Lula só será salvo do aniquilamento se houver eleições diretas.

Após a condenação sem provas do ex-presidente Lula o lorpa do Moro confisca seu dinheiro e bens, deixando-o à míngua.

Do jeito que foi feito o arresto aparentemente o “banestado” Moro se arrependeu da própria sentença e quis mostrar aos seus cupinchas que tem o que todos sabem que não tem: competência, coragem e equilíbrio.

Acontece muito com pessoas inexperientes ou maldosas. O sujeito realiza uma tarefa de forma atabalhoada, amadora e com displicência. Quando confrontado, percebe a “burrada”. Correndo, tenta concertar. Aí é tarde demais.

É o caso do mussolini de Curitiba. Como explicar que o “chefão da quadrilha”, maior corrupto surgido nos úlimos 500 anos pegou 9 anos, enquanto outros, tipo José Dirceu e o almirante Othon Luiz Pinheiro, tiveram penas bem maiores? A conta não fecha. A emenda ficou pior que o soneto.

Não importa o montante confiscado, a atitude do juíz fala por si só. É um chicaneiro, conforme Eugênio Aragão.

Bom, mas isso é discussão para juristas e homens da lei.

O que transparece para o cidadão comum é que os canalhas não descansarão enquanto não verem o Lula aniquilado. Não importando os meios utilizados.

O Estado, usurpado pela quadrilha, fez o que jamais poderia fazer: declarar guerra a um único cidadão.

A direitistas velhacos sabem que Luiz Inácio Lula da Silva é o úlimo obstáculo que os impede de assumir o comando definitivo da nação, de implantar o projeto ultra neoliberal. Ele é a consciência a persegui-los. E por isso desejam destruí-lo de modo definitivo. Preconceito, raiva, ódio acompanham cada gesto dos fascínoras.
Não estão conseguindo. Calcularam que seria fácil. Erraram, feio! Lula está vivo e forte. E cada vez mais líder nas pesquisas de intenção de votos. E o PT tem a preferência do eleitorado, para desespero dos fascistas.
Mas, sabem como é que é: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Lula é o Lula porém as forças democráticas tem que apoiá-lo e protegê-lo neste momento de crise política, institucional.

E de que forma podemos ajudá-lo?

Saindo às ruas. Protestando. Não dando trégua ao golpismo. E, questão fundamental, exigindo eleições diretas. O mais rápido possível. O tempo é inimigo da democracia.

Pois, Lula eleito é garantia que as maldades impostas ao povo será desfeita. E não só isso, o ex-presidente terá 4 anos para “preparar” uma nova liderança ligada às esquerdas com reais chance de ganhar um futuro pleito eleitoral. Algo que, convenhamos, poucos podem conseguir.

Existem dois caminhos para as eleições. Via congresso ou STF.

Se for através do congresso este terá que aprovar uma PEC que permita eleições antecipadas.

E se for pelo Supremo este terá que julgar um mandado de segurança impetrado pela defesa de Dilma solicitando a anulação do impeachment e a consequente recondução dela ao poder. A Dilma Rousseff voltando terá que chamar imediatamente eleições, resguardando Lula do aniquilamento, e enquanto isso ela desmonta o projeto de entrega do país. Processa os golpistas. E restabelece o Estado de Direito.

Lembrando, os ataques que a população vêm sofrendo procedem de vários pontos então devemos também diversificar os embates.

É urgente gritar pela anulação do golpe, por diretas, exigir o julgamento do MS pelo STF e assinar a ação popular que pede a volta de Dilma ao cargo de presidenta. O Brasil é maior que qualquer picuinha.

Se desejamos evoluir como povo, não basta acabar com o golpe, temos que derrotar os golpistas.

Houve golpe de estado no Brasil. Não há como negar. E os poucos que ainda negam  se agarram ao discurso de  que  todos os trâmites constitucionais  foram seguidos à risca.

No entanto este derradeiro argumento desmorona como castelo de cartas quando verificamos que o motivo alegado para o “Impeachment” não passou de engodo retórico.

As tais “Pedaladas Fiscais”, que, segundo os golpistas, constituíram crime de responsabilidade fiscal, foram práticas comuns adotadas pelos governos  de Fernando Henrique Cardoso e de Lula. E nunca, nenhum deles teve suas contas reprovadas pelo TCU ou tiveram seu governo questionados sobre essa prática.

Então por que os usurpadores se agarraram à motivos tão rasos para perpetrar o golpe?

Porque encontraram pela frente uma pessoa extremamente honesta, corajosa, digna e ética. Que jamais compactuou com a corrupção ou se alinhou com os corruptos. Conclusão: não descobriram nada que a desabonasse.

E agora, o que fazer, pensaram? A solução encontrada foi armar um embuste. Montaram uma quadrilha para tanto.

A mídia detonou com a imagem da presidenta como política e como ser humano. A Globo plantou, regou, colheu e disseminou o ódio à Dilma, ao PT e ao Lula.

Aécio Neves, senador reempossado e conhecido bandido, não permitiu que ela governasse desde o primeiro dia do segundo mandato.

A câmara de deputados composta em sua maioria por conservadores, fundamentalistas e corruptos, presidida ainda pelo nefasto Eduardo Cunha paralisaram o governo com as tais “pautas-bombas”.

Com apoio da imprensa hegemônica, financiados pelo PSDB, DEM, PMDB, SD e grupos estrangeiros hordas de fascistas, tipo MBL, ganharam força e colocaram milhares de pessoas nas ruas.

Americanos, descontentes com a política de partilha do Pré-Sal, com os BRICS, com a mudança do centro da geopolítica, contribuíram para a derrubada da presidenta.

Por sua vez, a elite brasileira, tão egoísta e vaidosa, não engoliu nova derrota eleitoral, a quarta seguida. Entrou de cabeça no golpe.

O juiz Sérgio Moro e sua força tarefa azeitaram, com seus vazamentos seletivos e torturas, a engrenagem do conluio.

Michel Temer, o traidor, ficou com a incumbência de adotar medidas impopulares, depois do golpe concluído.

Destroi a previdência, a educação, a saúde, estatais e os programas sociais. Extingue com os direitos trabalhistas. O chefe do bando tem atualmente o pior índice de popularidade dos últimos 28 anos.

Mas o grande pecado da presidenta, conforme gravações e entrevistas, foi a de não ter estancado a sangria da “Lava Jato” e ter fechado o duto da propinagem.

Com forças poderosas a alveja-la diuturnamente e sem uma base sólida e disposta ao embate, sucumbiu frente aos bandidos.

O Brasil virou um caos.

Não existe mais Constituição. Pois a constituição cidadã de 1988 era um projeto de país de bem-estar social e não um conjunto de leis. E esse projeto está sendo desmontado pela canalha.

Quem está sofrendo com toda essa patifaria é a população. Somos nós que ficamos desempregados, sem amparo, sem perspectiva e sem futuro.

Diante deste quadro de atrocidades nos resta combater a fraude do impeachment. Derrotá-lo nas entranhas.

O Brasil tem histórico de golpes, é verdade. Mas também tem o histórico de NÃO combater os golpistas de modo veemente.

O Chile e a Argentina puniram de forma vigorosa os militares e civis que se aventuraram no golpismo. E o Brasil? Nada! Hipócritas de 64 se auto-anistiaram e tudo ficou numa boa.

Esperamos 24 anos por eleições diretas. Vamos fazer o mesmo novamente? Ou alguém acredita que os golpistas devolverão o poder aos progressistas apenas 2 anos depois de roubá-lo? Continuação do golpismo.

É importante anular o impeachment, reconduzir Dilma Rousseff ao poder e processar os golpistas. Dessa forma, e só dessa forma, cresceremos como nação. Voltaremos à normalidade democrática. Nós nos firmaremos como um povo. Povo brasileiro.

Temos que dar um basta nesta imoralidade. Onde já se viu uma coisa dessa, bandoleiros tiram uma pessoa ilibada, sem ter cometido crime algum, e assumem o governo? Não vamos lutar de maneira incisiva? Somos párias?

Não é naturalizando o golpe através de eleição que resolveremos este imbróglio. A quadrilha continuará solta. Maquinando novas “molecagens”. E o fantasma do golpismo continuará a assombrar futuros governantes. Esta é hora de dizer não aos oportunistas de esquerda e de direita.

O STF tem um pedido de Mandado de Segurança, impetrado pela defesa da presidenta Dilma. Os ministros têm que julgar o mérito do mandado. Os juízes podem reverter imediatamente esse estado de caos. São 11 cidadãos que têm a rara oportunidade de dar oportunidade ao país. A democracia agonizante necessita de 6 votos. Melhor do que 400 no congresso golpista, não é mesmo?

O Supremo se sujou com o golpe. Porém muito da má impressão que temos em relação ao tribunal vem do Ministro Gilmar Mendes. Que poderá ser defenestrado do cargo a qualquer momento.

Precisamos nos unir em torno da bandeira da Anulação e pressionar o STF.

São 54,5 milhões de pessoas assaltadas em seu voto. 200 milhões serão prejudicadas pelas medidas neoliberais do MT.

Se colocarmos um milhão de brasileiros nas ruas protestando e exigindo que o Supremo Tribunal Federal julgue o MS a situação poderá se reverter. As maldades do governo ilegítimo interrompidas. Depende apenas de nós.

Estamos fazendo um abaixo-assinado pedindo a recondução de Dilma Rousseff à presidência, já. Após a coleta de assinaturas, a ação será enviada ao Supremo Tribunal Federal.

Visite a página do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment no face e obtenha mais informações.

Juntos pela Anulação do Impeachment e a volta de Dilma ao poder.

Conforme Marco Aurélio, do STF: o impeachment será anulado.

Não foi de todo ruim a decisão do ministro Marco Aurélio de devolver o Aécio Neves ao senado. Basta olhar por um outro lado.

Primeiro. O STF acaba de dar um tapa na cara dos “coxinhas”.  E não foi com luva de pelica não! foi com a de açougueiro, de aço. O juiz rebaixou-os a outra categoria, a de trouxinhas.

Muitos questionam os “paneleiros”, cadê vocês agora? Por que não batem panela?

Podem esperar sentado, essa turma só irá se manifestar novamente com a prisão do Lula.

Experimente. Dê uma de João-sem-braço e questione o seu amigo, ou ex, que votou no Aécio, o que ele acha dessa decisão. Ou fica mudo, ou sai com a resposta chavão: sou contra todos os corruptos, roubou? Tem que pagar. E dará as costas.

Só o deus PATO AMARELO poderá salvá-los. De qualquer forma, uma significativa parcela dessa turma começa a desconfiar que foi manipulada. Pela Globo.

Segundo. O pau que bate em Francisco, bate em Chico.

Quando julgarem o mandado de segurança que pede a anulação do impeachment de Dilma Rousseff já saberemos que defesa da presidenta tem um voto a favor, a do ministro Marco Aurélio, certo? Questão de coerência. Porque as loas e argumentos que usou para devolver o mandato ao Aécio serve para reconduzir Dilma ao poder, também.

O ministro contrapõe ainda que  Aécio “É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável – deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 – ditas fraudadas –, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira”.

Bem, qual dos corruptos do primeiro escalão não é “brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável…”?

Se o senador é tudo isso e foi pego exigindo dinheiro da JBS, ameaçando matar se algum “mula” o delatasse, quais os elogios seriam tecidos sobre a Dilma pelo sr.  Marco Aurélio? Sim, porque ela em questão de lisura, honestidade e ética é infinitamente superior a qualquer quadrilheiro que se assenhorou do poder. Aliás, não tem nem comparação.

Pena que a decisão chegou tarde para Delcídio do Amaral, senador do PT.

Terceiro. Aécio é uma batata quente. Ninguém segura, se não houver proteção. O senado não é bem visto pelos brasileiros, com o Neves então a coisa piorou. Os parlamentares terão que se desdobrar pra proteger o menino mimado.

Agora, é de se desconfiar essa complacência com o PSDB. Quais as relações dos tucanos com o judiciário? Com o MPF?

Os usurpadores estão acabando com o Brasil. Todo dia rasgam a constituição.

O impeachment foi tão esdrúxulo que os criminosos subverteram até um dos ditados mais enraizados na cultura popular, “Pros amigos, tudo. Pros inimigos, a lei”.

Se a lei for seguida Dilma Volta. E Lula não será preso. E o poder devolvido ao povo.

A comissão de ética do senado acaba de arquivar o processo contra o Aécio Neves.

A comissão de ética, veja bem, a comissão de ÉTICA! do senado acaba de arquivar o processo contra o Aécio Neves. Motivo? Não há motivo para abertura do processo, segundo o presidente da comissão, João Alberto Souza do PMDB. Sarneyzista de carteirinha. Por aí se vê a qualidade do indivíduo.

Palavras do senador: “Decidi arquivar porque não achei elementos convincentes para processar o senador.”

“Me parece que fizeram uma grande armação contra o senador Aécio. Fizeram com que ele entrasse naquilo, inclusive, de acordo com a Polícia Federal. Eu não vejo motivo, não me convence, pedir cassação de um senador eleito por milhões de votos em função de uma armação feita com o senador.”

É um desaforo. Quem em sã consciência acredita no que esse cara fala?  Desculpas medíocres, esfarrapadas.

Evidentemente que a postura do parlamentar esta condizente com o acordo PSDB-PMDB. Blindem o Aécio e nós continuamos a apoiar o governo Temer.

Vamos falar sério pessoal.

Como acreditar que com um congresso composto por pessoas estúpidas, corruptas, com QI de amebas, com senadores e deputados caras-de-pau vão aprovar a PEC das Diretas Já?

Se você ainda acha que a força do povo pode reverter a postura de bandidos, então, você encontrou a solução para o tráfico de drogas. Não precisa tiros, caveirões, forças especiais, patrulhamento na fronteira.  Não precisa nada disso, basta protestar em frente à casa dos traficantes, e gritar ” chega de drogas” e aí o seus “Fernandinhos Beira-Mares”, condoídos, pararão com a venda de entorpecentes.

Não existe a mínima possibilidade do congresso e do traidor/golpista/ladrão Michel Temer chamarem por diretas. A não ser que a vitória dos representantes da criminalidade seja líquida e certa. Mas para isso terão que calar o Lula, fraudar as urnas, manipular os resultados, a Globo ativar o cérebro dos coxinhas e por aí vai.

Pra que complicar, se podem facilitar, não é mesmo?

STF, dia 21 teve protesto aí em frente. Os manifestantes gritaram pela democracia, pela anulação do impeachment e pela volta da Dilma ao poder. Ou vocês dão um ponto final nesta patifaria ou assinem o golpe e se locupletam com os marginais. A escolha é de vocês, senhores ministros.

Agora, faço um apelo aos grandes líderes: basta de embromação ou bom-mocismo. Chegou a hora de tomarem vergonha-na-cara. Chegou o momento de darem o braço-a-torcer e se juntarem ao movimento que pede anulação do golpe e exigir postura das autoridades.

Entretanto, se mesmo assim a justiça, um dos três poderes da república, não se sensibilizar e o golpe não for anulado nos resta o uso da força. Da desobediência civil. Ou podemos tomar rivotril.

Gente, vamos por um milhão, dois milhões de brasileiros na frente do STF e exigir, por meios legais, a volta da normalidade democrática. Se não der certo, então invadamos o congresso, o planalto e retiremos os criminosos à chute e a pontapés. Que opção temos diante desses descalabros? Bandido derrotado vira cachorrinho.

Manifestação em frente ao STF pede anulação do impeachment.

21 junho de 2017 entrará para história.

Neste dia o Supremo Tribunal Federal recebeu a “visita” de manifestantes.  Diferentemente de outros protestos, este não era contra um ministro específico, ou contra uma decisão já tomada pelo supremo. Não, este não foi assim. Este foi grandioso. E grandioso porque os participantes demonstraram determinação e “garra” difícil de se ver.

E por mais estranho e paradoxal que seja, esta manifestação foi justamente para exigir que o tribunal cumprisse com o seu dever constitucional. Que julgasse um mandado de segurança. Não um qualquer. Mas um de extrema importância para o futuro da nação brasileira. Um MS interposto pela defesa de Dilma Rousseff que pede a anulação do “golpe” parlamentar (travestido de impeachment) e sua restituição ao cargo de presidenta.

No final da tarde, aproximadamente 600 pessoas, oriundas de diversas regiões do país, gritaram por justiça. Exigiram a apreciação do mérito do mandado. Clamaram pela anulação do impeachment.

Oradores, se revezando ao microfone, iam expondo os vários motivos que os levaram até ao STF. Lembraram que quem sofre mesmo com o golpe é o povo, com desemprego, com a perda dos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais. Que o país está sendo entregue ao rentismo internacional. Que foi uma quadrilha de corruptos que promoveram o golpe. Que o STF não deve se acovardar. Que não se pode jogar no lixo 54,5 milhões de votos.

Um ponto destaco, os manifestantes pediram que a ministra Carmen Lúcia os recebesse, não conseguiram, no entanto um funcionário veio conversar e foi permitida que uma comissão entrasse e protocolasse uma carta aos cuidados da presidente do tribunal. O que foi feito. A carta solicitava que se acelerasse a avaliação do MS. Assinaram o MNAI (Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment) e os comitês de RS (Pelotas e Porto Alegre), SC, SP, RJ, MG, DF, CE, Zurique/Suiça e  PCO (Partido da Causa Operária). Primeira vitória.

Mas o ato em si começou bem antes. Por volta do meio dia teve início o debate sobre as razões de se anular o impeachment e por que a volta da Dilma ao poder é de suma importância para democracia. O mediador foi Antônio Carlos do PCO.

Realço alguns itens do que foi debatido:

Expedito Mendonça, diretor do sindicato dos Servidores Públicos Federal, afirmou que o impeachment é fraudulento, que os trabalhadores estão sendo reprimidos. Pediu ainda solidariedade ao companheiro Othon Pereira Neves, dirigente sindical, preso no dia anterior por chamar funcionários a participar da greve do próximo dia 30.

Edva Aguilar, uma das coordenadoras do MNAI, recordou que precisamos pressionar o STF. Que a Dilma deseja voltar. Que nós não somos um fã clube da presidenta e sim da democracia. Que é mais fácil o STF anular o golpe do que o congresso aprovar as diretas, pois no tribunal precisamos de 6 votos e aprovar a PEC das diretas é necessário a aprovação de 2/3 dos parlamentares, o que é praticamente impossível, pois estamos numa situação de anormalidade institucional.

Erika Kokay, deputada federal (PT), falou sobre a luta de classe, o desmonte das estatais, da perda de direitos, da entrega de nossas riquezas para o sistema financeiro internacional. E afirmou que os movimentos pelas Diretas e Anula o Golpe não são incompatíveis, porque ambos querem o retorno da democracia.

Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, enfatizou que vivemos a maior crise do governo golpista. Elementos que articularam o golpe estão envolvidos em corrupções. Destacou que FHC é o chefe maior dos golpistas. O sentido de atos como estes está na luta contra o golpe, na tomada de posição. Não acredita nas eleições diretas sem liquidar com a horda de golpistas. Põe em dúvida, inclusive, as eleições em 2018. Aponta como solução a organização do povo, dos sindicatos, dos movimentos para derrotar o golpe.

Um parênteses. Grupo de empresários, reunidos no Instituto Milleniun, falaram abertamente que as eleições de 2018 será prejudicial aos interesses do país. Recado dado. Cada vez mais as eleições diretas se distanciam da realidade.

Argumentos, conhecimentos, informações foram transmitidos. E mais do que isso, o sentimento de não estar sozinho na luta é revigorante. Saímos dessas manifestações com a alma lavada. Com as funções psíquicas em dia.  Os participantes, presenciais ou não, com certeza sentiram-se representados em algum momento.

Que venham mais atos como este. Que mais pessoas se juntem ao movimento pela anulação. É o caminho correto.

“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” Che Guevara.

O PT elevou ao grau máximo o ditado: “rei morto, rei posto!”.

 

O TSE, por 4 votos a 3, aprovou as contas de campanha de 2014 de Dilma Rousseff. Novamente. O mesmo já havia ocorrido em 2015.

 

Parabéns presidenta! Fez-se justiça. Sua lisura é inconteste. Vitória do estado de direito frente ao estado de exceção.

 

Resultado previsível. Não cassariam a chapa. Pelo lado da presidenta, de compravada honestidade, não há motivo. Pelo lado de seu antípoda, de sabida ladroagem, vai saber a relação promíscua entre ministros e o MT. Portanto…

 

Há alguns meses atrás ainda temíamos o desdobramento desse julgamento. Havia receio de que os golpistas separassem a chapa. Se conseguissem… adeus direitos políticos da Dilma. Como isso não aconteceu, o julgamento foi só encenação.

 

Sabemos que é temeroso ver um elemento como Temer na presidência. O cara destroi direitos, entrega nossas riquezas e não está nem aí com o povo. Mas consideremos a sua permanência como efeito colateral. De alguma forma não chegará em 2018. O usurpador não vale o que come!

 

Muitos dos que lutam pela democracia, pessoas da esquerda, exigiam a cassação do Temer, mesmo à custa de jogar o nome de uma pessoa íntegra na lama.

 

Claro que nós do “Anula o Impeachment” gostaríamos também de ver o traidor/canalha/ladrão levar um potente pé-na-bunda do cargo que roubou, e ser preso, quem não gostaria? Mas não sacrificando uma pessoa íntegra e que carrega a confiança de 54 mihões de pessoas. Assim não! Só uma sociedade doente aplaudiria tal disparate.

 

O partido de Dilma externou toda sua indignaçao pela não cassação do pulha  de modo contundente. Um desavisado que ouvisse os discursos inflamados teria certeza absoluta que eles estavam falando de outro processo e não da chapa Dilma-Temer.

Não quero crer, mas pelo jeito a direção não se importa com o destino dos  filiados. Ou será que ligaram o “foda-se”? Se for isso…é lastimável! Então que se preocupem ao menos com o partido. Vale lembrar: reprovada as contas, o PT sofreria sanções. Não podemos esquecer que um dos objetivos da quadrilha é cassar o partido dos trabalhadores. Que oportunidade boa, não acham?

 

Para o desgosto de muitos, os petistas elevaram ao grau máximo o ditado: “rei morto, rei posto!”. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Dilma não está morta. Se não sabem, ela luta diuturnamente para reconstruir sua imagem. Tão vilipendiada pelos golpistas. Ela deseja voltar ao cargo. E se fizermos uma pesquisa séria com a população a anulação do impeachment ganha das diretas.

 

Tempos sombrios. Escolhas difíceis.

 

Quem optou apenas como bandeira de luta as “Diretas, Já” encontra-se numa sinuca-de-bico.

Após o veredicto, Temer criou forças. Se sente firme na presidência. Está tão seguro de si que chamou os governadores para reunião no palácio da Alvorada. Pauta: exterminar com os direitos dos brasileiros.

 

Diretas cada vez mais distante.

 

Golpe é golpe porque golpeia, porque chicoteia. E não é no lombo do rico, é no lombo do pobre. O golpe não depende da permanência do Temer. Ele não passa de  gerente do golpe. Vai um, vem outro.

 

Nos restou pressionar o STF. Diante de todos os fatos revelados, exigirmos a anulação do impeachment. As lideranças têm que dar uma guinada nesta direção.

 

Dia 21 de Junho, quem puder, compareça ao ato em Brasília. Inícia às 11:30. Ou então, rezar pelo santo Joesley falar, falar, falar, falar…e falar. Até não sobrar nenhum golpista para contar história.

 

Ser pela anulação do golpe, não é ser contra as diretas.

Participei domingo da manifestação pelo “Fora Temer e Diretas, Já” no largo da Batata, Pinheiros, São Paulo.

Sou, antes de tudo, um defensor da anulação do impeachment e a restituição de Dilma Rousseff ao poder.

Não concordo plenamente com a tese de que as diretas já seja a única solução. Evidentemente que também é uma solução. Mas creio que se lutarmos apenas nesta frente de batalha seremos derrotados, e mesmo vitoriosos as diretas não trarão segurança institucional aos futuros dirigentes do país, pela simples razão de que não derrotamos o golpe. Pelo contrário, naturalizamos a usurpação. Infelizmente, reafirmando que golpe de estado é um fato histórico enraizado na cultura da nação brasileira.

Oras! quer queiram, quer não, chegará um momento que teremos  que dar um basta veemente ao golpismo! Isto é, se desejarmos acabar realmente com este ciclo criminoso da classe dominante.

Então, pergunto: por que não pode ser neste momento? Por que temos que esperar…esperar… e esperar, até que surja uma geração que realmente faça o que deve ser feito hoje?

Pelas conversas que mantivemos com os manifestantes todos acreditam e sabem que anular o golpe é o certo a ser feito. Vou repetir: TODOS! com quem conversamos apontam a anulação do impeachment como o caminho correto.

Mas também dizem que a anulação é algo improvável porque o poder judiciário é partícipe do golpe. Aí incluem os tribunais de primeira instância e o próprio STF.

Estão certos. O judiciário faz parte do golpe.  No entanto a pressão popular pode reverter este quadro. O STF não se meteu na política? Assuma, então, as consequências desta postura leviana, certo?

E para aqueles que acham que isso não resolve faço um questionamento: o que nós fomos fazer em Curitiba quando Lula prestou depoimento ao juiz Sérgio “Banestado” Moro?

Fomos protestar em frente ao legislativo? Não! Em frente ao executivo? Não!

Aonde nos concentramos? No judiciário!

Porque a gente sabe que a pressão popular é uma arma poderosa e funciona.

Vão negar que não influenciamos na postura dos procuradores e do Moro? Vão negar que o Lula não se sentiu mais seguro com nossa presença?

O ex-presidente só não ficou preso porque nós estávamos lá, ou não?

Fico espantado e preocupado quando partidos, movimentos populares e centrais dizem que o povo quer diretas, já.

Espantado porque não é verdade que a população quer diretas.  A falta de opção levou-os a gritar por diretas.

Preocupado porque os “líderes”, intelectuais, acadêmicos não esclareceram aos brasileiros sobre as alternativas que tínhamos para derrotar o golpe.  Eles simplesmente escolheram as diretas e nos impuseram essa bandeira.  De cima pra baixo. Tiveram a mesma postura da direita. Excluíram os cidadãos dos debates.

Está na hora de rever esta postura.

A direita tem o plano A, tem o plano B, C, D, E, F… E a esquerda só tem o “a”, em minúsculo.

Somos atacado de diversos pontos, e não respondemos à altura. Assim não dá! É derrota certa.

Temos que abrir novos “front” nesta guerra.

Pedir a anulação não é dividir, é somar. Porque temos gente e disposição para pressionarmos ao mesmo tempo o legislativo, o executivo e o judiciário. E ainda sobra ânimo pra escrachar a Globo.

Diante das crises é que um povo cresce ou se apaga por séculos.

O que queremos para o nosso país? Precisamos nos afirmar como nação.  Não é escondendo ou deixando prá lá que as coisas se ajustam.

Enquanto no Chile e na Argentina os militares golpistas estão sendo punidos aqui no Brasil ficaram impunes.

Percebam o absurdo. Os golpistas de 64 assumiram o governo prometendo redenção. Depois de 21 anos devolveram o Brasil destroçado e com sangue nas mãos. E se autoanistiaram!

E o STF atual reafirmou a anistia. É o tal do “vamos olhar para o futuro”, ” não vamos reviver o passado”. 

E tem general assassino que morreu sem nunca ter sido acusado de nada.

Vamos ter o mesmo comportamento agora? Deixar os golpistas pra lá e não tomar alguma providência?

Que lição tiraremos desse golpe? Nenhuma?

Ou crescemos, ou nos afundamos.