O senador Paulo Bauer (PSDB, SC) escancara o medo que os golpistas têm do Lula.

cachorro-mortoO senador Paulo Bauer (PSDB, SC) apresentou um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que visa impedir que quem já chefiou o executivo duas vezes possa voltar a concorrer. Seria o caso do Lula.

Este é o plano “F” dos golpistas canalhas. Apelar para a constituição. “Carta Magna salve-nos de mais uma derrota humilhante”, oram os tucanos.

É “F” de fodeu! Fodeu os planos anteriores.

Fodeu o plano “A” – o diletante Moro (que digam os americanos da CIA e FBI) não conseguiu prender o Lula.

O plano “B” – os meninos da procuradoria e da pf falharam fragorosamente em incriminar o Lula.

O plano “C” – a Globo fracassou em destruir imagem do Lula.

O plano “D” – o STE não conseguiu cassar o Partido dos Trabalhadores.

O plano “E” – a receita federal não encontrou indícios de sonegação por parte do Lula.

Caramba!

Não é por nada não , mas é inacreditável como esse pessoal do PSDB tem medo do Luiz Inácio “Lula” da Silva.

Os psdbistas sabem que não ganham do Lula, de jeito nenhum.

O maior dos tucanos, Fernando Henrique Cardoso, não chega aos pés do ex-presidente. Seja em competência ou eloquência.

O bichão tucano e golpista não tem talento. Isso é algo que não se aprende, se nasce com ele. E mesmo que se aprendesse, FHC não teria capacidade intelectual para tanto.

Creio que na mais tenra idade os pais desses usurpadores contavam história do monstro chamado Lula para eles dormirem. Só pode ser. Isso os traumatizou pra sempre.

É como a filha ver o pai batendo na mãe. É estrago feito e sedimentado.

A psicanálise talvez explique essa paura dos golpistas tucanos.

Eles sofrem de Lulofobia!

O pavor é tanto dos psdbistas que, sem medo (que ironia) ou vergonha, escancararam o seus temores.

Antes, orgulhosos de sua pseudo superioridade intelectual viram sua soberba atirada ao lixo depois das sucessivas surras eleitorais. Foram 4, seguidas.

Porém, como todos os bons covardes – que são – põem a culpa nos outros.

Nunca são eles os causadores das próprias derrotas. Nunca é seu fajuto programa de governo. Nunca é a incapacidade de seus quadros de responderem minimamente aos anseios do povo. Aliás, a palavra “povo” não faz parte do dicionário neoliberal.

Não, os tucanos golpistas nunca estão errados! Os outros é que são ignorantes.

Enquanto a esquerda se perde em auto análises . Os da direita não estão nem aí.

A meu ver o Lula deve encarar mais essa tentativa de inviablizar sua candidatura como um elogio. Ninguém se preocupa com quem não tem valor, não é mesmo?

A charge do Laerte resume bem a pusilanimidade do PSDB.

Assim é a vida. Mas não a democracia!

 

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Como derrotar o golpe? Eis a questão.

abaixo ao golpeQuais seriam as maneiras de se derrotar o golpe de estado que o Brasil sofreu?

Primeira opção – O STF anular o impeachment. O julgamento do mérito da questão está próximo. Se os ministros entenderem que não há crime de responsabilidade, como não há, que justifique o impeachment,  Dilma será inocentada e automaticamente reconduzida ao cargo.

O maior problema, já dito outras vezes, é o acovardamento dos ministros. Muito suscetíveis à pressão. Dançam conforme a música. Infelizmente a música ouvida por eles é tocada por uma orquestra composta pela Globo, corruptos, canalhas e entreguistas. Apoiados por “coxinhas”. E com a assistência de hordas de energúmenos fascistas (MBL, Revoltados, Vem pra rua e etc), pagos pelos partidos golpistas corruptos PSDB, PMDB e DEM e pelos americanos.

Se eles, os supremíssimos, se encantarem por essa melodia de sereia a Dilma perderá o cargo definitivmente. Azar do Brasil.

Porém há um modo de quebrar esse encantamente do golpismo midiático/parlamentar/jurídico.

É difícil, mas factível.

Vamos relembrar a Odisseia, de Ulisses.

Em uma de suas provações, voltando pra Ítaca, Ulisses se viu diante das sereias. Segunda a lenda, ninguém resiste aos encantamentos desses seres. Após ouvir a música, solfejadas por elas, os marinheiros, enfeitiçados, se atiram ao mar, morrendo afogados. Ulisses, um rei, desafiador, fez o seguinte para enfrentar o grito da sereia: se amarrou no mastro da nau e instruiu aos marinheiros que tapassem os ouvidos e não obedecessem as sua ordens. E assim foi feito. Apesar de seus gritos desesperados, Ulisses não foi solto. E assim ele sobreviveu. A realidade ganhou.

Então, mal comparando, como livrar o STF desse enfeitiçamento da direita golpista/canalha? Como desamarrá-lo do mastro? E como tapar os ouvidos?

Metaforicamente, em vez de colocar chumaços no ouvido ou prender o STF ao mastro podemos sufocar o canto. Como? Gritando muito alto! Tão alto, mas tão alto que ninguém possa ouvir as vozes das sereias.

Então, o jeito é gritar. Gritar! Gritar! Alto. Muito alto!

De que modo? Oras, indo pra rua. Fazendo grandes manifestação, ruidosas, em frente ao STF. Encher de gente bradando pela anulação do impedimento.

Anule o impeachment, STF! Anule, já! este é o caminho.

Tem que ser coisa de 100 mil pra cima. E torcer.

Não podemos esquecer que os ministros do STF sofrem pressão no seu dia a dia porque eles têm vida social.

As suas sereias são os familiares e convivas que, de alguma forma, exercem influência sobre seu modo de pensar.

Imagine alguém (seja o avô, a avó, o marido,a esposa, o amigo,a amiga, o tio, a tia, filhos e outros) sussurrando aos ouvidos deles, diuturnamente: olha não vá anular o golpe! O país espera muito de você! Ou é a paz, ou é a guerra! É complicado.

Os ministros estão constantemente acuados por seus pares, seja no lar, no cinema, na faculdade, no restaurante, no parque, no condomínio, no clube ou em qualquer outro lugar de sua convivência. Ficam receosos de suas decisões, ali é sua ilha.

Óbvio, que não deveriam. Afinal, além de ser um dever de profissão o comportamento imparcial, eles são regiamente pagos para manter a neutralidade, certo?

Porém são humanos. Possuem todas as virtudes e defeitos dessa condição. Logo “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

Essa circunstância nos ajuda, pois sempre o jogo estará aberto. Afinal, quem não chora, não mama. Temos que chorar, e alto.

A sereia rainha do holocausto está por aí. Fazendo seus encantamentos.

Ou a silenciamos, ou ela continuará a cobrar seu tributo. Plim, Plim!

Então, a volta da Dilma é a derrota da canalha.

Segunda opção – Michel Temer, o traíra, deixar o cargo de presidente antes de dezembro.

Por que antes dezembro? Porque antes de dezembro o congresso é obrigado a chamar novas eleições. Aí o cenário fica aberto. Inclusive o Lula pode voltar ao poder. Seria a derrocada golpista.

O PSDB em peso veria suas ambições frustradas.

Afinal, o fim do golpe nunca foi o PMDB. As eminências pardas são os tucanos. Ele são os canalhas, canalhas, canalhas. FHC, o decrépito. Aécio. o moleque sem-vergonha. Serra, o entreguista. Alckmin o santo.

Esse é o bando que a Globo quer no poder. E os americanos também. Por que? Oras, garantia total. O que eles prometem , cumprem! Prometeram dar todas as riquezas do país ao yankees. Inclusive o povo. E assim o farão.

Baba-ovos contumazes. O decrépito, não podemos esquecer, quase acaba com o patrimônio nacional. Não conseguiu. Mas apostou todas suas fichas de desconstrução do Brasil no seu candidato, José Serra. Mas, graças ao divino, o Lula ganhou. Foi uma bofetada enorme. O barulho do estalo ressoou até na Casa Branca.

Então fica assim, se gritarmos “Fora Temer”, sem pedir “Volta Dilma”, estamos trabalhando a favor do golpe. Pois é isso que a canalha quer: “Fora Temer”, claro, mas só a partir de janeiro. Pois esse é o prazo para que o congresso eleja, de forma indireta, o presidente. Sonho dos patifes!

Então, esta é a segunda opção: Temer cair antes de dezembro, assim derrotamos o golpe.

Terceira opção. Diretas Já! O problema é que não é prevista na constituição, o Lula pode se candidatar e, por último, essa nunca foi uma opção da canalha.

Para começar temos que mudar a carta magna. Até aí, nenhum empecilho. Os golpista já rasgaram a constituição mesmo. Mas o problema é que o golpe foi dado para alijar o poder do povo. E não é cabível que golpistas tentem devolver o poder ao povo que traíram.

E, é até engraçado, alguém achar que os golpistas estão preocupados com a vontade da população. Oras, se estivessem não dariam o golpe, não é mesmo?

Quarta opção. A mais drástica. Exigirmos: ou a Dilma volta, ou partimos para o enfrentamento. Fora o congresso. Abaixo o STF. E invasão do Planalto. Cai fora seu pulha!

O grito dos desassistidos: Com imbecis?! Só na porrada!

O problema nessa caso é que quem tem as armas (aeronáutica, marinha e exército) podem não concordar com nosso ímpeto democrático e dar um golpe no “golpe dentro do golpe”. Aí,como disse um sábio chinês: fudeu! A não ser que um militar patriota resolva se insurgir. Quem sabe? O problema, nesse caso, é que os EUA recriaram a quarta frota, e podem intervir. Claro que o objetivo na intervenção é salvar o povo brasileiro. E, como efeito colateral, salvar também as empresas americanas que investiram nesse pardieiro.

Este é quadro que agora nos apresenta. Claro que podem surgir outras opções, mas com essa elite, que não é elite, não temos muita saida. Podemos chamar essas opções de planos.

Há o plano A, B, C e D. Quem sabe consigamos salvar alguma coisa dessa suruba. Diga-se de passagem, suruba instalada pelos golpistas.

 

Recado aos empresários que doam ao PT: se continuarem com essa prática, vocês correm um sério risco de serem presos.

Os poderosos, de todas as áreas, estão dando um recado bem claro aos empresários que insistem em fazer doações ao Partido dos Trabalhadores: se vocês continuarem com essa prática de financiamento ao PT, além de terem suas vidas totalmente vasculhadas, correm um sério risco de serem processados e presos.

E ameaçam, através da imprensa: lembrem-se do mensalão, foram condenados: Marcos Valério, empresário e publicitário. Vinícius Samarane, vice-presidente do Banco Rural. José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural. Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural. Entre outros “civis”.

Se o mensalão não é suficiente vejam os detidos nas primeiras fases do caso Lava-jato/Petrobrás os seguintes empresários: Carlos Eduardo Strauch Alberto, diretor técnico da Engevix.  Othon Zanoide de Moraes Filho, diretor da Vital Engenharia, do grupo Queiroz Galvão. Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC. José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS. Dalton dos Santos Avancini,  diretor-presidente da Camargo Corrêa.  Erton Medeiros Fonseca,  diretor-presidente de engenharia da Galvão Engenharia. Só gente grande.

Alguns estão soltos, outros permanecem encarcerados. De qualquer forma já é um enorme constrangimento, mesmo que não haja condenação, não é mesmo?

E por outro lado, o que aconteceu com pessoas e empresas nos esquemas de corrupção envolvendo o PSDB ou o DEM? …(tempo pra pensar)… Nada! Absolutamente nada!

Querem ver? O “mensalão mineiro”, pai de todos mensalões, deu em alguma coisa? Não! Alguém foi julgado? Não!  Foi direto ao STF? Não! A imprensa ficou em cima? Não! E o que vai acontecer com este processo? Irá caducar. Portanto, ninguém será  condenado. Impunidade geral.

E o caso “Trensalão”, esquema de corrupção envolvendo a Alstom/CPTM/ METRO/PSDB de São Paulo, foi pra frente? Não! O que fez o procurador, Rodrigo de Grandis, com as denúncias? “Esqueceu” na gaveta, por mais de um ano! E a Globo fica como carrapato, macetando todo dia na cabeça dos telespectadores essa notícia? Não!

E o caso Zelotes, HSBC qual a postura da mídia? Silêncio. Silêncio tumular. E a pasta Rosa, Paulo Preto, Rodoanel, Beto Richa e Banestado vão acabar como? Em pizza!

Então, saibam a quem doar. Fiquem espertos. Dependendo as consequências do ato pode acarretar graves danos. Parece ser este  o aviso dessas organizações golpistas.

Ora, qualquer cidadão, medianamente informado, sabe que pra estancar o suborno, as maracutaias, a corrupção, o grande passo seria proibir as doações de pessoas jurídicas. No entanto,  o que fez o Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, numa manobra pra lá de inconstitucional?  Conseguiu aprovar uma PEC que tornou oficial a doação de empresas aos partidos políticos.

Mas antes dele, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, paralisou ( isso há mais de um ano) o julgamento que tornaria esta prática ilegal. O placar estava 6 X 1 a favor da proibição. Pediu vistas.

Conclusão: apesar de gritarem o contrário, a elite, os poderosos, partidos da direita, fascistas e conservadores em geral não estão preocupados em extirpar este banditismo. O grande objetivo deles é ter de volta o Estado. Extinguir o Partido dos trabalhadores. Acabar com o Lula.

As doações sempre serão benvindas. O apoio de grandes empresas também. Sem verba não há como ganhar eleição. Todos sabem disso.

Eis aí grande sacada do grupelho. Prosseguir com o mesmo esquema de obtenção de verbas  e impedir que empresas doem  ao PT. Por ameaça ou chantagem. Sufocando-o. Até a completa desintegração.

Pergunto: qual empresário, vendo o que está acontecendo com seus pares, se atreveria a contribuir com campanha de alguém ligado ao Partido dos Trabalhadores? É difícil.

Ao PT, principalmente, e aos partidos de esquerda, de modo geral, resta tentar reverter o golpe do Eduardo Cunha e fazer o possível para colocar na ilegalidade as doações de pessoas jurídicas. Questão de sobrevivência. Da própria democracia.

FHC e o seu PSDB: … e fala mal daqui e fala mal dali…

A música  tem o poder transmitir mensagem com  graça, leveza e paz. Anima e encanta. De múltiplas interpretações. De inúmeros ritmos.

Fiquei sem palavras no que ouvi e vi no programa dos tucanos: paneleiros, difamações e reclamações… Deu vontade de desligar a TV, de ir embora. De gritar diante da mediocridade ululante.

O programa de governo do PSDB: ser anti-PT, anti-Lula, e mais nada… muito pouco para um partido que se gaba da intelectualidade de seus membros.

Mas alguns midiotas vão achar o suficiente.

Como disse um sobrinho meu certa vez: tio, se é pra fazer a merda que FHC fez, não precisa estudar.

E o Lula é que é analfabeto.

A letra dessa música traduz o FHC, o Aécio o Geraldo e tantos outros. Escancara o medo e ódio ao PT e ao Lula que eles têm.

Ouçam, respirem e descanse de tanta asneira dita no horário gratuito do PSDB. Pobres tucanos.

Só uma coisinha: cadê o Serra?

Veja como a vida passa
E a solidão aumenta
E você só pensa em críticar
Acha defeito em tudo
Até me deixa mudo
Sem saber sorrir
Só fala pra ferir
Não vê que a vida passa
E a solidão aumenta
No seu coração

Veja como você fica
Quando você olha
E depressa grita sem pensar
E Fala mal daqui
E fala mal dali
Vive a resmungar e a se lamentar
Só se realiza
Quando abre a boca para reclamar

Vou me embora daqui
Vou procurar outro lugar
Não agüento viver
Com quem só pensa em criticar
Deixe o tempo passar
E vamos ver
Quem tinha mais razão
Você aprender
Como viver na solidão

 

Modo PSDB de governar : se o povo não aceita, ou não entende a gestão tucana, o “CHOQUE” dá um jeito de explicar.

repressão paranaQuando o PSDB tornou moda falar em “choque-de-gestão” o povo brasileiro imaginou outra coisa que não repressão e brutalidade. Afinal um intelectual, sociólogo e acima de tudo FHC havia mencionado como solução para todos os problemas do Brasil.

Fomos surpreendidos com força dessas palavras quando pronunciadas separadamente: choque e gestão. E mais abismados ficamos quando notamos que uma era complementar a outra.

Sobre a “gestão” não é difícil ver o estrago que os tucanos causaram ao país com suas sucessivas administrações. É só retroceder aos anos 90 e comparar índices econômicos e sociais com os atuais. Uma pesquisa simples no google.

Mas vamos discorrer sobre o outro substantivo. Na mente soberba dos PSDBistas se alguém não aceita o seu jeito de “gestão” aí então eles apelam para a outra palavra, ou seja: “CHOQUE”.

O governador do Paraná Beto Richa, ou como dizem os servidores estaduais Beto “Hitler”, deu demonstração cabal e didática de como funciona o tal “choque-de-gestão” tucano. E se por acaso alguém achou “forçação” de barra o que escrevi preste atenção nos recentes acontecimentos em Curitiba.

O Governador tentava aprovar o projeto de lei 252/2015, que autorizaria o governo a mexer no fundo de previdência dos servidores públicos do estado, a Paranáprevidência. A intenção de Richa é utilizar esses recursos para cobrir o rombo nas contas públicas provocado pela má gestão do tucano nos quatro anos anteriores. (A lei foi aprovada).

Os servidores não gostaram da gestão e foram protestar em frente à assembleia.

Bem, todos sabem o que aconteceu: entrou a PM para dialogar com os manifestantes. Resultado: mais de 200 feridos, 8 em estado grave.  A maioria professores.

repressão parana 1Mas esta repressão não foi a única. Recapitulemos.

2013, protestos contra o aumento das tarifas de transporte em São Paulo. A PM simplesmente desceu a bordoada nos manifestantes. Foi como pôr mais lenha na fogueira. As manifestações se espalharam pelo país com as mais diversas reivindicações. Inclusive intervenção militar.

PasseLivreViolênciaPM-e1371330384888Greve dos professores. A negociação quase sempre acaba sobre a responsabilidade da polícia

  ato-apeoesp-paulista-interna22000 foi Incabível. Na comemoração os 500 anos da descoberta do Brasil o governo Fernando Henrique Cardoso não permitiu que os índios se manifestassem. Logo os índios, um dos principais atores do episódio, e que tão bem recebeu os portugueses foram reprimidos. Nem a gestão para construir a replica da caravela deu certo, corria o risco de afundar.

indios reprimidos-em-porto-seguro1988.Governador Álvaro Dias jogou os cavalos em cima dos professores que protestavam por melhores condições de ensino e por salários.

alvaro-dias e a repressãoEsse é modo PSDB de governar. Se o povo não aceita, ou não entende a gestão tucana, o “CHOQUE” dá um jeito de explicar.

Por 8 votos a 1 o STF não julgará o mensalão tucano. Bom para o Estado de Direito.

stfPor 8 votos a 1 os ministros do STF devolveram o processo do chamado Mensalão Mineiro à justiça de Minas Gerais.

O Mensalão Mineiro, ou tucano, ou do PSDB, é considerado o embrião de outros mensalões, inclusive o do PT.

Foi devolvido porque nenhum dos réus envolvidos na ação penal tucana tem direito ao foro privilegiado. Segundo os artigos abaixo.

“Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I – processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;”.

Eduardo Azeredo (PSDB), que teria esse direito, renunciou ao mandato de deputado federal. Tornou-se um cidadão comum.

Os ministros não tergiversaram. Cumpriram a constituição.

É o que se espera de um Estado de Direito.

Mas o assunto não se extingue neste ponto. O resultado permite reflexões sobre o acontecido com o processo 470.

Juristas, advogados, jornalistas renomados afirmaram à época que o julgamento do Mensalão foi feito por um tribunal de exceção. Poderia ser anulado.

E por que de exceção? Porque o STF julgou pessoas que nunca exerceram qualquer cargo público e outros que já não exerciam mais e os alijaram do direito básico a um novo julgamento. Foi o caso do Marcos Valério e Katia Rabello, para citar alguns.

Isso jamais poderia acorrer. Então o STF abriu uma exceção, certo?

Um segundo julgamento é direito constitucional. E garantido por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

E agora, depois de comprovado a excepcionalidade, como fica a imagem do STF perante outros países democráticos?

E mais, muitos andaram esbravejando que o PT se apoderou do STF depois da indicação dos novos ministros e da absolvição do crime de formação de quadrilha por parte dos condenados.

Se fosse verdade tal afirmação o Supremo chamaria para si a responsabilidade pelo julgamento dos tucanos. Seria uma grande oportunidade dos PSDBistas experimentarem do próprio veneno. A vingança é um prato que se como frio, diz o dito popular.

O placar dilatado a favor dos tucanos permitiu ao presidente do STF , ministro Joaquim Barbosa, sair por cima.

Como seu voto é o último a ser proferido e o resultado estava definido ele deitou e rolou nas suas argumentações: foi um ardil, por parte de Eduardo Azeredo, disse. Portanto, o mensalão mineiro também deveria ser julgado pela corte máxima. Toda unanimidade é burra. Close na cara de indignado.

Alguém acredita piamente nesta argumentação do presidente?

Queria ver se estivesse 4 X 4 e ele tendo que decidir se acolhia ou não o processo, para qual lado penderia?

Nunca saberemos.

P.S. O Datafolha divulgou o resultado da pesquisa sobre a eleição para Presidente. Dilma caiu 6% na intenção de votos. Se leram o post anterior joguem no lixo essa conclusão do instituto. Não é tão fácil manipular quando se tem outras fontes de informação, não é mesmo?

Mensalão e Trensalão: um peso, duas medidas.

justiça stfNo caso mensalão o STF fez um pacotão, juntou parlamentares e cidadãos comuns no processo, já no caso chamado “trensalão” o tratamento será diferenciado.

Segundo reportagem de Luiz Orlando Carneiro, publicado no Jornal do Brasil, “ é certo que (o ministro Marco Aurélio do STF) vai desmembrar o processo (do trensalão), a fim de que apenas os parlamentares sejam julgados pelo plenário do Supremo, caso a denúncia seja acolhida.”.

Se o plenário aceitar a denuncia serão julgados os seguintes políticos: deputado federal Arnaldo Calil Jardim (PPS) ; José Aníbal (PPS), Edson Aparecido dos Santos (PPS) e Rodrigo Garcia (DEM), os três últimos secretários do atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. As acusações sobre os demais serão realocadas em estâncias inferiores. Ou seja, o pessoal do “trensalão” terá direito a novo julgamento. A recorrer, qualquer seja a sentença a eles imputadas, a tribunais superiores.

É conhecido como “trensalão” o caso de corrupção e formação de cartel de empresas para construção e manutenção de obras do metrô e de trens da capital paulista, com desvio de cerca de R$ 600 milhões de dinheiro público para pagamento de propinas a funcionários e políticos do governo do PSDB.

Este escândalo fez de São Paulo o estado mais corrupto da federação.

Bem, que a imprensa tente colocar esse caso debaixo do tapete, apostando no esquecimento por parte dos paulistanos, é esperado.

A mídia, como sabemos, trabalha para derrubar o governo do PT. E tudo fará para alcançar este objetivo. Não há obstáculos, nem escrúpulos para tanto. Não importa o desenvolvimento do país, as conquistas econômicas e sociais. Nada. Querem o poder de volta e ponto final.

Agora o STF escancarar a parcialidade com que trata os acusados do “mensalão” e do “trensalão” é que é um absurdo.

O “tô nem aí” para o que vão dizer reflete o pouco caso que fazem da constituição brasileira, que em última análise lhes garantem: o emprego vitalício, o salário, o poder e as honrarias pertinentes ao cargo. Sem falar no respeito despertado no imaginário dos cidadãos. Esquecem por completo que quem os colocou lá foram  pessoas eleitas pelo povo. Este sim a única detentora do poder.

E, pelo jeito, não estimam seus próprios símbolos: a balança (equidade e igualdade), o martelo (respeito, ordem), espada (poder, defesa da lei) e a cegueira (imparcialidade e sabedoria). Foram jogadas às favas. São interpretadas conforme sopra o vento.

O comportamento do ministro Marco Aurélio é emblemático. Diz não estar interessado na opinião pública, para logo em seguir cobrar de um ministro que ouça os clamores da população e depois atuar como se não houvesse população. Um peso, duas medidas.

O que foi negado a um, será agraciado a outro. O que foi recusado a certos gentios, por envolver o PT, será dado a outros nobres, por envolver o PSDB.

E depois desse fato, se consumado, áulicos e os próprios continuarão a afirmar que não houve julgamento de exceção no processo 470. Especialistas explicarão, tintim-por-tintim, o porquê da decisão do supremo sobre um processo e o outro. Não vim para explicar, vim para confundir. E viva Tom Zé.

Isto é certo? Não importa a explicação técnica jurídica, sempre as há. A real é esta: o tratamento foi discriminatório no 470. Teve viés politico-preconceituoso.  Se o “trensalão” não basta, o mensalão mineiro está por aí a fazer sombra sobre a verdade dos eventos.

E os ministros agem desse modo, como deuses, porque são acobertados e incentivados pela mídia. O povo e a constituição, para este dueto, existem para servi-los. O povo e a constituição, para estes personagens, são como bifes, quanto mais apanham, mais macio ficam.

É preciso cortar este cordão umbilical entre STF e imprensa. Como? Lei da mídia. Fim do monopólio de informação. De opinião.