A Tuiuti, assim como Brizola, entrou pra história. E domingo tem mais.

Este foi o carnaval que lavou a alma da brasileira e do brasileiro, se não inteira, pelo menos em boa parte.

Desfilando pelas ruas ou em sambódromos, ao som de músicas carnavalescas, foliões, passistas bradaram contra o traidor Temer, contra a Globo, contra prefeitos, contra Moro, contra o STF, contra reformas criminosas, contra a perseguição descabida ao Lula e etc. Em suma contra o golpe de estado.

Não foram meras troças, comuns a essa época do ano, foram gritos contundentes e verdadeiros. Sem máscaras do Japonês da federal, do Barbosa, do Moro e dos escrotos pixulecos. A espontaneidade revelava a beleza do ato.

No quesito “manipulação a favor do golpe e contra a população” a campeoníssima foi a  Escola de Samba Paraíso do Tuiuti. Com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?” fez o que, até então, apenas Leonel Brizola, com seu direito de resposta,  tinha conseguido fazer: obrigar a rede Globo a transmitir o outro lado da “notícia”. 

Vejamos. A escola contou a história da escravidão através dos tempos. Egito, Babilônia, Arábia e… Brasil, claro.

Os carros seguiam uma ordem cronológica e eram descritos em minúcias.  Povos da antiguidade, navios negreiros, feitor, congada, rei do Congo, escravos de ganho, favelas, exploração do trabalhador, trabalho informal, carteira profissional… Tudo corria dentro dos conformes. Até que… Apareceu uma pedra no meio do caminho. E ela veio em forma da ala “Manifantoches”. Os integrantes estavam fantasiados de patos, manipulados por mãos e o carro alegórico  trazia os “paneleiros”,  vestidos de verde-amarelo, também manuseados por mãos e lá, no último andar, uma brincante fantasiado de “Vampirão”, com a faixa “presidencial” . 

Não precisa ser carnavalesco para entender. A ala era uma óbvia alusão ao pato da FIESP, aos manifestantes “coxinhas” e às pessoas que bateram panela exigindo a saída de Dilma e que cantavam loas aos Cunhas, aos Aécios, à lava jato, à PM, aos procuradores, à ditadura e ao golpista/traidor Michel Temer. As mãos? A mídia.

As meninas e meninos da emissora, chamados eventualmente de repórteres, por um minuto perderam o rebolado.

Aliás, minuto que valeu por anos de grito “Fora Rede Globo, o povo não é bobo”.

Houve quebra na cadência da transmissão. Aparentemente a garotada foi pega de surpresa e não sabia o que falar. Ficaram mudos. Estranho, como profissionais altamente gabaritados cometeriam esta gafe? Vai ver que receberam ordens: o que é bom para nós, a gente mostra, o que não é, a gente esconde, não falem nada, portanto.

Não explicaram o significado das fantasias, da carteira de trabalho, do vampirão, das panelas, das mãos manipuladoras, dos fantoches, nada. E encerrou-se a transmissão.

E não citaram porque eles sabem o que  fizeram no “verão passado”. Manobraram as pessoas. Deram apoio ao golpe. E continuam fazendo isso até hoje. Vide a própria Tuiuti.

Que cafajestada!

E por falar em cafajeste… o Jornal Nacional mostrou os melhores momentos do desfile. A Tuiuti teve 30 segundos, as outras escolas 90 segundos. Só então disseram, demonstrando pouco caso, que o vampirão representava o Temer. Lastimável!

Se alguém ainda afirma que a imprensa é isenta, eis aí um ótimo motivo para rever posições.

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Será que os juízes levam o poder judiciário a sério ?

Sinto muito, não dá pra levar a justiça a sério, porque os juízes não se levam a sério e também não levam a sério a população brasileira. Perderam a vergonha de vez.

Isso acontece quando o opressor sente que não há reação contrária às suas atitudes por parte do oprimido. Aí, deitam e rolam!

Percebam suas práticas.

Descobriram que Moro recebe seu “bolsa-família” na forma de auxílio-moradia, mesmo sendo proprietário de imóvel no local que trabalha.  A explicação do imparcial de Curitiba é patética, nojenta: sem aumento salarial peguei o auxílio. R$4.378,00.

Bretas e Simone, juízes e casados, morando sob o mesmo teto, imóvel próprio, recebem o “mimo” em dobro, totalizando R$ 8.756,00.

Outro é proprietário de 60 imóveis no local em que trabalha e…recebe o auxílio. Abre parêntesis. Este caso merece investigação da polícia, do MPF e da receita, não acham?. Fecha parêntesis.

Bem. E mais um meritíssimo ainda diz que é pouco este penduricalho.

E fora a grana, que constrói e destrói coisas belas, a atual presidente do STF mandou um sonoro “por que não te calas?” ao PT, ao Lula e a quem mais crítica as decisões dos juízes. Não pode falar mal dos caras, a não ser dentro das instâncias legalmente constituídas pra isso. E o  cidadão comum? Boca fechada não entra mosca, é melhor ficar quieto, é isso? E demonstrando arrogância e preconceito de classe, a mesma “sinhazinha”, assim que assumiu a presidência do STF  disse que iria corrigir um erro: ela é presidente e não presidenta, ouviram?  Clara alusão à Dilma Rousseff.

Uma juíza libera o bloco “Porões do DOPS”. Bloco formado por um bando de loucos que resolveu pular o carnaval e de quebra glorificar o crime. Serão enaltecidos os sicários  Brilhante Ustra e delegado Fleury. Estes elementos citados, pra quem não sabe,  fizeram o trabalho sujo, com gosto, para os ditadores militares de plantão. Vejam, os fascistas atuais não estão fazendo loas ao milagre econômico, à derrota da esquerda, ao modelo econômico… Estes ainda assim seria discutível.  Nada disso: esses energúmenos elogiam quem matou e prendeu de forma arbitrária. Exaltam a tortura, a prisão de crianças, o tribunal de exceção, o “pau-de-arara”, a cadeira do dragão, o afogamento, o choque elétrico, a surra, o cortar o bico dos seios, o amassar testículos… É isso que eles fazem. E foram liberados. Vale Tudo.

Bem. Ainda quando vivíamos dentro de uma democracia e o golpe se avizinhava o então presidente do STF, Lewandowisk, marcou reunião com a presidenta Dilma. Ela, crente que iriam tratar de assuntos de interesse da democracia, ouviu um reles pedido de aumento. Uma mixaria de 76%. Recebeu um não. Deve ter saído fulo da vida. E apoiando o golpe, claro.

O Barbosa, ministro do supremo à época do mensalão, distorceu a teoria do “Domínio do Fato” pra justificar condenações, desde que fosse do PT, claro.

Claus Roxin, autor da teoria, desautorizou o “Batman”. Este deu de ombros. Condenou José Dirceu. E a Weber, num acesso de desfaçatez, afirmou que não havia prova contra o ex-ministro  da casa civil, mas a literatura permitia condená-lo. E assim o fez.

E o Supremo Tribunal Federal ratificou a Lei da Anistia, imposta pelos ditadores. Uma vergonha mundial.

Fora o judiciário, também se sabe agora que o procurador federal e coordenador lavajatense, apesar de ter imóvel onde mora, também recebe auxílio moradia. E não só isso:  O Dallagnol, oportunista contumaz, ganhando o que ganha, investiu suas economias na compra de um imóvel pelo  programa “Minha Casa Minha Vida”, destinados aos menos afortunados. É ou não é um cara-de-pau? Este merece um “Power-Point” na fuça.

E daqui por diante o que mais saberemos desta casta chamada judiciário? Que farras, oficializadas por eles mesmos, com dinheiro público andam fazendo e não sabemos?

Já não basta, o auxílio-terno, auxílio-creche para os seus pimpolhos até os 24 anos, o bolsa material escolar, os deslocamento em automóveis oficiais, extensívo aos familiares, os togados querem mais, muito mais.

O Brasil tem que passar o judiciário a limpo. O tal do “varre, varre vassourinha” tem que ser efetivado. Trocar todos os juízes. Ou através de uma revolução ou de um reforma política profunda, mas temos que nos ver livres dessas pessoas. Prender alguns. Já deram o que tinham que dar.

Ninguém irá governar um país com um poder que não se admite republicano.

Os atuais meritíssimos acham que o país ainda vive sob regras monárquicas,  pré-revolução francesa. Todos os poderes aos nobres. E eles se acham nobres. Ficam nervosos quando são questionados. Ora, vão procurar sua turma.

Isso aqui é uma república ou não?

O país tem três poderes, certo? Só que cada um vive debaixo de um regime. Assim não dá!

O Executivo é presidencialista. O legislativo, parlamentarista.  O judiciário, monárquico. E a constituição não existe mais.

Repito, diante dos fatos não dá pra levar os membros do judiciário a sério. Eles não se levam a sério, pois, sabem de suas arbitrariedades.

É por essas e outras que temos certeza que o judiciário participou e dá sustentáculo ao golpe. Irão prender o Lula. Tentarão silenciá-lo de vez.  E que a democracia, com essa turma que está aí, demorará, no mínimo 20 anos. Azar da população, subjugada e submetida aos seus caprichos.

Lula tem que pedir asilo político. Preso, ficará incomunicável.

Lula tem que pedir asilo político.  E de onde estiver continuar a resistir, resistir e a resistir. E falar, falar, falar e falar muito! Denunciar a safadeza, a hipocrisia e a maldade dessa quadrilha que tomou conta do poder. Preso ficará incomunicável. O poder da sua oratória é seu maior trunfo.

Aqui não há mais nada a fazer. Não adianta apelação nenhuma, em nenhuma instância. A justiça já mostrou de que lado está. Ela se tornou um campo minado para os progressistas.

Não devemos esquecer, o judiciário é um poder representativo da burguesia fétida. Esta classe odeia o povo, tem nojo de pobre, preto, prostituta e do PT. Vejam como são tratados os periféricos sociais. Morrem assassinados cerca de 60 mil pessoas por ano. 99 % são da camada desprivilegiada. Estamos num processo de genocídio faz tempo.

Se Lula se deixar ser preso ele será humilhado e esculachado em praça pública. Algemas nas mãos e nos pés. E, em vez de tornozeleira, uma pescoceira. E, como o Hannibal Lecter, do filme Silêncio dos Inocentes, ficará exposto com uma focinheira, pra evitar que ele fale. Aí então os velhacos gozarão de prazer, ejaculando no deserto estéril de suas vidas medíocres.

E como num castelo de cartas todas as outras figuras da esquerda cairão. Uma por uma. Dilma, José Dirceu, Jacques Wagner, Gleise, Lindbergh, Haddad… Até não restar mais ninguém. A “caça as bruxas” estará completa.

Depois voltarão suas armas para população desprotegida. Vingança total.  E o genocídio será legalizado. E as organizações, coletivos, agremiações perseguidas. O século XIX nos aguarda. Lei do ventre livre na cabeça.

Mas, assim que Lula se asilar ou ser encarcerado, Dilma Rousseff terá que chamar para si a responsabilidade de reconduzir o país a normalidade. Será ela ou ela. Apoio tem. Combativa, corajosa, destemida ela é. Não estar sentada no palácio, em vista da atual conjuntura, não significa absolutamente nada. O poder lhe foi dado pelo povo, só ele pode retirar. O resto é balela. Sua postura será essencial nesse momento delicado que a nação passa. Então, já assumindo a pauta de lutas, convocar o povo a defender a democracia. Convocar o povo a defender seus direitos. Convocar o povo a combater os golpistas. Chamar um levante contra o estado de exceção instaurado no Brasil.

População na rua. Desobediência civil. Gritos, protestos e greves. O calçamento foi feito de sangue, suor e lágrimas.

A presidenta em algum momento será também condenada e presa. Agir imediatamente é primordial.

Se a burguesia fedorenta tem ódio secular dessa desprotegida, discriminada camada social, não será com discursos e belas palavras que este estado de coisa mudará. Se não for por bem, será por mal.

Agora, ficarmos inertes, como parvos, vendo o aniquilamento do país, corruptos no poder, nossos direitos retirados é o pior dos cenários.

Então, seria melhor que Luis Inácio Lula da Silva trabalhasse com essa hipótese do asilo. Para ele e família. Não é vergonhoso, nem demonstra covardia. E a decisão seria sua e não dos golpistas. Porém a angústia, a tristeza e indignação seriam nossas. Creio ser uma das opções menos traumática.

Outra coisa. É duro ver uma pessoa que tanto fez pelo povo brasileiro atrás das grades. E sem ter cometido crime algum.

Condenado, sim, por incentivar os estudos, por abrir faculdades, por tirar o país do mapa da fome. Diminuir a desigualdade. Criar o premiadíssimo programa “Bolsa Família”. Incentivar as indústrias. Pelo descobrimento do pré-sal. Por praticamente zerar o desemprego. Por valorizar o salário mínimo. Por combater a corrupção.  É kafkaniano, sem dúvida.

Claro que a mídia iria deitar e rolar em cima desse ato do asilo. Os crápulas iriam chama-lo de tudo quanto é nome. No fundo talvez seja isso que a Globo e canalhas desejem. O fugitivo. Seria uma espécie de renúncia, tantas vezes pedido e tantas vezes negado pela Dilma. Mas se fosse preso, não aconteceria o mesmo? Claro que sim, só que com a raiva aplacada a bandidagem usaria palavras rebuscadas e “classemediana” aceitas. Mas a podridão escondida continuaria fedendo.

O Lula não merece ter este fim injusto e melancólico.

A nossa luta tem que deixar claro que não ficaremos parados feito gado.

Vamos sair do  “face”, dos cartazes e praticar o que falamos e escrevemos. Sem coragem, determinação e audácia não chegaremos ao lugar desejado. E sim, no lugar indicado, pelos velhacos e golpistas.

“Toga” não é um adjetivo, “toga” é um substantivo, e comum.

Não basta ser desembargador, tem que ter coragem e atitude.

O que é um juiz? É um cidadão brasileiro que por razões mil foi investido de poderes especiais sobre a sorte de outro vivente.

Por mais que o cargo exija certa postura o que está por dentro dele fala mais alto. Negar isto, é negar a humanidade.

Ele, assim como qualquer outro, está sujeito a pressões. Uns cedem, outros não, depende do caráter da pessoa, de sua origem social, do seu círculo de amigos, da maneira como enxerga o mundo, da posição ideológica, racial, de gênero… Da simpatia por determinada causa, do momento que está passando na vida e das relações sociais nele existente, entre outras.

Em 1997 uns adolescentes da classe média alta de Brasília puseram fogo no índio Galdino enquanto ele dormia. A primeira juíza a analisar o fato absolveu a todos, afirmando que foi um simples ato de traquinagem de criança. Só não parou por aí porque a população ficou indignada e o judiciário se sentiu pressionado. Os rapazes cumpriram poucos anos de cadeia e já estão soltos.

Bem, é por essas e outras que experientes advogados e com bons contatos nos tribunais cobram de honorários  seu peso em ouro. Eles sabem quem é quem no judiciário.

E por que de toda está “escrevinhação”? Apenas para falar que o Lula tá ferrado. Não tem como escapar.

Sem citar nomes, um dos julgadores é amicíssimo do Moro. O presidente do TRF4 elogiou a sentença proferida pelo imparcial de Curitiba, “entrará para a história”, “impecável tecnicamente”.

O que esperar então do dos três mosqueteiros, senão a confirmação da sentença?

Imaginem um deles falando absolvendo o ex-presidente: o réu Luis Inácio Lula da Silva é inocente porque não há provas ou indícios de que o triplex um dia foi dele. Delação sem provas e extraída na base da tortura física e psicológica não serve pra nada. Os fatos aqui relatados estão baseados em convicções e leis que nos remetem aos tempos da inquisição. Não somos um tribunal de exceção e etc…

Eles irão peitar e, consequentemente, desmoralizar Sérgio “D´Artagnan” Moro e Força Tarefa? Terão coragem de enfrentar a fúria da Globo? Dos seus familiares? Dos seus amigos? Dos colegas? Dos fascistas? Dos bandidos golpistas? Dos coxinhas? Enfrentarão a tempestade de críticas que virá? Duvido!

Além do medo  ser uma companheira constante em suas vidas, os desembargadores confirmarão a sentença por gosto, por soberba, por raiva e preconceito contra o povo, contra a democracia e por tudo que Lula representa. Eles acham que “toga” é um adjetivo, e na verdade “toga” é um substantivo, e comum.

Só nos resta espera pelo placar contra o ex-presidente. Se 2 x1 ou 3 x 0.

E uma condenada pela justiça do trabalho será Ministra do trabalho. Coisa de golpista.

Nada de espanto ou indignação com a nomeação de uma condenada pela justiça trabalhista para Ministra do Trabalho.  É só mais um murro na boca do estômago da sociedade. Outros ainda virão.

Afinal, Temer não é diferente de ninguém que ele nomeou. É traidor, corrupto. Um gangster.

Pelo visto para pertencer a organização criminosa golpista é condição “sine qua non” ter sido delatado e/ou ter problemas com a justiça. Questão de manter todos em rédeas curtas. Leiam o “CV” dos ministros que estão lá. São mais sujos que pau de galinheiro. “Leais” colaboradores.

Agora, vejam o caso de Cristiane Brasil (PTB -RJ), deputado federal, filha de Roberto Jefferson, ex-parlamentar e atual presidente do PTB.

Condenada, foi indicada pelo “papi” para ministra do trabalho. Imediatamente aceita pelo ínclito Michel Temer.

O usurpador não contava com o imbróglio judicial que viria.

Membros do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Miti) entraram com uma ação popular contra a nomeação de Cristiane Brasil.

O juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, aceitou as argumentações e expediu uma liminar impedindo a posse da Brasil.

Ela insistiu. Não vou desistir. Serei ministra quer queiram ou não, disse a deputada. E não arredou o pé.

O MT, envolvido com a bandidagem golpista/corrupta até o pescoço, se viu numa encruzilhada. Se a mantivesse mostraria que tem uma personalidade débil. Caso desistisse da nomeação poderia se tornar alvo do ódio e da covardia do Jefferson.

Entre a cruz e a espada, optou pela cruz. Manteve a indicação. E deixou o problema do executivo nas mãos do judiciário. Haja republicanismo.

Então, recentemente o ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu a liminar que impedia a posse da nobre deputada federal.

Pronto! Agora ela já pode assumir a pasta. E Temer, dormir.

O ministério do trabalho, que foi praticamente extinto com o fim da CLT e da lei áurea, tem uma comandante.

E que comandante.

Cristiane Brasil deve ter um pouquinho de rancor dos trabalhadores escondida em seu coraçãozinho, não acham?

Não é só pelo dinheiro, que terá que desembolsar para pagar aos funcionários, por volta de R$ 70 mil, é também pelo desaforo. Onde já se viu, dá emprego e os caras ainda fazem uma sacanagem dessas, justamente com ela, uma boa alma? Mal agradecidos! Mas pobre é assim mesmo… Imagina.

Os golpistas não tem consideração nenhuma pelo povo brasileiro. Acham que não passamos de um bando de idiotas, palhaços a lhes servir, num eterno agradecimento torpe. Sentados em seus privilégios assistem a degradação da autoestima alheia. Porém, é diante de crises que crescemos. Dia 24 de Janeiro a manifestação de apoio ao Lula será a virada de mesa. Os golpistas estão com medo. Pela primeira vez enfrentarão um líder popular e estadista, reconhecido internacionalmente. Capaz de desmascará-los. Pondo fim a cinco séculos de repressão e desmandos. Audácia e coragem, sempre.

Epidemia de febre amarela. Cadê as autoridades que não se pronunciam?

É… os golpistas estão fazendo o país retroceder pelo menos 80 anos. Que maravilha!

A quadrilha, que roubou o poder, destrói a indústria, a educação, a saúde, empresas estatais, pesquisas, universidades, direitos, programas sociais, prendem, perseguem, torturam… e agem como se nada estivesse acontecendo, ou fossem culpados por alguma coisa.

Vejam. Quem ainda tem o desprazer de assistir ao jornal da Globo pela  manhã só escuta notícias ruins. É o tal do “Bom dia, Brasil!”, que de bom, obviamente, não tem nada.  Até no nome a Globo consegue ser hipócrita.

O cardápio atual do programa é a epidemia de febre amarela! Morreu mais um. A previsão é morrer tantos. Filas monstruosas nas UBS. Cheguei meia-noite, e já tinha gente na fila, diz alguns dos esforçados paulistas. Comércio de senhas. 20 “paus”, cada uma. R$ 250,00 a dose da vacina numa clínica particular. Caro? Caríssimo ! Mas sabe como é que é… é a lei da oferta e da procura. Capitalismo na veia!

Bem, a imprensa nesse caso cumpre o papel dela. Com o sensacionalismo costumeiro, evidentemente.

Agora, se por um lado eles mostram esses fatos, por outro não vão atrás das autoridades para que elas se expliquem sobre o caso. Por que aconteceu esta epidemia? Que providências estão sendo tomadas, e como a população deve agir? São assuntos importantes a serem questionados, ou não?

Cadê o governador e médico Geraldo Alckmin (PSDB)? Por onde anda o Temer, o usurpador? Se bem que no caso do MT é melhor ficar quieto. Quem confia num traidor, não é mesmo?

Voltando. Afinal, temos ou não temos governantes nessa, como disse o Romero Jucá, porra?

Esses personagens, incluindo a mídia, lembram, e muito, o comportamento que os governantes ditadores tiveram durante a epidemia de meningite, no início da década de 70.

Os casos aumentando, gente morrendo às centenas e as autoridades mudas, nenhum pio sobre o assunto. E censuravam os jornais. Convenhamos, hoje em dia não precisam usar deste artifício. A imprensa hegemônica se autocensura por respeito ao golpe que ajudou a dar.

Bem, os golpistas da época só se pronunciaram quando a doença atingiu a classe média alta e a elite. Aí a “Inês era morta”. Não havia o que fazer. Os jogos Pan-Americanos, que seriam realizados em São Paulo, foram cancelados. Foi um desastre completo.

Golpe de Estado é, e sempre será, uma catástrofe para o povo e para a o país.

Então autoridades do século XXI, vão continuar calados? Ou será que a epidemia é mais uma invenção dos canalhas?

Queria entender por que a mídia blinda tanto esses tucanos e os golpistas? Será amor babão? Interesses monetários escusos? Moita ocupada? Lealdade? Quer desviar a atenção da população de assuntos espinhosos, como, por exemplo, o julgamento do Lula?  O que será?

Só sei que por causa deles terei que tomar vacina. E não é gotinha.

 

A inauguração do Campo Dr. Sócrates está carregada de simbolismos.

Inaugurado o campo de futebol da Escola Nacional Florestan Fernandes, Guararema, SP. Batizado de Dr. Sócrates. Homenagem ao ex-jogador, militante das causas democráticas, médico e criador da “Democracia Corintiana” nos anos 80.

Compareceram neste dia de festividade várias personalidades do mundo político, artístico, esportivo, jornalístico e líderes de movimentos populares. Entre eles  Lula, Chico Buarque, os jogadores Reinaldo, Paulo César Caju e Afonsinho, ex-ministro das relações exteriores Celso Amorim, ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, Juca Kfouri, Stédile, líder do MST…

Como não poderia ser diferente, o campo estreou com uma bela partida de futebol entre o time do Lula e do MST. Vencido pelo time do ex-presidente por 4 X 1. Torcida vibrante. Hipnotizada pelo desempenho dos atletas. Que dentro das quatro linhas mostraram todo seu talento com a “gorduchinha” nos pés.

Bem, pode não ser totalmente verdade quando me refiro aos participantes como “atletas”, mas também não chamei o jogo de “pelada”.  Se bem que uma torcedora observou bem: parecia um jogo de grávidas, tal a quantidade de barrigas proeminentes. Mas isso não vem ao caso.

Falemos apenas na alegria e no prazer de estar numa festa com irmãos de luta. É gratificante demais! Reconhecer e ser reconhecido como alguém que batalha contra o golpe e pela volta da normalidade democrática.

Mais. Em que outro lugar poderíamos estar lado a lado com Afonsinho. Jogador talentoso dos anos 70. E assim como Sócrates, médico. Perseguido pela ditadura por usar barba e pelo direito ao passe livre, passe do jogador, entenda-se bem. Talvez tenha lhe custado a seleção a sua atitude desafiadora e corajosa em uma época extremamente perigosa.

O evento em si foi carregado de simbolismos, propositais ou não. O juiz da partida Juca Kfouri, ou como se denominou Juca Mouro, antes da partida iniciar já tinha dado cartão amarelo para Lula. Mas, outra vez, disse:  não vem ao caso o motivo. Pelo jeito assim como o imparcial de Curitiba, o árbitro tinha convicção que Lula merecia a punição. Em determinado momento do jogo, penalty. Lula bateu, errou. Moro mandou repetir, Lula bateu e fez. Gol! Tirou a camisa e correu pra galera. Cartão vermelho.  Expulso. E a torcida gritou: “Volta Lula! Volta Lula!”. E ele voltou, nos braços do povo.

É isso. Metaforicamente falando, Lula tem que voltar ao comando do Brasil, pela vontade e querer do povo.

E o congraçamento entre os diversos movimentos, então? Historicamente a esquerda é fracionada. Cada um segue determinada corrente e persegue distintos objetivos. No entanto, o que se viu no sábado, dia 23, foi uma lição de humildade. A direção e o sentido eram únicos. O caminho foi iluminado pelo brilhantismo de todos. Cada um era uma estrela. Unidos,  formavam uma constelação. Rica, poderosa e imbatível.

Ou como disse Eunice Sélos, representante do MNAI (Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment):  “ … o Campo de Futebol Dr. Sócrates é a reafirmação do nosso caminho de luta pela volta da democracia e demonstração de nossa luta continua pela liberdade dos brasileiros escolherem seus representantes sem risco de que essa próxima eleição seja golpeada como foi a de 2014. A  luta pelo julgamento do mandado de segurança impetrado pelos advogados de Dilma Rousseff é também a defesa de que a eleição de 2018 ocorra  com o direito de Lula concorrer à Presidência  como demonstra o desejo da maioria dos brasileiros nas pesquisas de opinião.

Vida longa a Lula e a sua carreira brilhante e que a memória  do jogador Sócrates  traga ao brasileiros  mais interesse e desejo de lutar efetivamente  em prol da volta da democracia e pela anulação desse impeachment  fraudulento”.