universidade do MST, da recuperação pontual das bolsas e dizer que o país é uma maravilha.

O tal país terminal ou pujante não é o país real: é aquele que existe na cobertura da mídia, na cabeça do jornalista, no cérebro de quem não consegue enxergar além do retrato em branco e preto do momento.

É o marketing da notícia, uma opção que os jornais escolheram para se tornarem irrelevantes junto à opinião pública que conta.

 

 

A voz do povo é a voz de Deus ou da mídia?

pec37congressoBons tempos em que a voz do povo era a voz de Deus, agora pertencem à mídia.

Percebam. A Globo sempre foi contra a PEC 37. Os manifestantes são contra. É contra a PEC 33, eles também são contra.

E o que tem isso? A Globo pode estar certa? Claro que pode. Mas pode estar errada também, não é mesmo? Esse é o ponto. Há apenas uma visão, a da mídia.

Em tempo. A Globo será sempre contra qualquer PEC que vá contra seus interesses particulares. Monetários ou políticos.

Segundo a folha cerca de 80% dos manifestantes não sabiam do que se tratava a PEC 37. Mas eram contra. Pergunta básica: como podem ser contra alguma coisa que não entendem direito do que se trata, sua abrangência e suas consequências?

Os entrevistados repetiam o que a mídia falava. A PEC era antidemocrática, um atentado à liberdade. Uma vingança do governo devido ao caso do mensalão e etc. Não podia ser aprovado nunca. Alguns pegaram como bandeira e saíram a gritar pelas ruas.

A PEC 37 foi derrubada.  Os congressistas, assustados com as passeatas, apressaram-se em colocar em votação e reprová-la. O que foi mau e bom. 

Foi mau porque os parlamentares não podem ser pautados pelos manifestantes, com o risco de serem, ainda mais, interpretados de forma errônea e tornarem-se reféns. Por outro lado foi bom: mostrou que são suscetíveis aos clamores da população. O que é dever do congressista.

Porém, basta algumas observações  para se por em dúvida se a 37 era realmente um atentado a democracia.

Por exemplo. Não será poder de mais na mão de um único homem, o PGR? O ministério já é chamado de quarto poder. Ele irá investigar e fiscalizar ao mesmo tempo o próprio procedimento. Isso é certo?

Lembre-se, o MPF já engavetou vários processos. As investigações das privatizações tucanas. Caso do banqueiro Dantas. O mensalão do PSDB. Entre outros. De agora em diante, dependendo do caso, ele poderá chamar para si a investigação, nem iniciá-la e por cima não precisará dar satisfação. Num primeiro momento. É correto?

Veja outro problema que pode acontecer. Numa entrevista à TV britânica FHC foi questionado sobre os diversos atos de corrupção que pairavam sobre seu governo. O ex-presidente argumentou que eram acusações políticas e que nenhum de seus ministros foi oficialmente acusado e blá-blá-blá. Neste momento o repórter inglês o interrompeu e lembrou que  o procurador geral da república Geraldo Brindeiro, era conhecido, aqui no Brasil, como o  “Engavetador” Geral da República e amigo de Fernando Henrique, portanto… Gaguejando, FHC não negou, mas lembrou que Geraldo era livre para fazer o que bem entendesse e que nunca influenciou em qualquer decisão do mesmo. Alguém acredita?

Bem, quem escolhe o Procurador é o presidente da república. Será que os próximos governantes  serão tão ingênuos, como Lula e Dilma, e escolher alguém baseado apenas em critérios puramente técnicos. Será que eles não darão preferência a uma pessoa de sua simpatia? O que você acha?

Então, baseado nesses problemas levantados acima a PEC 37 é totalmente ruim, como os especialistas da Globo dizem? Será que ela foi amplamente discutida como deveria?

Outra coisa, o Movimento do Passe Livre não era contra a participação de partidos nas manifestações, a Globo era. Na reunião que tiveram com a presidente o MPL apresentou uma carta retirando a observação acima. Por quê? Não sei. Desconfio. Mas é por essas e outras que alguns jornalistas já se referem a eles como os meninos da GLOBO. Triste.

E a PEC 33 é boa, é má? Foi discutida o suficiente? Sabem o que significa? Conhecem os argumento prós e os contras? Ou simplesmente serão contra porque a GLOBO acha que é ruim?

E a tarifa zero? E o mundo capitalista como fica? Maior participação do estado ou não? Aumenta imposto ou diminui? São perguntas pertinentes.

O MPL irá convocar atos para criação da CPI do transporte público. Muito boa ideia, sem ironia. Quanto tempo se leva para criação de uma? Um mês, dois meses? Ou um dia, basta pressionar? Quais os indícios para a instalação da CPI? Será federal, estadual ou municipal? Estão sendo chamadas as entidades de classe (sindicatos, UNE, UBES) para discutir? Ou já vão para as ruas?

E o enfoque jornalístico não diz nada? Os repórteres não entrevistam os líderes dos movimentos. Supostamente mais politizados e quem tem mais a dizer. Por quê? Além de sem partido as manifestações agora também não tem líderes?  Nas últimas reportagens somente aparecem adolescentes imberbes, pueris  e seus pais. Só vamos parar quando a corrupção acabar, disse uma(???). Então, amigos e amigas vamos morrer nas ruas. A lei existe porque o crime existe.

A mídia está manipulando. Por quê? Porque não existe pluralismo de informações. Você não ouve outras opiniões. Outros argumentos. Não há escolha. As vozes dissonantes não têm espaço nos noticiários. A verdade fica sendo o que eles veiculam e pronto. Se o cidadão não tem “simancol”, como se dizia em outras épocas, ele não irá procurar o outro lado. A internet está à disposição.

Há vários outros casos de engendramento midiáticos, me resumo a esses.

Enquanto não houver uma regulamentação séria a mídia continuará a ser o que é: manipuladora, tendenciosa.

 A televisão, o maior meio de comunicação, é um lixo. Concordam?