O país está tão mal, tão doente que Lula deveria ser eleito presidente por aclamação.

FOTO OFICIAL PRES LULA

Lula e sua irmã siamesa, a democracia, foram postos à prova durante o percurso da caravana pelos estados do sul. E pode-se afirmar, sem sombra de dúvidas, que saíram vencedores desta batalha. Parabéns! Mostraram destemor e sangue frio diante da violência dos ataques.

A ideia dos fascistas era incutir pavor nos participantes e consequentemente obrigá-los a interromper a marcha… deram com os burros n´água.

Finda a caravana, Lula sai fortalecido.

Um cara forjado nas vicissitudes e dificuldades da vida não recua tão facilmente. E nem se dobra.

Tarimbado, as autoridades o perseguem desde a época de sindicalista. Incontáveis vezes sua vida foi devassada e ameaçada.

Preso em uma única oportunidade, e mesmo assim porque vivíamos num regime de exceção.  Se não fosse este pequeno detalhe ele não saberia o que é ficar encarcerado.

Viu sua companheira morrer de morte matada. Seus filhos prejudicados pela sua atitude desafiadora. Netos, bisnetos atormentados simplesmente por tê-lo como avô, bisavô.

Não é fácil! E não é para qualquer um. Tem que ter o couro grosso, como repetidamente fala em seus discursos.

Considerado por muitos como o melhor presidente do Brasil. Deixou o cargo com aprovação de mais de 80 %. Durante seu governo o país experimentou um crescimento que jamais tinha visto. Saímos do mapa da fome. Pleno emprego. Desenvolvimento em diversas áreas.

Seus desafetos dizem que a conjuntura o favoreceu. Oras, se é verdade que a situação econômica mundial o favoreceu ele soube aproveitá-la muito bem, não é mesmo?

Presidente duas vezes. Indicado ao prêmio Nobel da Paz. Recebeu o título de doutor Honoris Causa de inúmeras universidades. Resgatou a dignidade do povo brasileiro. Respeitado mundialmente. De inteligência rara é a pessoa indicada pra conduzir o país e retirá-lo do mar de lama em que se encontra.

Não só isso. Acima de tudo tem postura de estadista. Democrata até a medula dos ossos.

Condenado sem provas, sofre perseguição da justiça. E mesmo assim diz, a quem quiser ouvir,  que acredita piamente na justiça. E espera o resultado com a calma e o equilíbrio que só uma alma que não tem culpa no cartório tem.

Infelizmente, os personagens golpistas,  já cansativamente citados, querem vê-lo preso ou alijado da disputa eleitoral de qualquer maneira.

Cada nascer do sol traz consigo uma penca de dissabores.  E o Brasil vai se afundando cada vez mais. E como o fundo do poço está longe, a população terá ainda muito o que sofrer.

Fascistas agora pensam em matar o ex-presidente. Não duvidem que irão tentar novamente.

Santos Dias, grande líder sindical da década de 70, foi assassinado pela PM enquanto fazia panfletagem. O tiro acertou as costas do metalúrgico.  O soldado que atirou ficou livre.  As condições atuais são as mesmas daquela época, ditadura, ódio e pensamento tacanho nazifascista.

Outra coisa. A preocupação dos tucanos com o destino da população brasileira é zero,  tendendo ao negativo.

O naipe dos candidatos dos golpistas é de uma mediocridade aviltante. O Fernando Henrique, com  toda sua autoproclamada superioridade intelectual, indicou primeiro um animador de auditório para presidente e como não emplacou, escolheu  a seguir um vendedor de roupas… Tem cabimento?  E se não der certo também, vai tu mesmo Alckmin. E o país que se dane, não é mesmo?

Bem, as condições sociais, econômicas e políticas hoje estão tão caóticas que talvez não tivesse que haver eleição mesmo.

Lula deveria ser eleito por aclamação.

É o único cidadão que reuni todas as condições para colocar a nação de volta nos eixos. Não tem outro com tantos predicados, experiência e respeitabilidade internacional.

Um talento desta proporção nenhum país pode desperdiçar. Exceto, pelo que se vê, o nosso, o Brasil. O Brasil do golpe.

Luís Inácio Lula da Silva é inocente. Lula presidente. Só ele é ele. E fim, o resto é conversa pra boi dormir.

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Que tempos de retrocesso vivemos! Até o chicote voltou à baila.

Chicote, bate chicote. Arrepia chicote. Zuni chicote. Arrebenta chicote. Corta a carne. Sangue escorre. Grita grito lancinante. Berra. Berra. Berra socorro. Medo. Vingança. Ódio. Asco. Chicotada de gente estúpida. De senhor, surra de feitor. Escravo foge, chicotada. Surra no desgraçado. Pelourinho. Negrinho, do pastoreio. Nego Fujão. Chicoteia, o imundo.

Jesus Cristo. Martírio. Chicote de couro. Chibata. Terror. Humilhação. Açoite de chicote. Galés, escravos. Rema. General de grandes batalhas. Açoita o soldado covarde. Exorciza os demônios.

No Brasil não se usa o chicote como arma, ou instrumento de punição há muito tempo. A marinha usava. Última vez foi… 22 de Novembro de 1910. Aí, chegou certo Almirante Negro, conhecido como  João Cândido Felisberto, e deu um basta.

Apontou os canhões do navio para o Rio de Janeiro, capital federal. Oficiais e governo bestificados e amedrontados, cederam, fim da chibata. Revolta da chibata. Houve traição nos acordos, por parte das autoridades, e João Candido foi preso. Preso… mas saiu vitorioso. Marinheiro hoje em dia não apanha com o chicotinho.

Canta João Bosco – “Há muito tempo nas águas/Da Guanabara/O dragão no mar reapareceu/ Na figura de um bravo/Feiticeiro/A quem a história/Não esqueceu
Conhecido como Navegante negro/Tinha a dignidade de um Mestre-sala…Rubras cascatas jorravam/Das costas/ Dos santos entre cantos
E chibatas/ Inundando o coração…”, Mestre Sala dos Mares.

 

Agora, a foto do frouxo dando chicotada nas costas do apoiador do Lula é de um horror indescritível. Um verdadeiro absurdo. Vergonha mundial. Barbárie. Escrotice pura.

O chicote não é apenas uma arma, é principalmente um símbolo de opressão, de preconceito, de racismo, de dominação, de poder de classe, de raiva.

Punição ao  “pudim de ódio”, eventualmente chamado de ser humano, que teve a covardia de surrar o outro com tal objeto.

Se não há tipificação para este tipo de crime no código penal, apelo aos direitos dos animais, como fez Sobral Pinto. Lei de Proteção aos Animais. Mas impune, não pode ficar.

George Orwell, em seu livro “A Revolução dos Bichos” escreveu, e os bichos cantaram: “…Não mais argolas em nossas ventas,/Dorsos livres dos arreios,/Freios e esporas, /descartados,/Chicotadas abolidas!…”.

 

Viram ? “Chicotadas abolidas!”. Esse é o horror da ditadura. 1945.

No entanto, se o ato do imbecil não der em nada, só servir de piadinha para rodas de amigos, tão estúpidos quanto o “sinhô”, o que resta a ser feito então?

Responde aí Geraldo Vandré:

 

“… Marinheiro, marinheiro/ Quero ver você no mar/ Eu também sou marinheiro/Eu também sei governar/Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar…”. Aroeira.

 

E tenho dito.

Não haverá eleições em 2018. Já estamos numa ditadura.

Todos os ingredientes de um golpe estão sendo apresentados à população.

O perfil dos golpistas é o clássico, marginais psicopatas. Insensíveis. Falsos. Destroem o país e humilham o povo. E não estão nem aí para as consequências. É urgente aniquilá-los. Se me permitem uma comparação assistam o filme “Marte Ataca”, de 1996. Os usurpadores são cuspido e escarrado os marcianos.

As instituições estão contaminadas por quadrilheiros golpistas. Lembram-se do que o Jucá falou “com o supremo com tudo”?

Dilma, mulher honesta, trabalhadora e guerreira, não cometeu crime algum que justificasse a derrubada do seu governo. Mas seu cargo foi surrupiado pelo seu vice Michel Temer, o traidor. 54 milhões de votos jogados na latrina.

Lula sofre perseguição safada por parte da justiça. Será preso sem provas. Coisa de ditadura.

Acabam com direitos trabalhistas, com programas sociais, com a educação, com a saúde, com a previdência. Voltamos a fazer parte do mapa da fome. Desemprego, miséria, assistencialismo retornam ao cenário brasileiro.

Por erro estratégico e tático, não se combateu veemente o golpe no nascedouro.

Pois, nenhum grupo dá golpe e faz o que fizeram com o Brasil para ficar apenas 2 anos no poder.

A Shell não compraria parte do pré-sal se Temer não desse garantias de que o contrato não seria anulado por futuros governos. Nem os chineses, nem o noruegueses e muito menos os americanos fariam negócios  se não se sentissem seguros nos investimentos. E qual a segurança? A de que não haverá governo fora da esfera de domínio dos golpistas.

Então estes sinais não deixam dúvidas, não haverá eleições em 2018. Ou, se houver não será democrática, transparente e muito menos honesta. Nenhum progressista assumirá o comando da nação. A quadrilha não permitirá, em hipótese alguma. Olhem Honduras.

Alguns estão mais preocupados em combater o “golpe dentro do golpe” do que o golpe originário? Eles, por acaso, participaram do golpe para estar tão preocupados com o destino dos golpistas?

Vejamos. Em 1964 democratas, como JK, apoiaram a golpistas originários.  Carlos Lacerda esfregava as mãos de contentamento com o golpe. Acreditava piamente que sua hora chegara. Finalmente assumiria o cargo de presidente. Infelizmente a ganância os cegou. Os militares deram o “golpe dentro do golpe”. Gostaram do poder. E lá permaneceram por duas décadas. O fim dos tais democratas sabemos qual foi.

Quem será que atualmente está com receio que a história se repita? Aqui falando com meu umbigo chego a conclusão de que só golpistas teriam este medo, não todos, é claro .

A ditadura não se estabeleceu de vez porque existe um cara chamado Luis Inácio Lula da Silva. Sozinho carrega o peso da democracia nas costas.

A direita subestimou o ex-presidente Lula. E superestimou o poder da Globo em arruinar reputações. Agora não sabe o que fazer. Estão com paúra de prendê-lo. Quem tem cuida, não é verdade?

 A ditadura se impõe. O exército esta nas ruas. Resolver o problema da violência é o que menos interessa. Mostrar força é o que importa.

E agora tivemos o assassinato da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro. Obra de uma ditadura. Assim como antes fizeram com o estudante Edson Luiz,  com Vladimir Herzog, com Santos Dias…Momentos de terror.

Marielle foi escolhida a dedo.

Os mandantes da morte da ativista sabiam exatamente o que estavam fazendo, quais as consequências advindas e para quem era o recado.

Pois bem, democratas, progressistas, esquerda em geral uni-vos!

O povo , diferentemente do que alguns acreditam, tem que ir pras ruas, e de lá não sair. É necessário, sim, grandes mobilizações, insurreições. Revoltas. Não tolher a cidadã ou cidadão indignados.  Ele tem o direito de gritar, de se expressar. Seja de que modo for. Quem não quer estas manifestações tem medo do quê? De que o país sofra golpe de estado ou sofra mais do que está sofrendo?  Aí seria ingenuidade, muita ingenuidade, não é mesmo?

É preciso paixão e firmeza nos atos. Fora disso, é o abismo.

 

Mulheres entregam abaixo-assinado ao STF e exigem a anulação do Golpe.

No dia Internacional da Mulher houve manifestações em todas as capitais.

Partidos, movimentos e coletivos deixaram seus recados. Igualdade de gênero, racismo, fim da violência, empoderamento do próprio corpo, direito de comandar, inclusão, reconhecimento da dupla jornada entre outros temas.

Como vivemos tempos de golpe, invariavelmente os gritos pediam “Fora Temer”, “Lula Presidente”.

Nós do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNAI) participamos dos protestos, evidentemente.

Ficamos confortáveis com os nossos gritos exigindo que o STF julgue o Mandado de Segurança, impetrado pela defesa da presidenta junto à corte. E, diante da injustiça cometida, dita não só por nós, mas também por inúmeros juristas, jornalistas e intelectuais, que se anule este golpe vigarista.

Por que confortáveis com um tema que, aos olhos de muitos, parece tão fora do contexto atual? Porque entre os vários ataques sofridos por Dilma um se destaca: a misoginia. E, sabemos, o ser misógino sente ódio à mulher, medo da mulher, tem preconceito contra a mulher e menospreza a capacidade da mulher.

Como a sociedade é machista os argumentos e piadas sexistas foram rapidamente assimiladas e aceitas pela população.

Michel Temer, desfilando sua ignorância,  assumiu a presidência afirmando que  governo sem marido, quebra, lembram-se?  Dilma era divorciada, portanto, não havia um homem a conduzir seus passos. Pecado mor.

Faz quase um ano que o MNAI coleta assinaturas para mostrar ao STF que o povo deseja  saber o posicionamento dos ministros diante do golpe.

Bem, em Brasília, guerreiras  protocolaram a entrega do abaixo-assinado. Os deputados federais Maria do Rosário e Paulo Pimenta, ambos do PT,  apoiaram o ato.

Em São Paulo, o protesto foi em frente ao Fórum Pedro Lessa, Av. Paulista. Fizemos uma “performance” recordando  a sessão “Ipi-ipi-hurra” do congresso que derrubou Dilma. E, depois,  pessoas usando máscaras,  representando os 11 ministros do supremo , entraram no palco dando as costas para a presidenta. Encerramos o evento com um jogral dito por todos os participantes.

Em Porto Alegre a manifestação foi em frente à sede do governo. Com discurso emocionante a companheira do MNAI recordou os desmandos, a “sangria”, o golpe e o desprezo para com o povo brasileiro e especialmente com as mulheres.

A luta está na rua.  E dela não podemos sair.  Não  vamos deixar que o golpe se naturalize. Vamos nos apoderar da narrativa. Os canalhas não descansam, não podemos descansar.

O golpe criou um monstro: A “Semi República Federativa do Brasil”.

É o tal negócio, um copo com água pela metade, está meio cheio ou meio vazio, ou nenhuma coisa nem outra? A resposta correta é… Depende. Mas, depende do quê? Diria eu, da mensagem que se deseja transmitir, não é mesmo? Então basicamente  depende de várias situações. Do momento, do contexto, da perspectiva, da sede, da maldade, da bondade, do pessimismo, do otimismo… e por aí vai, certo?

Pois bem, o Brasil está neste impasse: estamos numa semidemocracia ou semiditadura? A resposta é a mesma que na questão do copo.

A única certeza que temos é que o golpe, dado por um bando de vigaristas, transformou o Brasil no país dos “semis”.

O próprio golpe ainda não se firmou. As forças esquerdistas e progressistas à sua maneira ainda lutam.  Os canalhas não se sentem seguros. A sombra do PT, da Dilma e principalmente do Lula ronda suas vidas bandidas. Então, temos um semigolpe?

Mais. Temer é presidente? Certamente, não! Não é! Não foi eleito. Era vice, sabia o significado do cargo. Chorou numa carta imbecil dessa situação.  Apresentou um fajuto projeto, a “Ponte para o futuro”, que nada mais é que um montão de asneiras neoliberal. Não foi aceito pela Dilma porque não era o programa de governo aprovado pelas urnas em 2014. Meio que se fingindo magoado, traiu a Dilma na primeira oportunidade.

Traidor, traidor, traidor. Pior espécie de humano. O traidor só trai quem nele deposita confiança ou quem gosta dele. O traidor nunca trai o inimigo. Este não confia nele mesmo.

Mal sabia a presidenta que seu vice era um conspirador nojento (desculpem o pleonasmo). Sem escrúpulos, se tornou testa de ferro dos interesses da quadrilha. Entreguista, lesa-pátria por convicção cogitou mudar o sistema de governo para o semipresidencialismo, seja lá o que diabo significa isto.

Oras, automaticamente, a dinâmica do congresso teria que se adaptar à nova realidade. Teríamos um semiparlamentarismo. Ficaríamos com dois semi poderes.

E a justiça? O que faz neste caos institucionalizado? Se torna, também, um semi poder. O semi judiciário. Pra alguns vale o que está escrito na constituição, para outros a convicção, a interpretação, o domínio do fato e até leis do século XIX. Que beleza!

Outra coisa. Houve intervenção no Rio de Janeiro? Não! Claro que não! O que existe é uma semi intervenção. Só na segurança. O Pezão, o governador, continua. Digamos se tornou  semi governador. E o general meio que manda no estado.

As Forças Armadas são nacionalistas ou semi nacionalistas? Os golpistas estão destruindo o país. Acabando com as maiores empresas. A BOING americana será dona do sistema de defesa brasileiro. Não desenvolveremos e nem venderemos aviões. A PETROBRÁS daqui à pouco será doada à ganância internacional. Riquezas minerais e terras entregues à exploração estrangeira. A indústria naval, exterminada… E os homens fardados não fazem nada. Nem reunião para expor suas preocupações estratégicas…

O semi presidente criou o Ministério da Segurança Pública, que nada mais é do que um desmembramento do Ministério da Justiça. Sem forçar a barra, ficamos com dois semi ministérios. Pra que servem? Pra nada. Ou pra inglês ver. A violência  não se combate  apenas com armas.

O golpe criou um monstro. A “Semi República Federativa do Brasil”.

Rio de Janeiro, tão longe do céu, tão perto da Globo.

Não podemos subestimar o Michel Temer. Ele deve ser levado muito a sério. Afinal, o traidor é um constitucionalista. Deu aula na PUC. Teoricamente conhece muito da carta magna, certo? E, como percebemos, depois das sucessivas derrotas da esquerda, sabe usá-la com maestria. Tal e qual o Eduardo Cunha, doutor nas regras da câmara dos deputados. Os dois pulhas são exemplos escarrados de que erudição não dá caráter a ninguém. Há um ditado russo que afirma: o diabo é inteligente, mas Deus não gosta dele.

Bem, a intervenção no Rio de Janeiro faz parte desse processo de garantia de continuidade do golpe.

Ele tentou travar o congresso e impedir a derrota da reforma da previdência. Por enquanto não conseguiu.

Ao mesmo tempo o “vampirão” deseja aumentar sua popularidade. Pra quê? Não sei. O elemento já afirmou que não liga para essas estatísticas, logo está pouco se lixando para o que o povo pensa a seu respeito. Tem 4% de aprovação, pra ficar “Ruim” ele tem que quadruplicar este índice.

Vejamos. Com a ajuda da Globo a intervenção do exército será um sucesso.  Por que com a ajuda da emissora? Oras, basta não noticiar crimes. O que os olhos não veem e os ouvidos não ouvem, o coração não sente, não é mesmo? Então o carioca ficará com a falsa sensação que a segurança aumentou.

Mas isso não é o pior

A cidade maravilhosa foi e sempre será referência para o país.  Dotada de um visual deslumbrante, um povo hospitaleiro e alegre. Belas praias. Montanhas.

Hospedou grandes chefes de estado, intelectuais, reis e rainhas. Atores e músicos “hollywoodianos”.  Conhecida mundialmente pelo turismo.

Moradia e passagem obrigatória para escritores, compositores, artistas plásticos, poetas, músicos, passistas, cordelistas, boas-praças, malandros. Teatros, museus…  Machado de Assis, Lima Barreto, Noel Rosa… Passeando pelas  ruas  cariocas respiramos história. Joaquim Nabuco, Marechal Deodoro, Getúlio Vargas…

Dita maneirismo, moda, tendências culturais. Berço do samba, da bossa nova, do funk. Dos grandes eventos. Já recebeu duas finais de copas de futebol e uma olimpíada. O rock-in-Rio.

O Rio de Janeiro é um imenso laboratório para testes e experimentalismos. Quem deseja se firmar passa por seu crivo.

Infelizmente os bandidos também sabem do potencial desta cidade e de seu povo. E nela perpetram suas maquinações. Não me refiro ao tráfico, aos assaltos, à segurança pública, e sim aos corruptos, aos golpistas, aos verdadeiros facínoras que tomaram o poder à base da vigarice e agora vendem e destroem uma nação.

Os marginais, como vampiros, sugam a força vital dos moradores do Rio. Arrasam o estado. Sem dinheiro, desviado para bolsos do alheio, não pagam os funcionários. Não investem.

O funcionalismo ficou meses sem receber. Algumas categorias estão recebendo de forma parcelada.

Evidentemente que quando o cidadão fica sem receber a situação se agrava. Atrasa aluguel, escola, contas. A sua vida se torna um ato de desespero.  Mesmo as pessoas com viés direitistas se sentem compelidas a participar de manifestações. E a tendência é recrudescer os protestos.

Este cenário de pré-convulsão serve de estudos para os usurpadores. Pois eles têm ciência que as medidas tomadas pelo traidor Temer são impopulares e de uma hora para outra podem gerar revolta.

As forças armadas têm que estar preparadas para enfrentar o “inimigo”, ou seja, os  desprivilegiados do Brasil.

Rio, tão longe do céu, tão perto da Globo.

Agora há outros lugares bem mais inseguros que a antiga capital federal.

Segundo dados do 11º Anuário de Segurança Pública, Sergipe é o mais violento, seguido por Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará e Amapá… O Rio de Janeiro ocupa a décima primeira posição.

Então, com “sucesso” da experiência, por que não intervir em outros estados também, não é verdade? É tão fácil, para quem não tem compromisso com a nação e com a democracia.

O decreto já está feito e aprovado pela câmara dos deputados. Interventor de natureza militar.

Seria mais uma jabuticaba. Os militares assumiriam o poder de fato e Temer teria seu mandato presidencial prorrogado, ou eleito, por um “colégio eleitoral”, até que as coisas retornassem aos eixos. Evidentemente.

Aliás, o traidor anda dizendo deseja ser eleito, mas nunca disse que as eleições seriam nos moldes atuais, um cidadão um voto.

Bem. A direita não tem candidato. Até quando a Globo vai conseguir manter anestesiada parcela da população ninguém sabe. Então, qual a dificuldade dos canalhas entrarem de cabeça em mais essa aventura golpista? Nenhuma.

A não ser que alguém general tenha outras aspirações e resolva chutar o pau-da-barraca assumindo essa bagunça de vez.  E, adeus amada fruta.

A Tuiuti, assim como Brizola, entrou pra história. E domingo tem mais.

Este foi o carnaval que lavou a alma da brasileira e do brasileiro, se não inteira, pelo menos em boa parte.

Desfilando pelas ruas ou em sambódromos, ao som de músicas carnavalescas, foliões, passistas bradaram contra o traidor Temer, contra a Globo, contra prefeitos, contra Moro, contra o STF, contra reformas criminosas, contra a perseguição descabida ao Lula e etc. Em suma contra o golpe de estado.

Não foram meras troças, comuns a essa época do ano, foram gritos contundentes e verdadeiros. Sem máscaras do Japonês da federal, do Barbosa, do Moro e dos escrotos pixulecos. A espontaneidade revelava a beleza do ato.

No quesito “manipulação a favor do golpe e contra a população” a campeoníssima foi a  Escola de Samba Paraíso do Tuiuti. Com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?” fez o que, até então, apenas Leonel Brizola, com seu direito de resposta,  tinha conseguido fazer: obrigar a rede Globo a transmitir o outro lado da “notícia”. 

Vejamos. A escola contou a história da escravidão através dos tempos. Egito, Babilônia, Arábia e… Brasil, claro.

Os carros seguiam uma ordem cronológica e eram descritos em minúcias.  Povos da antiguidade, navios negreiros, feitor, congada, rei do Congo, escravos de ganho, favelas, exploração do trabalhador, trabalho informal, carteira profissional… Tudo corria dentro dos conformes. Até que… Apareceu uma pedra no meio do caminho. E ela veio em forma da ala “Manifantoches”. Os integrantes estavam fantasiados de patos, manipulados por mãos e o carro alegórico  trazia os “paneleiros”,  vestidos de verde-amarelo, também manuseados por mãos e lá, no último andar, uma brincante fantasiado de “Vampirão”, com a faixa “presidencial” . 

Não precisa ser carnavalesco para entender. A ala era uma óbvia alusão ao pato da FIESP, aos manifestantes “coxinhas” e às pessoas que bateram panela exigindo a saída de Dilma e que cantavam loas aos Cunhas, aos Aécios, à lava jato, à PM, aos procuradores, à ditadura e ao golpista/traidor Michel Temer. As mãos? A mídia.

As meninas e meninos da emissora, chamados eventualmente de repórteres, por um minuto perderam o rebolado.

Aliás, minuto que valeu por anos de grito “Fora Rede Globo, o povo não é bobo”.

Houve quebra na cadência da transmissão. Aparentemente a garotada foi pega de surpresa e não sabia o que falar. Ficaram mudos. Estranho, como profissionais altamente gabaritados cometeriam esta gafe? Vai ver que receberam ordens: o que é bom para nós, a gente mostra, o que não é, a gente esconde, não falem nada, portanto.

Não explicaram o significado das fantasias, da carteira de trabalho, do vampirão, das panelas, das mãos manipuladoras, dos fantoches, nada. E encerrou-se a transmissão.

E não citaram porque eles sabem o que  fizeram no “verão passado”. Manobraram as pessoas. Deram apoio ao golpe. E continuam fazendo isso até hoje. Vide a própria Tuiuti.

Que cafajestada!

E por falar em cafajeste… o Jornal Nacional mostrou os melhores momentos do desfile. A Tuiuti teve 30 segundos, as outras escolas 90 segundos. Só então disseram, demonstrando pouco caso, que o vampirão representava o Temer. Lastimável!

Se alguém ainda afirma que a imprensa é isenta, eis aí um ótimo motivo para rever posições.