O PT fez a opção correta, lutar até o último dia por Lula candidato.

E o TSE negou o registro da candidatura do Lula à presidência. Nenhuma surpresa. Barroso convenceu a já convencida Rosa Webber a por em pauta o tema da ficha suja por causa do Lula, mesmo estuprando os prazos legais. E a ONU e o estado de direito foram jogadas às traças.

Bem, vencidos novamente. O maior líder político brasileiro de todos os tempos continuará preso e praticamente incomunicável. A não ser que alguém, com muita boa fé, calcule que Lula esteja contente em se comunicar  através de bilhetes e de terceiros, sendo ele um dos maiores oradores que o país já produziu .

Mas a caçada ao PT e a seus membros não cessou com o a prisão do Lula. E vem mais por aí. E vem porque o ex-presidente detido incomoda mais que mil elefantes. Por causa dele a discussão sobre o golpe de estado não saiu do dia-a-dia.

Sua persistência não dá alento aos usurpadores. É a sombra a persegui-los num lindo dia de sol.

E quanto mais apanha mais Lula cresce nas pesquisas. É um fenômeno. E se a canalha deixasse, ganharia no primeiro turno. Para o bem do país.

Porém, a simples possibilidade de ele poder concorrer põe em pânico os coxinhas, fascistas, energúmenos e golpistas.

Eles não se conformam com a teimosia do PT. Ótimo, a teimosia nos dá esperança.

A quadrilha só faltou suplicar de joelhos para que Lula desistisse da empreitada e o partido escolhesse outro candidato. Rápido e rasteiro assim.

E por que Lula não desistiu?

Primeiro – Acima de tudo porque ele é inocente no caso triplex. E não abre mão de provar sua inocência, logo disputar a presidência é consequência natural e direito legítimo.

Segundo – Se o PT designasse outro candidato em abril ou maio, por exemplo, a Globo teria mais tempo para destruir a imagem do escolhido. E o MP de acusá-lo e pedir sua condenação. O Moro de condená-lo. O TRF-4 de reafirmar a decisão do imparcial. E o TSE o tornaria inelegível, às vésperas da eleição.

Terceiro- Lula não teria participado das últimas pesquisas, caso já houvesse outro concorrente. Não teríamos noção da robustez do ex-presidente depois de tanto flagelo sofrido. A Imprensa hegemônica mal tocaria no seu nome. O Bolsonada  seria um dos beneficiários do efeito manada.

Quarto – A militância faria campanha para o candidato avalizado por Lula e o nome Luis Inácio Lula da SIlva não estaria tão em voga como está hoje.

Quinto – Lula candidato alavanca, dá ânimo, atrai eleitores às campanhas dos postulantes aos cargos de governador, senador, deputado federal e estadual progressistas. O congresso precisa ser conquistado. Desinfetado, enxotando a turma do BBB. Expurgando os corruptos e golpistas inescrupulosos..

Sexto  – Como disse o ex-sindicalista, “ideia não se prende”. E não só não se prende como também não se tem como evitar que se multiplique.

O PT e o Lula escolheram o caminho certo, agora é lutar até o fim. E com garra.

 

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A postura de Chico Buarque é um oásis neste deserto golpista.

E Chico Buarque visitou o Lula. Ele e Martinho da Vila. Dois dos maiores expoentes de nossa música.

Lavaram nossa alma. Artistas que são, transitam por todas as classes sociais. Da mais privilegiada, a mais desprotegida. Lula deve ter ficado emocionadíssimo, assim como eles ficaram. Pois o artista tem atrás de si milhares de fãs. Há sempre olhos e corações a acompanhá-los.  Lula ama o povo. De sua cela, Lula sabia que os abraçando abraçava na verdade o povo brasileiro.

Chico então, nem se fala. Reconhecido mundialmente como compositor e escritor. Era dele a honra maior. Sabe de sua dimensão, de sua visibilidade e do significado da visita. Por mais que a mídia hegemônica tente esconder seus atos de apoio ao PT, ao Lula e à democracia não tem jeito. Chico Buarque de Holanda é o cara.

O cantor sublimou, estourou a bolha. Seu lugar é no panteão dos que não precisam provar nada pra ninguém.

E deste patamar nos brinda com sua postura coerente, humilde. Enfrentando batalhões de energúmenos e seus canhões com a mesma altivez e simplicidade.

A postura do Chico é um oásis neste deserto golpista.

Não sei se ele sabe, deve saber, atitudes como a dele injeta ânimo nas pessoas. E como necessitamos deste ânimo nestes momentos de golpe.

Percebam a magnitude do ato do Chico. Se há duas grandes paixões do brasileiro uma é a música, a outra, o futebol.

Pois é, onde estão os boleiros que não se manifestam?

O Juninho Pernambucano falou algo. Paulo César Caju, também. Mas e os jogadores famosíssimos. Aqueles que por onde passam são glorificados.

Estou me referindo aos  jogadores do nível de fama do Maradona.

Maradona pediu a liberdade do Lula. Suas palavras reverberaram em inúmeros jornais e noticiários. Evidentemente que não estou falando da mídia nacional. Esta é nojenta e falseia os fatos.

Carlos Casely, o maior jogador que o Chile já teve, deixou sua marca de protesto. Não cumprimentou Augusto Pinochet. Deixou o ditador no vácuo. Detalhe, a ditadura chilena estava no auge , isto é, estava prendendo, torturando e matando os opositores ao regime.  Precisou ou não precisou de muita coragem?

E nós brasileiros, será que nenhum dos famosíssimos têm postura mais progressista. Será que só produzimos Romários, Ronaldos e… Pelés. Como jogadores, excelentes. Como seres políticos, uma lástima.

Pelé quando marcou o milésimo gol pediu pelas crianças do Brasil. Nos tempos de Lula e Dilma a mortalidade infantil foi reduzida quase a zero. As oportunidades de estudo e futuro para os jovens aumentaram substancialmente. E agora, com este governo de traidor Michel Temer, voltamos ao mapa da fome. A mortalidade infantil cresce. A saúde, a educação  estão sendo sucateadas.

Será que o Rei do futebol, o atleta do século, não percebe isso? Por que não fala nada, não se pronuncia? Covardia ou alienação?  É uma decepção.

E os grandes atores, artistas plásticos não tem nenhum que tome uma atitude mais firme sobre os acontecimentos políticos? Que entenda a perseguição ao ex-presidente, a falta de provas?

Por isso e por muito mais digo e repito,  Salve Chico Buarque de Holanda! Ele pode nos salvar, ele vai nos redimir.”

Edson Fachin, o maior vilão da última semana.

E o vilão da vez é… Edson Fachin.

O que os golpistas fazem de bem feito é distribuir o ódio. Jogam e brincam com a esquerda.

Tivemos como grandes vilões: Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Tóffoli, Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Webber, Janot. E agora Edson Fachin.

Mal comparando, se fosse num jogo de futebol seria assim a preleção do técnico aos atletas.

Olha gente! O adversário tem um grande boleiro, o Lula, precisamos anulá-lo, de qualquer maneira. Se ficarmos no mano a mano, perderemos a partida, o cara é bom de mais. Sem chance pra nós. Então o que podemos fazer? Alguém tem alguma sugestão?

Pensam…Pensam.. Pensam… Até que um jogador sugere, o jeito é descer o sarrafo!

Sim, com certeza, diz o “professor”. No entanto se escolhermos um de nós o juiz irá expulsá-lo e aí… ferrou de vez.

 Pensam..Pensam..Pensam… Diz outro: vamos distribuir as entradas violentas. Eu dou uma, você outra, ele outra e assim por diante. O árbitro não poderá punir ninguém. O máximo um cartão amarelo e ao mesmo tempo machucamos o Lula. Uma hora ele ficará incapacitado de continuar jogando, não é mesmo?

Palmas e mais palmas. Aprovada a ideia. Cada um bate uma vez.

O jogo começa… E as faltas duras, também.

O que o time do Lula pode fazer?

O óbvio. Primeiro denunciar ao juiz a manobra dos adversários. Depois, gritar, gritar e gritar. E se nenhuma providência for tomada… Bem, aí resta apenas revidar as entradas maldosas. Bateu, levou! O jogo pode descambar para briga generalizada. Mas fazer o quê? Ficar só apanhando não pode ser, ou pode?

E assim a direita golpista age.

Vai levando em banho-maria a esquerda, batendo no seu melhor “jogador”, até, finalmente, impossibilitá-lo de continuar em campo.

O tempo trabalha a favor dos golpistas. O tempo irá naturalizar o golpe. 

Os golpistas precisam da eleição, como o náufrago de água. Lavar o golpe é urgente. Legaliza-lo. Mas ao mesmo tempo não podem correr risco de entregar o poder ao Lula e ao PT.

Os EUA investiram no golpe. As grandes petroleiras investiram no golpe. Os grandes abutres rentistas investiram no golpe.

Chegou a fatura.

Lula promete se eleito desfazer o que o Traidor fez contra o povo e contra o Brasil.

Lula irá regular a mídia. Lula fortalecerá a América Latina. Lula quebrará o isolamento imposto à Venezuela.

Os golpistas o temem como o diabo teme a cruz. Aí reside o grande problema.

A quadrilha joga isca. A esquerda vai atrás.

A segunda turma absolveu a Gleisi. A segunda turma soltou o Dirceu. Fachin manobrou para evitar o julgamento de Lula pela segunda turma.

Fachin é o maior traidor da última semana. E a segunda turma é a redenção.

Garantistas X Punitivistas.

O STF deixou de ser covarde? Deixou de ser golpista? A ameaça do comandante do Exército perdeu a validade?

O PT reage? Sim, reage, mas sempre dentro da legalidade. Respeitando a constituição e os tramites.

E os golpistas? Depende da pessoa. A justiça tirou a venda dos olhos há muito tempo.

Cláudio Lembo no debate “Capacidade Eleitoral Passiva, Lei da Ficha Limpa e a Vontade Popular”, promovido pelo escritório Aragão e Ferraro Advogados e o Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo afirmou em certo momento que  “Estamos vivendo a pior fase da vida política do Brasil. É uma democracia frágil, de fachada. Vivemos uma grande farsa”. E mais adianta disse que “Já vivi situações muito difíceis, como na ditadura, mas nunca vi nada tão imoral”, sobre impedir Lula de ser candidato.

E o tempo passa…O jogo está acabando. Continuam caçando o Lula… E ele continua preso numa cela.

E o time dele faz o que pode ou não faz o que deve?

Entre as reivindicações dos caminhoneiros deveria ter um “Fora Temer”.

Em 2015 os caminhoneiros pararam exigindo a saída da Dilma Rousseff.

A greve, com óbvio viés político, vinha floreada com reivindicações pueris tipo melhora da economia. Não apresentavam sugestões. Era a melhora pela melhora.

A saída da presidenta significava, à época, a cura para todos os males do Brasil. Ao menos era no que acreditavam os maldosos, ingênuos ou interesseiros caminhoneiros. Estes trabalhadores chegaram a se juntar com o grupelho do MBL, lembram-se?

Pois bem, conseguiram. Dilma Rousseff caiu. Vítima que foi de uma avalanche de motivos estúpidos, fracos e cretinos perpetrados e lastreados pela mídia golpista. Era tempo do “barata voa”. Da glória do moleque Aécio Neves.

E a quadrilha tomou as rédeas do país. O traidor Michel Temer tornou-se presidente. Rapidamente impôs medidas impopulares. Medidas estas que jamais seriam aprovadas em qualquer escrutínio. Jamais!

Passado  2 anos o que vemos é a completa destruição de um país. 14 milhões de desempregados. Com o fim dos programas sociais, voltamos ao mapa da fome. Crianças morrem de desnutrição. Cresce exponecialmente moradores de rua. Canalhas entregam nossas riquezas. O pré-sal, maior reserva de petróleo descoberta nos últimos anos, é dada a empresas estrangeiras. Sucateiam a educação, a saúde. Travam pesquisas. E dão risadas na nossa cara.

Pedro Parente é colocado como presidente da Petrobrás. Sua única missão, preparar a empresa para vendê-la.  

E como faz isto com gosto. Não pensa no desenvolvimento do país. Nos milhares de brasileiros que ficarão desempregados. Cabeça tosca e pequena não enxerga além do próprio nariz. Aliás, nariz  voltado para o mercado de ações. Para Wall Street.  Na sua visão, só deve satisfação aos investidores.

Há algum tempo fechou acordo com a Justiça dos Estados Unidos para que a estatal brasileira pagasse US$ 2,95 bilhões – o equivalente a R$ 10 bilhões – aos acionistas norte-americanos. Assim, o dinheiro recuperado pela Lava Jato seguiu direto para os Estados Unidos.

Recentemente adiantou R$ 2 bilhões ao banco JP Morgam, presidido por José Berenguer, referente a um empréstimo que venceria apenas em 2022.  Segundo a revista eletrônica Crusoé, Berenguer e Parente, na prática, são sócios.

E com essa desastrada política de preços baseado nas oscilações do mercado de ações do petróleo levou o país ao caos.

Os caminhoneiros pararam. Se é greve ou locaute neste momento é o que menos importa. Suas reivindicações são mais do que justas. Os combustíveis aumentam toda semana.

Para um país que tem como principal meio de escoamento de produtos e mercadorias o transporte rodoviário é mais do que óbvio que cedo ou tarde estes trabalhadores iriam reclamar.

É difícil. O profissional fecha um acordo de frete e  no meio do caminho o diesel aumenta, o pedágio aumenta e ele vê seu ganho diminuir, ou pior ter prejuízo. Assim não dá, não é mesmo?

Enquanto isso seu Pedro Parente age como se a Petrobrás fosse sua. Diante do caos, ele vai abrir uma concessão ao governo e diminui o preço em 10%, até que o governo negocie com os grevistas. Mas não abre mão de sua política de preços. E que se dane o país. O poder fez mal à sanidade deste senhor.

Bem, então não há saída. O governo golpista fechou um acordo com a categoria. Os 10 % de desconto será mantido por trinta dias, periodicamente. Zerou a alíquota da CIDE. Entre outros pontos. Temer dará uma compensação financeira para os “prejuízos” da Petrobras, ou seja, todo cidadão brasileiro ajudará a manter o nível de ganho dos investidores estrangeiros da estatal.

A greve continua. Temer mandou descer o cacete na turma que insistir em bloquear o livre ir e vir. Forças armadas a postos.

Este é o típico acordo “engana trouxa”. Uma bomba-relógio que irá explodir.

A política de preços, como já disse o Barão Pedro Parente, irá continuar a mesma, certo? Temer afirmou que não demite Pedro, certo? Logo…

Então está na hora dos caminhoneiros assumirem outras bandeiras. Contundentes. Que tal o “Fora Temer”? 

 Mas se querem se redimir com a nação e com a história o certo seria “Volta Dilma”, “Lula Livre”, “Lula Inocente”, “Lula Presidente”. Seria o certo, não acham?  

Por descaso com a história a luta contra o golpe se resumiu a um pleito eleitoral.

Tivemos mais de 300 anos de escravidão, e até hoje não estudamos o impacto que esta política escravocrata teve na formação do caráter do brasileiro.

Humanos africanos trazidos à força para uma terra estranha, com línguas e costumes diferentes, transportados acorrentados em porões de navios fétidos. Os negreiros. Assustados, maltratados, sem comida, água. Morriam às centenas. E os corpos simplesmente atirados ao mar. Sem preocupação. Afinal, eram animais. E o lucro, imenso.

Desembarcavam tontos, curvados, olhar perdido, extenuados. Imediatamente postos à venda. Cais do Valongo. Dentes, idade, sexo examinados. Dependendo, lavoura ou trabalhos domésticos.  E lá iam eles servirem a seus novos senhores.

Em 13 de Maio de 1888 foi decretado o fim da escravidão. Lei Áurea.

Artigo 1: “É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brazil. Artigo 2: Revogam-se as disposições em contrário”. Só isso.

E o que fazer com os quase dois milhões ex-escravos? Alguma indenização? Alguma ajuda aos libertos? Deram terras para que pudessem trabalhar? Alguma preocupação com a integração deles com a sociedade? Não. Nada! Nenhum tipo de compensação. Largados sem eira nem beira.

E apenas dois anos depois, 1890, os republicanos queriam que as pessoas virassem a página da escravidão. Esquecessem as atrocidades do escravismo. Oras bolas!

Percebam o que diz um dos versos do hino Proclamação da República: “Nós nem cremos que escravos outrora/Tenha havido em tão nobre País…/
Hoje o rubro lampejo da aurora /Acha irmãos, não tiranos hostis./Somos todos iguais! …”

Como assim “Nós nem cremos que escravos outrora/Tenha havido em tão nobre País…/”?

Houve sim e deveria ser estudado. E não deixado pra lá. E por culpa desta postura estúpida, interesseira e covarde 130 anos depois da abolição os pretos ainda tem que lutar contra a discriminação, o racismo e pelo fim da escravidão de fato.

“O nosso caráter, temperamento, a nossa moral acham-se terrivelmente afetados pelas influências com que a escravidão passou 300 anos a permear a sociedade brasileira (…) enquanto essa obra não estiver concluída, o abolicionismo terá sempre razão de ser”. Joaquim Nabuco.

Este comportamento de avestruz também foi mais uma vez utilizado quando a ditadura de 64 apodreceu e caiu. Em 1985.

Há algo mais vil do que a tal lei da anistia? Eu, que oprimi, censurei, reprimi, torturei e matei entrego o poder aos civis,  mas antes vou me “autoanistiar”. E pronto. E os ministros do atual STF revalidam esta aberração. É certo isso?

Recentemente soubemos que as execuções de prisioneiros eram praticas comuns. E do conhecimento e com a anuência dos ditadores presidentes. Garrastazu, Geisel e Figueiredo.

E que havia preocupação dos americanos em doutrinar a formação dos oficiais das FFAA a pensarem a favor do EUA.

E que agora, a partir desta doutrinação, começamos a entender por que não há nenhum militar nacionalista. Por que o exército convidou os americanos a participar dos treinamentos de guerra na Amazônia. Por que os militares veem a riqueza do Pré-Sal ser dada a empresas estrangeiras  e não se pronunciam. Ficam mudos com a venda da Petrobrás, da Eletrobrás e da EMBRAER. Compreendemos também o ódio ao PT e ao Lula.

O ministro da defesa, o general da reserva do Exército Joaquim Silva e Luna, afirmou que os documentos são para historiadores e encerrou o assunto sobre os assassinatos como política de Estado. Ou seja, empurrou para debaixo do tapete, novamente. É isso aí, corporativismo acima de tudo.

Os militares percebem o Brasil sob a ótica dos “yankees”. Assim não dá, não é mesmo?

A ditadura, assim como a escravidão, não foi esmiuçada e analisada sob os diversos pontos de vistas. Não me refiro ao ambiente universitário. Estes eventos deveriam ser debatidos e ensinados já no ensino fundamental.

O descaso com a nossa história permitiu, com uma facilidade exacerbante, o golpe de estado de 2016. Permite que chefe do exército ameace o Supremo. Que apareça um Bolsonáro, mas não um Lamarca. Que cidadãos peçam intervenção militar. Que direitos sociais sejam retirados. Que injustiças sejam praticadas. Que  “Marielles” sejam mortas. Que jovens da periferia sejam exterminados e seus autores fiquem impunes. Que a Globo continue a existir.

E que a única chance de reconduzirmos o país à democracia e à justiça se restrinja a um pleito eleitoral.

“É com o supremo, com tudo”, disse Jucá.

Os golpistas podem ser canalhas, corruptos, patifes, inescrupulosos, mentirosos e o escambau;  mas uma coisa não são, moleques.

Quando Juca disse que o golpe era “com o supremo, com tudo” é porque era “com o supremo, com tudo”.

Eles não estão para brincadeiras. A esquerda precisa levá-los mais a sério.

A segunda turma do STF, composta por Fachin, Mendes, Toffoli, Lewandwoski e Celso de Mello, negou a liberdade do Lula. Alguma surpresa? Não!

Aliás, como pode haver surpresa se é quase senso comum que o STF, além de ter participado do  golpe,  é um supremo acovardado?

O covarde não tem lado. Tem paúra.

Se a direita vê a possibilidade de Lula ser solto a sessão ameaça recomeça.

Recentemente, em tom apocalíptico,  o general da reserva Paulo Chagas “tuitou”: “CUIDADO COM A CÓLERA DAS MULTIDÕES !!!  Até o dia 10 de maio, saberemos se Gilmar, Lewandowski e Toffoli tomarão o partido do Brasil ou do crime. Querem boicotar a Lavajato ou fazer justiça?”

As bravatas deste general não são tão preocupantes quanto a que fez o comandante do exército general Villas Boas, também através de “tuite”, no dia 3 de abril. Nesta data o STF julgaria mais um pedido de liberdade do Lula.

Escreveu ele: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”.

Como vocês podem notar a intimidação feita pela comandante das Forças Armadas não tem prazo de validade. Digamos, é permanente.

Logo, o STF trabalha constantemente ameaçado. O que, convenhamos, não condiz com a democracia e com o bom andamento dos processos.

É duro negociar com que tem armas, não é mesmo?

Bom, para equilibrar a balança da justiça, o STF também teria que se sentir amedrontado com a esquerda.

Mas o que estamos fazendo até agora para que isto ocorra?

Nossas manifestações são todas dentro da legalidade. Não afrontamos os golpistas em nenhum momento.

Se queremos derrotar o golpe temos que partir para as chamadas Ações Diretas. Greves, boicotes, desobediência civil são alguns exemplos.

Gandhi usou este método na ocasião da Marcha do Sal. Indianos passaram a coletar seu próprio sal ao invés de comprar dos ingleses.

Os protestos não cutucam a onça. Somos ignorados. Temos que mostrar a nossa importância dentro da sociedade. Eles são 1%. Nós, 99%.

E mais. Queremos o Lula Livre? Então temos que agir. Ele está com 72 anos. O peso da idade conta muito. Enfrentou um câncer. A perda da esposa. Sua família é perseguida. Está numa solitária. Ele vai aos poucos baqueando.

Compreendo o que o Leonardo Boff disse, mas o homem Lula não está bem, não pode estar bem. Ele está preso! E se depender dos odiosos irá morrer por lá.

Não é justo deixar isto acontecer com a pessoa que fez tanto pela população. Que não cometeu crime.  É um absurdo!

O tempo trabalha a favor dos golpistas e dos traidores. E contra o povo.

O momento requer ações. Não podemos esperar soluções dentro da “legalidade”.JUca

 

No ESTADÃO, Lula já não vale um show sem graça.

O artigo, na seção OPINIÃO, do Estado, do dia 3/05 se refestela com o que julgam o maior fracasso do que seria o maior comício em comemoração ao dia do Trabalhador em Curitiba e em apoio ao Lula Livre.

Batem nas centrais sindicais. Chamando-os de sabotadores, afirmam que os mesmos atrasaram a modernização do país em décadas, sem o sindicatos o Brasil estaria no primeiro mundo.

Mas a verdade é outra, sabemos. Os canalhas golpistas estão acabando com as pesquisas, com a indústria nacional, com a Petrobrás, Embraer, Eletrobrás. Sucateiam a educação, a saúde … Se dependesse dessa elite macabra nem a escravidão teria sido abolida.

E mais. Sem o dinheiro da contribuição sindical os organizadores já não têm como pagar shows de artistas milionários e oferecer casas e carros, o que, segundo OPINIÃO, é o que atraia milhares de pessoas aos eventos do Primeiro de Maio. E que está contribuição só servia para tirar vultosas somas dos trabalhadores.

Se esquecem que as novas regras, se implementadas, ainda não surtiram o efeito que escrevem no artigo. E escondem que o trabalhador sindicalizado ganha até 30 % a mais do que os não sindicalizados. São melhores preparados e treinados.

Diminuindo o ato, afirmam que apenas 5 mil pessoas, segundo a polícia,  no máximo compareceram. E mesmo assim foram os manifestantes profissionais. Aqueles que recebem dinheiro e lanche, o famigerado pão com mortadela. Os organizadores estimam em 15 mil, no mínimo.

Como moleques de classe média, desdenham de Luís Inácio Lula da Silva, de sua importância no cenário mundial e de sua capacidade em  mobilizar milhares de pessoas. Usando de palavras chulas, se referem ao ex-presidente como corrupto, lavador de dinheiro e de maior ladrão do mundo.

E deixando transparecer o ódio de classe dizem :” São poucos os trabalhadores que se dispõem a servir de massa de manobra para objetivos políticos tão explícitos. Lula já não vale um show sem graça.”.

Chamam de imbecis o que compareceram ao evento e tratam como imbecis os que acreditam no artigo do jornalão. Resumidamente somos todos imbecis. Tá muito fácil.

Uma constatação. Assim como os senhores da Casa Grande temiam uma revolta dos escravos, os golpistas temem uma revolta do povo. Aliás, único temor. E por isso tratam de amaciar a carne, aí sim, dos mais incautos.

E mais. Se não foi o que se esperava, mesmo este “diminuto” evento incomodou a direita, caso o contrário não escreveriam absolutamente nada.

A estratégia da mídia golpista é, e sempre será, pautar a esquerda. Armadilhas colocadas em cada olhar, gesto ou palavras.

A quadrilha parte para o enfrentamento. Qualquer movimentação nossa é prontamente rebatida. A pessoa não consegue refletir por um minuto que seja.

Este artigo do Estadão, citado aqui, é também uma armadilha.

Estão nos cutucando. Não reajam! É isso que querem. Sabe na escola o valentão ameaçando o outro estudante? O que os pais dizem? Deixa prá lá. O cara se cansa ou  daqui a pouco se forma e sai. Ou toma outras providências? E quais providências? E  quem disse que o valentão é maior que o outro?

Resta entender que nós, o povo, não somos elo fraco nesta história. Somos fortes.  E com um poder inimaginável ao nosso alcance.

É uma guerra que vivemos. Mundos separados. E em uma guerra o general não antecipa estratégias de luta para o adversário. Nem por entrevistas.

Medo não pode fazer parte deste cenário de lutas. É assim.