Lula só será salvo do aniquilamento se houver eleições diretas.

Após a condenação sem provas do ex-presidente Lula o lorpa do Moro confisca seu dinheiro e bens, deixando-o à míngua.

Do jeito que foi feito o arresto aparentemente o “banestado” Moro se arrependeu da própria sentença e quis mostrar aos seus cupinchas que tem o que todos sabem que não tem: competência, coragem e equilíbrio.

Acontece muito com pessoas inexperientes ou maldosas. O sujeito realiza uma tarefa de forma atabalhoada, amadora e com displicência. Quando confrontado, percebe a “burrada”. Correndo, tenta concertar. Aí é tarde demais.

É o caso do mussolini de Curitiba. Como explicar que o “chefão da quadrilha”, maior corrupto surgido nos úlimos 500 anos pegou 9 anos, enquanto outros, tipo José Dirceu e o almirante Othon Luiz Pinheiro, tiveram penas bem maiores? A conta não fecha. A emenda ficou pior que o soneto.

Não importa o montante confiscado, a atitude do juíz fala por si só. É um chicaneiro, conforme Eugênio Aragão.

Bom, mas isso é discussão para juristas e homens da lei.

O que transparece para o cidadão comum é que os canalhas não descansarão enquanto não verem o Lula aniquilado. Não importando os meios utilizados.

O Estado, usurpado pela quadrilha, fez o que jamais poderia fazer: declarar guerra a um único cidadão.

A direitistas velhacos sabem que Luiz Inácio Lula da Silva é o úlimo obstáculo que os impede de assumir o comando definitivo da nação, de implantar o projeto ultra neoliberal. Ele é a consciência a persegui-los. E por isso desejam destruí-lo de modo definitivo. Preconceito, raiva, ódio acompanham cada gesto dos fascínoras.
Não estão conseguindo. Calcularam que seria fácil. Erraram, feio! Lula está vivo e forte. E cada vez mais líder nas pesquisas de intenção de votos. E o PT tem a preferência do eleitorado, para desespero dos fascistas.
Mas, sabem como é que é: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Lula é o Lula porém as forças democráticas tem que apoiá-lo e protegê-lo neste momento de crise política, institucional.

E de que forma podemos ajudá-lo?

Saindo às ruas. Protestando. Não dando trégua ao golpismo. E, questão fundamental, exigindo eleições diretas. O mais rápido possível. O tempo é inimigo da democracia.

Pois, Lula eleito é garantia que as maldades impostas ao povo será desfeita. E não só isso, o ex-presidente terá 4 anos para “preparar” uma nova liderança ligada às esquerdas com reais chance de ganhar um futuro pleito eleitoral. Algo que, convenhamos, poucos podem conseguir.

Existem dois caminhos para as eleições. Via congresso ou STF.

Se for através do congresso este terá que aprovar uma PEC que permita eleições antecipadas.

E se for pelo Supremo este terá que julgar um mandado de segurança impetrado pela defesa de Dilma solicitando a anulação do impeachment e a consequente recondução dela ao poder. A Dilma Rousseff voltando terá que chamar imediatamente eleições, resguardando Lula do aniquilamento, e enquanto isso ela desmonta o projeto de entrega do país. Processa os golpistas. E restabelece o Estado de Direito.

Lembrando, os ataques que a população vêm sofrendo procedem de vários pontos então devemos também diversificar os embates.

É urgente gritar pela anulação do golpe, por diretas, exigir o julgamento do MS pelo STF e assinar a ação popular que pede a volta de Dilma ao cargo de presidenta. O Brasil é maior que qualquer picuinha.

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ANTI-COPA, ANTI-ELEIÇÃO & ANTI-JORNALISMO

protesto metalurgicoReproduzo texto de Paulo Moreira Leite:
ANTI-COPA, ANTI-ELEIÇÃO & ANTI-JORNALISMO

Havia mais gente num ato do Planalto para anunciar condições de trabalho na Copa do que na maioria dos protestos anti-Copa

Só é possivel entender a importância atribuída pelos meios de comunicação aos protestos anti-Copa, ontem, como parte do esforço para colocar o govenro Dilma na defensiva quando faltam cinco meses para a eleição presidencial. É isso e só isso.

Na maioria dos protestos realizados do país, havia menos gente do que no Palácio do Planalto, às 15 horas da tarde de ontem, quando o governo, entidades patronais e as centrais sindicais – inclusive a Força Sindical – assinaram um acordo pelo trabalho decente durante da Copa do Mundo. A luta pelo “trabalho decente” é uma campanha da Organização Internacional do Trabalho e o evento ocorreu nessa perspectiva.

Você pode achar burocático. Mas veja as consequencias práticas.

No final do dia, em Brasília, grandes redes de alimentação e hoteis – estamos falando de Mac Donalds e Habibs, Accor, por exemplo – haviam firmado um acordo que, soube depois, era inédito no mundo.

Um total de 1600 empresas (o plano é chegar a 6000 nas próximas semanas), que empregam alguns dezenas de milhares de trabalhadores, firmou um compromisso para a Copa. Reforçar direitos trabalhistas, criar formas legais de evitar que trabalho temporário seja sinônimo de trabalho precário e impedir o avanço da exploração sexual de crianças e adolescentes, tão comum em situação desse tipo.

Sabe a preocupação social? Sabe aquele esforço para impedir que a Copa transforme o país num grande bordel? Pois é.

Você pode até achar que tudo isso é café pequeno diante das imensas causas e carências do país. É mesmo. Também pode se perguntar para que falar de iniciativas modestas, limitadas, quando a rua arde em chamas de pneus revolucionários.  

São, definitivamente, iniciativas menos que reformistas, para falar em linguagem conhecida. Populistas, para usar um termo típico de quem não tem voto nem consegue comunicar-se com o povo. Eleitoreiras, é claro. Mas eu acho que os fatos de ontem ensinam muita coisa sobre o Brasil de hoje.

A menos que se acredite  que em 2014 o Brasil se encontra às portas de uma revolução, numa situação que coloca questões econômicas como a expropriação dos meios privados de produção e criação de uma república de conselhos operários e populares, convém admitir que nossos meios de comunicação resolveram construir um embuste político em torno dos protestos e apresentar manifestações de rua fracassadas como se fosse um dado politicamente relevante, digno de muita atenção.

Não seja Ney Matogrosso: conheça os dados. Entre no debate real.

Veja quem defende, a portas fechadas, as “medidas impopulares”. Quem já se rendeu ao capital financeiro e quer entregar o Banco Central – istoé, a moeda dos brasileiros – aos  mercados, para que possam jogar com ela, especular, comprar e vender. Não acredite na lorota de austeridade, de defesa da moeda acima da política e dos interesses sociais em eterno conflito. O que se quer é mais cassino em vez de mais salário mínimo. (Quase rimou…)

No cassino está o filé – que é sempre para poucos. E quando alguém falar no exemplo dos países desenvolvidos, recorde: no marmore da entrada do FED, o BC americano, está escrito que a instituição tem dois compromissos – defender a moeda do país e o emprego dos cidadãos. Lá, no coração do capitalismo, o BC tem essa função – ou missão, como dizem os RHs de hoje em dia. Toda luta pela independência do Fed consiste em lutar para revogar o compromisso com a defesa do emprego.

Numa conjuntura pré-eleitoral todo cuidado é pouco. Cada rua interrompida, cada pedrada, cada confronto desnecessário com a polícia e cada pequena labareda representa um desgaste das instituições políticas construídas democraticamente no fim da ditadura militar. O  que se pretende é atingir um governo que toma medidas parciais mas concretas em defesa da maioria e favorecer uma restauração conservadora. O capítulo final do embuste — por isso é embuste — é este. Criar uma imagem, um borrão, um ruído, que embaralhe o debate da eleição.

No país real de 2014, as alternativas são duas. E todos sabem quais são.  E é por causa delas que a revolta polilcial do Recife, ontem, recebeu o tratamento de um episódio menor e passageiros, não é mesmo?

Ocorrem protestos relevantes que, curiosamente, não foram divulgados nem explicados. Na região Sudoeste de São Paulo, ontem, os trabalhadores cruzaram os braços em seis empresas. Mais tarde,  avançaram por uma das pistas da Via Anchieta e fizeram uma passeata por  por meia hora. Olha a falta de charme radical-televisivo dessa turma. Olha o tédio concreto de suas reinvindicações. A monotonia. Não vai ter vidro quebrado?

Certíssimo.

Ligados a industria de auto-peças, os trabalhadores querem a manutenção do IPI que ajuda a vender automóveis, até hoje o setor da industria que possui a cauda mais longa na produção de empregos diretos e indiretos. No país real, onde vive a maioria dos brasileiros, uma das prioridades é e sempre foi esta:  emprego, que permite pagar a conta do fim do mes.

A reivindicação dos metalúrgicos não era improvisada. E nada tem a ver com anti-Copa, movimento que ignoram porque gostam de futebol, não querem perder a oportunidade de torcer pela seleção brasileira em seu próprio país. Também  admitem que os empregos que a Copa criou ajudaram  no orçamento de amigos, parentes e vizinhos.

Os sindicatos querem sentar com os empresários e o governo para discutir medidas que a CUT e a Força Sindical trouxeram da Alemanha, onde esiveram recentemente. Naquele país, onde trabalhadores, empresas e governo repartem custos que ajudam a manter o emprego mesmo nas situações em que a economia esfria – esse tipo de pacto é um dos motivos que explica a  vitória eleitoral de Angela Merkel, que não aplica contra seu povo a política de austeridade que exige dos países mais fracos da União Européia.  

No mundo real, vivemos a época do capitalismo rastejante, como definiu um dos dirigentes políticos de minha juventude. Cada emprego é uma epopéia, todo benefício social é um suadouro, garantir um horizonte de segurança para a família é uma utopia.

O que nossos conservadores mais reacionários pretendem é  um confronto com todas as armas – inclusive o embuste — com um governo que, com todos os limites, falhas e  alguns erros clamorosos, tem conseguido aliviar o sofrimento dos mais pobres.

Numa fase da história em que a desigualdade se amplia na maioria dos  países, gerando uma situação social e econômica que bons estudiosos indicam como caminho seguro para novas catástrofes, o Brasil conseguiu avançar na direção contrária. O plano era fazer o país virar  uma Grécia. Virou… o Brasil.

Vamos lembrar de 1964. Num país polarizado, com um governo que havia chegado no limite possíve, a revolta dos sargentos, e  dos cabos, a radicalização dos camponeses, a campanha sistemática de denuncia dos políticos e do Congresso envolvia causas justas e corretas – mas seu efeito real foi abrir caminho para o golpe de Estado e uma derrota de 20 anos.

Lembrem de 1933, na Alemanha. Convencido de que havia chegado a   hora do assalto ao poder, o Partido Comunista Alemão, orientado por Josef Stalin, estimulou uma política sectária de denúncia da social-democracia. Rompeu a unidade dos trabalhadores e passou a acusar os social-democratas de social-fascistas. O saldo foi Hitler – uma derrota que só seria revertida pela II Guerra Mundial.

A historia mudou bastante, de lá para cá. Mas convém entender que algumas lições  permanecem.

Paralelo entre as manifestações no Brasil e na Venezuela.

protestos na venezuelaA Venezuela vem enfrentando manifestações de ruas. Reclamam da insegurança, inflação, corrupção, desabastecimento, saúde e etc…

A imprensa diz: falta até papel higiênico. Como se fosse o fim do mundo. A espiga de milho deixou de ser utilizada faz uns 70 anos, talvez. E ninguém reclamava. Sei, os tempos mudaram.

Bem, pelo simples uso do exemplo acima o governo Nicolas Maduro soube quem estava por trás das manifestações. Os mesmos conservadores-burgueses. Com interesses, não próprios. Mas de empresas. Norte-americanas. Ávidas por abocanhar o maior filão da riqueza do país.

E pra que isso aconteça eles contam com a esperteza de cidadãos venezuelanos ricos, poderosos, vendáveis e inescrupulosos. Se milhões serão postos na pobreza não dói em suas carcomidas mentes. É apenas efeito colateral. Essa conta não importa aos reacionários.

Se a Venezuela ficar eternamente submissa ao grande irmão do norte, não há problema, desde que essa pequena minoria continue gozando de seus privilégios.

E essa mesma submissão é proposta de governo de Fernando Henrique Cardoso e trupe (Serra, Alckmin, Aécio, Marina, Eduardo).

E o que isso implica? Vejam o que disse Henry  Kissinger, ex-secretário estadunidense, a respeito dos países dependentes: “os recursos naturais dos dependentes pertencem aos países desenvolvidos”. Simples assim.

Algo mudou do pensamento dos americanos em relação aos sul-americanos? Alguém acredita que sim?

O presidente venezuelano, acostumado a conviver com sucessivas tentativas de golpes, agiu com rapidez. Identificou o grupo manipulador dos protestos. Quanto era pago aos baderneiros de lá, por dia de trabalho. E os diplomatas yankees envolvidos.

Tomou suas providências. Expulsou os filhotes do Tio Sam. Chamou o opositor a dar explicações. Convocou seus apoiadores a irem para a rua também. E prometeu atender as reinvindicações.

Maduro não é um ditador. Ele foi eleito democraticamente. A imprensa de lá fala em povo como se fosse a totalidade da nação a pedir a sua saída. O que não é verdade. Há o outro povo que o apoia. O que votou nele.  Aí reside o problema e o perigo.

Num paralelo com Brasil, também tivemos nossas manifestações. As exigências? Praticamente as mesmas. Saúde, educação, segurança, corrupção… A repressão policial foi brutal. Bala de borracha, gás, bombas de efeito moral, cassetetes, spray de pimenta.  Coisas de governos estaduais.

Então grupos se organizaram, aos moldes europeus,  e passaram a reagir violentamente.

Isto o ano passado. E dias depois já se falava que essas pessoas eram pagas. Havia  estrangeiros insuflando.  E o governo brasileiro não tomou nenhuma providência.

E agora e só depois da morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, a verdade vem à tona. Há pessoas pagas para provocar badernas. São alimentados. E tem liderança, que antes negavam. E o tal de sem partido, foi por água abaixo.

E o “nãovaitercopa”, como fica Eduardo Cardoso, ministro da justiça? É terrorismo o que estão fazendo. Mandou investigar para descobrir quem é o mentor do ato? Ou vai ficar de braços cruzados?

A situação da Venezuela está mais para o Brasil da época de José Sarney presidente, década de 80.

Fiscais do Sarney a fechar supermercados. Hiperinflação, 1700% ao ano. Congelamento de preços. Desabastecimento. Faltava papel higiênico, também.  A polícia federal foi posta a laçar boi em pasto. Desemprego. Arrocho salarial.

E os ricos? Se locupletando na especulação. E o povo pagando o pato.

No entanto essa comparação só é valida se for verdade o que a nossa mídia por aqui anda noticiando  a respeito das razões venezuelanas.  

É notório: a imprensa daqui mente, manipula e distorce informações. Trabalha descaradamente pela derrubada do governo Dilma.

O cenário desejado pelos meios de telecomunicações é de cataclismo.

Um Brasil à beira da falência. Inflação em alta. Queda do consumo. Saúde e educação falidas. Insegurança. Corrupção em alta.

Apostam na ignorância da população para atingir seus objetivos.

Assistam o telejornal “Bom dia Brasil”, da Globo, a mesma que deve R$ 1 bilhão em impostos, com olhos críticos e tirem suas conclusões.

Há saída? Sim, o aeroporto. Piada da era Sarney

Mas, índices após índices esses meios de comunicação são desmentidos.

Miriam Leitão, apelidada de urubóloga, não sabe mais o que fazer e que infográfico elaborar para confirmar o desastre brasileiro.

As manifestações no Brasil foram deturpadas, direcionadas e englobadas pelos de sempre.

Se a policia for truculenta os manifestantes também serão. É o instinto de autodefesa. Era o que acontecia em protestos de vinte, trinta, quarenta, cem  anos atrás.

Como disse Lula: os nossos jovens querem mais. Essa é a leitura.