Só fascistas podem achar que a arma é solução para os conflitos agrários.

Tuitou o bolsonáro,  cantando vitória: “Incra registra só 1 ocupação no 1º trimestre diante 43 ações no mesmo período de 2018. O MST está mais fraco pela facilitação da posse de armas, iniciativa que terá derivações pelo governo, falta de financiamento do setor público e de ONGs, algo que não ocorria nos governos do PT”

Não entendi bem, o MST está mais fraco por que o presidente facilitou a posse de armas pelo Movimento? Ou está mais fraco por que a facilitou a posse de armas para os grileiros e latifundiários e restringiu o uso das mesmas pelos Sem Terra?

Se for a segunda interpretação então é uma grande sacanagem o que o Jair está promovendo. Se os assassinatos de trabalhadores rurais já era uma rotina no campo,  imagine agora com seu aval, será um verdadeiro genocídio. Seremos os primeiros em números de mortes.

Na cabeça doentia do presidente ele deve achar que resolveu um problema social persistente.

Não haverá mais conflitos no campo, deve pensar. Bolsonaro, o Messias, encontrou a solução, liberar a posse de armas e as ocupações cessam. Ameaçar de morte os integrantes do MST e a desordem cessa.

Pobre coitado! Jair mais uma vez está surtando.

O MST foi forjado na luta, no enfrentamento. Está acostumado a encarar este tipo de gente. Sejam eles coronéis, pistoleiros, policiais ou  jagunços.

Há muito o campo está armado, só de um lado. Os massacres dizem tudo. Eldorado dos Carajas e Pau d´Arco, ambos no Pará, são exemplos de execuções perpetradas por policiais. E os nove trabalhadores rurais brutalmente assassinados no Projeto de Assentamento Taquaruçu do Norte, em Colniza. Torturados, amarrados e degolados.

E os assassinatos de lideranças? Quem não se lembra de Dorothy Stang, freira morta por pistoleiros? Ou do Chico Mendes? Ou de Nilce de Souza Magalhães? Ou de sindicalistas rurais? Há muitos, muitos outros. É uma vergonha o que acontece no interior desse país.

E como se percebe, a luta por justiça, por igualdade continua firme e forte.

Então, o bozo não deve justificar suas sandices baseados apenas em opiniões. Fazendeiros armados inibem ocupações? Desde quando?

 Isso é muito grave. Mas não há surpresa na publicação do Jair.

O presidente mostra, mais uma vez, o desconhecimento total de como é formada a nação brasileira. As forças atuantes. A realidade e os sonhos de uma população tão diversificada.

Quando elogia o armamento da população de “bem” esquece ele que o outro lado também pode se armar, pois a partir do momento que o executivo mostra claramente que pende para um lado o outro tem que se proteger de alguma maneira, ou não? Ou ele pretende que viremos  carneirinhos sem qualquer perspectiva de melhora de vida, e cale a boca e vá trabalhar?

Apenas fascistas podem crer que a arma é o início, o meio e o fim de um país civilizado.

Enquanto isso o Lula segue preso, injustamente. Pode uma coisa dessa?

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Continuando assim, estamos fadados a não ver país nenhum.

Estão certos os que dizem que o “bozo” é um idiota, um pateta, um energúmeno, um troglodita, um covarde, um violento, um ignorante, um ditador… Com certeza ele já demonstrou ser tudo isso. Mas, pergunto, há alguma surpresa no que ele é? Claro que não. Aliás, seu único mérito foi o de nunca ter escondido o seu perfil.

Na mente doentia do presidente Deus o escolheu para realizar o trabalho “sujo”, ou seja, distrair e exterminar os ditos “comunistas” deste país. E depois da América Latina e, quem sabe, do mundo.

O lema “Brasil acima de tudo” não é apenas uma falácia. É um modo de ele ver e sentir a realidade a partir de suas loucuras. Não duvido que, nos seus momentos de alucinação, se veja esmagando as esquerdas com os pés.

E nessa empreitada quixotesca se cercou dos mais insanos personagens.

Quem de fora analisa fica impressionado com essa equipe de governo. Um verdadeiro balaio de gato, a princípio. É ministra vendo Jesus na goiabeira. É chanceler falando em “maxismo cultural” e anti-globalismo. É outro estapeando a língua pátria. Um astronauta que até agora não disse a que veio e segue no mundo da Lua. Um astrólogo promovido a Rasputin. Ministro da educação que não vê motivo para faculdades do nordeste ensinarem filosofia e sociologia. E por aí vai.

Excetuando os desatinos das “otoridades”, parece não haver outro tipo de conexão e afinidades entre eles, tal a quantidade de contradições e estupidezes que vomitam diariamente. Mas não é bem assim.

Se olharmos desapaixonadamente para a horda ministerial veremos que há um ponto em comum entre eles.

São todos anticomunistas e antipetistas. Neste quesito seguem a cartilha bolsonarista à risca. Exceção talvez seja o Guedes, que tem interesses próprios de enriquecimento.

Delirando, o “coiso” não se dá conta que o preço a ser pago pelo holocausto da esquerda é alto de mais. Mesmo pra turma de aloprados. Custará, no mínimo, um país. E tantas outras futuras gerações.

Vejamos. Retirou a necessidade do visto dos americanos. Sem contrapartida.  Aqui virou a casa de Maria- Joana. Entra qualquer um. Pode ser bandido. Pedófilo. Escroque. Mafioso. Ou caravanas de homens fazendo turismo sexual. Não importa.

Entregou a base de Alcântara. Sem contrapartida. O brasileiro não entra sem permissão dos “yankees”.

E mais recentemente, declarou que pretende explorar a Amazônia em parceria com os americanos. Novamente, sem contrapartida.  

Pode um absurdo destes? Sim, pode. E irá fazer. Caso tenha que acabar com territórios indígenas, não pensará duas vezes.

No romance ficcional de Ignácio de Loyola Brandão “Não Verás País Nenhum” há um trecho interessantíssimo. A Amazônia foi transformada em um imenso deserto. Maior que o Saara. E a propagando oficial canta loas sobre este feito. Se os gringos entrarem oficialmente… sei não. É capaz da vida imitar a arte, não acham?

Bem, acima são apenas alguns exemplos, há tantos outros. Programas sociais ameaçados, reforma da previdência, trabalhista e educacional, conselhos e comissões fechadas. Liberdade de imprensa censurada. Liberação de armas e etc.

Vivemos o presidencialismo de “faz-de-conta” e o parlamentarismo “de mentirinha”.

Bolsonáro mesmo afirmou que não nasceu para ser presidente e sim, militar.  E, no frigir dos ovos, não é uma coisa nem outra. Terceirizou o poder. Está no limbo. Fragilizado, procura ajuda do império. No caso o  Trump. Além dos dois serem  lunáticos e, portanto, terem afinidades, o país norte-americano ainda é a maior potência do planeta e, aos seus olhos, garantidor de sua cruzada.

Ministros governam. Os postos Ipirangas. Falta saber quem de fato é o chefão da turma.

O que sobra são asneirices. Para todos os gostos. Mentidos e desmentidos.

O “presidente” vetou o aumento do diesel.  Guedes, pego de surpresa, falou que com uma boa conversa o “coiso” volta atrás e dá o aumento. Simples assim. Em outras palavras, basta enrolar o presidente e teremos o reajuste do diesel.

Subalterno crescendo e desmerecendo quem de direito tem o poder.

E depois há quem ache ser por demais desrespeitoso afirmar que o “bozo“ é um idiota, um pateta, um energúmeno, um troglodita, um covarde, um violento, um ignorante, um ditador…

E o Lula preso, pode uma coisa dessa?

Calma ministro tchutchuco, calma!

Calma valentão, calma!

O super ministro Guedes, o tal do “posto piranga” do Bolsonáro, perdeu as estribeiras.

Quando o deputado Zeca Dirceu, disse, se referindo à reforma da previdência, que ele se comportava como um tigrão com os trabalhadores e os pobres e como uma “tchutchuca” com os rentistas e banqueiros o ministro ficou louco e gritou “é a mãe”. A mãe o quê?

Oras bolas tchutchuca! ele só quis dizer que você tem dois comportamentos. Feroz caçador de direitos dos menos favorecidos e um ser meigo, carinhoso, compreensível, beirando a promiscuidade quando se trata de preservar os direitos das classes mais abastadas.

Há inverdades no que o ZECA  falou? Não, nenhuma.

O deputado Paulo Teixeira exemplificou esse seu comportamento diferenciado. Disse: quando se trata de imposto sobre grandes heranças o ministro deixa pra depois, impostos sobre lucros e dividendos pra depois também, o problema dos grandes sonegadores não vem ao caso , mas em se tratando do BPC o ministro quer deixar pra “ontem”, como se diz quando se deseja  acentuar a urgência do negócio.

Então o senhor deveria simplesmente se preocupar em rebater tal acusação com fatos e números. Ah! Números verdadeiros e não os manipulados, por favor.

Pois bem, o senhor já foi estudante, certo? Pelo menos é o que me consta. Então tchu, o senhor sabe perfeitamente que para um apelido pegar basta o apelidado se mostrar nervoso e insatisfeito. Foi seu caso, Agora, aguenta coração.

Aí está o problema de vocês, gente ordinária, o debate, o confronto de ideias não faz parte da rotina de suas vidas. Ficam nervosos e tresloucados rapidamente.

É patente que o Bozo não gosta, tem menosprezo, nojo e ódio pelo brasileiro, então por que ter vergonha de perpetrar essas maldades contra o a nação? Seja ao menos corajoso e verdadeiro. O diabo agradece. Aliás, toda legião de demônios agradece.

E por falar em legião, cadê a tropa de choque do governo que deveria protegê-lo dessas investidas?

Será que o ministro da casa civil Onix esqueceu deste pequeno detalhe? Não é possível. Um cara tão, tão, tão… me fogem as palavras, tão, tão… vou, a contra gosto,  escrever, tão tarimbado nos meandros do congresso, não iria entregá-lo de mão beijada aos ataques dos oposicionistas, não é mesmo? Ou será que sim? Será que os ratos estão caindo fora?

Ministro do tchutchuco não coloque a mãe no meio, é feio, mesmo pra vocês. Faça o seguinte, em vez de tchutchuco exija ser chamado de tchutchucão, é mais másculo e acalma, não acha?

Vou te chamar de tchutchucão daqui pra frente. Até.

Bolsonaro, o “despresidente” do Brasil.

Três meses de Bolsonaro e se confirmou o que muitos já sabiam.

O “Já ir” não tem capacidade e competência para exercer o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil.

Os militares, seus irmãos de armas, são diretamente culpados por colocarem essa aberração no poder. Eles tinham a exata noção de quem era o estrupício. Mas foram com ele mesmo assim. E que se dane o país, não é mesmo? Irresponsáveis, é o mínimo que se pode dizer.

O “coiso” é despreparado. Deslumbrado. Despudorado. Desletrado. Desumano. Desalmado. Desmiolado. Desconectado. Desnorteado. Destruidor.

E é tanto “des” depreciativo que ele não pode ser considerado presidente, em hipótese alguma. Ele é um verdadeiro “despresidente”.

O primeiro a fazer jus a este nome no mundo contemporâneo.

E por que “despresidente”? Porque ele está aniquilando com a áurea que o cargo tem. Com o respeito que a democracia confere aos eleitos.

Aparece em foto no palácio do planalto vestido com moleton, calçando sandalhão, com a camisa do Palmeiras ao lado dos ministros. Publica vídeo do “Golden Shower”. Em Davos, lê um discurso de forma primária. Se reúne com Trump e entrega o país em troca de nada. Demonstra total subserviência aos EUA. Fala mal dos imigrantes brasileiros. Diz que criança do bolsa-família é retardada. Dá voz a um astrólogo. Se contradiz todo.

Não pode nem ser considerado um inútil, mas sim um “desnútil”, que é o cara que acaba com algo útil e não põe nada no lugar.

Se os americanos tem o tal do Estado Profundo, o “bozo” está criando o Estado Imundo. Estado de terror.

Temos que conter esta anomalia.

É povo na rua gritando Não! Não à reforma!. Não à destruição ! Não ao entreguismo!

Mas não um “NÃO” qualquer, um NÃO veemente. Gritado, chorado. Repetido inúmeras vezes. Estressar o ambiente. Cutucar o animal com vara curta. Enfrentar o bicho com a faca entre os dentes. Com sangue nos olhos.

E temos que ir mais além. Esclarecer à população envenenada do que está acontecendo e do que está por vir.

E torcer, rezar, orar, cantar e dançar para que nossos clamores deem certo. Pois, como disse Lucélia Santos “pela lógica estamos F…”.

 

O que as galinhas da França têm a nos ensinar.

Deu na BBCBrasil.

Numa fazenda-escola, situada no noroeste da França, são criadas 6 mil galinhas. Elas vivem soltas. À noite são recolhidas em galpões, onde ficam empoleiradas. Pois então, numa noite dessas entrou pela portinhola uma raposa. E raposa, sabemos, adora uma galinha.

Bem, qualquer pessoa concluiria que o quadrúpede fez a festa no galinheiro, não é mesmo? Mas não foi bem assim. O desfecho foi outro… De forma inesperada, em vez de o canídeo atacar, ele é que foi atacado. Resultado: no dia seguinte os criadores encontraram a raposa morta, toda bicada. Espantoso, não é mesmo?

Imaginem a cena.

As galinhas vendo a raposa entrar. Assustadas, com medo, procuram rota de fuga, não encontram. Estamos perdidas, gritam! Não há saída! Só nos resta rezar! Ou então lutar por nossas vidas, rebate uma delas. Somos fracas. Sim, somos fracas sozinhas, porém juntas somos fortes!  Vamos pra cima! bradam.  Cada uma ataca de um lado, dizem. A raposa só tem uma boca. Não tem como morder a todas. E já que nosso destino está traçado, pelo menos morreremos brigando. E assim o fizeram. E venceram.

A surpresa da raposa deve ter sido total. Tá errado! É contra a natureza! Contra a tradição! Contra as leis! Contra a religião! Não vale! Vocês não têm tradição de luta! São submissas! Suas comunistas!  E morreu gritando.

Esta estória é digna de um Esopo.

Esopo foi escravo, escritor, contador de história. Viveu na Grécia antiga. Suas fábulas terminavam invariavelmente com tiradas morais. Uma das mais famosas é a “A Raposa e as Uvas”.

Bom, e o que este relato tem a nos ensinar?

Oras, o Brasil vive um momento peculiar. A raposa está no poder. Ela vai acabar com nossos direitos sociais, trabalhistas. Está sucateando a saúde, a cultura e a educação. Se a reforma da previdência for aprovada ninguém mais vai se aposentar. O desemprego aumentou. Os investimentos esperados não virão enquanto o louco for presidente. A indústria está um lixo.  A Embraer foi dada para Boing. A Ford vai embora. O PIB não cresce. A polícia está autorizada a matar sem dar grandes explicações.  E assim caminhamos pro nosso fim.

E nós, brasileiros, estamos na mesma situação que as galinhas estavam.  O coiso  e seus asseclas entraram.  Não podemos fugir, que seria sair do país. Portanto, só nos resta lutar. Com a mesma veemência delas. Derrotar o fascismo. Prender os atores do golpe, os traidores da pátria, os entreguistas, os espiões e ratos em geral. Restabelecer a verdade e a justiça.

E acima de tudo libertar o LULA!

Moral da estória: sem luta, não há vitória possível.

Que Deus dê muita força ao Lula neste momento de dor.

Tenho uma filha. Maria Clara. Tem 6 anos. Pra mim é a melhor filha do mundo. Do mundo não, papai, da Bahia!
Às vezes é arteira, às vezes quieta. Ri e chora. Dá bronca e leva bronca, mas nessa idade nunca guarda mágoas.
Se fantasia, brinca, corre, dança e imagina. Pula, cai e quebra. Adora se pintar. Risca, grita e emburra. Diz não. E exige sempre um sim. Desafia e nos surpreende.
O abraço dela é de uma maciez e de um conforto incomparáveis.
Suas mãos sempre procurando as nossas mãos.
E a pureza do olhar? Ah! Essa pureza quebra os mais rígidos corações humanos.
Vendo a gente triste ou chateado sempre dá uma solução.
Papai, onde a mamãe foi? Mamãe, onde o papai foi?
Adora um colo. A proteção do colo. Entende o mundo à sua maneira. Ainda não conhece a maldade humana.
Gosta muito do vovô e da vovó.
A avó foi premiada por ela com um troféu de melhor cozinheira do mundo.
E o que você quer ser quando crescer, pergunto? Feliz, responde. E também veterinária, igual a prima.
Se o amor um dia acaba, então o que sinto pela minha filha não é amor. É um sentimento tão maior que a palavra que possa defini-lo ainda não foi inventada. Deixo a cargo dos poetas.
Esta é minha filha. Uma criança. E como toda criança uma sonhadora.
Por que falei sobre a Maria Clara? Porque o neto do Lula morreu. E Artur era uma criança. E como dizem, criança só muda de endereço.
Chorei por ele. Chorei também vendo a foto daquela criança síria na praia. Assim como choro vendo crianças sofrendo. Choro eterno.
Perder um filho, um neto ou um sobrinho ninguém merece. Ninguém mesmo. É reverter a criação. A dor é lancinante.
Que Deus dê muita força ao Lula. Que Deus ilumine e conforte sua família.
Vejo o Artur subindo ao céu e D. Marisa com os braços esticados recebendo o netinho. E pondo-o no colo. Protegido, com certeza ele, ficará.

Que o holocausto do Lula nos sirva de lição

“Institui a Lei de Execução Penal .

SUBSEÇÃO I

Da Permissão de Saída

Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:

I – falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;

II – necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).

Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso. “

 

Alguma dúvida se Lula tinha o direito de velar o irmão? Claro que não!  Inclusive está escrito com todas as letras a palavra “irmão”.

A defesa do ex-presidente solicitou a saída, a juíza pediu um parecer para o MPF, que pediu um parecer para a PF, que negou.

No frigir dos ovos quem negou mesmo foi o Sérgio Moro.

Motivo? Não havia tempo hábil para a logística de transporte do ex-presidente. Ou seja, transporte aéreo e escolta.

Os carrascos se respaldaram nas brechas que a lei apresenta para justificar a negativa.

E quais são essas brechas? A meu ver, o verbo “poder” e a frase “mediante escolta”.

Os presos “poderão”, não significa que é uma obrigatoriedade. E se não houver escolta, o preso não poderá sair.

E mais. Os carrascos sabem, Lula não é qualquer preso e sim o maior e mais importante líder que o Brasil já produziu. O simples deslocamento se torna um martírio. Por onde ele passa, arregimenta multidões. Então, como garantir a segurança dele e dos agentes, não é mesmo? Como não causar tumulto? Difícil!

Óbvio que eles poderiam liberá-lo,afinal,  Suzane von Richthofen teve autorizada a saída para comemorar os “Dias dos Pais”.

No entanto o ódio, a maldade, a vingança, o medo e o preconceito foram os grandes conselheiros da recusa.

Mas suponhamos que eles liberassem. Qual o simbolismo desse ato? A concessão da saída significaria que a justiça estaria começando a agir com justiça e isto acenderia uma luz de esperança nos corações das pessoas de que Lula poderia ser posto também em liberdade?

Seria muita ingenuidade de nossa parte acreditar numa possível mudança de postura do judiciário.

Devemos é abandonar posições conciliadoras e assumir a realidade. Fomos derrotados em todos os campos.

Vivemos num estado de exceção. A esquerda relegou o povo ao segundo plano. Os nossos líderes avaliaram mal os atos da direita. Os nossos mandatários não souberam lutar contra o golpe. Bolsonaro, apesar de tosco, tem que ser levado à sério.

Deveríamos ter dado a mesma importância ao Lula que a direita deu. E dá. E demonstra com atitudes. E não mostra medo.

Por exemplo, no dia da prisão Lula a esquerda não entendeu a magnitude do Lula.

O certo seria criar um fato político. Conclamar as pessoas a cercar o sindicato. E não deixar ao deus dará. Convocar uma entrevista coletiva internacional. E jamais, repito, jamais deixa-lo se entregar para um simples delegado.

Um homem que foi duas vezes presidente, reconhecido mundialmente como grande líder merece muito mais consideração. No mínimo quem deveria estar negociando sua “rendição” seria o ministro da justiça.

Quem aconselhou Lula a se entregar naquele momento deveria fazer um mea-culpa. Quem falou que o povo brasileiro não sabe lutar deveria fazer mea-culpa. E depois pedir o boné e sair da cena política.

Eventos passados, dirão, mas reflete no presente e refletirá no futuro.

A esquerda desde 2013 age atemorizada. Envergonhada. Foi uma presa fácil para a ultra-direita.

Quem está no poder tem que ter vontade de estar no poder. Tem que exercer o poder.

Que o holocausto do Lula nos sirva de lição. Não temos adversários, temos inimigos.